sexta-feira, 9 de abril de 2010

Aquilo é que era mulher!!

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Apesar de continuar por cá (leia-se escritório) o optimismo foi legítimo e a tarde já está a ser descontraída, própria de uma sexta-feira, com um dia lindo lá fora e o sentimento do dever cumprido. Nada melhor que partilhar esta pérola do samba carioca e de um dos seus expoentes da malandragem, Zeca Pagodinho. Que sirva também de homenagem, respeito e consideração por tudo o que aquela gente passou nos últimos dias e que, como sempre, não vão dar mole, vão encarar e seguir em frente com o optimismo que só existe lá. Rio que mora no mar e no meu coração.
A letra desta música é incrível e o jeito especial do Zeca cantar dá-lhe um carácter único e ainda mais irresistível.

"Aquilo que era mulher
Pra não te acordar cedo
Saía da cama na ponta do pé
Só te chamava tarde, sabia teu gosto
Na bandeja, café
Chocolate, biscoito, salada de frutas
Suco de mamão
No almoço era filé mignon
Com arroz à la grega, batata corada
Um vinho do bom
E no jantar era a mesma fartura do almoço
E ainda tinha opção
É, mas deu mole, ela dispensou você
Chegou em casa outra vez doidão
Brigou com a preta sem razão
Quis comer arroz-doce com quiabo
Botou sal na batida de limão
Deu lavagem ao macaco
Banana pro porco, osso pro gato
Sardinha ao cachorro, cachaça pro pato
Entrou no chuveiro de terno e sapato
Não queria papo
Foi lá no porão, pegou "tresoitão"
Deu tiro na mão do próprio irmão
Que quis te segurar
Eu consegui te desarmar
Foi pra rua de novo
Entrou no velório pulando a janela
Xingou o defunto apagou a vela
Cantou a Viúva, mulher de favela,
Deu um beijo nela
O bicho pegou, a polícia chegou,
Um couro levou e em cana entrou...
E ela não te quer mais... Bem feito!"
Vacilão - Zeca Pagodinho

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