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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

A surpresa Carolina

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Não tinha noção, até há bem pouco tempo da qualidade da Carolina Deslandes, qualidade musical e também como compositora. Nõ achava muita piada à música mais escutada e mais associada a ela, a "Para a vida toda", tenho alguma simpatia pela "Avião de papel" principalemnete pela participação do Rui Veloso mas ficava por aí. Foi preciso uma emissão da Rádio Comercial onde ela e o Zambujo improvisaram dois temas, para me fazer ir investigar mais e ficar muito srpreendido com o seu disco de estreia. O dueto com o Zambujo é maravilhoso, chama-se "Coisa mais bonita" e é perfeito para os dois. O tema "A miúda gosta" é delicioso, é uma bossa inocente sem pretensões, com um poema encantador e descobri que a Carolina a fez para o Zambujo. Era um tema mais que perfeito para ele, é incrível como é a cara dele em termos musicais e no próprio poema como ele admitiu mas ele não gravou a música e a versão da Carolina é linda. mais um belo contributo para a riqueza da música de língua portuguesa.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

"Há 60 anos, o samba ganhava uma 'bossa nova'"

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Este é o título da crónica do jornalista Gabriel Saboia para assinalar o 60º aniversário do nascimento de um novo estilo musical na música popular brasileira, uma nova bossa. De facto, esta nova abordagem à música não nasceu isolada mas  foi sim uma evolução nos estilos musicais já existente no panorama vasto e risxco da música que se fazia já no Brasil e ainda com influências assumidas e latentes da música americana e do jazz.
Em 1963, o crítico José Ramos Tinhorão dizia, "Filha de aventuras secretas de apartamento com a música norte-americana - que é inegavelmente a sua mãe - a bossa nova vive até hoje o mesmo drama de tantas crianças de Copacabana: não sabe que é o pai", conforme refere uma crónica que também asssinala a data na Folha de São Paulo.
A data que oficialmente assinala o nascimento da bossa nova é o dia de lançamento do disco "Chega de Saudade" de João Gilberto e que posteriormente foi considerado o marco mais representativo para assinalar o nascimento deste movimento cultural que, por ter nascido fruto da colaboração e partilha espontânea e desiteressada de um vasto número de artistas, compositores e poetas, não teve um nascimento oficial mas, em oposição, uma génese natural, orgânica e florescente fruto do ambiente que o boêmio Rio de Janeiro da altura proporcionou.
A música que dá nome ao disco é uma criação de António Carlos Jobim e do poeta Vinícius de Moraes e a interpretação e o acompanhamento ao violão de João Gilberto, condensa em si uma grande parte da essência desta nova música e muito se deve a estes três a consolidação e a internacionalização até deste estilo, sem desprimor para todos os outros que contribuiram e que com legitimidade também deve ser considerados protagonistas da criação. Sem a voz, os acordes e o dedilhar do violão único de João Gilberto, a cultura musical ao mesmo tempo eclética e erudita de Tom Jobim e a boêmia malanda aliada a uma fé inabalável e ingénua no amor do poetinha seria impossível que este estilo músical reunisse tantas músicas tão cheias de ternura e afetos, com uma simplicidade só digna de génios. Uma música tão incrivelmente intemporal e que nos transporta tão rapidamente para o maravilhoso Rio de Janeiro.


Crónica Globo
Crónica Folha de São Paulo

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Rio de janeiro, 25 de Janeiro de 1927

