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sexta-feira, 29 de abril de 2016

O morro veio me chamar

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"Mangueira
Estou aqui na plataforma
Da Estação Primeira
O Morro veio me chamar
De terno branco e chapéu de palha
Vou me apresentar à minha nova parceira
Já mandei subir o piano pra Mangueira

A minha música não é de levantar
Poeira
Mas pode entrar no barracão
Onde a cabrocha pendura a saia
No amanhecer da quarta-feira
Mangueira
Estação Primeira de Mangueira"
Piano da Mangueira - Chico Buarque e Tom Jobim

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Luizito da Mangueira

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Faleceu ontem o cantor principal da escola de samba Estaçaõ Primeira de Mangueira. Foi a ele que coube a pesada responsabilidade de substituir o consagrado Jamelão, pilar fundamental do Carnaval da escola durante inúmeros anos. Ainda no último Carnaval saiu consagrado da Sapucaí ao receber o maior prêmio do Carnaval carioca o Estandarte de Ouro do Jornal O Globo. A sua dedicação, garra e paixão pela sua escola e pelo Carnaval vão faltar no próximo desfile.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Velha Guarda

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Uma das coisas mais maravilhosa, nobre e genuína nas escolas de samba é a sua Velha Guarda. Por mais incrível e antagônico que pareça são eles e elas um dos pilares mais importantes no futuro de uma escola de samba. Por isso é que esta interpretação da Velha Guarda da Mangueira do hino de exaltação à escola, "A Mangueira não morreu" de Jorge Zagaia é tão apropriada. Tenho, inclusivamente uma dúvida que me persegue, a primeira quadra não sei se é, originalmente deste hino ou do , talvez oficial, hino "Exaltação à Mangueira" dos compositores Enéas Brites Da Silva e Aloísio Augusto Da Costa e popularizado pelo Jamelão e que, em algumas versões, também inclui esta primeira quadra.
"A Mangueira não morreu nem morrerá
Isso não acontecerá
Tem seu nome na história
Mangueira tu és um cenário coberto de glória"
 
Tantinho da Mangueira e Velha Guarda da Bateria - A mangueira não morreu (Jorge Zagaia) from Com Domínio Filmes on Vimeo.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Rio eu te amo

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Expressão realmente verdadeira e sintomática na minha vida vai também transformar-se em expressão idiomática graças à força popular mas também ao movimento / plataforma #RioEuTeAmo. Esta plataforma tem vindo a realizar e  a incentivar gestos de amor pela cidade. Começaram em 2012 e pretendem realizar eventos e ações envolvendo arte, música, desporto, cinema, literatura e cidadania. O projeto irá ter o seu grande apogeu em 2014, no lançamento de "Rio Eu Te Amo", um filme que segue o formato já feito para outras cidades emblemáticas como Paris e Nova Iorque, com 10 histórias de amor vividas no Rio e assinadas por diretores de cinema brasileiros e estrangeiros, e com elenco internacional.

Uma das iniciativas foi uma feijoada acompanhada de samba, no morro da Mangueira e com a participação da Velha Guarda da Estação Primeira e do puxador Jamelão Netto que, tal como o seu nome indica é neto dessa grande personagem da escola e do morro, Jamelão.

O poema e a música que se escuta no vídeo é uma canção de mais um amante da Estação Primeira, Chico Buarque e chama-se, como não podia deixar de ser, "Linguagem do morro".



"Tudo lá no morro é diferente
Daquela gente não se pode duvidar
Começando pelo samba quente
Que até um inocente
Sabe o que é sambar
Outro fato muito importante
E também interessante
É a linguagem de lá
Baile lá no morro é fandango
Nome de carro é carango
Discussão é bafafá
Briga de uns e outros
Dizem que é burburim
Velório no morro é gurufim
Erro lá no morro chamam de vacilação
Grupo do cachorro em dinheiro é um cão
Papagaio é rádio

Grinfa é mulher
Nome de otário é Zé Mané

Numa vasta extensão
Onde não há plantação
Nem ninguém morando lá
Cada pobre que passa por ali
Só pensa em construir seu lar

E quando o primeiro começa
Os outros depressa procuram marcar
Seu pedacinho de terra pra morar

