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terça-feira, 29 de março de 2016

Agora venha o DVD

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Ontem à noite no Porto cumpriram-se os 17 concertos que juntaram o António Zambujo e o Miguel Araújo durante, quase, dois meses entre Lisboa e o Porto. Incrivelmente, parece que esgotaram todos e, porovavelmente, esgotariam mais dois ou três se resolvessem abirir mais datas.
É uma prova feliz de vitalidade desta nova música portuguesa e destes dois artistas que a representam tão bem. Música com qualidade mas sem preconceitos, descontraída mas muito profissional e, no caso deles, com uma cumplicidade singela mas que transformou cada noite em momentos inesquecíveis. Pelo menos nas duas que tivemos a sorte de assistir foi isso que aconteceu.
Já existe uma pequena amostra semi produzida daquilo que foram estas 17 noites e que vai, com certeza, ficar registado em CD e DVD e a música que escolheram, "No rancho fundo", um samba-canção clássico da autoria de Ary Barroso e que foi popularizado por uma dupla sertaneja na trilha sonora da telenovela Tieta, não poderia ser mais bem escolhida pois representa esta dimensão transversal, multi cultural e apátrida que a língua portuguesa possui. E a vontade e o prazer que demonstram a interpretar músicas de outros estilos e de outras geografias é também  um contributo importante para o poder de atração e para o sucesso deles.
Venha o DVD.




sexta-feira, 22 de maio de 2015

Aos anos que não ouvia isto

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Ouvi esta manhã quando vinha para o escritório e é uma música que esteve muito presente numa fase da minha vida. Apesar de haver muitas versões de diversos artistas consagrados de quem gsoto muito, a versão descomplicada, natural e depurada do João Gilberto é a líder destacada. Era uma música muito tocada nos vários bares de música ao vivo que existiam em Lisboa e que apostavam na música brasileira, bossa nova e mpb, nas suas noites mais populares.
Com música e letra do grande Ary Barroso, "Isto aqui, o que é?" é um hino de exaltação ao Brasil, esse Brasil que  seduz e que é pleno de encantos.



"Isto aqui, ô ô
É um pouquinho de Brasil iá iá
Deste Brasil que canta e é feliz,
Feliz, feliz,

É também um pouco de uma raça
Que não tem medo de fumaça ai, ai
E não se entrega não

Olha o jeito nas 'cadeira' que ela sabe dar
Olha só o remelexo que ela sabe dar (Repete)

Morena boa, que me faz penar,
Bota a sandália de prata
E vem pro samba sambar"
Isto aqui, o que é? - João Gilberto

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Real Combo Lisbonense homenageia Carmen Miranda

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Tenho estado a ouvir o novo disco dos Real Combo que é uma delícia. Uma homenagem surpreendente à portuguesa mais brasileira do Brasil, Carmen Miranda. O disco chama-se "Saudade de você - às voltas com Carmen Miranda e é um belo  exemplo de mais um feliz cruzamento Atlântico. É um disco fresco e alegre cheio de sambinhas e marchinhas que revisita esse inestimável património musical incluindo vários temas de Ary Barroso e Noel Rosa.
Para quem seja ou esteja em Lisboa, aproveito pois o Real Combo Lisbonense apresenta o disco ao vivo no Teatro Ibérico em Lisboa, a 17 e 18 de Dezembro.



"Deitado num trilho de um trem
Estando amarrado e amordaçado
Sabendo que o maquinista
Não é seu parente
Nem olha pra frente
O que é que você fazia?
Eu nesse caso nem me mexia

Sentado, olhando um cachorro
Que da sua mão tirou o seu pão
Sabendo que o seu bilhete
Que está premiado
Também foi roubado
O que é que você fazia?
Eu nesse caso nem me mexia

Se um dia sua sogra bebesse
Um gole pequeno de um grande veneno
E por um capricho da sorte
Ou de algum doutorzinho
Ela ficasse mais forte
O que é que fazia o senhor?
Eu nesse caso matava o doutor
E o que é que a senhora fazia?
Eu nesse caso desaparecia"
O que é que você fazia - Real Combo Lisbonense (Noel Rosa)

terça-feira, 15 de julho de 2014

E o Rio de Janeiro continua lindo

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Mesmo com a desilusão da copa a cidade continua uma beleza. Nós portugas falamos muito da luz de Lisboa que é, de facto, absolutamente linda mas a luz do Rio também não fica atrás, principalmente no nascer do dia.
E isso pode-se comprovar no clip do tema de estreia do disco de parceria entre Diogo Nogueira e o bandolinista Hamilton de Holanda. O álbum chama-se "Bossa negra" e inclui músicas inéditas e ainda releituras de clássicos de Ary Barroso, João Nogueira e Paulo César Pinheiro.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Você me perdoa, mestre João?

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O passado dia 10 de Junho celebrou mais um aniversário de uma das grands personalidades da música e um dos principais culpados, se não o principal, pela minha paixão ardente pela música brasileira e pelo Rio de Janeiro. Infelizmente nunca tive a oportunidade de o ver ao vivo mas sinto um enorme gosto em saber que, apesar dos seus 80 anos, continua ser possível que esse dia se concretize. Parabéns mestre João Gilberto, mesmo atrasados.

Esta é uma das minhas favoritas e umas das primeiras músicas que me lembro de ouvir o João Gilberto cantar. Grande Ary Barroso, também eu já me sinto com legitimidade para dizer, "Meu Brasil brasileiro!"

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Intemporal

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Voltei a ouvi-lo completo e não consigo parar. Se voltassem a construir uma cápsula espacial para enviar para eventuais encontros com seres de outros planetas, este disco, definitivamente, tinha que ir. Representa o melhor que a humanidade tem, acentuado pela voz inigualável de João Gilberto, os poemas simples mas profundos, intimistas e emocionantes dos melhores poetas, Carlos Lyra, Vinícius, Ary Barroso, Newton Mendonça, Dorival Caymmi e o ritmo e a melodia contagiante da Bossa, chancelada pelos seus mais distintos representantes, onde se destaca, o maestro Tom Jobim (não esquecer Ronaldo Bôscoli, namorado de Nara Leão e futuro marido de Elis Regina).
Há poucas coisas no mundo que juntem tantos génios e que carregue consigo tanta história, tantos acontecimentos e tantas influências em mais de 50 anos (o disco é de 58!) que continuam a acontecer nos nossos dias. Nada é por acaso.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Camisa Amarela

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Tema delicioso do grande Ary Barroso popularizado, para nós portugueses, pela Maria da Graça no inesquecível "Páteo das Cantigas". Noutro registo a Nara Leão e o Caetano também têm o jeitinho todo!



Esta performance do Inemitável Ribeirinho é também deliciosa!!! Segundo algumas pesquisas, este tema chama-se "Conversa para estrangeiro", de Cyro de Souza, gravação original da cantora brasileira Dircinha Batista em 1939.