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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Para acabar a semana mais uma da Elza

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O concerto da Elza marcou-nos.
Como é que uma senhora de tão provecta idade e, infelizmente, tão limitada, presa já a uma cadeira que, apesar de tudo, a ampara e lhe permite continuar a dar shows, faz um concerto quase perfeito e de uma forma tão graciosa, por um lado e, por outro, com uma entrega total e sincera quase esquecendo as suas limitações.
Não deve ser fácil estar presa às suas limitações quando, ainda, há poucos anos atrás era um poço de energia e um completo ciclone em palco, contaminando tudo à sua volta.
Há uns anos atrás (2008) a Elza participou na banda sonora de um filme brasileiro chamado "Chega de saudade", interpretando alguns clássicos da música de gafieira com a Banda Luar de Prata. O filme era sobre uma casa dançante e os encontros e desencontros que iam acontecendo entre os frequentadores mais ou menos solitários que iam passando por aí em busca de emoções e este tema, "Lama", parece que foi feito de propósito para o filme e para a Elza cantar.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Tô dividido

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É já neste sábado, dia 26, que a orquestra bamba Social apresenta o seu trabalho de estreia. Tenho pena mas a distância (é no Porto) e o concerto da Elza Soraes não nos permitem estar neste momento único e que, acredito, será muito especial. Têm vindo a divulgar os temas que estarão incluídos no seu trabalho de estreia e espero com todos os meus anseios que incluam neste disco a versão do tema "Tô" do Tom Zé que no seu original já é incrível mas que ganha uma nova vida com os suígues do samba. "Tô bem de baixo prá poder subir
Tô bem de cima prá poder cair
Tô dividindo prá poder sobrar
Desperdiçando prá poder faltar
Devagarinho prá poder caber
Bem de leve prá não perdoar
Tô estudando prá saber ignorar
Eu tô aqui comendo para vomitar

Eu tô te explicando
Prá te confundir
Eu tô te confundindo
Prá te esclarecer
Tô iluminado
Prá poder cegar
Tô ficando cego
Prá poder guiar

Suavemente prá poder rasgar
Olho fechado prá te ver melhor
Com alegria prá poder chorar
Desesperado prá ter paciência
Carinhoso prá poder ferir
Lentamente prá não atrasar
Atrás da vida prá poder morrer
Eu tô me despedindo prá poder voltar
" Tô - Bamba Social (Tom Zé)

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Semana rara

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Contagem decrescente para os concertos do Zeca e da Elza. Dois pedidos formulados, um para cada um deles, "Insensato destino" e "Dura na queda".

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

"My name is now!"

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"Eu estou sempre começando", esta afirmação é da senhora Elza Soares que, para quem não saiba, nasceu em 1937 e este clip onde ela partilha com o jovem rapper Emicida (31 anos) uma nova versão do clássico "Nega do cabelo duro" é mais uma prova da capacidade de reinvenção desta intérprete brilhante que continua a desafiar-se aos 79 anos!
Esta enigmática mulher é quase uma personagem mitológica devido, por um lado às atribulações constantes na sua vida e, por outro, pela capacidade inata de ultrapassar todas as adversidades e contingências. Essa aura factual deu origem inclusivamente a um documentário sobre a sua vida e que se chama "My name is now". E isso é a tradução perfeita do que ela é e da sua capacidade de ser não só atual mas disruptiva na música contemporânea que quer interpretar e na forma como encara a vida.
Se tudo correr bem, iremos ter o prazer de a ver pela primeira vez, pois irá estar em Portugal no próximo mês, dia 24 na casa da Música no Porto e 25 ou 26 no Misty Fest em Lisboa. É mais uma paixão antiga e nunca mais me hei-de esquecer do momento em que ouvi esta voz incrível pela primeira vez e as estranhas e complexas emoções que me causou e que continua a causar.
 A voz já não é a mesma mas a vontade e a motivação e a consequente vitalidade parecem que vão crescendo à medida que ela se apercebe do aparecimento de algumas fragilidades incontornáveis e decorrentes da sua idade.
O seu disco mais recente chama-se "Mulher do fim do mundo" mas a sua carreira é de outro mundo.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Sangue, suor e raça

