sábado, 31 de dezembro de 2016

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Amando demais

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Tô pra ver

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O rapper paulista Criolo lançou um novo disco em 2016, o terceiro de originais da sua carreira com o título "Ainda há tempo". Tenho de confessar que me passou totalmente ao lado e só agora tenho andado a ouvir. Ainda não escutei tudo e com o tempo necessário mas esta é a minha preferida até agora, "Tô pra ver" e eu ainda tô pra ouvir o disco e não sei se ainda há tempo suficiente em 2016. Brincadeirinha... de palavras.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Samuel Cantautor

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Gosto muito do Samuel Úria nas suas duas vertentes, pela música que escreve e pela interpretação que dá às que guarda para si. Felizmente há mais intérpretes que têm a sorte de tocar e cantar músicas dele mas sempre achei que quem tem o privilégio de poder escrever o canta e cantar o que escreve tem sempre uma vantagem face aos outros. Ainda não tinha falado do seu último trabalho que saiu este ano, chamado "Carga de ombro". Tenho de admitir que, apesar de tudo, não sou fã incondicional e, talvez, também por isso, não fiquei encantado pelo disco mas fiquei rendido a este bonito tema que se chama "Graça comum" que, ao contrário do seu título tem uma graça nada comum, singelo talvez e daí parecer corrente mas sempre achei que quem tem talento para transformar alguma coisa genérica e simples em algo especial, tem o maior talento do mundo.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Voz & Baixo

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Carmen Souza e Theo Pascal, Cabo Verde e Portugal a cantar um standard do jazz norte americano. Uma voz tropical a desafiar o swing do baixo.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Mais uma perda

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O dia de Natal deste ano trouxe uma notícia triste para a música, mais uma perda importante. Depois de David Bowie, Prince e Leonard Cohen foi agora a vez de George Michael deixar o mundo dos vivos. Para mim, a carreira de George Michael tem dois momentos marcantes, o concerto MTV Unplugged de 1996 onde fiquei totalmente surpreendido e rendido, por um lado, ao poder da sua voz mas também à sua versatilidade. Em 1990 tinha lançado o seu segundo disco a solo que se chamava "Listen without prejudice" e que já nos desafiava a ignorar os óbvios preconceitos que existiam devido ao seu passado alinhado a um estilo pop que lhe deu destaque e sucesso.
Esse concerto confirma isso, confirma um artista que está à vontade em vários estilos musicais, reformatando, inclusivamente, alguns dos seus temas mais populares e demonstrando uma capacidade vocal até aí menosprezada nos standards do pop.
O outro momento é a sua colavboração com os Queen no concerto em Wembley após a morte do Freddy Mercury em 1992 e aí comprova-se o animal de palco que ele era. Há um vídeo do ensaio da música "Somebody to love" onde estão a assistir o Seal e  o... David Bowie, irónica coincidência.
Estão aqui esses dois vídeos para se recordar.






terça-feira, 20 de dezembro de 2016

"Disfarça e vem"

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Bossa e jazz, Marcos Valle e a grande voz de Emílio Santiago, grande som. Música gravada no dvd de 2007, "Emílio Santiago. De Um Jeito Diferente".
Coisa boa.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

"Cuidado que a Mangueira vem aí..."

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"É bom se segurar que a poeira vai subir"
Tem capoeira - Estação Primeira de Mangueira

E aí está o vídeo oficial do samba enredo da Estação Primeira para o próximo Carnaval. É a possibilidade de conseguirem o bicampeonato, depois da vitória deste ano e as perspetivas são bastante auspiciosas. A crítica carnavalesca tem elogiado publicamente o tema do samba enredo e, desde que foi gravada a versão oficial, o samba da Mangueira tem sido o samba enredo mais tocado nas plataformas digitais.
A escola e a nação mangueirense merecem este destaque pelo trabalho de recuperação da escola que têm vindo a fazer e pelo trabalho habitual que é preparar, todos os anos, um desfile de Carnaval.
Talvez, com a ajuda de todos os santos que são invocados no samba, possamos estar voltar a essa cidade que tanto amamos e estar presentes nesse momento tão especial e tão grandioso, mesmo não sendo crentes.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Prume significa Recife

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Prume é o nome de uma banda formada por três músicos do Recife, estado de Pernabuco, e que lançaram este ano o seu primeiro LP. Cantam em inglês e trazaem consigo influências indie e eletrónicas mas também fazem lembrar o estilo e sonoridade do surf mellow music popularizado pelo hawaiano Jack Johnson.
Este primeiro trabalho chama-se “Learning by Watching” e é sempre, no minímo, corajoso lançar um projeto que usa o idioma inglês num país como uma língua tão rica e tão poderosa em termos musicais.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Soul novo em português

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Tássia Reis de seu nome, cantora paulista que já anda nestas andanças há alguns anos. Confesso que não conhecia mas passei a conhecer neste lindo tema "Se avexe não" do seu novo e segundo trabalho "Outra esfera".
Grande soul e grande voz.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Casando o samba com o rap, ô sorte!

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O mestre Wilson das Neves está prestes a completar 80 anos de idade e irá comemorá-los num espetáculo no Rio onde convidará diversos amigos.
É mais uma figura incontornável no samba que não tem qualquer tipo de preconceito em apadrinhar novos valores de outros estilos musicais e de acolher naturalmente esses formatos em plena sintonia nos seus sambas mais clássicos.
Este maravilhosos tema, "O dia em que o morro descer e não for Carnaval" é mais um belo exemplo da virtuosa parceria que o mestre Wilson e o sambista Paulo César Pinheiro granjeiam há longos anos e que gerou tantos magníficos frutos.
Nesta interpretação, o rapper Emicida junta-se no embalo e consegue agregar à musica original uma nova dimensão que, provavelmente, até está mais próxima da essência do próprio tema e, especialmente do seu poema. na versão original a triste estória de uma realidade social que existe e perdura há muitos anos no Brasil de pobreza e criminalidade é meio atenuada pela candura da melodia do samba canção mas nesta versão a crueza das palavras em forma de rap acentuam a agrura da mensagem.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

"O Rio de Janeiro continua lindo"

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Vídeo da Air France que convida Gilberto Gil a apresentar o Rio tendo como banda sonora a sua "Aquele abraço".
Saudades!


AirFrance | RIO DE JANEIRO - Gilberto Gil from Joaquim Leães de Castro on Vimeo.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

"Varanda suspensa"

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Novo clipe do último álbum da cantora Céu do tema "Varanda suspensa", grande som e uma excelente exemplo do estilo desta cantora brasileira.
Tive a sorte de ver o concerto dela na última edição do Mexefest e pareceu-me que houve uma clara evolução em todos os sentidos. Está mais solta e descontraída e isso permite-lhe arriscar mais e levar a sua voz a outro patamar. É uma cantora que tem uma voz versátil e forte e, agora, senti que a explora para além dos limites que tinha estabelecido, se calhar inconscientemente.
O que não mudou, felizmente, é a sua beleza, continua muito gata.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Para acabar a semana mais uma da Elza

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O concerto da Elza marcou-nos.
Como é que uma senhora de tão provecta idade e, infelizmente, tão limitada, presa já a uma cadeira que, apesar de tudo, a ampara e lhe permite continuar a dar shows, faz um concerto quase perfeito e de uma forma tão graciosa, por um lado e, por outro, com uma entrega total e sincera quase esquecendo as suas limitações.
Não deve ser fácil estar presa às suas limitações quando, ainda, há poucos anos atrás era um poço de energia e um completo ciclone em palco, contaminando tudo à sua volta.
Há uns anos atrás (2008) a Elza participou na banda sonora de um filme brasileiro chamado "Chega de saudade", interpretando alguns clássicos da música de gafieira com a Banda Luar de Prata. O filme era sobre uma casa dançante e os encontros e desencontros que iam acontecendo entre os frequentadores mais ou menos solitários que iam passando por aí em busca de emoções e este tema, "Lama", parece que foi feito de propósito para o filme e para a Elza cantar.

Carminho e Tom Jobim

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A música contemporânea portuguesa tem dado umas cantadas à música brasileira e isso está fazendo muito bem à cultura dos dois países. Depois do António Zambujo ter lançado a sua interpretação das canções de Chico Buarque, é lançado oficialmente hoje o novo trabalho da Carminho que decidiu mergulhar no vasto repertório do maestro Anónio Carlos Jobim e demonstrar, mais uma vez, que o fado também sabe cantar bossa nova.
Fico feliz de ver artistas consagrados brasileiros a apadrinhar ativamente estes trabalhos com as suas participações. O filho Paulo Jobim acompanha a Carminho com o seu violão em todas as músicas e há três duetos, no tema "Estrada do sol" com Marisa Monte, Chico Buarque canta "Falando de Amor" e tem ainda Maria Bethânia que partilha a linda "Modinha".

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Os 100 sambas fundamentais

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O jornal O Globo e o seu jornalista Eduardo Rodrigues conduziram uma recolha para a criação de uma lista a que chamaram os 100 sambas fundamentais que pretendem representar as criações mais significativas deste estilo musical que, como já referi noutros posts, acabou de celebrar 100 anos.
Para isso convidou dezenas de cantores, compositores, investigadores e jornalistas, todos eles consagrados e de inquestionável legitimidade para eleger uma lista deste tipo, Podem ver a seleção aqui e os convidados e respetivas votações aqui.
Nem todos votaram da mesma forma e a escolha será sempre arbitrária pois é fruto de critérios muito próprios de que foi desafiado mas não deixa de ser um registo relevante e uma ótima playlist para quem gosta de samba.
Existe já a playlist no Spotify e relativamente a esta não há, no entanto, nenhum comentário acerca do critério de escolha das versões selecionadas para a ilustrar mas aqui está ela e também a lista para quem a quiser explorar.