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Fez ontem 90 anos que num dos bairros mais tradicionais do Rio de Janeiro, o bairro da Tijuca, que nasceu o futuro pianista, cantor, arranjador, guitarrista, compositor e maestro António Carlos Jobim, o maior expoente da música brasileira e um dos fundadores do movimento Bossa Nova. A data redonda pede uma homenagem especial a uma figura que  influenciou de forma determinante o meu gosto musical e, mais que isso, a minha paixão pela música no geral e pela MPB em particular.
Obviamente, contribui também para o meu amor tão grande e tão especial à sua cidade natal, o belo Rio de janeiro.
O maestro Tom Jobim tinha uma qualidade muito particular, a sua paixão pelas suas raízes musicais mais tradicionais  e isso  dava uma amplitude e uma abrangência extraordinária ao seu ecletismo musical. Essa paixão garantiu que desde o início da sua carreira e até ao seu desaparecimento, o seu talento e o seu trabalho nunca se tenha separado dessas raízes, pelo contrário foi sempre usado para enriquecer essa cultura nacional, inclusivamente no estilo mais tradicional da vida carioca, o samba. Lembro-me de um disco que comprei há muitos anos no Rio com temas do Tom Jobim chamado "No Tom da Mangueira", e que incluia, entre outras, a linda "Piano na Mangueira". Era um disco que assinalava o desfile da Mangueira no Carnaval de 1992 em que o samba-enredo foi uma homenagem ao maestro e a todo o seu trabalho. Felizmente, Tom Jobim ainda teve oportunidade de ver essa bonita homenagem e assim é que deve ser, demonstrar o nosso respeito e admiração em vida e, no caso de um samba-enredo esse facto ainda assume uma importância maior pois não há homenagem mais gloriosa que ser tema de uma samba-enredo e nunca se deverá tirar o prazer de assistir a esse momento único na vida.
Salve maestro, como diz o samba, "Se todos fossem iguais a você, que maravilha seria viver"!



"Mangueira vai deixar saudade
Quando o carnaval chegar ao fim
Quero me perder na fantasia
Que invade os poemas de Jobim
Amanheceu, o Rio canta de alegria
Aconteceu a mais linda sinfonia
O sol já despontou na serra,
Molhando o seu corpo sedutor

O mar beija a garota de Ipanema,
a musa de um sonhador
O mar beija a garota de Ipanema,
a musa de um sonhador

É carnaval, é a doce ilusão,
É promessa de vida no meu coração
É carnaval, é a doce ilusão,
é promessa de vida no meu coração (Mas vem ... )

Vem, vem amar a liberdade,
Vem cantar e sorrir, ter um mundo melhor
Vem, meu coração está em festa,
Eu sou a Mangueira em Tom maior
Salve o samba de terreiro, salve o Rio de Janeiro,
Seus recantos naturais

Se todos fossem iguais a você,
que maravilha seria viver"
Se todos fossem iguais a você - Estação Primeira de Mangueira

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Descubra as diferenças

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Ou, por outras palavras, como transformar um hit popular em algo totalmente diferente e cheio de bom gosto. Dois exemplos maravilhosos de reinvenção de duas músicas da rainha do pop carioca, Anitta. A primeira já tem alguns anos e usa a fórmula meio caseira dos vídeos do Youtube que já revelou vários talentos. Usa os códigos da Bossa Nova e da música de chill out e transforma um dos hits dançantes num simples mas harmonioso enredo musical que permite e potencia que as bonitas vozes brilhem. Alguém imaginou que o "Show das poderosas" dava nisso?! A segunda música e versão é mais recente e é um pouco mais elaborada, inclusivamente no videoclip, realizado com extraordinário bom gosto e carregado de criatividade. É uma versão da música "Bang" que também usa o modo meio acústico mas acrescenta pormenores deliciosos de um violoncelo congruente e bastante saliente e, na minha opinião, muda, inclusivamente, a lógica e o enredo da própria música. Gosto deste miúdo.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

"Disfarça e vem"

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Bossa e jazz, Marcos Valle e a grande voz de Emílio Santiago, grande som. Música gravada no dvd de 2007, "Emílio Santiago. De Um Jeito Diferente".
Coisa boa.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Carminho e Tom Jobim

