terça-feira, 3 de julho de 2018

Simplesmente Simone

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A cantora Simone Bittencourt de Oliveira ou, simplesmente, Simone como é conhecida, foi uma das minhas primeiras paixões musicais e uma das grandes influências que, de uma forma profunda e duradoura, formou o meu gosto musical para a vida.
A sua voz incrível e a sua interpretação única do que cantava faziam porprocionavam uma fórmula única e distintiva que lhe conferiu um lugar de destaque no universo das intérpretes femininas da mpb, apesar da musculada concorrência e da diversidade de vozes femininas de elevada qualidade que estavam no auge quando ela surgiu, nomeadamente, Gal Costa, Elis Regina, Maria Bethânia e Clara Nunes e sem colocar aqui a anterior geração surgida do samba canção e que ganhou consistência com o surgimento da bossa nova.
Não foi apenas a sua fórmula que me seduziu, o que cantava e continua a cantar também foi relevante, a Simone é uma intérprete que não compõe as músicas que canta e o seu cancioneiro é vasto e diversificado. Apesar de ser, reconhecidamente uma cantora de música romântica, a sua carreira demonstra um reportório muito mais vasto e eclético, samba, música popular, música de intervenção até, são estilos que, reconhecidamente, lhe são associados.
E esse facto foi também a minha sorte, as cassetes que gravava dos vinis de uma tia mais velha de um amigo da escola, colega desde a primária, fizeram-me descobrir Gonzaguinha, Milton Nascimento, Ivan Lins, Paulinho da Viola, Tom Jobim, Lupicínio Rodrigues, Pixinguinha e tantos outros, através da sua forma de interpretar estes grandes astros da mpb.
É a Simone que me apresenta também a lógica dos samba enredos pois, numa fase da sua carreira, cada disco continha pelo menos um samba emblemático.
Há inúmeras músicas que fazem parte de momentos determinantes da minha vida mas há uma que já não ouvia há muito tempo e que ouvi por acaso hoje que se chama "Raios de luz".
É um tema enternecedor e com um poema deliciosa pela simplicidade que contém. E lembro-me também que no disco onde tenho essa música, uma coletânea de sucessos chamada "Sou eu" a seguir a este tema surge "Carinhoso" a maravilhosa música do Pixinguinha que é quase um hino não oficial do Brasil. Música que eu sempre amei e que ganhou uma importância especial e única na minha vida recente pois foi a música que nos acompanhou quando casámos.
Sempre achei que uma não podia viver sem outra apesar de perceber depois que esta sequência era apenas um feliz acaso. No entanto felizes acasos destes merecem tornar-se inesquecíveis.





"Você chegou e iluminou o meu olhar
Teus olhos nus, raios de luz no azul do mar
Meu coração, que sempre quis acreditar
Bateu feliz, foi só você chegar

Sei que a paixão apaga o chão, rareia o ar
Ser e não ser, negar, querer, fugir, ficar

Mas não fui eu quem quis assim
Aconteceu você pra mim
E eu não vou negar o que o acaso quis pra nós
A chama desse amor me faz
Sorrir cantar, te quero mais
Te chamo só pra repetir "te amo"

Mas não fui eu quem quis assim
Aconteceu você pra mim
E eu não vou negar o que o acaso quis pra nós
A chama desse amor me faz
Sorrir cantar, te quero mais
Te chamo só pra repetir "te amo""
Raios de luz - Simone

sexta-feira, 22 de junho de 2018

"Bem que se quis...

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Depois de tudo ainda ser feliz!"

Faz hoje dois anos que Portugal empatou com a Hungria no Euro 2016 e, afortunadamente conseguiu uma apuramento milagroso para os oitavos de final mas, também nesse dia, foi o dia em que finalmente nos casámos. Finalemnte porque já partilhamos a nossa vioda desde 2011 e porque já não era sem tempo.
Foi um dia muito feliz, passado com os nossos queridops amigos que testemunharam e abençoaram tão importante momento. Foi dia de samba e folia e muita dança e cantoria. Foi um dia para nos recordarmos sempre e eternamente e para agarrarmos a ele sempre que enfrentemos uma tormenta. Lembro-me de ouvir um dia um conselho sábio para os momentos menos bons, quando houvesse dúvidas que nos lembrássemos sempre de porque é que nos apaixonámos, Tenho seguido sempre esse conselho e adicionei-lhe também mais um incentivo, a lembrança de todos os momentos felizes que já passámos e dos maiores foi há dois anos.
Como diz o grande Nelson Motta na voz da Marisa Monte, o importante é continuar a querer ser feliz e eu continuo a sê-lo ao teu lado C. E isso só é possível porque continuo a amar-te.