Vingança – Jamelão
Mora na filosofia – Marlene
Na minha palhoça – Lúcio Alves
Três apitos – aracy de almeida
Apesar de você – Chico Buarque, MPB4, Quarteto em Cy
Tempos idos – Cartola, Odette Amaral
Me deixa em paz – Milton Nascimento, Alaíde Costa
Se acaso você chegasse – Elza Soares
Lenço – Velha Guarda da Portela, Zeca Pagodinho
Samba do grande amor – Chico Buarque
Kizomba, a festa da raça – Luiz Carlos da Vila
Retalhos de cetim – Benito di Paula
Heróis da liberdade – Roberto Ribeiro
Preciso me encontrar – Cartola
Gostoso veneno – Weilson Moreira, Nei Lopes
Batuque na cozinha – Martinho da Vila
Alvorecer – Clara Nunes
Patrão, prenda seu gado – Martinho da Vila
Alguém me avisou – Dona Ivone Lara
Opinião – Zé Keti
Feitiço da Vila – Ney Matogrosso, Francis Hime, Raphael Rabello
O mundo é assim – Velha Guarda da Portela
Alegria – Orlando Silva
Não tem tradução – João Nogueira
Eu vim da Bahia – Gilberto Gil
Na baixa do sapateiro – Gal Costa
Espelho – João Nogueira
Acertei no milhar – Moreira da Silva
Ai que saudades da Amélia – Noite Ilustrada
Brasil Pandeiro – Novos Baianos
Águas de Março – António Carlos Jobim, Elis Regina
Rugas – Nelson Cavaquinho
Desde que o samba é samba – Caetano Veloso, Gilberto Gil
Portela na avenida – Clara Nunes
Agora é cinza – Wilson Simonal
Palpite infeliz – Nelson Gonçalves
Construção – Chico Buarque
Nova Ilusão – Paulinho da Viola
Conselho – Almir Guineto
Morrendo de saudade – Beth Carvalho
Com que roupa? – Noel Rosa
Saudosa Maloca – Adoniran Barbosa
Acontece – Cartola
Pelo telefone – Altamiro Carrilho, Paulo Tapajós
Casa de bamba – Martinho da Vila
Nação – João Bosco
Canta, canta, minha gente – Martinho da Vila
Bebeto Loteria – Grupo Fundo de Quintal
Trem das onze – Adoniran Barbosa
O pequeno Burguês – Martinho da Vila
Vou festejar – Beth Carvalho
Pintura sem arte – Candeia
Meu drama (Senhora Tentação) – Cartola
Agoniza mas não morre – Nelson Sargento, Beth Carvalho
Yaô – Pixinguinha, Clementina de Jesus, João da Bahiana
Apoteose ao samba – Jamelão
Senhora Liberdade – Nei Lopes, Zé Renato, Wilson Moreira
O x do problema – Luiz Melodia, Carlos Lyra
Camisa amarela – Nara Leão
Divina dama – Elton Medeiros, Gaio Preto, Nelson Sargento
Quem te viu, quem te vê – Chico Buarque
O show tem de continuar – Grupo Fundo de Quintal
Filosofia – Chico Buarque
O mundo é um moínho – Cartola
Sorriso aberto – Jovelina Pérola Negra
O mestre sala dos mares – Elis Regina
Vai passar – Chico Buarque
Disritmia – Martinho da Vila
Antonico – Gal Costa
A primeira vez – João Gilberto
Jura – Zeca Pagodinho
Juízo Final – Clara Nunes
Poder da criação – João Nogueira
Coração em desalinho – Monarco
Os cinco bailes da história do Rio – Wilson das Neves
Dia de graça – Candeia
Coisas do mundo minha nega – Paulinho da Viola
O samba da minha terra – Dorival Caymmi
O sol nascerá (A sorrir) – Cartola
Tive sim – Cartola
Além da razão – Luis Carlos da Vila
Saudades da Guanabara – Moacyr Luz
Onde a dor não tem razão – Paulinho da Viola
A flor e o espinho – Nelson Cavaquinho
Chega de saudade – João Gilberto
Pressentimento – Roberto Silva
Luz Negra – Nelson Cavaquinho
Aquele abraço – Gilberto Gil
Aquarela do Brasil – Gal Costa
Falsa Baiana – Roberto Silva
As rosas não falam – Cartola
O bêbado e o equilibrista – Elis Regina
Feitio de oração – Luiz Melodia, Joaõ Nogueira
Conversa de botequim – Moreira da Silva
Se você Jurar  – Ismael Silva
Último desejo – Gal Costa, Marco Pereira
A voz do morro – Zé Keti
Folhas secas – Beth Carvalho
Foi um rio que passou na minha vida – Paulinho da Viola
Aquarela Brasileira – Pires, Neguinho da Beija-Flor, Dominguinhos do Estácio, Rixxa

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

"Poder da criação"

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Ontem, dia 27 de novembro celebrou-se oficialmente os 100 anos do nascimento do samba, uma riqueza cultural do Brasil que é mais uma a demonstração perfeita da riqueza gerada pela fusão de culturas e de influências de várias partes do mundo. A génese do samba é a génese da própria história do Brasil e mesmo de Portugal e aquilo que provocou a sua chegada e colonização do país.
Os ritmos e os batuques trazidos pelos escravos, o cavaquinho e as violas trazidas pelos portugueses, o pandeiro que surgiu fruto de isntrumentos também trazidos pelos portugueses mas de origem mourisca e até o facto do Rio de Janeiro ser o Berço do samba tem a ver com a conjugação de acontecimentos da história que permitiram a formação deste fenómeno cultural que é agora um dos símbolos da identidade brasileira e, talvez, a maior manifestação popular totalmente transversal às classes sociais, inclusiva e igualitária numa sociedade ainda muito estratificada e discriminatória.
O samba de João Nogueira "Poder da criação" é uma boa representação da essência do samba, algo que parece que tem inspiração divina ou, pelo menos, quer-se pensar que sim mas que se traduz em versos simples que, quase por magia, se transformam em belas canções acerca do cotidiano do povo. E por ser do povo e para o povo, todos as vivem e todos as cantam.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Grande música nova da Mayrinha

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Gosto muito da Mayra Andrade, da sua voz quente e envolvente, dos ritmos tropicais que transporta consigo e do seu estilo moderno e contemporâneo mas que não renega a tradição rica, intensa e prodigiosa da cultura de Cabo Verde.
A Mayra tem música nova, uma participação numa música do último trabalho de Branko, um dos elementos da multicultural banda Buraka Som Sistema. A banda acabou mas os seus músicos continuam ativos em diversos projetos e este, felizmente, convidou a Mayra, a música chama-se "Reserva pra dois" e aconselho que reservem vários momentos para a escutarem.
Gosto tanto da Mayra.
   

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Tô dividido

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É já neste sábado, dia 26, que a orquestra bamba Social apresenta o seu trabalho de estreia. Tenho pena mas a distância (é no Porto) e o concerto da Elza Soraes não nos permitem estar neste momento único e que, acredito, será muito especial. Têm vindo a divulgar os temas que estarão incluídos no seu trabalho de estreia e espero com todos os meus anseios que incluam neste disco a versão do tema "Tô" do Tom Zé que no seu original já é incrível mas que ganha uma nova vida com os suígues do samba. "Tô bem de baixo prá poder subir
Tô bem de cima prá poder cair
Tô dividindo prá poder sobrar
Desperdiçando prá poder faltar
Devagarinho prá poder caber
Bem de leve prá não perdoar
Tô estudando prá saber ignorar
Eu tô aqui comendo para vomitar

Eu tô te explicando
Prá te confundir
Eu tô te confundindo
Prá te esclarecer
Tô iluminado
Prá poder cegar
Tô ficando cego
Prá poder guiar

Suavemente prá poder rasgar
Olho fechado prá te ver melhor
Com alegria prá poder chorar
Desesperado prá ter paciência
Carinhoso prá poder ferir
Lentamente prá não atrasar
Atrás da vida prá poder morrer
Eu tô me despedindo prá poder voltar
" Tô - Bamba Social (Tom Zé)

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Aniversário da Marron

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Hoje, 21 de Novembro é o aniversário da maravilhosa Alcione, cantora natural de São Luis do Maranhão e uma das vozes mais poderosas da música popular brasileira. Uma das minhas preferidas é este "Gostoso veneno" que lhe permite demonstrar toda a potência e a versatilidade da sua voz.

Semana rara

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Contagem decrescente para os concertos do Zeca e da Elza. Dois pedidos formulados, um para cada um deles, "Insensato destino" e "Dura na queda".

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Silva canta Marisa

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Foi hoje apresentado o novo trabalho do músico e produtor Silva em que interpreta canções da Marisa Monte. Silva revisita várias etapas da carreira da marisa e dá às músicas novos arranjos e roupagens de acordo com o seu estilo. Além de clássicos e outras menos conhecidas inclui ainda um inédito com a participação da própria Marisa, chamada "Noturna".
Para mim é sempre uma boa razão escutar o trabalho da Marisa e esta abordagem traz um pouco mais de melancolia que se justa ao Inverno europeu que nos começa a visitar neste preciso momento.

Amanhã é sábado!

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Há muito tempo que este tão eloquente e bonito dueto da Roberta Sá e do Martinho da Vila não fazia tanto sentido para mim como nesta sexta-feira.
Verdade absoluta, amanhã é mesmo sábado e a mim vai saber-me tão bem e o domingo ainda melhor.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Hoje, porque sim

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"Procuro nas coisas vagas ciência
Eu movo dezenas de músculos para sorrir
Nos poros a contrair, nas pétalas de jasmin
Com a brisa que vem roçar da outra margem do mar

Procuro na paisagem cadência
Os átomos coreografam a grama do chão
Na pele braile pra ler na superfície de mim
Milímetros de prazer, quilômetros de paixão

Vem pra esse mundo, Deus quer nascer
Há algo invisível e encantado entre eu e você
E a alma aproveita pra ser a matéria e viver"
A alma e a matéria - Marisa Monte

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Nua

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Saiu, no passado dia 11, o novo disco da fadista Gisela João. É o seu segundo e aparece 3 anos após a seu disco de estreia.
É um disco que junta poetas consagrados portugueses como Alexandre O'Neil com o lindo poema "Há palavras que nos beijam" e que beija também a música brasileira ao incluir os dois maiores sucessos do sambista e compositor Cartola, "As rosas não falam" e "O mundo é um moinho" e é nestes momentos em que se percebe que o fado não está assim tão distante do samba-canção e do seu ritmo mais moderado.
O fado "Labirinto ou não foi nada" com poema de David Mourão-Ferreira é a música escolhida para apresentação do trabalho que se chama simplesmente, "Nua".

