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quinta-feira, 2 de junho de 2016

O show tem que continuar

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Esta semana nasceu com uma triste notícia, a morte do atual vocalista do grupo de samba Fundo de Quintal, o sambista Mário Sérgio, aos 58 anos.
O smaba ter notícias tristes é o contrasenso mais injusto do mundo mas como diz o samba:
"Mas iremos achar o tom
Um acorde com lindo som
E fazer com que fique bom
Outra vez o nosso cantar"

Porque, apesar do ingrato destino, o samba tem que continuar.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Finde intenso lá no Rio

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Só falando das coisas mais importantes, hoje, baile Pré-Carnaval A Fantasia, no Circo Voador com Orquestra Imperial e convidada especial Emanuelle Araújo. A partir das 18,30, praia de Copacabana tem show do Seu Jorge e também a bateria Surdo Um da Mangueira totalmente à borla. Na Fundição Progresso tem ensaio do Monobloco - saudades! - e no Terreirão do Samba, ao lado do Sambódromo, tem Alcione e Fundo de Quintal.
Amanhã, se houver resistência, o Circo terá show de Titãs, na Fundição Progresso tem Bangalafumenga e no Terreirão, Diogo Nogueira. É mole?

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Fale mestre Zeca

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Dois belos clássicos do samba, acho que já os posso considerar.
"Quintal do céu", música do disco e DVD do Zeca Pagodinho, "O quintal do Pagodinho" aqui com Seu Jorge mas no disco estão todos os bambas. Belo ambiente.
A outra é um clássico com Almir Guineto e Fundo de Quintal, "Mole que nem manteiga".
Esta é para o meu brother P.



"Um bangalô
No mais lindo canto da cidade
Um grande amor
Para completar minha felicidade
Canção de poesia, primasia
A inspiração toma conta de mim
Meu coração
Acende o interior
A luminosidade é a luz do nosso amor
A luminosidade é a luz do nosso amor
Quintal do céu
Quintal do céu, porta aberta ao recebê-la
Estrela, divina luz
Da janela ao vê-la a fé conduz
A um poema que hoje eu mesmo fiz
Vem me fazer feliz
Sentindo assim
O meu interior
A luminosidade é a luz do nosso amor
A luminosidade é a luz do nosso amor
Um bangalô..."
Quintal do céu - Seu Jorge e Zeca Pagodinho


"É hoje, é hoje
É hoje que to querendo...tô mole que nem manteiga
O sol ta me derretendo.... é hoje!

Tô querendo e quem não quer
Viver em paz e harmonia
Também fazer treze pontos, sozinho na loteria
Muita gente tem não quer
Muita gente que não tem
É quem poucos com muito
E, muitos sem nem um vintém....é hoje"
Mole que nem manteiga - Fundo de Quintal, Zeca Pagodinho e Almir Guineto

domingo, 10 de abril de 2011

Vou festejar! Sou Cacique, Sou Mangueira!

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A minha escola de samba do coração já escolheu o tema para o samba enredo do Carnaval de 2012. Depois de uma disputa, aparentemente, férrea com a ideia de homenagear o clube de futebol paulista, casa do grande Pelé, o Santos, a vitória pendeu para a homenagem a um dos blocos de Carnaval mais tradicionais e mais famosos do meu Rio e que comemora este ano 50 anos, o Cacique de Ramos. O bloco é originário de Ramos, subúrbio carioca da zona da Leopoldina, e sai na Avenida Rio Branco, no centro do Rio, todos os carnavais, sendo o único bloco que desfila durante três dias seguidos.
Entre seus componentes estão os membros do grupo de samba Fundo de Quintal que se originou do próprio bloco e Zeca Pagodinho. A também sambista Beth Carvalho é outra cria do bloco, que a homenageou elegendo-a como madrinha do bloco. Diversos outros cantores e compositores fazem parte do bloco entre eles: Almir Guineto, Jorge Aragão, Arlindo Cruz e Sombrinha.
Quando ainda se estava a discutir qual o tema que a escola deveria escolher, momento sempre marcante e pleno de opiniões e divergências, resolvi escrever uma mensagem no site da Mangueira reflectindo a opinião humilde de um distante apaixonado:

Sou português mas o meu coração também pulsa pelo Brasil de onde acabei de regressar com a esperança latente de que a volta seja rápida. Sou carioca por convicção e amo a Estação Primeira pela qual já desfilei duas vezes e com a qual me emociono cada vez que a vejo entrar na Sapucaí, esteja eu na arquibancada ou assistindo pela tv em Portugal, sofrendo por não estar aí. Não sou um perito nem um letrado em matéria de samba mas a minha alma pura e simplesmente sente e se manifesta sem bases teóricas e fundamentadas, é pura em emoção alicerçada num sentimento que não se explica mas que se tem a certeza que existe quando se tem o privilégio de já ter assistido ao vivo o entusiasmo das arquibancadas na entrada da escola ou a força com que se escuta o samba enredo a cada paradinha da nossa incrível e única bateria. Pode-se dizer que isso também acontece com outras escolas, até pode ser verdade mas com a Estação Primeira é diferente, totalmente diferente! E é com este vínculo quase naif de um portuga apaixonado por essa cidade, por esse património e pela Verde e Rosa que, se me permitem, gostaria de dizer que quero prestar a minha sentida homenagem ao Ivo Meireles. Estes dois anos colocaram a Mangueira na briga. Desfilei em 2010 porque me apaixonei pelo samba enredo e decidi a minha ida para o Rio em função dessa decisão de última hora. Foi uma brilhante homenagem ao patrimônio musical brasileiro que eu também amo e necessito diariamente. O desfile desse ano foi de uma dignidade suprema que deve ter deixado orgulhosos todos aqueles que amam desinteressadamente esta escola com tantos pergaminhos. Só por isso mas não só, se deve dar mais do que o benefício da dúvida, a legitimidade à directoria da escola para que eles decidam o que acharem melhor para a Estação Primeira pois, pelo menos eu, tenho a certeza que o vão fazer.

Sentidos parabéns a todos os que têm dado o seu contributo imenso para dignificar a instituição e um sincero obrigado por tudo o que já me fizeram sentir.