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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Até sempre Mestre das Neves

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No passado sábado recebi a triste e dolorosa notícia da morte do Mestre Wilson das Neves. Confesso que há muitos anos que tenho uma enorme admiração por este gigante artista. Baterista, cantor, ritmista e compositor, wilson é uma figura de destaque no samba e na na sua escola do coração, a Império Serrano. A sua morte é mais uma grande perda mna música brasileira e, em particular no samba que já perdeu, este ano, Amir Guineto, Luiz Melodia e sofre profudamente com o estado em que se encontra o grande Arlindo Cruz há vários meses. Conheci-o tarde, musicalmente, graças à sua participação na maravilhosa Orquestra Imperial onde o Mestre era, naturalmente, o avó deles todos e, ao mesmo tempo, aquele que denotava ser a maior criança devido ao seu jeito traquina e sempre brincalhão. Consegui conhecê-lo pessoalmente, estive a conversar brevemente com ele duas vezes e cheguei a assistir a um concerto dele aqui em Lisboa onde tirei a foto que está aqui. O Mestre embirrava solenemente com o barulho de conversa nos seu shows e não perdoava, chamava a atenção de quem o fazia e mandava calar com o seu jeito malandro e provocador próprio de quem é carioca da gema e que nunca será mané. Compôs com o seu companheiro de composição, Paulo César Pinheiro, lindos sambas que depois interpretou mas também trabalhou com outros monstros, nomeadamente, Aldir Blanc, Moacyr Luz e tocou, como baterista, na banda do Chico Buarque durante mais de 30 anos, desde 1982. É seu e de Paulo César Pinheiro o lindo samba "O samba é meu dom" que ele próprio popularizou e tinha um hábito nos seus shows que segui escrupolosamente, em cada música que cantava, antes, apresentava os respetivos autores demonstrando um respeito e uma admiração genuína por quem cria coisas bonitas. Sei de diversas estórias hilárias da sua pessoa, o que aumentava ainda mais a sua aura de atração, a última foi-me contada por um amigo próximo que quer muito de reeditar um dos primeiros trabalhos do Mestre como solista, o segundo acho, que se chama "Som quente é o das Neves" e falou pessoalmente com ele para lhe solicitar autorização. Resposta do Mestre, "Meu filho para que é que você vai fazer isso?! Esse disco é uma merda!" Vai deixar muitas saudades mas o seu som quente vai continuar a tocar pois som quente é o seu, Mestre! Mas, infelizzmente, desde sábado, vai ficar faltando você, Mestre Wilson.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Maíra e Das Neves

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Talento e mais talento!
Momento singelo e íntimo entre a Maíra Freitas e o mestre Wilson das Neves. Vídeo publicado ontem que mostra o carinho e o respeito que partilham duas gerações e dois estilos musicais bastante distante mas, ao mesmo tempo, cheios de intersecções musicais e pessoais que são o que permitem a riqueza deste momento. É um dom invejável que consegue tornar momentos simples em ocasiões inesquecíveis. Ôh sôrte!
São três as músicas apresentadas neste vídeo, "Pousa" da Maíra e "Estava faltando você" e o clássico "O samba é meu dom" os dois da autoria de Wilson das Neves, o primeiro em parceria com Délcio Carvalho e o segundo com Paulo César Pinheiro.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Casando o samba com o rap, ô sorte!

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O mestre Wilson das Neves está prestes a completar 80 anos de idade e irá comemorá-los num espetáculo no Rio onde convidará diversos amigos.
É mais uma figura incontornável no samba que não tem qualquer tipo de preconceito em apadrinhar novos valores de outros estilos musicais e de acolher naturalmente esses formatos em plena sintonia nos seus sambas mais clássicos.
Este maravilhosos tema, "O dia em que o morro descer e não for Carnaval" é mais um belo exemplo da virtuosa parceria que o mestre Wilson e o sambista Paulo César Pinheiro granjeiam há longos anos e que gerou tantos magníficos frutos.
Nesta interpretação, o rapper Emicida junta-se no embalo e consegue agregar à musica original uma nova dimensão que, provavelmente, até está mais próxima da essência do próprio tema e, especialmente do seu poema. na versão original a triste estória de uma realidade social que existe e perdura há muitos anos no Brasil de pobreza e criminalidade é meio atenuada pela candura da melodia do samba canção mas nesta versão a crueza das palavras em forma de rap acentuam a agrura da mensagem.

terça-feira, 15 de julho de 2014

E o Rio de Janeiro continua lindo

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Mesmo com a desilusão da copa a cidade continua uma beleza. Nós portugas falamos muito da luz de Lisboa que é, de facto, absolutamente linda mas a luz do Rio também não fica atrás, principalmente no nascer do dia.
E isso pode-se comprovar no clip do tema de estreia do disco de parceria entre Diogo Nogueira e o bandolinista Hamilton de Holanda. O álbum chama-se "Bossa negra" e inclui músicas inéditas e ainda releituras de clássicos de Ary Barroso, João Nogueira e Paulo César Pinheiro.