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Lamento do Vinícius

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Vinicius tinha uma profunda admiração pelo amigo Pixinguinha. Dizia sempre que, se um dia reencarnasse, gostaria de voltar como o músico. O poeta colocou letra no famoso choro "Lamento", mais de trinta anos depois de sua gravação.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

So long Mr. Cohen

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Ou o dia em que a própria melancolia acordou melancólica.

"Ah, the moon's too bright
The chain's too tight
The beast won't go to sleep
I've been running through these promises to you
That I made and I could not keep
Ah, but a man never got a woman back
Not by begging on his knees
Or I'd crawl to you baby and I'd fall at your feet
And I'd howl at your beauty like a dog in heat"
I'm your man - Leonard Cohen

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Orquestra Bamba Social

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Como eles referem, "a paixão pelo samba juntou este colectivo de músicos luso\brasileiros" e em boa hora! Não tenho a certeza mas parece-me que estão a sua base é no Porto têm várias formações chegando a ser a tal orqu3estra de 15 músicos. E quando são orquestra conseguem recriar o ambiente e o som das velhas gafieiras cariocas ainda por cima porque fazem questão de revisitar os  clássicos da música brasileira desde os anos 30 até aos dias de hoje, reinventando-os e conferindo-lhes novas sonoridades que advêm da mistura única deste projeto.
Dizem ainda que "Bamba Social como o nome indica, é acima de tudo um conceito que revive os anos dourados da boémia carioca, onde a música, a dança e o convívio se fundiam em alegres bailes!". E isso reflete-se nas suas atuações ao vivo como está demonstrado nos vídeos que estão no Youtube da sua atuação na NOS D'Bandada de 2014.
Estão neste momento a finalizar o seu primeiro Ep e esta recriação do tema "Diz que fui por aí" é a primeira amostra. Que maravilha!

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Edu Mundo

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"Edu Mundo, Márcio Silva no BI (Souls of Fire, Terrakota) aventura-se agora perante o imaginário daqueles que o ouvem. Se o silêncio falasse, certamente só os que não são do mundo ficariam na plateia.
O estúdio tem sido a sua segunda casa, onde prepara o disco de lançamento que contará com algumas participações especiais." Esta é a nota biográfica que Edu Mundo tem na sua página de Facebook.
Confesso que nunca tinha ouvido falar dele apesar de, inconsciente, já o conhecer devido à sua participação na banda de reggae nortenha, de Leça da Palmeira, Souls of Fire. Foi um acaso que me fez descobrir que era ele o autor da música "Pantomineiro" que o António Zambujo incluiu no seu disco de 2014 "Rua da Emenda".
Foi também por acaso mas com enorme prazer que encontrei a sua versão da mesma música e outros exemplos desta sua recente escolha de enveredar por este rumo a solo.
É mais uma excelente demonstração da vivacidade e da indubitável qualidade da música portuguesa da atualidade. Fico a aguardar esse tão ansiado trabalho.
Edu Mundo - (Verão) from OFFICE FOR LOCAL ARTS on Vimeo.
Edu Mundo - Pantomineiro from Cavalo Azul on Vimeo.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

O Orfeu da Transformação

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Está a assinalar-se no Brasil o sexagésimo aniversário da estreia da peça "Orfeu da Conceição" escrita por Vinícius de Moraes e com música do, então, pianista António Carlos Jobim que, à data, era um jovem com uns imberbes 29 anos.
A peça estreou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e é uma adaptação em forma de peça musical do mito grego de Orfeu transposto à realidade das favelas cariocas e ao ambiente do carnaval carioca. Além desta dupla virtuosa há ainda a juntar a todo este talento o arquiteto Oscar Niemeyer que foi o responsável pela cenografia da peça. A peça apresentou também um facto bastante arrojado e talvez até controverso para a época, o elenco era inteiramente composto por atores e atrizes de raça negra.
O musical esteve longe de ser um sucesso e teve uma vida muito curta mas o mais importante foi ter sido o motivo e, talvez, a inspiração para uma parceria brilhante e duradoura que gerou dezenas de obras primas dsa música popular brasileira e da bossa nova e que foi um eixo nevrálgico de transformação da música e da cultura popular do Brasil.
O Vinícius não conhecia o jovem Tom que lhe foi aconselhado por um amigo em comum, Lucio Rangel e o encontro aconteceu no ainda existente Bar Villarino no centro do Rio onde Vinícius era visita regular. Conta-se que o jovem Tom Jobim que, na altura vivia da venda de músicas e arranjos para os bares de Copacabana e que "andava sempre atrás do aluguel", perguntou ao já famoso e reconhecido Vinícius quando recebeu o convite, "Tem algum dinheirinho nisso?".
Entre as músicas escritas especialmente para o musical estão os sucessos, "Lamento no morro" e a maravilhosa "Se todos fossem iguais a você" aqui interpretada maravilhosamente pelos mestres.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

"Sou maloqueiro sou"

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Sabotage era o nome artístico do compositor, cantor e ator brasileiro Mauro Mateus dos Santos que morreu em 2003, aos 30 anos assassinado com 4 tiros nas costas e consequência da vida turva e violenta que teve até aí. Foi assaltante e até gerente do tráfico na zona sul de São Paulo mas o seu talento permitiu-lhe uma oportunidade de salvação que infelizmente não foi suficiente. Gravou apenas um disco a solo, "O rap é compromisso" e entrou no marcante filme "Carandiru" onde também participou na banda sonora. Esta incrível música "Mun-Rá" também faz parte de uma banda sonora do filme "Invasor", onde ele também participou, e é mais uma parceria com o projeto Instituto, uma iniciativa que começou como um núcleo de produtores musicais ligados ao rap e à música independente do Brasil e chegou a tornar-se numa banda, formada para fazerem atuações ao vivo. A morte dele continua envolta em polémica pois ele tinha deixado o passado criminosa para trás há mais de 10 anos.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

"Devagar com a louça..."

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Saudades da Orquestra Imperial. Muitas mesmo. Um show da Orquestra é a garantia de umas horas bem divertidas e um motivo irresistível para o nosso corpo incorporar movimentos e reflexos que nunca acharíamos que ele conhecesse e possuísse. Independentemente de não se gostar detodo o cancioneiro que interpretam é absolutamente impossível ficar indiferente e, acima de tudo, parado. Tenho saudades da orquestra Imperial.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Cafuné nordestino

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Música nova da Mariana Aydar chamada "Te faço um cafuné". É uma versão atual e ao estilo da mariana do tema original de Dominguinhos mantendo ainda algum gosto do nordeste.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

"Era tanta a saudade"

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Já passaram 11 anos do lançamento do disco "Ana & Jorge" que documentou um concerto do Seu Jorge e a Ana Carolina. Foi um momento único, literalmente, pois só realizaram o concerto que deu origem à gravação e, na altura, correu até o boato que se tinham zangado. Boato que nunca foi confirmado e, mais importante do que isso, verdade ou mentira nao condicionou o facto de passados esses anos os dois terem decidido voltar a juntar-se para fazerem uma série de concertos e um deles, felizmente, em Lisboa hoje à noite. O disco é uma pedaço de estória delicioso da MPB que juntou dois intérpretes da pesada numa fase em que estavam os dois em ascensão meteórica. Demonstraram uma quimica impressionante em palco e deram tudo nesse show o que aumentou substancialmente a vontade de ver ao vivo esse registo e criou uma enorme e quase insuportável frustração nos seus fãs, onde eu me incluo, quando nos apercebemos que isso seria impossível de acontecer. Com 10 anos, o entusiasmo amenizou um pouco e a ansiedade tornou-se uma pequena mágoa persistente. Felizmente hoje vai ser o dia em que essa mágoa se transformará em algumas horas de deleite e uma futura boa recordação, é isso aí!

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Injuriado

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Depois do lançamento do disco na passada sexta feira, saiu já o primeiro vídeo de apresentação do novo disco de António Zambujo a cantar Chico Buarque. A música escolhida é o "Injuriado" que já tinha sido uma das duas músicas de promoção lançadas previamente nas plataformas digitais. É uma das interpretaçãos que mais gosto apesar de a escolha ser bastante complicada pois o disco está muito homogéneo em termos de qualidade.Todo o disco é divinal e percebe-se esta descontração e cumplicidade retratada neste vídeo que é gravado num excelente e acolhedor restaurante da nova velha Lisboa. A beleza do disco é reconhecida dos dois lados do Atlântico e toca transversalmente todo o tipo de público, desde os meros aficionados de música, como eu, até símbolos da música e da cultura de língua portuguesa como Caetano Veloso que, reforçando a sua já demonstrada admiração pelo António, disse a propósito deste disco, "No timbre e na prosódia lusitana de António as canções de Chico Buarque (escolhidas em períodos diferentes das muitas décadas de composição) parecem postas numa perspetiva que dá ao brasileiro uma tomada de distância – no espaço e no tempo – que o leva às lágrimas, assustado que fica com a nova evidência da sua grandeza". É sempre bonito ver o Brasil a admirar e a encantar-se com um português a interpretar um dos seus maiores representantes da sua música e cultura contemporânea.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

"My name is now!"

