sexta-feira, 13 de julho de 2018

Grooveria Soul

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Sexta feira 13 dá nisto, dia para escutar monstros do soul do país irmão, Jorge Ben Jor, "O homem da gravata florida", Wilson Simonal, Mustang cor de sangue", Bebeto, "Mr. Brown", Zé Roberto "Lotus 72 D", Toni Tornado "Me libertei", e o eterno monstro Tim Maia, "Idade". Deve ter sido uma época bem divertida com estes malucos a criar e a atuar. A música soul americana a ganhar tropicalismo.











quarta-feira, 11 de julho de 2018

"Há 60 anos, o samba ganhava uma 'bossa nova'"

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Este é o título da crónica do jornalista Gabriel Saboia para assinalar o 60º aniversário do nascimento de um novo estilo musical na música popular brasileira, uma nova bossa. De facto, esta nova abordagem à música não nasceu isolada mas  foi sim uma evolução nos estilos musicais já existente no panorama vasto e risxco da música que se fazia já no Brasil e ainda com influências assumidas e latentes da música americana e do jazz.
Em 1963, o crítico José Ramos Tinhorão dizia, "Filha de aventuras secretas de apartamento com a música norte-americana - que é inegavelmente a sua mãe - a bossa nova vive até hoje o mesmo drama de tantas crianças de Copacabana: não sabe que é o pai", conforme refere uma crónica que também asssinala a data na Folha de São Paulo.
A data que oficialmente assinala o nascimento da bossa nova é o dia de lançamento do disco "Chega de Saudade" de João Gilberto e que posteriormente foi considerado o marco mais representativo para assinalar o nascimento deste movimento cultural que, por ter nascido fruto da colaboração e partilha espontânea e desiteressada de um vasto número de artistas, compositores e poetas, não teve um nascimento oficial mas, em oposição, uma génese natural, orgânica e florescente fruto do ambiente que o boêmio Rio de Janeiro da altura proporcionou.
A música que dá nome ao disco é uma criação de António Carlos Jobim e do poeta Vinícius de Moraes e a interpretação e o acompanhamento ao violão de João Gilberto, condensa em si uma grande parte da essência desta nova música e muito se deve a estes três a consolidação e a internacionalização até deste estilo, sem desprimor para todos os outros que contribuiram e que com legitimidade também deve ser considerados protagonistas da criação. Sem a voz, os acordes e o dedilhar do violão único de João Gilberto, a cultura musical ao mesmo tempo eclética e erudita de Tom Jobim e a boêmia malanda aliada a uma fé inabalável e ingénua no amor do poetinha seria impossível que este estilo músical reunisse tantas músicas tão cheias de ternura e afetos, com uma simplicidade só digna de génios. Uma música tão incrivelmente intemporal e que nos transporta tão rapidamente para o maravilhoso Rio de Janeiro.


Crónica Globo
Crónica Folha de São Paulo

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Mariana Secca aka Maro

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Para quem não conhece, devia conhecer, a Mariana Secca é uma excelente revelação da música de língua portuguesa. E escolhi este vídeo pois, no início tem uma breve apresentação de quem esta artista que dá pelo nome de Maro, no meio artístico.
É uma nova voz e até um novo som talvez inspirado no indie folk tão em voga na américa do norte, nos últimos anos.
Cantautora , musica, artista muito precoce, começou a tocar piano aos 4 anos, a compor aos 12 e aos 17 resolveu ir estudar para os Estados Unidos para a Berklee College of Music, escola onde estudaram diversos músicos com notoriedade mundial, nomeadamente o guitarrista Steve Vai e John Mayer.
Durante o ano de 2018 tem vindo a lançar 3 discos como estreia, algo bastante incomum mas que mostra o trabalho acumulado até ao seu lançamento e que, segundo ela, conta o seu crescimento na música até aos seus atuais 23 anos. Volume 1, 2 e 3 são os nomes dos três trabalhos e este belo "Páro quando oiço o teu nome" faz parte do 2º disco.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Yellow Ledbetter