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A música contemporânea portuguesa tem dado umas cantadas à música brasileira e isso está fazendo muito bem à cultura dos dois países. Depois do António Zambujo ter lançado a sua interpretação das canções de Chico Buarque, é lançado oficialmente hoje o novo trabalho da Carminho que decidiu mergulhar no vasto repertório do maestro Anónio Carlos Jobim e demonstrar, mais uma vez, que o fado também sabe cantar bossa nova.
Fico feliz de ver artistas consagrados brasileiros a apadrinhar ativamente estes trabalhos com as suas participações. O filho Paulo Jobim acompanha a Carminho com o seu violão em todas as músicas e há três duetos, no tema "Estrada do sol" com Marisa Monte, Chico Buarque canta "Falando de Amor" e tem ainda Maria Bethânia que partilha a linda "Modinha".

terça-feira, 8 de novembro de 2016

O Orfeu da Transformação

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Está a assinalar-se no Brasil o sexagésimo aniversário da estreia da peça "Orfeu da Conceição" escrita por Vinícius de Moraes e com música do, então, pianista António Carlos Jobim que, à data, era um jovem com uns imberbes 29 anos.
A peça estreou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e é uma adaptação em forma de peça musical do mito grego de Orfeu transposto à realidade das favelas cariocas e ao ambiente do carnaval carioca. Além desta dupla virtuosa há ainda a juntar a todo este talento o arquiteto Oscar Niemeyer que foi o responsável pela cenografia da peça. A peça apresentou também um facto bastante arrojado e talvez até controverso para a época, o elenco era inteiramente composto por atores e atrizes de raça negra.
O musical esteve longe de ser um sucesso e teve uma vida muito curta mas o mais importante foi ter sido o motivo e, talvez, a inspiração para uma parceria brilhante e duradoura que gerou dezenas de obras primas dsa música popular brasileira e da bossa nova e que foi um eixo nevrálgico de transformação da música e da cultura popular do Brasil.
O Vinícius não conhecia o jovem Tom que lhe foi aconselhado por um amigo em comum, Lucio Rangel e o encontro aconteceu no ainda existente Bar Villarino no centro do Rio onde Vinícius era visita regular. Conta-se que o jovem Tom Jobim que, na altura vivia da venda de músicas e arranjos para os bares de Copacabana e que "andava sempre atrás do aluguel", perguntou ao já famoso e reconhecido Vinícius quando recebeu o convite, "Tem algum dinheirinho nisso?".
Entre as músicas escritas especialmente para o musical estão os sucessos, "Lamento no morro" e a maravilhosa "Se todos fossem iguais a você" aqui interpretada maravilhosamente pelos mestres.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Elis

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Foi divulgado esta semana o primeiro trailer do filme brasileiro, Elis, que retrata a vida inquieta e conturbada da cantora gaúcha Elis Regina, conhecida como Pimentinha. A Elis morreu prematuramente em 1982 com apenas 36 anos mas deixou uma marca bastante vincada não só na música mas também na sociedade brasileira devido ao seu lado de ativista política, assumindo publicamente e por diversas vezes a sua revolta face à ditadura militar que governava o Brasil na época. Está retratado no filme o famoso episódio em que ela declara que o Brasil era governado por gorilas mas sem querer ofender os gorilas.
É considerada uma das maiores vozes do Brasil e, inclusivamente, a responsável principal pela transição da bossa nova para a música popular brasileira, a MPB que , como se refere no filme, parecia mais as siglas de um partido político.
É óbvio que estou ansioso.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

"Rio você foi feito pra mim"

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"Rio você foi feito pra mim"
trecho da música Samba do avião - Tom Jobim