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"Eu estou sempre começando", esta afirmação é da senhora Elza Soares que, para quem não saiba, nasceu em 1937 e este clip onde ela partilha com o jovem rapper Emicida (31 anos) uma nova versão do clássico "Nega do cabelo duro" é mais uma prova da capacidade de reinvenção desta intérprete brilhante que continua a desafiar-se aos 79 anos!
Esta enigmática mulher é quase uma personagem mitológica devido, por um lado às atribulações constantes na sua vida e, por outro, pela capacidade inata de ultrapassar todas as adversidades e contingências. Essa aura factual deu origem inclusivamente a um documentário sobre a sua vida e que se chama "My name is now". E isso é a tradução perfeita do que ela é e da sua capacidade de ser não só atual mas disruptiva na música contemporânea que quer interpretar e na forma como encara a vida.
Se tudo correr bem, iremos ter o prazer de a ver pela primeira vez, pois irá estar em Portugal no próximo mês, dia 24 na casa da Música no Porto e 25 ou 26 no Misty Fest em Lisboa. É mais uma paixão antiga e nunca mais me hei-de esquecer do momento em que ouvi esta voz incrível pela primeira vez e as estranhas e complexas emoções que me causou e que continua a causar.
 A voz já não é a mesma mas a vontade e a motivação e a consequente vitalidade parecem que vão crescendo à medida que ela se apercebe do aparecimento de algumas fragilidades incontornáveis e decorrentes da sua idade.
O seu disco mais recente chama-se "Mulher do fim do mundo" mas a sua carreira é de outro mundo.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Elis

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Foi divulgado esta semana o primeiro trailer do filme brasileiro, Elis, que retrata a vida inquieta e conturbada da cantora gaúcha Elis Regina, conhecida como Pimentinha. A Elis morreu prematuramente em 1982 com apenas 36 anos mas deixou uma marca bastante vincada não só na música mas também na sociedade brasileira devido ao seu lado de ativista política, assumindo publicamente e por diversas vezes a sua revolta face à ditadura militar que governava o Brasil na época. Está retratado no filme o famoso episódio em que ela declara que o Brasil era governado por gorilas mas sem querer ofender os gorilas.
É considerada uma das maiores vozes do Brasil e, inclusivamente, a responsável principal pela transição da bossa nova para a música popular brasileira, a MPB que , como se refere no filme, parecia mais as siglas de um partido político.
É óbvio que estou ansioso.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Dia 24 de Novembro é o dia!

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Para comemorar o centenário do nascimento do samba o Zeca Pagodinho vem fazer uma pequena digressão na Europa e, felizmente, incluiu Portugal. Dia 24 de Novembro, se os deuses do samba o permitirem, vou realizar um dos maiores desejos que tenho relacionados com a minha paixão pela música. A minha paixão pela música faz com que, entre outras coisas, tenha uma infinita vontade de ver e rever os meus músicos e intérpretes preferidos ao vivo em concertos. Felizmente, tenho tido a felicidade e o privilégio de ver a maioria deles ao vivo, algubns deles por diversas vezes. Admito que ainda existem alguns que me faltam nessa lista desejos, não muitos mas algumas das faltas deixam-me uma ligeira angústia e um vazio que nunca é totalmente preenchido.
Uma dessas falhas e uma das mais latentes é ainda, esperemos que por pouco tempo, o Zeca e, confesso, que tinha uma esperançao muito ténue de o ver e acharia que isso só seria possível se coincidisse com uma viagem ao Brasil dado o seu conhecido receio de viajar de avião e a sua personalidade singela e modesta que o faz preferir o seu reduto de Xerem a grandes digressões internacionais. Felizmente, por todas as razões mas neste momento especialmente por esta, o samba já faz 100 anos e não encontro melhor forma de assinalar essa efeméride em Lisboa que um concerto do mestre Zeca.
Apenas por curiosidade, esta comemoração oficial do centésimo aniversário do nascimento do samba tem a ver com o facto de em 1916 se ter gravado o primeiro tema, registado como samba, a música chama-se "Pelo telefone" e foi composta por Donga e Mauro de Almeida e em 100 anos o samba transformou-se totalmente. Passou de uma manifestação marginal de uma etnia segregada para a maior expressão da cultura brasileira ultrapassando até as fronteiras do universo das artes para se tornar parte fundamental da essência social e da identidade do povo brasileiro.
Não há dúvidas absolutamente nenhumas que as expetativas estão altas pois o que desejamos é viver, durante um par de horas, um pouquinho desse Brasil cheio de alegria e energia contagiante pois desde que o samba é samba é assim.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Coisa bunita

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"Diz-me coisas bunitas sussurradas ao ouvido com sabor..."

A nova música da Sara Tavares é uma verdadeira maravilha. Poema doce e encantador e uma melodia inebriante, sensual, saborosa e cheia de ritmos e sabores cabo verdianos. É, sem dúvida uma canção que tem cheiro e sabor.
É incrível como um país tão pequeno e tão disperso conseguiu dar ao mundo uma cultura musical tão distinta e tão consistente e tantos músicos e intérpretes tão talentosos. Nú crê tchêu más! Acho que é assim :)

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Olha o suingue novo aí

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Baltazar é uma banda nova que lançou na primeira metade deste ano o seu primeiro trabalho gravado, um EP chamado "Pressa". Baltazar é uma banda carioca que junta 4 amigos que se conhecem desde o tempo da escola e é mais um excelente produto do ambiente musical efeverescente do Rio de Janeiro.
Este é o meu tema preferido, "São Salvador", um sambalanço com uma secção de metais incrível que nos transporta desde logo para os ambientes maladros da lapa carioca.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

"O meu tambor tem axé Mangueira"

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A Mangueira já tem samba para o Carnaval de 2017. Foi este fim de semana que ocorreu a final onde se elegeu o samba campeão da escola campeã. Com o samba enredo subordinado ao tema "Só com a ajuda do santo", mais uma vez, este ano, houve vários sérios candidatos a a concorrer. A escolha recaiu sobre aqule que me parece mais entusiasmante e mais mobilizador para a avenida.
 Era o meu preferido mas este facto não só não é relevante como também não é promissor pois as minhas previsões não costumam ser muito favoráveis. Mesmo assim, é, na minha opinião a melhor escolha e pareceu-me que, pelas imagens em direto no momento do anúncio, que é uma escolha conciliadora e expressivamente aprovada. Vamos atacar o bicampeonato!
 "O meu tambor tem axé mangueira
sou filho de fé do povo de aruanda
nascido e criado pra vencer demanda
batizado no altar do samba"

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Sangue, suor e raça

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Este é o nome de um álbum que saiu em 1972 e que reuniu Elza Soares que estava no auge da sua carreira com Roberto Ribeiro, um sambista em ascensão mas ainda no início do seu percurso. Muito conhecedores dizem que este é um disco marcante na carreira dos dois e do ponto de vista qualitativo, é de facto um disco de enorme qualidade com duas grandes vozes da música brasileira. A Elza, nesta altura, já tinha editado vários discos, já tinha alcançado enorme notoriedade no Brasil e estava já a preparar o seu salto para a internacionalização. O Roberto Ribeiro, depois de ter deixado definitivamente as chuteiras, com uma curtíssima passagem pelo clube carioca Fluminense, já era um reconhecido sambista na escola de samba Império Serrano tendo, inclusivamente, sido um dos puxadores do samba-enredo no desfile de carnaval da escola. É um disco que vale a pena, com samba para todos os gostos e com a voz da Elza no seu ponto alto. Este samba canção "Aurora de um sambista" é a minha preferida.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

O Buarque do Zambujo

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Está quase a sair o novo trabalho do António Zambujo, um disco em que ele interpreta músicas do Chico Buarque e que se chama "Até pensei que fosse minha". É notória e estrutural a influência da música brasileira na sua construção como artista assim como também é óbvia e latente a sua paixão pela obra de diversos nomes que constituem a história da música popular brasileira. O Chico é um dos mais presentes e regulares nos concertos do António Zambujo, a "Valsinha", que estará neste disco, é, felizmente, interpretada com alguma regularidade e, inclusivamente, num show no Brasil, o António convidou a Carminho para um dueto em que interpretaram o tema "Sem fantasia" e a filmagem amadora que vi, tinha sido feita pelo próprio Chico. O tema também está neste disco mas a parceira muda, é a Roberta Sá que partilha a canção desta vez. A Carminho não foi esquecida e participa neste disco na maravilhosa canção, "O meu amor" que faz parte da famosa e brilhante "Ópera do Malandro". O outro dueto que existe no disco é, como não podia deixar de ser, com o próprio Chico Buarque na canção "Joana francesa". O disco possui ainda diversos clássicos tais como, "Injuriado", "João e Maria", "Cálice", "Tanto mar" e "Geni e o zepelim". O disco é lançado no próximo dia 21 de Outubro.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Fio Maravilha

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Sou um grande fã de Jorge Ben Jor e uma das grandes falhas na minha vida é nunca ter tido oportunidade de o ver ao vivo. Se me pedirem para nomear uma música favorita será muito difícil porque tenho várias mas, com certeza, que uma delas é o tema "Fio Maravilha" que relata apaixonadamente um golo de um tal de João Batista Sales, avançado que jogou no Flamengo sem grande brilho mas que obteve a sua fama eterna graças a um golo e à música do Jorge Ben Jor. O que eu não sabia até ontem e que descobri graças ao artigo "Anatomia de um golo" do jornalista Sérgio Pires do site Mais Futebol, é que esse momento eterno aconteceu numa partida amigável entre o Flamengo, por quem nutro uma grande simpatia e o meu Benfica. Será difícil lerem alguma coisa escrita por mim acerca de uma derrota do meu clube do coração mas, só por esta vez, há um motivo superior para falar deste contratempo futebolístico devido a este golo sofrido em pleno Maracanã no longíquo ano de 1972 no Torneio Internacional de Verão do Rio de Janeiro. Por uma única vez posso admitir que ainda bem que o meu clube perdeu mas que ficou associado não só a um momento de inspiração de um jogador mediano mas, mais importante que isso, ficou também associado a este momento de genialidade deste incrível músico que assistiu a essa partida na arquibancada.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Quintal do Pagodinho de novo

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Está prestes a sair o terceiro Quintal do Pagodinho e este "Toda a hora" é a primeira amostra. Confesso que este modelo é a minha cara, roda de samba cheia de bambas, cerveja, amigos e descontração regada com boa música e muita alegria. Um dia...

