quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Lindo!!!

Share

Mais uma beleza do génio Noel Rosa.
"Quem acha vive se perdendo
Por isso agora eu vou me defendendo
Da dor tão cruel desta saudade
Que, por infelicidade,
Meu pobre peito invade
Batuque é um privilégio
Ninguém aprende samba no colégio
Sambar é chorar de alegria
É sorrir de nostalgia
Dentro da melodia
Por isso agora lá na Penha
Vou mandar minha morena
Pra cantar com satisfação
E com harmonia
Esta triste melodia
Que é meu samba em feito de oração
O samba na realidade não vem do morro
Nem lá da cidade
E quem suportar uma paixão
Sentirá que o samba então
Nasce do coração."
Feitio de Oração - Marisa Monte

Monobloco em Setembro, em Lisboa!

Share
Bela notícia! A 22 de Setembro para comemorar o "Ano do Brasil em Portugal" que, diga-se de passagem, deveria ser todos os anos! Vai ser na Praça do Comércio ou, como eu prefiro, no Terreiro do Paço e eles dizem para não perdermos coisa que eu conto, de facto, fazer. Ajudará a matar saudades das gloriosas noites na Lapa e dos incríveis desfiles quando ainda eram na praia de Ipanema e Leblon no domingo a seguir ao Carnaval. Vai virar Carnaval no Terreiro! Uh que beleza! O anúcio pode ser visto aqui e aqui.


" Uh! Uh! Uh! Que Beleza!
Uh! Uh! Uh! Que Beleza!
Que beleza é sentir a natureza
Ter certeza pr'onde vai
E de onde vem
Que beleza é vir da pureza
E sem medo distinguir
O mal e o bem...
Uh! Uh! Uh! Que Beleza!
Uh! Uh! Uh! Que Beleza!
Que beleza é saber seu nome
Sua origem, seu passado
E seu futuro
Que beleza é conhecer
O desencanto
E ver tudo bem mais claro
No escuro...
Uh! Uh! Uh! Que Beleza!
Uh! Uh! Uh! Que Beleza!
Abra a porta
E vá entrando
Felicidade vai
Brilhar no mundo
Que Beleza! Que Beleza!...
Uh! Uh! Uh! Que Beleza!
Uh! Uh! Uh! Que Beleza!"
Imunização Racional (Que Beleza) - Monobloco (Tim Maia)

Tributo

Share
E aí está o disco que assinala os 70 anos de Caetano com um lote bem eclético de participações. Quero, como é evidente.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

70 anos Caetaneando!

Share
Feliz aniversário Sr. Caetano Veloso
"Pariu, cuspiu
Expeliu
Um Deus, um bicho
Um homem
Brotou alguém
Algum ninguém
O quê?
A quem?
Surgiu, vagiu
Sumiu, escapuliu
No som, no sonho
Somem
São cem
São mil
São cem mil
Um milhão
Do mal, do bem
Lá vem um
Olhos vazios
De mata escura
E mar azul
Ai, dói no peito
Aparição assim
Vai na alvorada-manhã
Sai do mamilo marrom
O leite doce e sal
Tchau, mamãe
Valeu
Cresceu, vingou
Permaneceu, aprendeu
Nas bordas da favela
Mandou, julgou
Condenou, salvou
Executou, soltou
Prendeu
Colheu, esticou
Encolheu, matou
Furou, fodeu
Até ficar sem gosto
Ganhou, reganhou
Bateu, levou
Mamãe, perdeu, perdeu
Céu
Mar e mata
Mortos da luz desse olhar
Antes assim do que viver
Pequeno e bom
Não diz isso não
Diz isso não
A conta é outra
Têm que dar, têm que dar
Foi mal, papai
Anoiteceu
Brilhou, piscou
Bruxuleou
Ardeu, resplandeceu
A nave da cidade
O sol se pôs
Opôs, nasceu
E nada aconteceu"
Perdeu - Caetano Veloso

quinta-feira, 2 de agosto de 2012