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segunda-feira, 4 de março de 2019

Roteiro de Carnaval numa música

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Segunda feira de Carnaval em Lisboa é momento de nostalgia e saudade danada para quem gosta do Rio de Janeiro e do seu Carnaval. Todos os anos em que eu não estou lá e, infelizmente, são a grande maioria, o coração começa a apertar e as emoções vão ficando cada vez mais à flor da pele parecendo até que a minha masculinidade incorpora uma tpm fantasiosa :). É a maldição de amar tanto aquela cidade e de ter já inúmeras memórias incriveis.
Hoje, eu e a C. estaremos madrugada dentro ansiando pelo desfile da nossa Estação Primeira mas o Carnaval não é só samba, é muito mais do que isso. Curiosamente, enconteri hoje uma música, tema de estreia do músico carioca Danilo Perelló que fala da multiplicidade de emoções que se podem viver nessa fase de folia que vai para além dos tradicionais 3 dias. O tema chama-se "Amor de Carnaval" e visita diversos momentos emblemáticos da animação carnavalesca.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

#ProibidooCarnaval

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"Agora há uma nova era no Brasil em que menino veste azul e menina veste rosa." Quem disse isto foi a nova ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos do governo Bolsonaro, Damares Alves na comemoração da sua tomada de posse. Esta é a mesma que, além de ooutras barbaridades, justificou há bem pouco tempo que alguns dos seus títulos académicos são diplomas bíblicos quando foi questionada pelo facto de conter no seu currículo oficial, títulos académicos que não possui. Não é muito diferente de certos personagens recentes na política portuguesa, a única diferença é que esses por se orgulharem da sua condição ateísta e laica não podiam recorrer a deus para os certificar.

É óbvio que esta declaração gerou infinitas reações na internet, reações contrárias e favoráveis. Situação curiosa o facto acontecer no Brasil, país conhecido por tantas conquistas liberais. No entanto, esse lado vanguardista viveu sempre paredes meias com uma face do mesmo país extremamente conservadora e até ortodoxa, que ganhou força com a eleição deste presidente.
Como não poderia derixar de acontecer, o mundo artístico reagiu com a qualidade que o carateriza e, aproveitando a época que se avizinha, surgiu uma música que reune a eterna raínha do carnaval da Bahia, Daniela Mercury e o filho da Bahia mais planetário, Caetano Veloso. O tema chama-se "Proibido o Carnaval"e é um ataque direto às infelizes declarações da ministra. Quem me dera que a resposta à idiotice tivesse sempre esta intelegência e qualidade.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Sorria, tá aí o Carnaval

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Sorria!!! Música nova da Orquestra Bamba Social e Tiago Nacarato, uma marchinha de Carnaval que, certamente, irá passar muitas vezes lá para os lado de Estarreja.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

"Brasil, meu dengo a Mangueira chegou"

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"Mangueira, tira a poeira dos porões
Ô, abre alas pros teus heróis de barracões
Dos Brasil que se faz um país de Lecis, Jamelões
São verde e rosa as multidões
(...)
Salve os caboclos de julho
Quem foi de aço nos anos de chumbo
Brasil, chegou a vez
De ouvir as Marias, Mahins, Marielles, malês"

