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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Casando o samba com o rap, ô sorte!

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O mestre Wilson das Neves está prestes a completar 80 anos de idade e irá comemorá-los num espetáculo no Rio onde convidará diversos amigos.
É mais uma figura incontornável no samba que não tem qualquer tipo de preconceito em apadrinhar novos valores de outros estilos musicais e de acolher naturalmente esses formatos em plena sintonia nos seus sambas mais clássicos.
Este maravilhosos tema, "O dia em que o morro descer e não for Carnaval" é mais um belo exemplo da virtuosa parceria que o mestre Wilson e o sambista Paulo César Pinheiro granjeiam há longos anos e que gerou tantos magníficos frutos.
Nesta interpretação, o rapper Emicida junta-se no embalo e consegue agregar à musica original uma nova dimensão que, provavelmente, até está mais próxima da essência do próprio tema e, especialmente do seu poema. na versão original a triste estória de uma realidade social que existe e perdura há muitos anos no Brasil de pobreza e criminalidade é meio atenuada pela candura da melodia do samba canção mas nesta versão a crueza das palavras em forma de rap acentuam a agrura da mensagem.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

"My name is now!"

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"Eu estou sempre começando", esta afirmação é da senhora Elza Soares que, para quem não saiba, nasceu em 1937 e este clip onde ela partilha com o jovem rapper Emicida (31 anos) uma nova versão do clássico "Nega do cabelo duro" é mais uma prova da capacidade de reinvenção desta intérprete brilhante que continua a desafiar-se aos 79 anos!
Esta enigmática mulher é quase uma personagem mitológica devido, por um lado às atribulações constantes na sua vida e, por outro, pela capacidade inata de ultrapassar todas as adversidades e contingências. Essa aura factual deu origem inclusivamente a um documentário sobre a sua vida e que se chama "My name is now". E isso é a tradução perfeita do que ela é e da sua capacidade de ser não só atual mas disruptiva na música contemporânea que quer interpretar e na forma como encara a vida.
Se tudo correr bem, iremos ter o prazer de a ver pela primeira vez, pois irá estar em Portugal no próximo mês, dia 24 na casa da Música no Porto e 25 ou 26 no Misty Fest em Lisboa. É mais uma paixão antiga e nunca mais me hei-de esquecer do momento em que ouvi esta voz incrível pela primeira vez e as estranhas e complexas emoções que me causou e que continua a causar.
 A voz já não é a mesma mas a vontade e a motivação e a consequente vitalidade parecem que vão crescendo à medida que ela se apercebe do aparecimento de algumas fragilidades incontornáveis e decorrentes da sua idade.
O seu disco mais recente chama-se "Mulher do fim do mundo" mas a sua carreira é de outro mundo.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Mãe

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Hoje já foi o sexto dia que nasceu sem a tua presença e, talvez por todas as festividades natalícias e respetivos momentos acessórios e consequentes, o momento que escolhi para te deixar algumas palavras merecidas e que, acima de tudo, me darão algum conforto nestes primeiros momentos sem te ter.
É importante dizer antes de tudo que fizeste um excelente trabalho e deixaste um grande legado. Fizeste-o primeiro com o teu marido, com os teus filhos, com os teus netos e com a tua família mais próxima mas também com muita gente que não te era nada mas, para ti, não havia qualquer distinção. E muitos deles estiveram lá para te dizer adeus, até aqueles que já não apareciam há muito tempo e alguns daqueles que nunca mereceram um micro momento do teu esforço, todos eles quiseram mostrar que tu foste e ainda ers importante nas suas vidas.
Foste uma mulher de armas, uma verdadeira matriarca que nunca viraste a cara a nenhuma adversidade, nem tua nem dos outros, assumias os problemas dos outros como teus e fazias mais do que o que estava ao teu alcance para ajudar.
Vamos sentir muito a tua falta, vamos sentir falta dos teus cozinhados maravilhosos, especialmente aqueles que eram os melhores croquetes e rissois de camarão do mundo. Mas por essas pequenas coisas e outras muito mais grandiosas vais ficar gravada para sempre na memória de quem te respeitou, de quem gostou de ti e de quem te vai continuar a amar.
Até sempre e continua a olhar por nós.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Salve a Bahia com h

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"Baiana cê me bagunçou
Pirei em tua cor nagô, tua guia
Teu riso é Olodum a tocar no Pelô"
Baiana - Emicida

No disco de 2015 do rapper brasileiro Emicida tem um tema muito especial chamado "Baiana" que num estilo moderno, contemporâneo e, acima de tudo,  extraordinariamente baiano, é uma singular homenagem a esse lugar primordial da cultura e história do Brasil, do seu povo e da sua cultura. Mais uma vez, Emicida cria uma bela canção plena de simplicidade e que, na versão do disco, tem a colaboração de um maiores embaixadores da música e da cultura baiana, Caetano Veloso.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Música boa de e para o Verão

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Mais uma descoberta, desta vez feita pela C., dueto insólito daVanessa da Mata e do Emicida que representa mais um belo exemplo de um feliz encontro de dois estilos musicais aparentemente distantes e que, por ser bastante comum do outro lado do outro lado do Atlântico, aproxima naturalmente artistas e estilos musicais e faz com a música seja muito mais rica.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

O rap e o samba

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Emicida e Mestre Wilson das Neves no disco do rapper de 2013, "O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui". A música chama-se "Trepadeira".

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Duas novas parcerias felizes

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Felizes e que deixam felizes todos os amantes de boa música como eu. É uma nova "Jovem Guarda" de autores e interpretes brasileiros que rejuvenescem constantemente a música brasileira e o espirito de quem os ouve. Na primeira, Aline Calixto junta-se ao rapper Emicida e recuperam uma música linda da saudosa Clara Nunes. No segundo caso, Wilson Simoninha é convidado por João Sabiá para um dueto que estará no seu próximo trabalho. Confesso que não conhecia o João Sabiá e foi uma agradável surpresa. Vou, com certeza, explorar melhor o seu trabalho.
É uma imensa alegria este prazer constante de ouvir boa música. Ô sorte!