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Brutal!

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"Nothingman" dos Pearl Jam com uma interpretação magnífica e diferente, como sempre, do Eddie e com um acompanhamento ao piano especial do Chris Martin dos Coldplay no Global Citizen Festival no passado fim de semana no Central Park.
São momentos destes que nos fixcam para sempre na memória, que inveja feia estou a sentir neste momento.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Casa pronta

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Com imagens inspiradoras do nosso belo e encantador Rio e algumas também da nossa querida Lisboa, este é o vídeo de apresentação do novo trabalho da doce Mallu Magalhães que reflete fielmente, parece-me a mim, a vivência da Mallu e do Marcelo dos últimos tempos que têm repartido a sua vida entre o Rio e Lisboa. O poema também remete para a nova fase de vida que eles estão a viver pois foram pais há pouco tempo e essa dádiva contribui para a analogia que o belo poema sugere.
É engraçado esta música aparecer nesta altura pois induz algum paralelismo com a nossa própria vida no momento. Também nós temos, finalmente, uma casa pronta, no nosso caso na verdadeira acepção da palavra mas também no sentido mais lato da vida. Falta-nos essa dádiva que tanto desejamos mas vamos juntando outras e, também a nós nos apetece dizer,

"Você que vai, você que vem
Você que quer e tem
Quiçá virá, será, se pá
Quer ver onde vai dar?

Se sim disser, se a mim quiser
Já viu, já é, já deu
E eu vou torcer
Pra ser você e eu"

Casa pronta - Mallu Magalhães

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Araújo & Zambujo

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Esta é a segunda gravação que o António Zambujo e o Miguel Araújo publicam dos seus concertos a dois que tanto entusiasmaram o Porto e Lisboa e que vão voltar brevemente. Estou com muita vontade que saia o registo destes concertos que, muito provavelmente, sairá lá mais para o Natal.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

De volta a realidade

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Depois de umas férias retemperadoras e de alguma dificuldade em voltar a acordar na realidade dos restantes 11 meses do ano, hoje, e após uma semana do regresso, finalmente acho que o corpo e, principalmente,a mente está a adaptar-se ao inevitável cotidiano.
Vila Nova de Milfontes tem sido, nos anos mais recentes, o destino que nos acolhe no período de férias e, tal como em todos os destinos de férias, é um motivo e uma oportunidade de estar com amigos de uma forma mais permanente e descontraída e isso é um dos principais motivos para o momento das férias de Verão ser algo tão ansiado.
Milfontes propocionou-me novas amizades, o aprofundamento de outras e foi também testemunha ativa do nascimento e aprimoramento dos sentimentos e consequente vida em comum com a C.
Recentemente, os Azeitonas, decidiram homenagear uma personagem única que só existe nes tes locais ainda remotos apesar de serem, fisicamnte, acessíveis mas que, social e culturalmente, mantêm aspectos únicos de ruralidade e de até algum anacronismo quando comparados com a inebriante evolução do meio urbano que o invade durante dois ou três meses de calor.
Este senhor é o dono do Cinema Girasol em Milfontes que insiste em sobreviver nesta era acessibilidade gratuita e permanente e, além disso, leva, regularmente, o cinema a aldeias mais isoladas do Alentejo profundo, prestando um serviço público altruísta e até inestimável e digno da beleza inocente e desiteressada do incrível filme italiano dos anos oitenta "Cinema Paradiso".
Boa forma de colocar o módulo de férias em pausa.






sexta-feira, 29 de julho de 2016

Batuke Samba Funk

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Banda do Rio de janeiro com muito soul e muita suinguada carioca. Este tema, "Soul carioca" é a melhor demonstração do seu groove, misturando e combinando metais e batucada, harmonizando o samba com o soul e com a cidade maravilhosa como inspiração. Só podia dar nisto!

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Infinita ilusão

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Foi ontem o concerto tão esperado em que a Marisa Monte, de volta a Portugal, convidava a fadista Carminho para o seu concerto no idílico palco dos Jardins do Marquês de Pombal em Oeiras. Já perdi a conta às vezes que vi Marisa Monte, acho que só falhei um concerto desde que ela começou a vir a Portugal mas não me farto nem nunca me vou fartar de a ver e ouvir. Lembro-me de todos mas lembro-me especialmente de dois, o da tournée "Barulhinho Bom" com o Coliseu dos Recreios à pinha, muito além da lotação, como era habitual antes das cadeiras da geral, onde ela caiu do palco a dançar, subiu rapidamente, contionuou a música até ao fim e no final pediu desculpa e disse, "acontece".
O outro foi o magnífico show da tournée, "Memórias, crónicas e declarações de amor", vi duas vezes esse concerto. Concerto irrepreensível! Banda incrível, os arranjos das canções primorosos, uma energia extraordinária comungada por todos os músicos e que passou, espontânea e organicamente, para todo público na plateia.
Este foi especial por promover esta comunhão cultural de dois países que falam a mesma língua e partilham muitos aspetos sociais e culturais e que, por isso, deveria ser algo muito nartural mas que, infelizmente, continua a ser tão raro. Mesmo assim, este novo fôlego do fado levou a cultura portuguesa ao Brasil e encantou novamente uma elite cultural que tem, altruística e até carinhosamente, divulgado, promovido e popularizado esta nova geração de artistas lusos.
Foi bonito, muito bonito mesmo, apesar do frio de uma noite de Verão, do vento que prejudicava o som, da voz da Marisa não estar nos melhores dias e até do pouco à vontade da Carminho que, há poucos anos atrás, nem sequer sonhava algum dia poder cantar com álguém que deve ter começado a admirar muito cedo.
Mesmo assim foi lindo e um dos momentos altos foi quando partilharam o fado, "Saudades do Brasil em Portugal", poema que foi escrito pelo Vinícius de Moraes numa das suas passagens por Lisboa a caminho de Roma e que o ofereceu à Amália Rodrigues. Eu juro que, nesse momento, eu ouvi e senti a cuíca e a guitarra a chorarem de emoção numa harmonia notável e comovente. Bastava isso para valer a pena mas houve muito mais coisas que vão ficar na memória e nas emoções de quem lá esteve. Muito provavelmente não se editará nenhum registo deste momento, o que é pena mas, para quem lá esteve e que fez questão de não arredar pé enquanto se percebesse que elas ainda poderiam voltar ao palco, com certeza quer não irão esquecer esta noite. Saudades, desde já.





quarta-feira, 27 de julho de 2016

Música contangiante

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"Insensatez: a mulher que fez" dos Graveola, banda mineira de Belo Horizonte, Minas Gerais e que está no seu disco de 2014 "Graveola e o lixo polifónico",  é uma daquelas músicas que nos carrega de energia, cheia de suíngue bom e com um groove contangiante e irresistível.
Música imprescindível para qualquer Verão.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Um barzinho e um violão

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Um barzinho e um violão é um projeto que junta vários artistas conceituados para interpretarem sucessos relacionados com um determinado tema comum e que nos permite recordar algumas músicas antigas sempre no registo voz e violão. Esta música é um tema que se popularizou numa novela e as novelas brasileiras têm sido sempre uma fórmula muito bem estruturada para divulgar a música brasileira nos seus vários estilos.
Há sempre a intenção de juntar um determinado estilo de música com um cantor de uma área completamente diferente para o resultado se tornar mais rico e surpreendente, com é o caso deste tema com interpretação bem negra do Toni Garrido dos Cidade Negra. A música original foi popularizada pela incrível voz da Marina Lima mas esta versão não fica nada a dever ao original.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

É isso aí meu irmão, bem vindo ao terreiro de São Sebastião!

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Descobri há pouco tempo Márcio Local, mais um carioca cheio de talento e que reinventa o swing tropical dos anos 70, onde Tim Maia e Jorge Ben Jor eram os seus principais símbolos e intérpretes. A mistura do samba com o soul e a modernidade dos ritmos dançáveis incorpora um groove irresistível no seu som. Este tema, "Soul do Samba" é um retrato primoroso do seu estilo e é mais uma hemenagem mais do que merecida ao belo Rio.



sexta-feira, 22 de julho de 2016

Um mês depois de quase 5 anos

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O 22 de Junho ficou marcado para sempre na minha vida e da C. pois resolvemos juntar os nossos amigos e formalizar o que já temos e vivemos à quase 5 anos e já passou um mês. Há quase 5 anos atrás a C. escreveu-me um texto lindo que, segundo ela, lhe saiu quando estava a escutar uma música que eu lhe enviei, de facto, a minha maior capacidade nestas coisas do amor resume-se a mandar músicas enquanto a C. escreve coisas absolutamente apaixonates e eloquentes. É um pouco uma analogia do que tem sida a nossa vida a Clara a levar o barco, a carregar os principais e mais compliocados desafios e eu vou lhe dando música :)
Por isso, quero deixar aqui o texto e música desse momento para assinalar este mês que esperemos que se transforme em muitos anos.

Às vezes pensava em quanto tempo pode durar este mês… Se dura mais um, dois ou três…

A verdade é que já não penso, e o tempo tornou-se realmente abstracto, e o sempre é ‘para sempre’ mais grato.

E então, sim, se o tempo quiser acabar, será algo que mente e coração poderão tratar. Se o tempo, por outro lado, quiser não me abandonar, sei que é contigo, que é ‘você’, com quem vou permanecer.

Sei que sobrevivo sem ti, mas vivo muito mais contigo, sou muito mais em ti, e até gosto mais de mim.

E o amor, cresceu aqui, sem vergonha de se mandar para fora de mim. E tudo o que é passado, parece agora tão fora de tudo, e tão pequeno para tudo o que tu conquistaste simples, assim…

Quinta feira, 27 de Outubro de 2011

terça-feira, 19 de julho de 2016

Mulher de outro mundo

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A Elza Soares tem novo disco aos 79 anos e, lutando com problemas de saúde, infelizmente, inevitáveis nesta idade, está em plena tournée de lançamento. O disco chama-se "A mulher do fim do mundo" e a música que dá nome ao disco é também o seu ponto mais alto. É, claramente, um tema biográfico com um poema veemente e intenso que faz um resumo breve da vida extraordinária e esdrúxula desta corajosa mulher que acaba a canção afirmando, "Eu vou cantar até ao fim". Nada mais forte para definir e caraterizar a sua essência.