Uma das principais razões do meu amor pelo Rio de Janeiro é a minha paixão pela música e, consequentemente, pelka música que se faz no Brasil. E o Rio sempre foi um dos núcleos mais importantes de criação de música de qualidade nos mais diversos estilos musicais que caracterizam o Brasil. Foi a origem do samba e do Carnaval das escolas de samba, foi o centro nevrálgico do surgimento da Bossa Nova, foi o berço de muitos dos artistas que revolucionaram a música moderna brasileira a partir dos finais dos anos 70 e, também por isso, foi e ainda é o local onde se realiza um dos festivais de música mais emblemáticos do mundo.
Foi ainda a rampa de lançamento escolhida por muitos artistas doutros pontos do Brasil para o lançamento da sua carreira, tais como os baianos, João Gilberto, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia,  a gaúcha Elis Regina ou mesmo o Chico Buarque que, apesar de ter nascido no Rio passou uma parte da sua infância e toda a sua juventude fora do Rio, primeiro na Europa (Itália) e a partir da adolescência até aos seus vinte e poucos anos em São Paulo.
Há tempos voltei a ouvir esta música "Agamamou" de um grupo com mais de 20 anos, originário da região de São Paulo e que descobri na minha primeira visita ao Brasil, numas férias na região de Recife e que fazem um dueto com um dos mitos da música brasileira e do soul brasileiro, carioca da gem do bairro da Tijuca, Jorge Benjor.
A música brasileira é muito isto, uma festa, uma alegria contagiante mas também uma miscigenação de estilos sem qualquer tipo de preconceitos, onde o brega se junta ao soul ou ao samba para criar música de qualidade e momentos únicos de entretenimento. Há coisa melhor?

quarta-feira, 29 de julho de 2015

A Bahia, o Rio, o samba, a bossa todos juntos em Oeiras

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Está quase, é já na sexta que vamos ter o prazer de ver atuar duas das principais figuras da música brasileira dos últimos 50 anos e são também dois dos principais músicos da minha lista de preferências. A verdade é que chegaram relativamente tarde à minha vida, o primeiro concerto que vi de Caetano foi na Expo 98 na sua turnée para promoção do seu disco "Livro" e que deu depois o disco ao vivo, "Prenda minha", grande show! Antes disso gostava mas não amava de paixão, as minhas referências da música brasileira eram outras, até aí, nomeadamente os pesos pesados da Bossa Nova, Tom Jobim e Vinícius de Moraes, a versátil Simone, Djavan e desde o início da sua carreira, a Marisa Monte. Se pensarmos que a sua participação conjunta no programa da RTP, Zip Zip foi há 46 anos, ou seja, quando eu era apenas um bebé recém nascido, a verdade é que a paixão por estes grandes músicos poderia ter surgido muito mais cedo. Esta turnée que temos o privilégio de receber chama-se "Caetano & Gil - Dois Amigos, Um Século de Música" e comemora os 50 anos de partilha e de cumplicidade destes dois amigos que já criaram tanta coisa maravilhosa quer individualmente, quer em conjunto que comprova que aquilo que geraram é muito mais grandioso do que a soma aritmética das suas obras. Vai ser um momento grande da minha e da nossa vida e, agora que o momento se aproxima, já é difícil conter a ansiedade de os ver entrar em palco.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Boa reza de Vanessa e Seu Jorge

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"Boa Reza" é um dos temas incluído na sequela do projeto Red Hot + Rio que foi lançado em 2011 e que pretendeu homenagear a Tropicália na sua vertente musical que foi parte do movimento social mais global que ocorreu no Brasil nos anos 60 (1968) e que teve como dois dos principais criadores e impulsionadores Caetano Veloso e Gilberto Gil. O álbum coletânea volta a ativar a fórmula do primeiro, com participações e duetos de músicos brasileiros e internacionais, interpretando novas versões de clássicos da Bossa Nova, MPB e Tropicália. Este tema vale ainda pelo vídeo, filmado integralmente no nosso muito amado Rio de Janeiro.

"Fé que você pode, você tem, você consegue!
De onde é seu congá?
Quem é seu orixá?
O que importa é ser feliz!
Um dia novo sempre vem, e isso vai passar...
O que existe é o Sol, o resto é invenção...
Fé que você pode, você tem, você consegue!

Não deixe de sorrir,
não deixe de dançar,
essa é uma boa reza..
Dê esperança a quem precisa e o tempo vai cuidar de você e de todos nós...
Essa é uma BOA REZA!
Fé que você pode, você tem, você consegue!