Este é o samba enredo da minha querida Verde e Rosa para o Carnaval de 2019. O enredo tenta contar a história do Brasil de forma tão simples como numa história de ninar e é mesmo esse o tema do enredo do desfile da escola este ano, "História pra ninar gente grande". No entanto, o propósito é muito mais ambicioso, o título do samba enredo é, "Eu quero um Brasil que não está no retrato" e a escola pretende contar mais do que a história dos marcos e dos factos formais que já se conhecem, pretende contar a "história que a história não conta", a história do cidadão comum ou mesmo do ostracizado, havendo claramente uma tomada de posição política consciente. Posição que atinge o seu momento de apoteose quando lembra, cita e homenageia a vereadora carioca Marielle Franco, assassinada a tiro no dia 14 de março de 2018 no Rio, junto com o seu motorista Anderson Gomes.
O Carnaval, apesar de ser uma manifestação cultural e, nesse sentido, uma das maiores do mundo, já esteve diversas vezes ligada a manifestações de posições socio políticas e esta opção da Mangueira só vem realçar o momento que o Brasil atravessa, um país mais do que bipolarizado, partido ao meio com posições diametralmente opostas dos dois lados das trincheiras na grande maioria das temáticas sociais e políticas que são essenciais para a vivência de qualquer sociedade.
Não se deve também esquecer que o samba, entres os vários críticos cotados e personalidades relevantes no Carnaval do Rio, está cotado como um dos melhores deste ano, senão mesmo o melhor. E isso só dá mais valor aos criadores e à escolha corajosa da maior escola de samba do país.
Vai Mangueira!



sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Carnaval sem Rio é como samba sem cavaco

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Há um ano atrás, estávamos nos últimos preparativos para mais um carnaval no Rio, o primeiro da C. e o meu terceiro. Confesso que todos os anos em que não estou no Rio por esta altura, além do frio lisboeta, instala-se também uma coceira nervosa, algum desalento e um mar de saudade que não passa até à próxima vez que nos encontramos com essa cidade que tanto amamos. é uma fortuna infinita ter tido a sorte de encontrar e casar com uma mulher que acrescentou tanto na minha vida e que, além disso tudo, ama o Rio tanto como eu.
Este ano vamos, mais uma vez, tentar amenizar estes sintomas de saudade com alguns pequenos efeitos profiláticos, assistir aos desfiles, ouvir um pouco mais de samba e, este ano, não perder a roda de samba dos Sacundeia, grupo de samba criado em Lisboa mas formado por músicos brasileiros e que, por coincidência, um deles esteve na roda de samba que esteve no nosso casamento.
Não é o Rio, não estão 30 graus, Lisboa não tem a folia carioca mas ajuda a serenar a suadade por umas horas.

domingo, 7 de janeiro de 2018

Saudade boa

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Hoje é dia de samba no meu querido Rio, as escolas saíram à rua e se encontraram em Copacabana e na Praia Vermelha, num cenário incrível, houve ou está ainda havendo uma roda de samba de um bloco de Carnaval maravilhoso chamado Último Gole. 
Vários amigos queridos estão por lá e fizeram questão de partilhar comigo a sua alegria e empolgação. Só quem já viveu e gosta desta cidade e destes momentos consegue perceber que só se é mesmo completamente feliz quando se partilha este entusiasmo e felicidade com quem ama esta cidade da maravilhosa e o que ela nos dá, da mesma forma. Saudades boas foi o que eu senti hoje desde o frio do Inverno de Lisboa. E como, entre os amigos, tem muitos fãs da Portela e ainda por cima em ano de campeonato fica aqui um samba lindo de homenagem a Madureira por um dos seus filhos fervorosos, Roberto Ribeiro.




domingo, 31 de dezembro de 2017

Valeu 2017

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Encerra-se mais um ano, um ano simpático, posso dizê-lo. É sempre positivo quando acordamos todos os dias sentindo-nos felizes e com ganas de viver, com força para enfrentar os desafios e sabendpo que temos quem amamos e quem nos ama à nossa volta. Foi também um ano difícil, com desafios muito complcados e, infelizmente, alguns deles não suplantados.
Mesmo assim e, apesar destes percalços que também compoem o todo, foi um ano especial, um ano de conquistas pessoais saborosas, um ano de novas vidas próximas e doces, o ano em que voltámos ao nosso Rio com amigos queridos e que estivemos juntos pela primeira vez na Sapucaí para desfilar na nossa querida Estação Primeira.
Foi o ano dos 48 e do início dos 49. Valeu 2017.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

"Eu sou Mangueira meu senhor, não me leve a mal"

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"Pecado é não brincar de Carnaval!"