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Este é o nome de um álbum que saiu em 1972 e que reuniu Elza Soares que estava no auge da sua carreira com Roberto Ribeiro, um sambista em ascensão mas ainda no início do seu percurso. Muito conhecedores dizem que este é um disco marcante na carreira dos dois e do ponto de vista qualitativo, é de facto um disco de enorme qualidade com duas grandes vozes da música brasileira. A Elza, nesta altura, já tinha editado vários discos, já tinha alcançado enorme notoriedade no Brasil e estava já a preparar o seu salto para a internacionalização. O Roberto Ribeiro, depois de ter deixado definitivamente as chuteiras, com uma curtíssima passagem pelo clube carioca Fluminense, já era um reconhecido sambista na escola de samba Império Serrano tendo, inclusivamente, sido um dos puxadores do samba-enredo no desfile de carnaval da escola. É um disco que vale a pena, com samba para todos os gostos e com a voz da Elza no seu ponto alto. Este samba canção "Aurora de um sambista" é a minha preferida.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Mulher de outro mundo

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A Elza Soares tem novo disco aos 79 anos e, lutando com problemas de saúde, infelizmente, inevitáveis nesta idade, está em plena tournée de lançamento. O disco chama-se "A mulher do fim do mundo" e a música que dá nome ao disco é também o seu ponto mais alto. É, claramente, um tema biográfico com um poema veemente e intenso que faz um resumo breve da vida extraordinária e esdrúxula desta corajosa mulher que acaba a canção afirmando, "Eu vou cantar até ao fim". Nada mais forte para definir e caraterizar a sua essência.

"Meu choro não é nada além de carnaval
É lágrima de samba na ponta dos pés
A multidão avança como vendaval
Me joga na avenida que não sei qualé

Pirata e super homem cantam o calor
Um peixe amarelo beija minha mão
As asas de um anjo soltas pelo chão
Na chuva de confetes deixo a minha dor

Na avenida deixei lá
A pele preta e a minha voz
Na avenida deixei lá
A minha fala, minha opinião
A minha casa minha solidão
Joguei do alto do terceiro andar

Quebrei a cara e me livrei do resto dessa vida
Na avenida dura até o fim
Mulher do fim do mundo
Eu sou e vou até o fim cantar

Eu quero cantar até o fim
Me deixem cantar até o fim
Até o fim eu vou cantar
Eu vou cantar até o fim
Eu sou mulher do fim do mundo
Eu vou cantar, me deixem cantar até o fim

Até o fim eu vou cantar, eu quero cantar
Eu quero é cantar eu vou cantar até o fim
Eu vou cantar me deixem cantar até o fim"
A mulher do fim do mundo - Elza Soares

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Um dos maiores ícones cariocas

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A Elza da Conceição Soares tem uma voz incrível, uma personalidade única e maravilhosa que justifica que haja, finalmente, um filme só acerca dela. Nasceu no samba tradicional mas a sua aura e a sua voz naturalmente a transportou para além dos standards e convenções. A sua vida foi negativamente marcada por álguns momentos verdadeiramente trágicos mas, mesmo assim, sempre apareceu feliz e nunca deixou de contagiar todo o mundo de felicidade, fazendo o que mais gostava, cantar. E o povo reconheceu essa preserverança ao ponto de a considerar um exemplo de vitória e superação. É isso que é referido na descrição deste filme, "Mas, ela é dura na queda: num rito, nua e crua, ao mesmo tempo frágil e forte, real e sobrenatural, como uma fênix transcende em música e canta gloriosa".
O filme chama-se "My name is now" e, como é óbvio, está na minha lista de desejos.