E assim a região
sofre modificação
Fica sendo chamada de a nova aquarela

E é aí que o lugar
Então passa a se chamar favela

Se o operário soubesse
Reconhecer o valor que têm seus dias
Por certo que valheria
Duas vezes mais o seu salário

Mas como não quer reconhecer
É ele escravo sem ser
De qualquer usurário

Abafa-se a voz do oprimido
Com a dor e o gemido
Não se pode desabafar
Trabalho feito por minha mão
Só encontrei exploração
Em todo lugar

Se o operário soubesse
Reconhecer o valor que têm seus dias
Por certo que valheria
Duas vezes mais o seu salário

Mas como não quer reconhecer
É ele escravo sem ser
De qualquer usurário"
Linguagem do morro - Chico Buarque

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Um dos sambas mais bonitos

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Samba Enredo da Estação Primeira no Carnaval de 1994. Uma homenagem linda aos Doces Bárbaros, Maria Bethânia, Gal Costa, Caetano Veloso e Gilberto Gil, letra linda que consegue referenciar algumas das grandes músicas de cada um deles e fazer uma resenha dos seus percursos até aí. Belo momento esse , coroado pela presença dos quatro no desfile.
Nesse ano, a campeã foi a Imperatriz Leopoldinense e a Mangueira ficou num incrível 12º lugar (!) mas o samba enredo ficou eternizado e ainda hoje é cantado nos bloco de Carnaval do Rio de Janeiro e é considerado por parte da crítica como um dos mais empolgantes da década. A versão do Caetano, no álbum Prenda Minha é fantástica, tal como a interpretada pelo Jamelão ou a que é interpretada pelos 4.
Fiquei chocado com as notícias e as imagens que me surpreenderam totalmente no sábado, quando regressei a Portugal. Por isso, não podia deixar de marcar este momento difícil com um humilde voto de alegria e felicidade para aquela cidade que eu amo tanto.
Andei a semana toda a ouvir esta música, não sabendo o que se estava a passar, parecia que estava a adivinhar.
"Me leva que eu vou
sonho meu
atrás da verde-e-rosa
só não vai quem já morreu
bahia é luz
de poeta ao luar
misticismo de um povo
salve todos orixás
quem me mandou
estrelas de lá
foi são salvador
pra noite brilhar
mangueira!
jogando flores pelo mar
se encantou com a musa
que a bahia dá
obá, berimbau, ganzá
ô, capoeira
joga um verso pra iaiá
caetano e gil, ô
com a tropicália no olhar
doces bárbaros ensinando
a brisa a bailar
a meiguice de uma voz
uma canção
no teatro opinião
bethânia explode coração
domingo no parque, amor
alegria, alegria, eu vou
a flor na festa do interior
seu nome é gal
aplausos ao cancioneiro
é carnaval, é rio de janeiro"
Atrás Da Verde-e-rosa Só Não Vai Quem Já Morreu





quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Clássicos do samba carioca

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1. Lupicínio Rodrigues aqui em dueto com Paulinho da Viola contando a história do seu sucesso "Nervos de Aço"

2. O grande mestre da Estação Primeira, Jamelão, com outro grande fã da Mangueira, Chico Buarque.

3. Grande Cartola com Leci Brandão em mais uma homenagem à escola verde e rosa.

4. Lindo também e imperdível é o dueto de Argemiro do Patrocínio, ou da Portela, com Marisa Monte que, infelizmente não dá para incorporar mas que se pode ver aqui
5. Pixinguinha, Baden Powel e João da Baiana, interpretando "Lamento"

6. Noel Rosa e o maravilhoso "Último Desejo" aqui interpretado pelo meu querido Wilson das Neves.

7. E não sendo carioca mas paulista, também merece estar aqui, Adoniran Barbosa num pout-pourri (adoro esta expressão!) delicioso com Elis Regina.

8. E para finalizar, a grande Elizeth Cardoso, que gravou o primeiro disco associado aos primórdios da Bossa Nova, aqui com a louca Elza Soares e depois com Nelson Cavaquinho a cantarem a magnífica "A flor e o espinho" ("Tire o seu sorriso do caminho, que eu quero passar com a minha dor, hoje pra vocÊ eu sou o espinho, e espinho não machuca flor, eu só errei quando juntei minh'alma à sua,o sol não pode viver perto da lua").


Bendito Youtube!!