Em Junho deste ano, estalou a polémica no univreso do samba do Rio de Janeiro. O prefeito Marcelo Crivella anunciou um corte de 50% da subvenção direcionada às escolas de samba. A decisão gerou diversos protestos, obviamente, e a primeira foi executada pela Liesa, que chegou a suspender os desfiles da Sapucaí do Grupo Especial.
A Estação Primeira olhou para essa fragilidade e transformou-a em samba enredo, dando como tema de inpsiração para a criação das candidaturas a samba enredo “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco”. Foi a forma mais intelegente e adequada de manter o protesto até à sua génese pois ningém vai esquecer que no próprio desfile o protesto irá estar latente.
O samba enredo escolhido demontra sutilmente essa posição vincada e viva refletido no seu refrão principal "Eu sou Mangueira meu senhor, não me leve a mal, pecado é não brincar o carnaval!" sendo óbvio que todo o mundo vai saber quem é esse tal de senhor a que o samba se refere. Mas as referências a este cotr não se ficam por aqui, "Com garfo e prato eu faço meu tamborim"; "Sou mestre-sala na arte de improvisar" e "Se faltar fantasia alegria há de sobrar, bate na lata pro povo sambar" são expressões claras de demonstração de superação apesar das vicissitudes criadas por esta estranha decisão que compromete, inclusivamente, o governo central já tão fragilizado na opinião pública.
Com a habitual empolgação, com uma bateria contagiante e a voz poderosa do habitual Tinga, este ano superiormente acompanhado pelo sambista Péricles, a minha Estação Primeira promete causar na Sapucaí. Até porque come se diz lá em terras de vera Cruz, "se não for pra causar, eu nem vou!". Canta Mangueira!

 "Chegou a hora de mudar
Erguer a bandeira do samba
Vem a luz à consciência
Que ilumina a resistência dessa gente bamba
Pergunte aos seus ancestrais
Dos antigos carnavais, nossa raça costumeira

Outrora marginalizado já usei cetim barato
Pra desfilar na Mangueira

A minha escola de vida é um botequim
Com garfo e prato eu faço meu tamborim
Firmo na palma da mão, cantando laiálaiá
Sou mestre-sala na arte de improvisar

Ôôô somos a voz do povo
Embarque nesse cordão
Pra ser feliz de novo
Vem como pode no meio da multidão

Não, não liga não!
Que a minha festa é sem pudor e sem pena
Volta a emoção
Pouco me importam o brilho e a renda
Vem pode chegar
Que a rua é nossa mas é por direito
Vem vadiar por opção, derrubar esse portão, resgatar nosso respeito
O morro desnudo e sem vaidade
Sambando na cara da sociedade
Levanta o tapete e sacode a poeira
Pois ninguém vai calar a estação primeira

Se faltar fantasia alegria há de sobrar
Bate na lata pro povo sambar

Eu sou Mangueira meu senhor, não me leve a mal
Pecado é não brincar o carnaval!"
Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco - Lequinho, Júnior Fionda, Alemão do Cavaco, Gabriel Machado, Wagner Santos, Gabriel Martins e Igor Leal Intérprete, Tinga Participação Especial, Péricles

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Mais uma carnavalesca

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Música do último trabalho da Fernanda Abreu, "Tambor", numa versão especial remixada pelo Dj W Imperador. "Segura a banda que a parada é federal"!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Tem alguém aí?!

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Porque o Carnaval está aí e o carlinhos Brown preparou uma versão e um vídeo especial para uma música do seu último disco com a roupagem adequada para o seu carnaval. O Carnaval contagiante e louco dos blocos e dos trios elétricos da Bahia. Tem alguém aí já contagiado?! Ô sol, ô sorte!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

No coração da super bateria - Eu sou Mangueira sim!

