quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Revelação

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Esta música, recentemente, adquiriu um papel muito especial na minha vida. Confesso que já conhecia a versão original, do Grupo Revelação, mas passou meio despercebida durante anos, no entanto, no recente concerto do Caetano Veloso e filhos, esta canção faz parte do alinhamento e é cantada pelo Zeca Veloso. E aí a interpretação delicada de uma samba pagode pelo clã Veloso, conferiu um encanto incotrolável não só a esta versão mas também à versão original. Foi claramente um momento de estupefação, tipo: "mas como é que eu não ouvia esta música todos os dias?!
É um tipico samba de estímulo, de incitação, com uma mensagem simples mas que nos joga para cima, nos dá uma injeção automática de ânimo e esperança.
Neste últimos tempos tem aparecido à minha volta, no meu círculo mais próximo de amigos e de conhecidos vários casos delicados de doença e todos eles implicam uma luta imediata e constante, um enfrentamento direto do problema e uma superação permanente dos momentos menos bons, quer de quem tem o problema mas também dos entes mais queridos e próximos que estão com eles nesta luta. Ontem, tivemos mais uma notícia daquelas que não queremos receber e mais uma vez lembrei-me desta canção que fala de guerreiros que é aquilo que todos têm de ser neste momento,
"Guerreiro não foge da luta e não pode correr
Ninguém vai poder atrasar quem nasceu pra vencer"

Para a doce P., para o grande M., para a imparável M., para o tio C. e para todos os que os rodeiam e estão apoiar de forma mais próxima, todos eles guerreiros, cada um à sua maneira, um desejo carregado de otimismo e solidariedade.

"Erga essa cabeça, mete o pé e vai na fé
Manda essa tristeza embora
Basta acreditar que um novo dia vai raiar
Sua hora vai chegar"
Tá escrito - Grupo Revelação



quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

De novo

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O Samuel Úria é uma das grandes figuras da música de língua portuguesa dos nosso tempos, músico, compositor, escritor de letras e ainda uma voz singular que lhe dá uma consistência e uma posição única e difícil de igualar, pelo menos, aqui em Portugal.
Há uns tempos recentes lançou um EP, "Marcha atroz" do qual faz parte esta deliciosa e encantadora balada, "Vem de novo". Bela música.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Nova Lisboa é um Mundu Nôbu

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"Mundu Nôbu" é o título do novo trabalho do cantor português Claudino de Jesus Borges Pereira nascido em Quarteira. Parece que não faz sentido nenhum, certo? Mas a verdade é que nesta frase está muita desta nova nova miscigenação que enriquece tanto a cultura de língua portuguesa e que permite um poder de atração nunca antes visto que ultrapassa finalmente as fronteira da língua e do segundo plano reservado à música étnica. Étnica ou, comumente, intitulada como world música que, apesar de mundial, nunca chega ao mainstream das massas e, consequentemente, nunca ganhou escala.
Ora o Claudino é mais conhecido por Dino D'Santiago e, apesar de natural de Quarteira, os seus laços umbilicais estão em Cabo Verde e na sua cultura. Este disco dele, o segundo LP, não só vem confirmar o seu talento mas também alavancar esta emancipação generalizada da cultura de língua portuguesa, para além do contributo brasileiro que foi até hoje e muito legitimamente o embaixador natural desta cultura.
 O nome do disco e este tema "Nova Lisboa" demonstra tudo o que já foi referido relativo à transformação dinâmica e muito positiva que estamos a assistir à nossa cultura em geral e a Portugal em particular.
 

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

A surpresa Carolina

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Não tinha noção, até há bem pouco tempo da qualidade da Carolina Deslandes, qualidade musical e também como compositora. Nõ achava muita piada à música mais escutada e mais associada a ela, a "Para a vida toda", tenho alguma simpatia pela "Avião de papel" principalemnete pela participação do Rui Veloso mas ficava por aí. Foi preciso uma emissão da Rádio Comercial onde ela e o Zambujo improvisaram dois temas, para me fazer ir investigar mais e ficar muito srpreendido com o seu disco de estreia. O dueto com o Zambujo é maravilhoso, chama-se "Coisa mais bonita" e é perfeito para os dois. O tema "A miúda gosta" é delicioso, é uma bossa inocente sem pretensões, com um poema encantador e descobri que a Carolina a fez para o Zambujo. Era um tema mais que perfeito para ele, é incrível como é a cara dele em termos musicais e no próprio poema como ele admitiu mas ele não gravou a música e a versão da Carolina é linda. mais um belo contributo para a riqueza da música de língua portuguesa.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Do avesso

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"Do avesso" é o nome do novo trabalho do António Zambujo, depois de quatro anos muito ativos, volta a lançar um disco de originais e a música "Sem palavras" é a primeira amostra já disponível e vem confirmar o progressivo afastamento do zambas ao fado tradicional - nesta música em especial nem aparece a guitarra portuguesa que tem sido sua fiel companheira mesmo nos temas menos "fadísticos" do seu repertório. É um tema que me aprece estar mais perto do pop jazz melódico do Jamie Cullum (que curiosamente também tem novidades recentes), por exemplo, do que das raízes fadista e tradicionais que estiveram sempre presentes nos seus discos anteriores e, também por isso, deixa no ar muita curiosidade para a revelação do disco no seu todo que está previsto para o próximo dia 23 de Novembro. Entretanto, o Coliseu do Porto está já marcado para o próximo dia 23 de Fevereiro para o primeiro concerto de revelação deste novo trabalho.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

A Márcia volta com "Vai e vem"

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Linda e grande música, Márcia e António Zambujo, dois dos diversos belos exemplos da vitalidade atual da música portuguesa. O dueto "Vai e vem" faz parte do novo disco com o mesmo nome e este vídeo tem apenas a Márcia a interpretá-la mas o Zambas é fundamental na versão original. A Márcia tem uma capacidade de fazer coisas encantadoras e envolventes e este novo disco parece uma doce confirmação desse facto. E já são 4.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

O Seu Narciso do Jobi

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Passei várias noites jogando conversa fora com o Sr. Narciso o Sr. Jobi, um homem encantador que tinha saudades permanentes da terrinha mas que amava profundamente o seu Rio de Janeiro. Quando ouvia falar português de Portugal no seu boteco, juntava-se logo à conversa e mostrando o seu orgulho em ser português. Infelizmente, deixou-nos esta semana. Não costumo fazer estas coisas nas redes sociais mas o Sr. Narciso é um dos muitos motivos por eu amar tanto o Rio e sei que vai ser muito estranho é triste voltar ao Jobi e saber que não o vou cumprimentar. Valeu Seu Narciso!