quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Incrível

Share
Fui assistir ontem à ante estreia de um documentário que se chama "Complexo Universo Paralelo", aventura corajosa de dois jovens portugueses nas favelas do Complexo do Alemão em 2007 que coincidiu com a primeira grande operação policial neste complexo e considerada, a maior operação desde que a polícia decidiu ocupar as favelas, em Maio do mesmo ano, devido ao assassinato de dois policiais em Oswaldo Cruz, na zona norte do Rio. Hoje sabemos a escalada que isso deu, e ao ver algumas das imagens do dociumentário parecia que estava a ver uma fiel e clara antevisão do que se veio a passar em Dezembro de 2010 e que ainda está tão presente.
Quando se vê o documentário, vem-nos automaticamente à cabeça uma pergunta quase dramática, como é que estes dois miúdos se meteram nisto, sente-se na pele que a estada deles neste local foi profunda, que houve uma preocupação de viver a experiência para a relatar da forma mais real possível.
De facto, a sensação mais latente que eu tive, durante todo o filme, é que estes dois portugas parece que foram nascidos e criados no Rio. Os pormenores que captam, a sequência do enredo, a fotografia, as histórias que selecionaram, é de alguém que, de certa forma viveu antes para contar, que se tornaram cariocas antes de decidirem avançar para o filme. Sinceros parabéns aos irmãos Mário Patrocínio, realizador e Pedro Patrocínio, director de fotografia, grande fotografia!
www.complexofilme.com

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Orquestra Imperial, Jorge Mautner, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Luiz Melodia… sério?!

Share

Sério!!! Dia 17 de Janeiro no Circo Voador!! Festa de homenagem a Jorge Mautner, que faz 70 anos, promovida pela Orquestra Imperial e com essa lista de ilustres convidados. É mole, não?!
Riocult.info

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Linda

Share
Chama-se "ilha dos Amantes" é de um projecto chamado "Pássaro Cego" que reuniu a Nancy Vieira, o Manuel Paulo e com letras do genial João Monge. Esta música tem ainda a participação do paraíbano Chico César.
"Vem só sem nada
Sem nada mais
Do que deus deu
Se deu e não se arrependeu
Ele lá sabe o que fazia,
Vem só sem nada
Vem arrastar a tua asa,
Fazer das minhas tua casa,
Saber porque é que Deus sorria
Ai deixa ver
Onde o teu peito desagua
Onde é que nasce a luz da lua
E eu vou sem nada pra te ver

Vem só sem nada
Ninguém vai lançar mau olhado
Que não há mau
Nem pecado
Em cegar de tanto querer,
Vem só sem nada
Deixa o teu olhar
descobrir o meu
Que eu tenho de partir
Mas volto um dia pra te ver
Ai deixa ver
Onde o teu peito desagua
Onde é que nasce a luz da lua
E eu vou sem nada pra te ver"

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Share
Gosto do que este Hugo escreve, principalmente quando escreve sobre o Rio. Tenha muita inveja de, apesar de sentir, não conseguir falar assim do meu Rio.

Manual de paquera
por Hugo Gonçalves, Publicado no Jornal i, em 06 de Janeiro de 2011

"Não conheço o rapaz moreno mas sento-me na areia para apreciar a sua aula de sedução de praia. Reparou nas duas miúdas sentadas debaixo de um chapéu-de-sol vermelho. Sabe que elas o olham protegidas pelos óculos escuros. Fica em pé, de costas para elas, até que vê um providenciador de coisas ilegais com cabelo de índio, pele curtida de sela de cavalo e um pé incompleto. O índio apresenta-se mostrando as costas da mão escritas com um marcador: The Show Man. Passa-lhe um papel (com erva lá dentro) e convida-o para fumar um charro. O rapaz entrega uma nota de 50 reais. Dá uma passa e olha para as miúdas, que sorriem como se estivessem num corredor de liceu. Ele diz: "Vocês são cariocas?" Uma é ruiva com cabelo encaracolado e sardas incendiárias. Outra é esguia como uma modelo nos anos 80 e tem boca de beijo bom na boca. Ele fala, elas riem e quando passa um vendedor de cangas ele diz: "Escolham uma para mim." Começa a chover e preparo-me para sair da praia, imaginando que daqui a nada estarão tomando um chopp e ele terá de escolher uma delas (vai ser escolhido). Talvez dancem na Lapa e lambam o sal da pele numa viagem de táxi. Penso na trilogia da malandragem: "Malandro não ama, malandro sente desejo. Malandro não conversa, malandro desenrola uma ideia. Malandro não pára, malandro dá um tempo." Mas depois olho para o rapaz e percebo que sente o mesmo que um cavalo de corrida e talvez seja um desses derradeiros românticos que ainda acreditam que só uma mulher o pode salvar de si mesmo, ou seja, "Malandro vira otário quando ama."

Sorte...

Share
Depois de terminar e começar o ano com chuva a caír-me dentro de casa, de ter, na primeira semana do ano, insónias e problemas de estômago simultâneos e recorrentes, roubaram-me uns ténis novinhos, novinhos, que eu adorava e que ainda estavam em rodagem, em pleno ginásio.Estou chocado com o que as pessoas são capazes de fazer.
Mas, pode ser que o azar se esgote todo na primeira semana :).

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011