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Está quase!
Daqui a uma semana lá estaremos em plena Sapucaí, ajudadndo a querida Estação Primeira conquistar o bicampeonato.
Vamos voltar ao nosso querido Rio e vou voltar a ter a emoção de desfilar na escola mais querida do planeta e, desta vez, acompanhando a estreia da C. nestas andanças e acredito, convictamente, que acabará com a vontade plena de voltar o mais rápido possível a repetir a experiência e com o coração cheio devido ao momento único que irá experienciar.
A Mangueira é, de facto, uma escola especial e, estou certo que há entusiasmo e paixão em todas as outras escolas mas nesta é mesmo diferente e, felizmente, voltou aos seus grandes momentos.
Se há dúvidas é só ver o entusiasmo da sua bateria no esquenta do seu mais recente ensaio geral e a empolgação que se assite nas bancadas. E essa eu garanto, não há empolgação maior nas bancadas do que aquela que se sente e se vê quando a Mangueira entra na avenida.

"(...) Mangueira, eu já benzi minha bandeira
Bati três vezes na madeira
Para a vitória alcançar
No peito patuá, arruda e guiné
Para provar que o meu povo nunca perde a fé
A vela acesa pro caminho iluminar
Um desejo no altar, ou no gongá
Vou festejar com a divina proteção
Num céu de estrelas enfeitado de balão
É verde e rosa o tom da minha devoção
Já virou religião (...)"
Samba Enredo 2017 - Só Com A Ajuda do Santo
G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira


terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Apple aderiu aos blocos de Carnaval

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Primeiro anúncio realizado pela Apple no Brasil para promover o Iphone 7 Plus aproveitando a onda dos blocos de Carnaval que estão no seu auge neste momento do ano no Brasil.
A inspiração prolonga-se pela utilização da famosa música "Eu quero é botar o meu bloco na rua", principal êxito do cantor e compositor capixaba Sérgio Sampaio, nascido em Cachoeiro de Itapemirim no estado do Espírito Santo que  faleceu em 1994.
Sérgio foi contemporâneo de vários grandes nomes da música brasileira e foi parceiro de Raul Seixas a quem é atribuída a descoberta deste músico.
A versão do anúncio é do grupo baiano de música eletrónica BaianaSystem.
Fica aqui o anúncio e o vídeo da versão original.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Rio de janeiro, 25 de Janeiro de 1927

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Fez ontem 90 anos que num dos bairros mais tradicionais do Rio de Janeiro, o bairro da Tijuca, que nasceu o futuro pianista, cantor, arranjador, guitarrista, compositor e maestro António Carlos Jobim, o maior expoente da música brasileira e um dos fundadores do movimento Bossa Nova. A data redonda pede uma homenagem especial a uma figura que  influenciou de forma determinante o meu gosto musical e, mais que isso, a minha paixão pela música no geral e pela MPB em particular.
Obviamente, contribui também para o meu amor tão grande e tão especial à sua cidade natal, o belo Rio de janeiro.
O maestro Tom Jobim tinha uma qualidade muito particular, a sua paixão pelas suas raízes musicais mais tradicionais  e isso  dava uma amplitude e uma abrangência extraordinária ao seu ecletismo musical. Essa paixão garantiu que desde o início da sua carreira e até ao seu desaparecimento, o seu talento e o seu trabalho nunca se tenha separado dessas raízes, pelo contrário foi sempre usado para enriquecer essa cultura nacional, inclusivamente no estilo mais tradicional da vida carioca, o samba. Lembro-me de um disco que comprei há muitos anos no Rio com temas do Tom Jobim chamado "No Tom da Mangueira", e que incluia, entre outras, a linda "Piano na Mangueira". Era um disco que assinalava o desfile da Mangueira no Carnaval de 1992 em que o samba-enredo foi uma homenagem ao maestro e a todo o seu trabalho. Felizmente, Tom Jobim ainda teve oportunidade de ver essa bonita homenagem e assim é que deve ser, demonstrar o nosso respeito e admiração em vida e, no caso de um samba-enredo esse facto ainda assume uma importância maior pois não há homenagem mais gloriosa que ser tema de uma samba-enredo e nunca se deverá tirar o prazer de assistir a esse momento único na vida.
Salve maestro, como diz o samba, "Se todos fossem iguais a você, que maravilha seria viver"!