"Meu choro não é nada além de carnaval
É lágrima de samba na ponta dos pés
A multidão avança como vendaval
Me joga na avenida que não sei qualé

Pirata e super homem cantam o calor
Um peixe amarelo beija minha mão
As asas de um anjo soltas pelo chão
Na chuva de confetes deixo a minha dor

Na avenida deixei lá
A pele preta e a minha voz
Na avenida deixei lá
A minha fala, minha opinião
A minha casa minha solidão
Joguei do alto do terceiro andar

Quebrei a cara e me livrei do resto dessa vida
Na avenida dura até o fim
Mulher do fim do mundo
Eu sou e vou até o fim cantar

Eu quero cantar até o fim
Me deixem cantar até o fim
Até o fim eu vou cantar
Eu vou cantar até o fim
Eu sou mulher do fim do mundo
Eu vou cantar, me deixem cantar até o fim

Até o fim eu vou cantar, eu quero cantar
Eu quero é cantar eu vou cantar até o fim
Eu vou cantar me deixem cantar até o fim"
A mulher do fim do mundo - Elza Soares

terça-feira, 12 de julho de 2016

Acima de tudo... Je suis Éder

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E lá se acabou mais um campeonato da Europa de futebol e lá nos encontrámos outra vez com a nossa habitual besta negra nas competições, a França que, noutros tempos e numa dimensão mais séria e global, já influenciou bastante a nossa história.
Foi a França a culpada da fuga do nosso rei e da sua comitiva para o Brasil quando nos quis vergar ao jugo e às ambições do seu Imperador, provocando uma série de tranformações no mundo português decorrentes dessa guerra. A melhor delas foi, com certeza, o perfume alfacinha que essa troupe levou para o Rio de Janeiro e que ainda se sente na vivência e em alguns hábitos cariocas :). O Rio chegou a ser capital do reino de Portugal nessa altura e só penso o que seria se isso se mantivesse e agora fôssemos uma colónia ou estado autónomo pertencente a esse país.
É verdade que, mais recentemente, essa mesma França acolheu e proporcionou vidas melhores a milhares de portugueses que também se viram forçados a saír do seu país mas, neste caso, por não terem qualquer perspetiva de futuro mas, mesmo assim, parece-me que o desejo de uma vingançazinha tem vindo a ficar gravado no nosso subconsciente de geração em geração desde o tempo das três invasões e dos famosos Junot, Soult e Massena. Resistimos aí com bravura e coragem, suplantámos todas as probabilidades e transcendemo-nos, salvámos a pátria mas, futebolisticamente, desde aquela amarga meia final de 1984, nunca mais ganhámos nenhuma batalha contra os gauleses.
A nossa relação mais recente com os franceses é também indissociável do facto de viverem mais de meio milhão de portugueses emigrados em França. Este valor é para nascidos em Portugal pois, se se juntar a segunda e terceira geração estaremos, certamente a falar de cerca de 1 milhão.  Outro fator importante é que, apesar de a larga maioria ter encontrado melhores condições económicas e sociais, a grande maioria, também, ocupou um papel subserviente na sociedade francesa, contrução civil, limpeza, portarias de prédios, empregadas domésticas, empregados de cafés e restaurantes e retalho, empregados da indústria e da agricultura, taxistas e motoristas são as profissões mais habituais dos portugueses. Quase sempre numa posição servil e, socialmente, inferior mesmo na relação com o seu colega francês que ocupa a mesma posição.
E por isso é que era tão importante termos, mais uma vez, um desempenho brioso num europeu que se realizou, mais uma vez, no segundo país onde há mais portugueses e portugueses que estão habituados a lidar sempre com o complexo de superioridade dos seus pares. É sempre um prazer e uma grande emoção ver como os nossos emigrantes vivem e vibram com a presença próxima dos seus símbolos e, pelo menos por eles, o nosso desempenho teria de ser irrepreensível! Ser campeões da Europa em terras gaulesas, depois de várias desilusões, na cara dos franceses seria a perfeição e, de certo, um sonho inimaginável para muitos, para mim era mas eu não só emigrante :)
E não é que esse sonho se concretizou? Mas tal como outros eventos da nossa história, realizámos o sonho da forma mais difícil, tornado difícil o que aparentemente era fácil e com requintes de guião de uma blockbuster de Hollywood. Um verdadeiro guião para uma estória verdadeira ou um samba enredo digno de uma escola campeã no carnaval do Rio para usar uma metáfora lusófona.
Tivemos uma prestação miserável na fase de grupos contra três seleções, supostamente, acessíveis e ficámos em terceiro lugar sem ganhar um jogo contra as "poderosas" Islândia, Áustria e Hungria. Só nos qualificámos porque o modelo novo com 24 equipas previa a repescagem da maioria dos terceiros lugares. Esse terceiro lugar acabou por ser melhor que o segundo pois colocou-nos no lado em que não estava nenhum dos tubarões candidatos, Espanha, Itália, Alemanha e a França. Feito conseguido porque a Islândia marcou um golo já depois do tempo regulamentar no seu terceiro jogo.
Eliminámos a Croácia com um golo aos 117 minutos, num jogo onde sofremos muito e onde o nosso capitão voltou à sobranceria que demonstrou nos dois primeiros jogos. Aliás, o golo foi imediatamente a seguir a um ataque da Croácia onde o nosso bravo Patrício (nome premonitório) afastou um remate para o poste da sua baliza.
Ganhámos à Polónia no desempate por grandes penalidades num momento épico e tenso que colocou toda imprensa francesa com a certeza de que nós iríamos baquear no jogo seguinte porque já não merecíamos estar no europeu há muito tempo. A coisa estava-se a compor pelas razões mais improváveis e inesperadas!
A meia final com Gales foi tranquila e favorável mas não nos livrámos de uma sonolenta primeira parte mas estávamos na final e agora viessem os alemães ou os franceses mas a preferência óbvia eram os franciús e iríamos ganhar direto, sem dúvida nenhuma pois o calvário até aí já tinha sido totalmente esquecido. Eu confesso, eu só queria que mantivéssemos a nossa dignidade e bravura e que deixássemos cheios de orgulho os nosso compratiotas que já tinham sofrido tanto mas que continuavam indefectíveis no seu apoio apesar de continuarem a ser enxovalhados pois a imprensa francesa continuava a promover a sua teoria oficial. Os franceses estavam inchados e plenamente confiantes, ao contrário do nosso, o sonho deles era real e estava muito próximo.
Chegou o dia e quem achava que a estória fosse diferente estava redondamente enganado, foi pior. Uma escorregadela do Pepe, um milagre do Patrício e, de repente, o nosso capitão, a nossa maior e mais valiosa arma diz, lavado em lágrimas, que não dá mais e ainda faltam 70 minutos de jogo. As bancadas do Stade de France incharam e cresceram com a repentina injecção de confiança que invadiu os anfitriões, os patrícios, por seu lado, uniram-se no seu reduto e cerraram fileiras na bancada e no campo.
Quando parecia que já não havia mais momentos cinematográficos, o nosso engenheiro tira da cartola um jogador que a maioria da imprensa portuguesa não compreendeu como foi convocado e o Fernando, inconscientemente, a dar-lhes razão nunca o tinha utilizado nos jogos anteriores mesmo quando precisava de ganhar. O Éderzito António Macedo Lopes, este é o seu nome, nunca tinha marcado pela seleção em jogos oficiais, nunca tinha jogado numa fase final e seria a solução mais inusitada e insólita que poderia sair da cabeça do engenheiro. Mas saiu e em boa hora e nãoé que foi ele que acabou por marcar o golo e que golo. Um golo de bandeira em qualquer parte do mundo mas tinha que ser um golo deste para terminar em beleza esta estória real que dia vai virar guião.
Já os emigrantes vão ter muito tempo pela frente para consolar os seus amigos e colegas franceses mas com um grande sorriso nas faces.













sexta-feira, 8 de julho de 2016

Triunvirato de luxo

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A música chama-se mesmo "Triunvirato", tem letra e música do talentoso Samuel Úria e junta este com outras duas figuras fundamentais da nossa música atual, António Zambujo e Miguel Araújo.
Faz parte do excelente disco do Samuel de 2013, "O grande medo do pequeno mundo" e tendo em conta as agendas ultra atarefadas, principalmente dos últimos dois, o momento deste clip gravado na Casa da Música deve ter sido uma raridade. A música é uma balada bucólica e encantadora à Samuel Úria e a reunião de tanto talento confere-lhe uma aura virtuosa e envolvente. Gosto muito e não consigo explicar porque é que ainda não fazia parte deste espólio.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Obrigado e agora... Paris

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Obrigado ao Cristiano e ao seu poder de elevação e concretização, obrigado ao Raphael pelo cruzamento preciso, obrigado ao JoãoMário pelo canto à maneira curta, obrigado aos restantes 11 que jogaram ontem e aos que já jogaram neste Europeu, obrigado à Dona Dolores e às restantes Donas Dolores, obrigado aos que acredittaram e aos que, como eu, não acreditaram mas que, mesmo assim, têm vibrado, obrigado aos emigrantes que têm sido incansáveis no apoio e no entusiasmo.
Foi bonito e agora... Paris.


quarta-feira, 6 de julho de 2016

Toda a menina baiana tem um jeito

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Ouvi falar da Illy Gouveia pelo Caetano Veloso o que é já um certificado patente de qualidade. Felizmente, os artistas consagrados brasileiros e em especial o Caetano fazem questão de valorizar e promover artistas em ascensão no panorama musical brasileiro e até lusófono sem qualquer tipo de complexo de superioridade e isso tem-me ajudado a dscobrir alguns talentos numa fase bastante preambular e só tenho a agradecer.
A Illy Gouveia é uma cantora baiana e é mais uma com todo o jeito que a gente gosta. Vai lançar o seu primeiro trabalho, um EP que se chama "Enquanto você não chega" e a primeira mostra é este tema delicioso, "Só eu e você". Tea de autoria do brilhante Chico César o que é mais uma chancela indiscutível para o seu começo.

terça-feira, 5 de julho de 2016

O canto de outra sereia

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A Monique Kessous tem novo disco, o seu terceiro e que se chama "Dentro de mim cabe o mundo".
A Monique tem uma voz incrível e melodiosa que, já o disse outras vezes, me faz lembrar a Marisa Monte no seu início. É outra sereia encantadora que nos conquista nas primeiras palavras tal como a Marisa Monte me conquistou com a "Lenda das sereias" no seu primeiro disco a lembrar o estilo baiano irresistível e, poderosamente sedutor, da saudosa Clara Nunes.
A Monique começa por nos seduzir num estilo mais tranquilo e sereno com o primeiro tema do disco que se chama "Aqui tem" e onde ela homenageia a sua herança carioca e a sua cidade natal o Rio de Janeiro.
O encanto melancólico e melodioso continua lá e está cada vez melhor. Gostei!