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Este é o título da música que mais gosto dos Pearl Jam, banda que me causa sempe diferentes emoções e até reações físicas. É a primeira banda que coloco a tocar no carro sempre que tenho um carro novo, não sei porquê mas tornou-se ujma tradição desde há 18 anos, nos idos anos 2000 quando coloquei o recente disco ao vivo gravado no Estádio do Restelo em Lisboa.
Tenho uma misto de emoções sempre que recordo a única vez que os vi ao vivo, no então denominado Pavilhão Atlântico, em 2006. Foi um concerto incrível, com uma energia vibrante e única. Noite em cheio, mesmo! Infelizmente, na manhã do dia seguinte recebi uma das notícias mais tristes da minha vida, o meu cunhado e grande amigo Z. faleceu num acidente estúpido e macabro a caminho do trabalho.
Nunca mais tive interesse em voltar a ver Pearl Jam e não sei sequer se, nessa noite, eles tocaram esta música. No entanto, desde esse dia, cada vez que a oiço, é um momento de recordação dessa pessoa única. Há outros motivos e outras músicas que me recordam o Z., especialmente o sobrinho que me proporcionou mas esta música tornou-se especial por este infeliz acaso mesmo antes de me ter apercebido da sua letra.
Se tudo correr como o previsto vou voltar a ver Pearl Jam na próxima semana e vou-me recordar do Z.

"Ah yeah, can you see them out on the porch? Yeah, but they don't wave.
I see them round the front way. Yeah.
And I know, and I know I don't want to stay.
Make me cry..."
Yellow ledbetter - Pearl Jam

terça-feira, 3 de julho de 2018

Simplesmente Simone

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A cantora Simone Bittencourt de Oliveira ou, simplesmente, Simone como é conhecida, foi uma das minhas primeiras paixões musicais e uma das grandes influências que, de uma forma profunda e duradoura, formou o meu gosto musical para a vida.
A sua voz incrível e a sua interpretação única do que cantava faziam porprocionavam uma fórmula única e distintiva que lhe conferiu um lugar de destaque no universo das intérpretes femininas da mpb, apesar da musculada concorrência e da diversidade de vozes femininas de elevada qualidade que estavam no auge quando ela surgiu, nomeadamente, Gal Costa, Elis Regina, Maria Bethânia e Clara Nunes e sem colocar aqui a anterior geração surgida do samba canção e que ganhou consistência com o surgimento da bossa nova.
Não foi apenas a sua fórmula que me seduziu, o que cantava e continua a cantar também foi relevante, a Simone é uma intérprete que não compõe as músicas que canta e o seu cancioneiro é vasto e diversificado. Apesar de ser, reconhecidamente uma cantora de música romântica, a sua carreira demonstra um reportório muito mais vasto e eclético, samba, música popular, música de intervenção até, são estilos que, reconhecidamente, lhe são associados.
E esse facto foi também a minha sorte, as cassetes que gravava dos vinis de uma tia mais velha de um amigo da escola, colega desde a primária, fizeram-me descobrir Gonzaguinha, Milton Nascimento, Ivan Lins, Paulinho da Viola, Tom Jobim, Lupicínio Rodrigues, Pixinguinha e tantos outros, através da sua forma de interpretar estes grandes astros da mpb.
É a Simone que me apresenta também a lógica dos samba enredos pois, numa fase da sua carreira, cada disco continha pelo menos um samba emblemático.
Há inúmeras músicas que fazem parte de momentos determinantes da minha vida mas há uma que já não ouvia há muito tempo e que ouvi por acaso hoje que se chama "Raios de luz".
É um tema enternecedor e com um poema deliciosa pela simplicidade que contém. E lembro-me também que no disco onde tenho essa música, uma coletânea de sucessos chamada "Sou eu" a seguir a este tema surge "Carinhoso" a maravilhosa música do Pixinguinha que é quase um hino não oficial do Brasil. Música que eu sempre amei e que ganhou uma importância especial e única na minha vida recente pois foi a música que nos acompanhou quando casámos.
Sempre achei que uma não podia viver sem outra apesar de perceber depois que esta sequência era apenas um feliz acaso. No entanto felizes acasos destes merecem tornar-se inesquecíveis.