"Mangueira vai deixar saudade
Quando o carnaval chegar ao fim
Quero me perder na fantasia
Que invade os poemas de Jobim
Amanheceu, o Rio canta de alegria
Aconteceu a mais linda sinfonia
O sol já despontou na serra,
Molhando o seu corpo sedutor

O mar beija a garota de Ipanema,
a musa de um sonhador
O mar beija a garota de Ipanema,
a musa de um sonhador

É carnaval, é a doce ilusão,
É promessa de vida no meu coração
É carnaval, é a doce ilusão,
é promessa de vida no meu coração (Mas vem ... )

Vem, vem amar a liberdade,
Vem cantar e sorrir, ter um mundo melhor
Vem, meu coração está em festa,
Eu sou a Mangueira em Tom maior
Salve o samba de terreiro, salve o Rio de Janeiro,
Seus recantos naturais

Se todos fossem iguais a você,
que maravilha seria viver"
Se todos fossem iguais a você - Estação Primeira de Mangueira

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

"Cuidado que a Mangueira vem aí..."

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"É bom se segurar que a poeira vai subir"
Tem capoeira - Estação Primeira de Mangueira

E aí está o vídeo oficial do samba enredo da Estação Primeira para o próximo Carnaval. É a possibilidade de conseguirem o bicampeonato, depois da vitória deste ano e as perspetivas são bastante auspiciosas. A crítica carnavalesca tem elogiado publicamente o tema do samba enredo e, desde que foi gravada a versão oficial, o samba da Mangueira tem sido o samba enredo mais tocado nas plataformas digitais.
A escola e a nação mangueirense merecem este destaque pelo trabalho de recuperação da escola que têm vindo a fazer e pelo trabalho habitual que é preparar, todos os anos, um desfile de Carnaval.
Talvez, com a ajuda de todos os santos que são invocados no samba, possamos estar voltar a essa cidade que tanto amamos e estar presentes nesse momento tão especial e tão grandioso, mesmo não sendo crentes.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

O Orfeu da Transformação

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Está a assinalar-se no Brasil o sexagésimo aniversário da estreia da peça "Orfeu da Conceição" escrita por Vinícius de Moraes e com música do, então, pianista António Carlos Jobim que, à data, era um jovem com uns imberbes 29 anos.
A peça estreou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e é uma adaptação em forma de peça musical do mito grego de Orfeu transposto à realidade das favelas cariocas e ao ambiente do carnaval carioca. Além desta dupla virtuosa há ainda a juntar a todo este talento o arquiteto Oscar Niemeyer que foi o responsável pela cenografia da peça. A peça apresentou também um facto bastante arrojado e talvez até controverso para a época, o elenco era inteiramente composto por atores e atrizes de raça negra.
O musical esteve longe de ser um sucesso e teve uma vida muito curta mas o mais importante foi ter sido o motivo e, talvez, a inspiração para uma parceria brilhante e duradoura que gerou dezenas de obras primas dsa música popular brasileira e da bossa nova e que foi um eixo nevrálgico de transformação da música e da cultura popular do Brasil.
O Vinícius não conhecia o jovem Tom que lhe foi aconselhado por um amigo em comum, Lucio Rangel e o encontro aconteceu no ainda existente Bar Villarino no centro do Rio onde Vinícius era visita regular. Conta-se que o jovem Tom Jobim que, na altura vivia da venda de músicas e arranjos para os bares de Copacabana e que "andava sempre atrás do aluguel", perguntou ao já famoso e reconhecido Vinícius quando recebeu o convite, "Tem algum dinheirinho nisso?".
Entre as músicas escritas especialmente para o musical estão os sucessos, "Lamento no morro" e a maravilhosa "Se todos fossem iguais a você" aqui interpretada maravilhosamente pelos mestres.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

