sexta-feira, 9 de novembro de 2018

A Márcia volta com "Vai e vem"

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Linda e grande música, Márcia e António Zambujo, dois dos diversos belos exemplos da vitalidade atual da música portuguesa. O dueto "Vai e vem" faz parte do novo disco com o mesmo nome e este vídeo tem apenas a Márcia a interpretá-la mas o Zambas é fundamental na versão original. A Márcia tem uma capacidade de fazer coisas encantadoras e envolventes e este novo disco parece uma doce confirmação desse facto. E já são 4.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

O Seu Narciso do Jobi

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Passei várias noites jogando conversa fora com o Sr. Narciso o Sr. Jobi, um homem encantador que tinha saudades permanentes da terrinha mas que amava profundamente o seu Rio de Janeiro. Quando ouvia falar português de Portugal no seu boteco, juntava-se logo à conversa e mostrando o seu orgulho em ser português. Infelizmente, deixou-nos esta semana. Não costumo fazer estas coisas nas redes sociais mas o Sr. Narciso é um dos muitos motivos por eu amar tanto o Rio e sei que vai ser muito estranho é triste voltar ao Jobi e saber que não o vou cumprimentar. Valeu Seu Narciso!

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Verão a sul

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Está quase. Com muito sal e muita música como esta do Orlando Santos, grande voz do soul que está a preparar o seu segundo trabalho. Enquanto não aparece nunca é demais ouvir este maravilhoso "For real".

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Tom, Zeca, Moreno, Caetano

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Foi maravilhoso. É verdade que eu sou suspeito, já vi muitas vezes o Caetano Veloso ao vivo, em vários registos e com diferentes estados de espiríto, quer eu, quer ele e sempre amei os seus concertos, nem sempre pelas mesmas razões mas nunca saí fustrado de nenhum, pelo contrário, sempre saí encantado.
Ontem, ia com muito poucas expetativas, o registo era único e recente, Caetano e os seus 3 filhos juntos em palco e sem banda de suporte, interpretando temas, na sua maioria, do progenitor e promotor da ideia mas também algumas criações dos filhos. Moreno jáconheço há muito e conheço bem, o seu trabalho, inclusivamente, as colaborações que já executou com o pai. Dois outros conheço basicamente o que o disco da tournée mostra. E é o disco que já escutei algumas vezes, que me deixou tão de pé atrás, achei um disco competente mas meio sem sal. Um disco que traz um novo alinhamento de canções do Caetano, talvez com músicas que sejam mais especiais para os seus filhos e a única novidade são os temas dos filhos, coisas diferentes mas boas é um facto mas nada mais do que isso. Estou a ser redutor na análise, mesmo assim, reconheço, o alinhamento de temas do Caetano não é um tema irrelevante pois a incrível dimensão do seu repertório permite que ele possa fazer uma tournée por ano sempre diferente da anterior e, o facto do Caetano co-interpretar alguns dos temas dos seus filhos também é facto importante pois, por mais qualidade que os rebentos tenham, nenhum tem uma voz como a do pai e, sempre que ele coloca a sua voz numa música, sem desprimor para ninguém, a verdade é que essa música ganha uma outra dimensão e ganha, automatica intrinsecamente, um upgrade na qualidade.
Mas o disco, apesar de ser um registo fiel do concerto, é unidimensional, não consegue transmitir a dimensão emocional. Não sei como têm sido os concertos nas outras cidades e sei que Caetano Veloso no Coliseu dos Recreios é sempre um marco especial mas ontem foi ainda mais especial :). A energia que pairava no ar do Coliseu era de uma noite singular, talvez o calor da primeira noite de verão do ano tenha também inflamado mais a atmosfera mas o facto era incontornável, a noite ia ser, no mínimo, fantástica.
Depois foi encantador perceber a cumplicidade dos irmãos entre eles e com o seu pai e foi maravilhoso perceber a ansiedade que o mais maduro e experiente membro do clã denotava por estar em palco com os seus filhos, esse Caetano humano, protetor, nervoso e, por vezes até receoso, foi algo que nunca tinha visto e estimulou a uma ainda maior cumplicidade e comunhão do público com eles.
Previsto no alinhamento está um tema maravilhoso do grupo de Pagode, Grupo Revelação, intitulado "Tá escrito" e que encerra a atuação antes dos encores. No disco é interpretada pelo Zeca mas ontem foi pelo Moreno. É a única música que não é de  autoria do clã mas é um excelente hino para a despedida. No nosso caso, tivemos ainda a sorte de, nos encores, ouvir Moreno a cantar Amália Rodrigues, interpretando a marcha lisboeta "Noite de Sto. António" e Caetano a cantar "Amar pelos dois" do Salvador Sobral, gentilezas que contribuiram para que a noite especial se tornasse verdadeiramente inesquecível.
Moral da estória, nunca se recusa um concerto de Caetano e nunca se vai com baixas expetativas. Obrigado aos quatro por me proporcionarem uma noite tão extraordinária.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Live in the moment

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1 de agosto, primeiro dia verdadeiramente de verão no ano de 2018, Portugal. The Man sugerem "Live in the moment" e eu não vejo pior local do que o gabinete do escritório, para estar num dia destes. É só um desabafo.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Coisas boas de 2018, até agora

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Com a melancolia própria de um verão com crise de identidade, algumas coisas boas que sairam este ano e todas elas carregadas de soturnidade, ideais para agudizar a frustante nostalgia de uma dia tórrido. Mas o fim de semana está aí e com sinais positivos de cheiros e sabores quentes.

"Seven falls", tema do álbum de estreia a solo da cantora e compositora norte-americana Laura Veirs, "Just dumb enough to try", canção mais bonita do quarto trabalho do, também norte americano Father John Misty,  "Crush" é o novo single dos texanos Cigarettes After Sex, o canadiano Patrick Watson também tem um single novo e chama-se "Melody noir". No mesmo estilo, Ray LaMontagne lançou há pouco "Such a simple thing" e, finalmente e para acabar, mais um americano, cantor e compositor, Ryan Adams e o doce "Baby I love you".











sexta-feira, 13 de julho de 2018

Grooveria Soul

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Sexta feira 13 dá nisto, dia para escutar monstros do soul do país irmão, Jorge Ben Jor, "O homem da gravata florida", Wilson Simonal, Mustang cor de sangue", Bebeto, "Mr. Brown", Zé Roberto "Lotus 72 D", Toni Tornado "Me libertei", e o eterno monstro Tim Maia, "Idade". Deve ter sido uma época bem divertida com estes malucos a criar e a atuar. A música soul americana a ganhar tropicalismo.