"Quando eu canto, eu posso ser o que eu quiser
A minha voz carrega o mundo como quer
Eu sou sereia, rainha do mar
Eu sou branquinha e canto o povo brasileiro
Eu sou do Rio de Janeiro
Sou afrodite, sou o fruto proibido
Eu canto a vida e carrego
Tudo o que eu vi passar..."
Aqui tem- Monique Kessous

segunda-feira, 4 de julho de 2016

"Cuide bem do seu amor"

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"E cada segundo, cada momento, cada instante
É quase eterno, passa devagar
Se o seu mundo for o mundo inteiro
Sua vida, seu amor, seu lar
Cuide tudo que for verdadeiro
Deixe tudo que não for passar"
Cuide bem do seu amor - Paralamas do Sucesso

quinta-feira, 30 de junho de 2016

O que seria de nós dois sem nós?

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Hoje, é só isto :)

"O que seria de você sem mim?
O que seria de mim sem você?
O que seria de nos dois sem nós?
O que seria de nós?

O que seria de nós?"
O que seria de nós - Vanguart

quarta-feira, 29 de junho de 2016

E ela disse que sim

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Quem diria que alguns acasos, coincidências até incidências há quatro anos e 10 meses se transformasse numa relação como a que temos e que nos conduzisse ao nosso momento mais importante, até hoje que aconteceu exatamente há uma semana.
Desde quarta-feira passada, tivemos uma semana extremamente atípica mas, a verdade, é que a nossa relação, desde o seu começo, foi atípica e é, se calhar por isso, tem tido tanto encanto apesar de algumas contrariedades e uma ou duas desilusões.
Temos uma vida inteira à nossa frente que continuaremos a partilhá-la e a vivê-la com as pessoas de quem gostamos tal como o fizemos na semana passada e com isso, continuaraemos a construir uma estória que será a nossa estória. Amo-te C.

"Cheguei a tempo de te ver acordar
Eu vim correndo à frente do sol
Abri a porta e antes de entrar
Revi a vida inteira

Pensei em tudo que é possível falar
Que sirva apenas para nós dois
Sinais de bem, desejos de cais
Pequenos fragmentos de luz

Falar da cor dos temporais
Do céu azul, das flores de abril
Pensar além do bem e do mal
Lembrar de coisas que ninguém viu
O mundo lá sempre a rodar
E em cima dele tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor
Estrada de fazer o sonho acontecer

Pensei no tempo e era tempo demais
Você olhou sorrindo pra mim
Me acenou um beijo de paz
Virou minha cabeça

Eu simplesmente não consigo parar
Lá fora o dia já clareou
Mas se você quiser transformar
O ribeirão em braço de mar

Você vai ter que encontrar
Aonde nasce a fonte do ser
E perceber meu coração
Bater mais forte só por você
O mundo lá sempre a rodar
E em cima dele tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor
Estrada de fazer o sonho acontecer"
Quem sabe isso quer dizer amor - Paulinho Moska

terça-feira, 21 de junho de 2016

Seu Balancê

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"Quando o canto da sereia
Reluziu no seu olhar
Acertou na minha veia
Conseguiu me enfeitiçar

Tem veneno o seu perfume
Que me faz o seu refém
Seu sorriso tem um lume
Que nenhuma estrela tem

Tô com medo desse doce
Tô comendo em suas mãos
Nunca imaginei que fosse
Mergulhar na tentação

Essa boca que me beija
Me enlouquece de paixão
Te entreguei numa bandeja
A chave do meu coração

Seu tempero me deixa bolado é um mel misturado com dendê
No seu colo eu me embalo eu me embolo
Até numa casinha de sapê
Como é lindo o bailado debaixo dessa sua saia godê

Quando roda no bamba-querer, fazendo fuzuê
Minha deusa esse seu encanto parece que vem do Ilê

Ou será de um jogo de jongo que fica no Colubandê
Eu só sei que o som do batuque é truque do seu balancê
Preta cola comigo porque, tô amando você

Preta cola comigo porque estou amando você
Estou amando você"
Seu balancê - Zeca Pagodinho

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Mais na veia

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Videoclip do dueto do Rogê e Seu Jorge interpretando "Presença forte", tema que faz parte do álbum "Na veia" do mesmo Rogê e Arlindo Cruz.

terça-feira, 14 de junho de 2016

80 anos do mestre Wilson

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Hoje é o aniversário do grande sambista Wilson das Neves, um aniversário redondo, 80 anos, oh sôrte!!
Não podia deixar de lhe fazer esta homenagem pois é um dos meus sambistas favoritos e, tendo a sorte de já ter estado duas vezes conversando com ele, um excelente ser humano.
Um artista bastante versátil e talentoso, baterista há longos anos do Chico Buarque e, em boa hora, decidiu, já com muitos anos e desafios em cima, tornar-se cantor, transformando-se automaticamente no maior crooner do samba do Rio de Janeiro.

Na Veia!

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Há uns tempos descobri este disco, "Na veia", uma colaboração do bamba Arlindo Cruz e do cantor e sambista Rogê e que conta com colaborações de pesos pesados da música brasileira e todos eles icons da cidade do Rio de Janeiro, Marcelo D2, Maria Rita, Seu Jorge, Zeca Pagodinho, Luiz Melodia, Jorge Aragão, Xande de Pilares e o mestre Wilson das Neves.
É um disco do final de 2015 e que reúne alugmas das partilhas e colaboraç~oes que resultaram de um programa de rádio criado pelo Rogê e pelo Arlindo Cruz na rádio carioca MPB FM e que tinha o nome de "Música na veia". Nesse programa os autores resolveram levar o clima, as sensações e a envolvência das rodas de samba e dos batuques com amigos que costumam fazer parte das suas vida e dos seus percursos musicais.
Felizmente o programa correu também que possibilitou a criação deste seleção musical bem caprichada valorizada pela cumplicidade entre eles que se percebe em cada tema e pelo ambiente descontraído que acompanhou, certamente, as gravações e que se consegue sentir ao ouvir disco.
O disco entra mesmo na veia, dá vontade de entrar numa dimensão virtual, pegar num tamborim e pedir licença para entrar na roda. Foi a trilha sonora do nosso fim de semana de santos populares a sul.
Não existem clips deste disco, apenas um vídeo acerca do programa de rádio, uma gravação da música que dão nome ao disco, "Na veia", que já tinha sido gravado em 2013 pelo Marcelo D2 no disco "Nada me pode parar" e também pelo Rogê em 2012, no disco "Breguelé" onde já tinha a participação do Arlindo Cruz. E ainda uma gravação de uma canja do Marcelo D2 numa atuação do Rogê no bar da Lapa, Carioca da Gema. Oh sôrte!







quarta-feira, 8 de junho de 2016

Feliz e ponto

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"Eu quis tanto ter você
Quando você não me quis
E agora a gente é feliz e ponto
Como amor se paga amor
E o ditado é quem diz
E a gente ama assim
Sem dar desconto

Deixa eu ser mais leve que você
Essa coisa que faz flutuar
Deixa que te faça entender
O Tanto o quanto
Já te fiz sonhar sem perceber
Já te fiz querer sem duvidar
Deixa esse amor cadenciar manso"
Feliz e ponto - Silva

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Recuerdos de estopa

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Estopa é uma dupla catalã composta por dois irmãos e em 1999 tiveram um sucesso inesperado e meteórico com o lançamento do seu primeiro disco. Foi nessa altura que os descobri ao escutar uma das suas música numa loja em Barcelona. Clara que não descansei sem descobrir quem eram numa era anterior ao Shazam mas com uma simpática empregada da loja que satisfez a minha curiosidade. Não saí de Barcelona sem esse magníficio disco, óbvio.
Foi uma viagem inesquecível para fazer a passagem de ano e do século com um grupo de amigos que ainda hoje fazem parte das fundações do meu edifício.
Os Estopa têm andado meio afastados mas ao descobrir este "Rumba triste" todas as recordações desses dias em Barcelona e de todos os momentos onde eles fizeram parte da banda sonora da minha vida, voltaram a estar frescos na memória. Foi um prazer reencontrá-los.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Atlântico

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A televisão pública portuguesa, RTP, fez há muitos anos um programa musical chamado "Atlântico"que promovia o cruzamento de intérpretes de várias geografias onde se fala a língua portuguesa.
Um dos seus grandes momentos e absolutamente inesquecível foi esta ponte a duas vozes, a saudosa Cesária Évora e maravilhosa Marisa Monte, cantando a razão da nossa ligação embora, fisicamente, nos separe, "Mar azul".

quinta-feira, 2 de junho de 2016

O show tem que continuar

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Esta semana nasceu com uma triste notícia, a morte do atual vocalista do grupo de samba Fundo de Quintal, o sambista Mário Sérgio, aos 58 anos.
O smaba ter notícias tristes é o contrasenso mais injusto do mundo mas como diz o samba:
"Mas iremos achar o tom
Um acorde com lindo som
E fazer com que fique bom
Outra vez o nosso cantar"

Porque, apesar do ingrato destino, o samba tem que continuar.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Inesquecível

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A Marisa Monte tem novo disco que representa um fim de ciclo. É o último disco que grava na Universal Music e resolveu juntar temas e interpretações menos conhecidas que fizeram parte de projetos como trilhas sonoras de filmes, documentários e duetos ao longo da sua carreira. Alguns desses temas fazem parte da obra e carreira de outros músicos,. Destaco o tema "Carinhoso" que tem a sua melhor versão, na minha opinião, num dueto arrepiante com Paulinho da Viola que já está registado aqui no blog num post antigo.
Outra música que ganha outro encanto é este "Esqueça", tema emblemático do período da Jovem Guarda na sua fase mais yé yé... Grande Roberto Carlos!