"O meu tambor tem axé Mangueira"

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A Mangueira já tem samba para o Carnaval de 2017. Foi este fim de semana que ocorreu a final onde se elegeu o samba campeão da escola campeã. Com o samba enredo subordinado ao tema "Só com a ajuda do santo", mais uma vez, este ano, houve vários sérios candidatos a a concorrer. A escolha recaiu sobre aqule que me parece mais entusiasmante e mais mobilizador para a avenida.
 Era o meu preferido mas este facto não só não é relevante como também não é promissor pois as minhas previsões não costumam ser muito favoráveis. Mesmo assim, é, na minha opinião a melhor escolha e pareceu-me que, pelas imagens em direto no momento do anúncio, que é uma escolha conciliadora e expressivamente aprovada. Vamos atacar o bicampeonato!
 "O meu tambor tem axé mangueira
sou filho de fé do povo de aruanda
nascido e criado pra vencer demanda
batizado no altar do samba"

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Sangue, suor e raça

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Este é o nome de um álbum que saiu em 1972 e que reuniu Elza Soares que estava no auge da sua carreira com Roberto Ribeiro, um sambista em ascensão mas ainda no início do seu percurso. Muito conhecedores dizem que este é um disco marcante na carreira dos dois e do ponto de vista qualitativo, é de facto um disco de enorme qualidade com duas grandes vozes da música brasileira. A Elza, nesta altura, já tinha editado vários discos, já tinha alcançado enorme notoriedade no Brasil e estava já a preparar o seu salto para a internacionalização. O Roberto Ribeiro, depois de ter deixado definitivamente as chuteiras, com uma curtíssima passagem pelo clube carioca Fluminense, já era um reconhecido sambista na escola de samba Império Serrano tendo, inclusivamente, sido um dos puxadores do samba-enredo no desfile de carnaval da escola. É um disco que vale a pena, com samba para todos os gostos e com a voz da Elza no seu ponto alto. Este samba canção "Aurora de um sambista" é a minha preferida.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

88 anos da verde e rosa

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28 de Abril de 2016, dia de comemoração dos 88 anos da nossa Estação Primeira de Mangueira num ano muito especial em que alcançou o 19° título do carnaval carioca!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Todo o Carnaval tem seu fim

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Mas o samba, como a própria vida nunca acaba e se renova constantemente.
A Teresa Cristina é uma das grandes intérpretes do samba da atualidade. Tem uma voz incrível, mansa e suave e tem, uma capacidade especial de escolher repertório.
E mais uma vez acertou em cheio, mesmo sendo portelense de corpo e alma, resolveu homenagear um dos ícones da escola rival Estação Primeira. Preparou uma série de shows onde interpreta sambas do, unanimamente, reverenciado Cartola.
Em Janeiro deste ano, o registo do primeiro espetáculo realizado em Novembro passado no Theatro Net Rio foi lançado em cd e dvd e o resultado é altamente recomendável.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Mangueira é campeã

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É o 18º título da escola mais popular do Carnaval que, desde 2002, ou seja há 14 anos que não ganhava o título de campeã do Carnaval do Rio de Janeiro.
Foi o desfecho perfeito para a homenagem aos 50 anos de carreira da cantora baiana Maria Bethânia que mereceu um dos sambas mais bonitos dos últimos anos e um desfile lindo e emocionante com um enredo muito bem contado e uma evolução na avenida deslumbrante.
A vitória foi pela conseguida por uma simples décima o que só dá mais valor e mérito à verde e rosa.