quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Morreu o Selaron

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Para quem não saiba, Selaron era um artista plástico chileno autodidacta, radicado no Rio de Janeiro há mais de 20 anos e dedicou grande parte do seu tempo a decorar uma escadaria na Lapa com um caleidoscópio de azulejos e mosaicos que ia encontrando ou ia recebendo de quem visitava o local. Esta obra naif tornou-se um local obrigatório de visita no Rio de Janeiro. A sua morte significa o desaparecimento de mais uma personagem do Rio de Janeiro, uma personalidade comum que se tornou conhecida devido ao seu empenho ingénuo, desinteressado, gentil e entusiasmante, igual ao Gentileza que foi homenageado numa música da Marisa Monte. A gentileza do Rio perdeu mais um dos seus heróis.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

"Se é tão tão e tem tem tem, tem que ter algum defeito"

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Foi um dos momentos de 2012 e mesm a terminar o ano. O António Zambujo está a firmar-se como um caso muito sério da nossa música e ou muito me engano ou vai ser também um grande sucesso e uma ponte até ao outro lado do Atlântico. Tem tudo para o ser, como diz a R. é o "João Gilberto português" e tem razão, tem a capacidade de modernizar o fado, que era impensável descontruir desta forma por ser tão tradicional. Conferiu-lhe um estilo muito próprio e único, aligeirou-o, retirando-lha carga do fatalismo ao mesmo tempo que lhe agregava mais sonoridade ao incorporar elementos do seu Alentejo e da Bossa Nova. Parece simples mas há mais de 30 anos que não se via nada assim na musica portuguesa e, por isso, é mais que bem-vindo. Ele é tão, tão e tem tem tem e não perece que, do ponto de vista musical tenha algum defeito. "Vem dar uma voltinha na minha lambreta
Deixa de pensar no tal Vilela
Que tem carro e barco à vela
O pai tem a mãe também
Que é tão tão
Sempre a preceito
Cá para mim no meu conceito
Se é tão tão e tem tem tem
Tem de ter algum defeito

Vem dar uma voltinha na minha lambreta
Vê só como é bonita
É vaidosa , a rodinha mais vistosa
Deixa um rasto de cometa
É baixinha mas depois
Parece feita para dois
Sem falar nos eteceteras
Que fazem de nós heróis

Eu sei que tenho estilo gingão
Volta e meia vai ao chão
Quando faz de cavalinho
Mas depois passa-lhe a dor,
Endireita o guiador
E regressa de beicinho
Para o pé do seu amor

Vem dar uma voltinha na minha lambreta
Eu juro que eu guio devagarinho
Tu só tens de estar juntinho
Por razões de segurança
E se a estrada nos levar
Noite fora até mar
Páro na beira da esperança
Com a luzinha a alumiar

E deixar de pensar no tal Vilela
Em que tem carro e barco à vela
O pai tem a mãe também
Que é tão tão
Sempre a preceito
Cá para mim no meu conceito
Se é tão tão e tem tem tem,
Tem que ter algum defeito
Se é tão tão e tem tem tem,
Tem que ter algum defeito
Se é tão tão e tem tem tem,
Tem que ter algum defeito ..."
Lambreta - António Zambujo

Domingo, Espaço do "Ano do Brasil em Portugal"

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Belo concerto do António Zambujo, mais um em tão pouco tempo, tenho a certeza que se tornaria um hábito bastante agradável. Um dos momentos foram os duetos com a Roberta Sá e este "Novo amor" que na versão original é acompanhada pelo Hamilton de Holanda. Deu para amenizar a fustração de termos perdido o concerto da Roberta Sá no dia anterior.


"A luz apaga porque já raiou o dia
E a fantasia vai voltar pro barracão
Outra ilusão desaparece quarta-feira
Queira ou não queira terminou o carnaval.

Mas não faz mal, não é o fim da batucada
E a madrugada vem trazer meu novo amor
Bate o tambor, chora a cuíca e o pandeiro
Come o couro no terreiro porque o choro começou.

A gente ri
A gente chora
E joga fora o que passou
A gente ri
A gente chora
E comemora o novo amor."
Novo amor - Roberta Sá

Pra quem ainda não saiba...

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E a agenda dos blocos pode ser consultada aqui no Diário do Rio

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Musica linda

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A interpretação do Caetano é f***, mais uma vez!
"Sempre que eu já não lembro, lembras para mim", coisa linda.


"Que é que eu vou fazer pra te esquecer?
Sempre que eu já nem me lembro, lembras pra mim
Cada sonho teu me abraça ao acordar
Como um anjo lindo
Mais leve que o ar
Tão doce de olhar
Que nenhum adeus vai apagar...

Que é que eu vou fazer pra te deixar?
Sempre que eu apresso o passo, passas por mim
E o silêncio teu me pede pra voltar
Ao te ver seguindo
Mais leve que o ar
Tão doce de olhar
Que nenhum adeus pode apagar...

Me abraça ao acordar
Como um anjo lindo
Mais leve que o ar
Tão doce de olhar
Que nenhum adeus vai apagar...

Que é que eu vou fazer pra te lembrar?
Como tantos que eu conheço e esqueço de amar
Em que espelho teu, sou eu que vou estar?
Ao te ver sorrindo
Mais leve que o ar
Tão doce de olhar
Que nenhum adeus vai apagar..."
Pra te lembrar - Caetano Veloso

Esta música é de um músico gaucho que eu não conhecia chamado Nei Lisboa.

Belo enquadramento visual e sonoro

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António Zambujo canta música de José Peixoto e João Monge. Bela maneira de começar o ano.
José Peixoto, António Zambujo, Ana Isabel Dias e Filipe Dias - Confissão -Música de José Peixoto com letra de João Monge from MPAGDP on Vimeo.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013