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Não é por acaso que se fazem lindas músicas

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Conheço o Luiz há muitos anos, tantos que já não sei há quantos. Sejmpre o admirei como músico e como pessoa. Felizmente os acasos e a regularidade com que nos fomos encontrando permitiram que criássemos uma amizade e, apesar de não nos encontrarmos com muita regularidade no presente
mas, felizmente, vou acompanhando o seu trabalho e, muito de vez em quando, os mesmos acasos permitem que nos vamos encontrando. Na maioria das vezes esses encontros acontecem por uma razão que é uma paixão comum entre nós, a música. Só tenho a lamentar que os deuses das pautas, acordes e melodias não se tenham lembrado de me conceder uma nanoparte do talento que o Luiz tem. Mas como isso não aconteceu vou tendo momentos de enorme orgulho e prazer cada vez que escuto o seu trabalho.
E hoje há mais razões para isso, o Luiz acabou de lançar a primeira mostra do seu novo trabalho e para começo está divinal. Grande música, lindo poema e uma interperetação à Luiz e isso não podia ser melhor elogio. Venham as próximas.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Vidas

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Hoje ouvi o "Black" dos Pearl Jam logo de manhã e lembrei-me de coisas que já foram há tanto tempo e tão diferentes daquilo que é a minha vida hoje que parece que tudo aconteceu noutra vida.
Apesar disso a única ponta ou sintoma de saudosismo foi pensar quie já fui muito mais novo e sem cabelos brancos, só isso. Como diz a C., não era feliz e ela sabe que tem razão e no final, o que interessa é que esta continua a ser uma grande música.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Datas redondas do samba

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Esta primeira quinzena de Maio tem diversas datas redondas de comemoração para a história do samba. No dia 5, a raínha Beth Carvalho comemorou o seu aniversário, 70 anos benditos. Depois de alguns problemas de saúde que, inclusivamente, a levaram ao hospital, esperemos que este aniversário seja uma nova fase e por muitos anos. Há pouco tempo descobri este dueto entre ela e outra das raínhas do samba, interpretando um dos sucesso da Dona Ivone, "Mas quem disse que eu te esqueço".
No dia 8 comemorou-se, em simultâneo os magníficos 80 anos do mestre Wilson das Neves e os 100 anos do samba que deu origem a um evento especial, o Wilsamba, realizado na Lona Cultural Municipal João Bosco, no Rio de Janeiro. Ô sorte!!! Para quem assistiu. O samba é mesmo o seu dom, felizmente para nós. E feliz o dia quando já com 70 anos, resolveu dar uma revirada na sua carreira e, além de baterista, ter decidido virar cantor também.
"O samba é meu dom
Aprendi bater samba ao compasso do meu coração
De quadra, de enredo, de roda, na palma da mão
De breque, de partido alto e o samba-canção
O samba é meu dom
Aprendi dançar samba vendo um samba de pé no chão
No Império Serrano, a escola da minha paixão
No terreiro, na rua, no bar, gafieira e salão
O samba é meu dom
Aprendi cantar samba com quem dele fez profissão
Mário Reis, Vassourinha, Ataulfo, Ismael, Jamelão
Com Roberto Silva, Sinhô, Donga, Ciro e João
O samba é meu dom
Aprendi muito samba
Com quem sempre fez samba bom
Silas, Zico, Aniceto, Anescar, Cachinê, Jaguarão
Zé com Fome, Herivelto, Marçal, Mirabô, Henricão
O samba é meu dom
É no samba que eu vivo
Do samba é que eu ganho o meu pão
E é no samba que eu quero morrer
De baqueta na mão
Pois quem é de samba
Meu nome não esquece mais não"
O samba é meu dom - Wilson das Neves

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Ava Rocha

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Filha do cineasta Glauber Rocha, tem ainda uma carreira relativamente curta e o seu segundo disco de 2015, "Ava Patrya Yndia Yracema" foi reconhecido pela critica brasileira ao receber os Prêmios Multishow 2015 de “ Melhor Hit” e “Artista Revelação” e o Prêmio APCA 2015 de “Artista Revelação“. Há uns tempos, numa entrevista a propósito do olançamento do seu último disco, a Marisa Monte referiu que andava a ouvir a Ava e foi isso que me despertou a atenção.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

O morro veio me chamar

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"Mangueira
Estou aqui na plataforma
Da Estação Primeira
O Morro veio me chamar
De terno branco e chapéu de palha
Vou me apresentar à minha nova parceira
Já mandei subir o piano pra Mangueira

A minha música não é de levantar
Poeira
Mas pode entrar no barracão
Onde a cabrocha pendura a saia
No amanhecer da quarta-feira
Mangueira
Estação Primeira de Mangueira"
Piano da Mangueira - Chico Buarque e Tom Jobim

quinta-feira, 28 de abril de 2016

88 anos da verde e rosa

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28 de Abril de 2016, dia de comemoração dos 88 anos da nossa Estação Primeira de Mangueira num ano muito especial em que alcançou o 19° título do carnaval carioca!

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Sílvia Perez Cruz

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Voz magnífica, plena de vivências espanholas, as mais tradicionais e as contemporâneas. Tem um disco novo bastante envolvente e auspicioso. Recomendo!

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Na veia

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Marcelo D2 homenageando o seu e o nosso Rio maravilhoso. Grande som! O Rio é isso, entranha-se e passa fazer parte da nossa batida, da nossa vivência mesmo quando estamos longe.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Desenho de deus

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Lembro-me de um Verão há alguns anos em que esta música foi a banda sonora dessa temporada. Fazia parte de um disco ao vivo do Armandinho, o cantor surfista gaúcho. Agora a música ganhou uma nova versão onde o Armandinho se junta à banda reggae de Brasília, Natiruts e foi um fantástico motivo para voltar a escutar esta maravilha. Na linha do que o poema canta, o Armandinho devria estar namorando quando fez essa música. Desconfio que esta versão voltará a estar na trilha sonora deste Verão.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Mineira acariocada ou mineiroca

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Descoberta muito recente e muito inesperada até pois, aparentemente, tem estado em destaque lá pelos lados da cidade maravilhosa e já tem trabalho publicado desde 2011, data em lançõu o álbum "Te virar do avesso". É mineira de Belo Horizonte mas há seis anos que se deixou adoptar pelo Rio e por isso se auto-intitula mineiroca. Numa entrevista concedida ao jornal OGlobo desvenda uma curiosidade, quando visitou o Rio pela primeira vez, com 15 anos, tinha um desejo, conhecer a Rua Nascimento Silva 107, endereço referenciado na música de Vínicius de Moraes "Carta ao Tom", como a compreendo! É compositora e intérprete, chama-se Marcella Fogaça e tem um estilo bastante carioca. Um estilo praieiro na onda, descontraídamente cool e diria até, 100% carioca, iniciada pelo hawaiano Jack Johnson e onde também se pode incluir a cantora californiana Colbie Caillat. As suas músicas são leves e aprazíveis, estão longe de serem elaboradas e sofisticadas mas não deixam de ser apropriadas para momentos de pura descontração e ócio. Serão ótima companhia para uma saída de praia ou um belo vinho branco ao ar livre sem hora para para acabar numa interminável tarde de Verão. Eu já estou a planear vários momentos desses, é só o sol e o clima ajudarem e deixarem chegar a Primavera com sintomas de Verão, de uma vez por todas, a este lado do Atlântico.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Memórias

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Já lá vão bastantes anos. Foi ainda no século passado que o meu amigo Manel decidiu realizar um dos seus sonhos e lançar um disco que mostrava não só o seu trabalho como músico e cantor mas também como autor. Foi um álbum que, infelizmente, passou despercebido no panorama musical português da altura apesar de ser a fase mais popular do Manel pois conciliava a sua carreira de músico no circuito de bares de música ao vivo de Lisboa com uma carreira de actor na televisão. Eram os tempos das grandes noites no minúsculo Berro, ali para os lados de Santos, onde cabiam sempre mais 4 ou 5 apesar de já estar tudo em pior situação do que há hora de ponta no metro em dia de greve da Carris. Foi pena e até injusto pois foi um disco com bastante qualidade e muito consistente em que a grande maioria das músicas eram fortes o suficiente para serem escolhidas para música de promoção do disco. Apesar de tudo, algumas das músicas foram, posteriormente, escolhidas para fazer parte de algumas telenovelas e, recordo-me de uma série também mas, mesmo com isso, foi muito pouco para a qualidade que o trabalho possuía. Digo isto com todo o tipo de influência por o considerar um dos meus grandes amigos, obviamente, mas também o digo porque é a mais pura das verdades, pelo menos, na minha opinião, que vale o que vale, ou seja, muito pouco. Mesmo assim e porque encontrei há tempos uma relíquia desse tempo, o único videoclipe que fizeram dese trabalho, não quis deixar de o deixar registado neste álbum de vivências que vou colecionando. A música chama-se "Sombras de ti", não é a música que mais gosto do disco mas é uma amostra bastante fiel e representativa do estilo e da qualidade do trabalho. A banda do projeto chamou-se Traço D'Alma e, infelizmente, teve uma existência bastante efémera.