"Você chegou e iluminou o meu olhar
Teus olhos nus, raios de luz no azul do mar
Meu coração, que sempre quis acreditar
Bateu feliz, foi só você chegar

Sei que a paixão apaga o chão, rareia o ar
Ser e não ser, negar, querer, fugir, ficar

Mas não fui eu quem quis assim
Aconteceu você pra mim
E eu não vou negar o que o acaso quis pra nós
A chama desse amor me faz
Sorrir cantar, te quero mais
Te chamo só pra repetir "te amo"

Mas não fui eu quem quis assim
Aconteceu você pra mim
E eu não vou negar o que o acaso quis pra nós
A chama desse amor me faz
Sorrir cantar, te quero mais
Te chamo só pra repetir "te amo""
Raios de luz - Simone

sexta-feira, 22 de junho de 2018

"Bem que se quis...

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Depois de tudo ainda ser feliz!"

Faz hoje dois anos que Portugal empatou com a Hungria no Euro 2016 e, afortunadamente conseguiu uma apuramento milagroso para os oitavos de final mas, também nesse dia, foi o dia em que finalmente nos casámos. Finalemnte porque já partilhamos a nossa vioda desde 2011 e porque já não era sem tempo.
Foi um dia muito feliz, passado com os nossos queridops amigos que testemunharam e abençoaram tão importante momento. Foi dia de samba e folia e muita dança e cantoria. Foi um dia para nos recordarmos sempre e eternamente e para agarrarmos a ele sempre que enfrentemos uma tormenta. Lembro-me de ouvir um dia um conselho sábio para os momentos menos bons, quando houvesse dúvidas que nos lembrássemos sempre de porque é que nos apaixonámos, Tenho seguido sempre esse conselho e adicionei-lhe também mais um incentivo, a lembrança de todos os momentos felizes que já passámos e dos maiores foi há dois anos.
Como diz o grande Nelson Motta na voz da Marisa Monte, o importante é continuar a querer ser feliz e eu continuo a sê-lo ao teu lado C. E isso só é possível porque continuo a amar-te.



"Amar alguém
Amar é como o prazer de conseguir estar sozinho - mas melhor. Amar é o prazer de descobrir continuamente que há alguém com quem se quer passar o tempo todo, incluindo o tempo que se quer passar juntos e o tempo que se quer passar sozinho.

Amar é um casamento de solidões que, gozando o prazer da juntidão, mesmo assim não prescinde dos prazeres de duas solidões juntas, estejam momentaneamente separadas ou reunidas.

Amar alguém é uma coisa egoísta que só nos faz bem. Mas só se a pessoa amada nos contra-ama também. Ser amado alivia muito a loucura de amar e de ser obrigatoriamente infeliz por causa disso.

Amar e ser amado é a melhor sorte que se pode ter. Não são milagres que aconteçam por acaso. É preciso trabalhar com leviandade - por muito cheio de amor que o coração esteja - para que esses milagres, facílimos, comecem a habituar-se a acontecer regularmente.

Amar alguém é um alívio: é poder deixar de pensar que cada um de nós é marginalmente mais importante do que qualquer outra pessoa que nasceu nesta vida e neste planeta.

Amar alguém é um baluarte contra o mundo, um salvo-conduto, uma casa aonde não só se pode regressar como ficar fechado dentro dela, sem precisar de sair.

Amar alguém é a única, verdadeira distracção. Os que não amam - muitos porque têm medo de se entregarem - chamam obsessão ao amor sem saber que o amor é o grande apagador de insignificâncias e a única maneira de fazer coincidir a alma e a atenção em duas vidas."
Miguel Esteves Cardoso - Jornal Público



quinta-feira, 21 de junho de 2018

É verão

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Apesar da chegada tímida com chuva, o calor e a humidade no ar confirmam que o verão chegou ao hemisfério norte e a Lisboa. Para o celebrar, algumas novidades recentes na diáspora lusófona, novos trabalhos da angolana Aline Frazão, do Salvador Sobral e dos cariocas Baltazar e ainda uma descoberta de nome Janeiro. Músico e compositor português de Coimbra e que lança o seu primeiro álbum depois de algumas participações. Quatro belas provas da vivacidade e energia da música em língua portuguesa e ótimos temas para ouvir a regressar da praia.