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sexta-feira, 27 de abril de 2018

Corporativos há 20 anos

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Os Thievery Corporation acabaram de lançar o seu mais recente álbum, "Treasures from the temple", é o décimo trabalho e o segundo num espaço de um ano. Continuam a manter uma consistência invejável e a trazer músicas memoráveis como é o caso do tema "Voyage libre" que nos remete para clássicos emblemáticos como "Le monde" e "Morror conspiracy" do disco com o mesmo nome, o segundo e, talvez, aquele que teve mais sucesso e que lhes garantiu a popularidade e a notoriedade para lá dos Estados Unidos. Os finais dos anos 90 e o início deste século foi um momento muito especial e marcante para a música eletrónica. é o primeiro grande boom em DJ's e produtores saem do anonimato e do backstage e tornam-se protagonistas que vinculam as suas criações. Foi um emblemático pela fusão de estilos musicais que habitualmente estavam em polos opostos e a recuperação de alguns ritmos e clássicos da classificada World Music, nomeadamente a música francesa, brasileira e cubana. A verdade é que tão depressa como se instalou, também rapidamente desapareceu, ficando alguns resistentes que sobreviveram a esse ocaso repentino. Os Thievery Corporation representaram, na época, o que de mais qualidade se apresentava dentro deste estilo e é com inteiro mérito e óbvia legitimidade que conseguiram manter-se salientes passados uns 15 anos desde que este eletrónico tranquilo passou a ouvir-se apenas nos elevadores de edifícios públicos.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

The Temple of I & I

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Este é o título do novo disco dos "velhinhos" Thievery Corporation. Velhinhos é um termo um pouco exagerado e simultaneamente, gentil e afetuoso mas se pensarmos que já passaram uns 17 ou 18 anos desde o seu grande  e emblemático trabalho "Mirror conspiracy"  e 20 anos desde o álbum de estreia, "Sounds from the Thievery Hi-Fi", já podemos dizer que há alguma veterania.
Além disso, o seu estilo eletrónico e de fusão de ritmos é um estilo muito datado que teve o seu auge no fianl do século passdo e início deste século e esta dupla americana passou a ser o símbolo da resistência e longevidade desse estilo tão popular na comunidade publicitária lisboeta e restantes comunidades urbanas e intelectuais da cidade.
É um grande disco, ao nível do melhor que já fizeram, muito dub, muito chill, grandes vozes e interpretações. Para quem gosta do estilo, é um álbum imprescindível.
Este "True sons of Zion" é a quinta faixa do disco que inclui 15 temas, é uma das minhas favoritas além de ser também um excelente exemplo da qualidade e do caráter do disco e ainda uma fotografia bastante fiel do trabalho desta dupla.