Trailer MY NAME IS NOW, ELZA SOARES direção Elizabete Martins Campos from IT Canal on Vimeo.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

A incrível Elza

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A Elza Soares aparenta ser uma força da natureza pois depois de tudo o que passou e com a idade que tem continua a ser uma inspiração com uma simplicidade e gentileza brutal, como fica demonstrado nesta sua participação neste show da ainda desconhecida Joyce Cândido.
Para mim é das vozes mais incríveis de todo o universo e, felizmente, escolheu o samba como seu terreiro.

Uma curiosidade pertinente, descobri que esta música que interpretam é um original do músico Fagner, voz romântica cearense que teve bastante sucesso nos anos 80 e 90 do final do século passado, cantando várias músicas em novelas.



"Sei que aí dentro ainda mora um pedacinho de mim
Um grande amor não se acaba assim
Feito espumas ao vento

Não é coisa de momento, raiva passageira
Mania que dá e passa, feito brincadeira
O amor deixa marcas que não dá pra apagar

Sei que errei, tô aqui pra te pedir perdão
Cabeça doida, coração na mão
Desejo pegando fogo

E sem saber direito a hora e o que fazer
Eu não encontro uma palavra só pra te dizer
Ai, se eu fosse você eu voltava pra mim de novo

E de uma coisa fique certa, amor
A porta vai estar sempre aberta, amor
O meu olhar vai dar uma festa, amor
Na hora que você chegar

E de uma coisa fique certa, amor
A porta vai estar sempre aberta, amor
O meu olhar vai dar uma festa, amor
Na hora que você chegar

Sei que errei, tô aqui pra te pedir perdão
Cabeça doida, coração na mão
Desejo pegando fogo

E sem saber direito a hora e o que fazer
Eu não encontro uma palavra só pra te dizer
Ah! se eu fosse você eu voltava pra mim de novo"
Espumas ao vento - Joyce Cândido e Elza Soares

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Novas dos Bossacucanova

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Além de virem a Lisboa e ao já inevitável Espaço Brasil, no próximo dia 20 de Abril, vêm com mais novidades, um novo disco cheio de colaborações com consagrados. Participações de Maria Rita, Wilson Simoninha, Os Cariocas, Óscar Castro Neves, Elza Soares, o recentemente falecido Emílio Santiago, Martinho da Vila, Teresa Cristina, o grande Paulinho Moska, os Monobloco e ainda o senador da bossa e pai de um dos integrantes, o extraordinário Roberto Menescal. Honras ainda para a fantástica voz residente da Cris Delanno e ainda a, ainda menos consagrada, Marcela Mangabeira. Menos consagrada mas dona de uma linda voz e já presente neste blog há algum tempo. É mole?!!!
O disco chama-se "Nossa onda é essa" e está incrivel. Aconselho vivamente e podem ouvi-lo integralmente aqui.  Grande onda, como sempre. Adoro esses caras.
Parabéns ao Marcelinho da Lua, ao Marcelo Menescal e ao Alex Moreira, ao Dado Brother e  à Cris Delanno, bem como a todos os convidados!

domingo, 6 de maio de 2012

50 anos de carreira desta força da natureza

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Quem não conhece Elza Soares e a sua estória é bom que conheça. Grande voz!
"Chora, desabafa seu peito,
Chora, você tem o direito,
Se tratando de amor
qualquer um pode chorar.
Não se envergonhe do pranto
que é privilégio de quem sabe amar

Quem não teve amor nunca sofreu,
E desconhece o que é agonia.
Abra o peito e deixe o pranto livre como eu
Ah, desabafe a melancolia."
Chora - Elza Soares

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Malandro

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Jorge Aragão e Elza Soares, único e contagiante. Noutros tempos esta era a típica noite da malandragem.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Eu bebo sim!

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Adoro a versão original da Elizeth Cardoso mas esta da louca Elza Soares com o Monobloco deve ter sido inesquecível. E, qualquer música onde entre o meu xará Seu Jorge é evidente que merece destaque!