Oxum, Oxossi, Axé...
Oxumaré, Ogum, iansã, Omolu...
Vem dançar...
Vem no meu baile, eu sei como levar você para um lugar melhor do que está..."
Boa reza - Vanessa da Mata + Seu Jorge & Almaz

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Uma revisita nostálgica ao Red Hot & Rio

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O disco Red Hot & Rio foi lançado em 1996 e foi a segundo ou terceira iniciativa do projeto de beneficiência Red Hot AIDS destinado a promover a consciencialização para a doença. Foi um disco de homenagem à Bossa Nova e à música de Tom Jobim e juntou uma série de artistas mundiais e brasileiros que abordaram de forma contemporânea alguns clássicos deste estilo musical, muitas dos casos em duetos multi-linguísticos de de estilos musicais.
Há uns dias apeteceu-me ouvir outra vez e encantar-me com este registo único e tão simbólico e que ofereceu alguns belos temas. Destaco a interpretação de "É preciso perdoar" de Cesária Èvora e Caetano Veloso e "Waters of March", versão "americanizada" de "Águas de Março" com Marisa Monte e David Byrne.
Outra música maravilhosa deste disco é o dueto da música "Insensatez" do Tom Jobim e do Sting. Esta músca não foi gravada para este disco que já saiu após a morte do maestro brasileiro que nos deixou em 1994. A música foi gravada para o último disco de Tom Jobim, chamado "António Brasileiro" e que foi lançado 3 dias após a sua morte.





terça-feira, 2 de junho de 2015

"One note samba" by Stacey Kent

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Felizmente, esta talentosa voz, além de ter uma paixão gigante pela música brasileira, especialmente pela Bossa Nova, tem ainda uma relação muito especial com Portugal o que faz com que nos presenteie com atuações com uma regularidade bastante agradável. Este "One note samba" é exemplo categórico do que referi pois foi gravado em Lisboa numa das suas recentes passagens.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Aos anos que não ouvia isto

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Ouvi esta manhã quando vinha para o escritório e é uma música que esteve muito presente numa fase da minha vida. Apesar de haver muitas versões de diversos artistas consagrados de quem gsoto muito, a versão descomplicada, natural e depurada do João Gilberto é a líder destacada. Era uma música muito tocada nos vários bares de música ao vivo que existiam em Lisboa e que apostavam na música brasileira, bossa nova e mpb, nas suas noites mais populares.
Com música e letra do grande Ary Barroso, "Isto aqui, o que é?" é um hino de exaltação ao Brasil, esse Brasil que  seduz e que é pleno de encantos.



"Isto aqui, ô ô
É um pouquinho de Brasil iá iá
Deste Brasil que canta e é feliz,
Feliz, feliz,

É também um pouco de uma raça
Que não tem medo de fumaça ai, ai
E não se entrega não

Olha o jeito nas 'cadeira' que ela sabe dar
Olha só o remelexo que ela sabe dar (Repete)

Morena boa, que me faz penar,
Bota a sandália de prata
E vem pro samba sambar"
Isto aqui, o que é? - João Gilberto

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Novidades Cariocas

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Celso Fonseca tem novo disco que vai ser lançado brevemente e que se chama "Like Nice". Não se pode dizer, de todo, que seja um registo novo, pelo contrário, do que ouvi, é mais bossa nova contemporânea e gostosa de ouvir. E isso é tão bom por si só que faz com que qualquer música nova escutada seja um momento para matar saudades do nosso Rio. Este é um dos primeiros temas apresentados, chama-se "O que vai sobrar" e é uma ótima novidade.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

20 anos sem Tom Jobim

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A falta que ele faz apesar do enorme legado que deixou.



"Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída
Como é por exemplo que dá pra entender
A gente mal nasce e começa a morrer
Depois da chegada vem sempre a partida
Porque não há nada sem separação

Sei lá, sei lá
A vida é uma grande ilusão
Sei lá, Sei lá
A vida tem sempre razão

A gente nem sabe que males se apronta
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe
E o sol que desponta tem que anoitecer
De nada adianta ficar-se de fora
A hora do sim é o descuido do não

Sei lá, sei lá
Só sei que é preciso paixão
Sei lá, sei lá
A vida tem sempre razão"
Sei lá a vida tem sempre razão - Tom Jobim, Miúcha, Chico Buarque (Vinícius de Moraes)

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Adoro quando isto acontece

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Novembro vai ser o mês das descobertas que tenhop feito ao longo destes últimos tempos e a continuação das novidades que já começaram em Outubro. Só este ano é que descobri mais um talento canadiano que canta jazz e bossa, Emilie-Claire Barlow tem uma voz lindíssima e é uma grande falha no meu trajecto de busca de boa música pis já tem uns 9 álbuns e o primeiro é de 1998. Canta em português com um sotaque bastante charmoso como se pode comprovar nesta sua versão de "Só danço samba" de Tom Jobim e Vinícius de Moraes e popularizada por João Gilberto e está muito bem. Tem ainda, no mesmo álbum chamado "like a lover" de 2005, uma versão incrível de uma das minhas músicas favoritas, "Retrato em branco e preto" de Tom Jobim e Chico Buarque. Não existe no Youtube mas, para quem tiver Spotify, aproveite.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Fado do ladrão enamorado versão bossa já tem videoclipe

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Está lindo o videoclipe do Pierre Aderne, aguardo ansiosamente a saida do álbum.
Imagens do Rio causam sempre uma emoção e uma saudade especial. Meu Rio!

terça-feira, 15 de julho de 2014

Bossa e fado em pura sintonia

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Primeiro single do novo disco do Pierre Aderne, "Caboclo", que sairá em Setembro, uma adaptação à bossa do lindo tema do Rui Veloso e Carlos Tê, "Fado do ladrão enamorado".
O Pierre fez um depoimento bastante curioso acerca da decisão de gravar este tema:
"Já havia gravado o disco todo, em janeiro fui passar o mês inteiro no rio de janeiro, numa das noites sai com a amiga e cantora algarvia Susana Travassos...entre um e outro choppinho no leblon, Susana disse-me: " tive uma luz agora! vou cantar uma música para você e tenho certeza que vais grava-la! " ...começou a cantar ali mesmo na mesa do bar à capela ... achei que era um samba "lado b" de Paulinho da Viola, Cartola ou Noel Rosa, quando acabou disse-me : " trata-se um clássico de Carlos Tê e Rui Veloso, corri no dia seguinte para casa da amiga Celia Vaz (a professora de violão e harmonizadora #1 da bossa nova) , harmonizamos em bossa o tema, cheguei de volta a lisboa já com algumas coisas gravadas, mandei para Tê e Veloso, recebi a benção de ambos e pronto! Não me canso de cantar..."Fado do ladrão enamorado."

O que o chopp e o Rio podem provocar...



"Vê se pões a gargantilha
Porque amanhã é domingo
E eu quero que o povo note
A maneira como brilha
No bico do teu decote
E se alguem perguntar
Dizes que eu a comprei
Ninguem precisa saber
Que foi por ti que a roubei
E se alguém desconfiar
Porque não tenho um tostão
Dizes que é uma vulgar
Joia de imitação
Nunca fui grande ladrão
Nunca dei golpe perfeito
Acho que foi a paixão
Que me aguçou o jeito
Por isso põe a gargantilha
Porque amanhã é domingo
E eu quero que o povo note
A maneira como brilha
No bico do teu decote"
Fado do ladrão enamorado - Pierre Aderne (autores Rui Veloso e Carlos Tê)

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Primeira amostra do novo disco do Gilberto Gil

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"Eu sou mais você e eu."



"Podem me chamar
E me pedir e me rogar
E podem mesmo falar mal
Ficar de mal que não faz mal
Podem preparar
Milhões de festas ao luar
Que eu não vou ir
Melhor nem pedir
Eu não vou ir, não quero ir
E também podem me obrigar
Até sorrir, até chorar
e podem mesmo imaginar
O que melhor lhes parecer
Podem espalhar
Que eu estou cansado de viver
E que é uma pena
Para quem me conheceu
Eu sou mais você
E... eu"
Você e eu - Gilberto Gil (autores Carlos Lyra e Vinícius de Morais)