"Amar alguém
Amar é como o prazer de conseguir estar sozinho - mas melhor. Amar é o prazer de descobrir continuamente que há alguém com quem se quer passar o tempo todo, incluindo o tempo que se quer passar juntos e o tempo que se quer passar sozinho.

Amar é um casamento de solidões que, gozando o prazer da juntidão, mesmo assim não prescinde dos prazeres de duas solidões juntas, estejam momentaneamente separadas ou reunidas.

Amar alguém é uma coisa egoísta que só nos faz bem. Mas só se a pessoa amada nos contra-ama também. Ser amado alivia muito a loucura de amar e de ser obrigatoriamente infeliz por causa disso.

Amar e ser amado é a melhor sorte que se pode ter. Não são milagres que aconteçam por acaso. É preciso trabalhar com leviandade - por muito cheio de amor que o coração esteja - para que esses milagres, facílimos, comecem a habituar-se a acontecer regularmente.

Amar alguém é um alívio: é poder deixar de pensar que cada um de nós é marginalmente mais importante do que qualquer outra pessoa que nasceu nesta vida e neste planeta.

Amar alguém é um baluarte contra o mundo, um salvo-conduto, uma casa aonde não só se pode regressar como ficar fechado dentro dela, sem precisar de sair.

Amar alguém é a única, verdadeira distracção. Os que não amam - muitos porque têm medo de se entregarem - chamam obsessão ao amor sem saber que o amor é o grande apagador de insignificâncias e a única maneira de fazer coincidir a alma e a atenção em duas vidas."
Miguel Esteves Cardoso - Jornal Público



quinta-feira, 21 de junho de 2018

É verão

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Apesar da chegada tímida com chuva, o calor e a humidade no ar confirmam que o verão chegou ao hemisfério norte e a Lisboa. Para o celebrar, algumas novidades recentes na diáspora lusófona, novos trabalhos da angolana Aline Frazão, do Salvador Sobral e dos cariocas Baltazar e ainda uma descoberta de nome Janeiro. Músico e compositor português de Coimbra e que lança o seu primeiro álbum depois de algumas participações. Quatro belas provas da vivacidade e energia da música em língua portuguesa e ótimos temas para ouvir a regressar da praia.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Rio de Janeiro, gosto de você!

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Feliz inciativa da organização do Rock In Rio e deste grupo de músicos, uma verdadeira nata da música popular brasileira, que se juntaram para, simultaneamente, homenagearem a cidade maravilhosa e iniciar um movimento que pretende defender e valorizar essa cidade que merece todas as homenagens, amparos, protecções e valorizações. A música escolhida chama-se "Valsa da cidade" e é ela própria uma declaração de amor explícita a essa cidade que, também eu, tanto amo. Bonito aconchego para essa cidade que continua a ser maltratada e agredida pelos seus próprios habitantes, na maioria dos casos.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Miscigenação musical

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Mishlawi é um artista de hip hop natural dos Estados Unidos da América mas que cresceu em Portugal. Foi descoberto pelo Richie Campbell que, apesar de não parecer, é um músico e intérprete português muito influencaido pelas sonoridades jamaicanas e pelo R&B. O Richie foi um dos primeiros fenómenos do YouTube em Portugal e teve uma ascensão meteórica desde 2010. Este "All night" é uma colaboração entre os dois e é ninja!

terça-feira, 12 de junho de 2018

Samba segundo Arnaldo

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Novo disco de Arnaldo Antunes e a primeira amostra é logo uma homenagem doce e sincera ao belo samba.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Hoje é um bom dia

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Hoje é um bom dia para falar do lançamento do disco que documenta os 28 concertos que o António Zambujo e o Miguel Araújo realizaram nos coliseus do Porto e Lisboa em 2016. Tenho de referir que já não era sem tempo, a espera já se tinha tornado em desalento e até algum receio de que nunca chegassem a editar este momento tão especial e histórico para a música portuguesa. Finalmente saiu e está aí para todos desfrutarmos, para quem foi, recordar a experiência que teve no dia em que assistiu e, para malucos como eu, recordar os três concertos que assisti, dois deles, em dias consecutivos. Tenho de referir de forma incisiva que valeu mesmo a pena.