sexta-feira, 27 de abril de 2018

Corporativos há 20 anos

Share

Os Thievery Corporation acabaram de lançar o seu mais recente álbum, "Treasures from the temple", é o décimo trabalho e o segundo num espaço de um ano. Continuam a manter uma consistência invejável e a trazer músicas memoráveis como é o caso do tema "Voyage libre" que nos remete para clássicos emblemáticos como "Le monde" e "Morror conspiracy" do disco com o mesmo nome, o segundo e, talvez, aquele que teve mais sucesso e que lhes garantiu a popularidade e a notoriedade para lá dos Estados Unidos. Os finais dos anos 90 e o início deste século foi um momento muito especial e marcante para a música eletrónica. é o primeiro grande boom em DJ's e produtores saem do anonimato e do backstage e tornam-se protagonistas que vinculam as suas criações. Foi um emblemático pela fusão de estilos musicais que habitualmente estavam em polos opostos e a recuperação de alguns ritmos e clássicos da classificada World Music, nomeadamente a música francesa, brasileira e cubana. A verdade é que tão depressa como se instalou, também rapidamente desapareceu, ficando alguns resistentes que sobreviveram a esse ocaso repentino. Os Thievery Corporation representaram, na época, o que de mais qualidade se apresentava dentro deste estilo e é com inteiro mérito e óbvia legitimidade que conseguiram manter-se salientes passados uns 15 anos desde que este eletrónico tranquilo passou a ouvir-se apenas nos elevadores de edifícios públicos.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

"Muitas metades existem e acho que não são só duas"

Share
Novo tema do cantor e compositor português Luiz Caracol que é, supostamente, a primeira amostra do suposto terceiro trabalho a solo. O Luiz já nos habituou em todos os momentos que lança novos trabalhos, lançá.los com um tema muito forte e este, apesar de se chamar "Metade", é mais um completo bom exemplo desse predicado. mais um tema delicioso com um poema simples como todas as coisas bonitas no mundo, subtil e alegra e uma melodia envolvente e contagiante.
Muito orgulho erm conhecê-lo pessoalmente e ter acompanhado presencialmente o seu trajeto durante muitos anos.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Jah-Van

Share
Este é o nome próprio de um disco coletivo recentíssimo que pretende levar a obra de Djavan para os ritmos musicais da Jamaica, "Jah-Van, Djavan goes Jamaica".

Um dos primeiros destaques é a linda balada, editasda há 22 anos, "Nem um dia" e que agora ganha o ritmos reggae e a voz ska do paraibano mais jamaicano de sempre... Chico César!
A outra amostra deste trabalho já disponível é outro grande clássico do universo djavaniano, "Meu bem querer", tema interpretado por Seu Jorge e pelo rapper Black Alien.

É incrível a riqueza que se encontra no trabalho de Djavan e que é ainda mais potenciada pela qualidade da produção e do talento de quem se envolveu com este projeto.



terça-feira, 20 de março de 2018

Encontro carioca

Share
Luiza Possi e João Sabiá são os dois naturais do Rio de Janeiro, a Luiza já nasceu no meio artístico pois é filha da, também cantora, Zizi Possi e o João começou muito cedo a frequentar este meio, concorreu a um prigrama de talento, participou em algumas mini-séries e novelas até se fixar na música.
Praticamente da mesma idade, Luiza é mais nova 3 anos, estão a encontrar a maturidade nas suas carreiras, um pouco ao mesmo tempo e, por causa disso ou não, encontraram-se para um doce momento musical de nome, "Me responda".

segunda-feira, 12 de março de 2018

"Mi sem bo amor"

Share
A Nancy Vieira tem uma voz incrível, doce, quente, melodiosa, sedutora tal como é o arquipélago tropical que a viu nascer, Cabo Verde. É uma legitima e fantástica embaixadora da envolvente música tradicional caboverdiana mas, apesar disso, tem evoluído na sua carreira sempre num plano mais discreto que outras intérpretes.
Tem disco novo, chamado "Manhã florida" e tem, pelo menos, uma música que já me agarrou, uma morna maravilhosa chamada "Mi sem bo amor", que em criolo significa, eu sem o seu amor.
A música tradicional caboverdiana, por incrível que pareça é ainda uma música desconhecida para a maioria das pessoas e tem sofrido, recentemente, com a popularidade doutros estilos africanos, nomeadamente, as kizombas e afins, compelindo os menos atentos a rotular da mesma forma todos estes estilos numa ampla classificação de nome, música africana. A música africana é bastante rica e diversificada para se resumir a um rótulo tão redutor.
Para mim, o mundo seria muito mais cincento e pobre sem a diversidade da música africana e sem uma bela morna para nos emocionar.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Felicidade agora

Share
"A felicidade chegou aqui agora
A gente quer, a gente tem, a gente pede, a gente nunca se incomoda
A felicidade chegou em sua porta
Tá no perfume, nos seus olhos, no azul do horizonte, a gente goza"
Felicidade agora - Luiz Melodia

Uma das vozes mais melodiosas da música popular brasileira calou-se em agosto do ano passado. Luiz Melodia, o Negro Gato, como carinhosamente era chamado devido à sua bela música do mesmo nome, foi mais uma vitima dessa doença terrível.
Deixou-nos, pelo menos, esta doce peça que foi editada postumamente há uns dias. Uma ironia cruel, deixar uma música de fala de felicidade no momento, quando o seu último ano foi o ano de combate à sua prematura morte.
Como noutros casos de outros entes queridos de famílias que já sofreram com perdas provocadas pelo cego cancro, esta bela obra é mais uma boa razão para o recordarmos com todo o carinho e saudade que merece. "Rasgue a camisa, enxugue meu pranto"!

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Avião de papel

Share
E assim se juntam duas gerações de talento bem distantes a criar uma peça linda e a demonstrar que quando os talentos se juntam acontece magia. Sou da opinião que deveriam acontecer muito mais momentos destes na música portuguesa, aí temos muito a aprender com os nossos irmãos brasileiros que têm uma atitude muito mais descomprometida e colaborativa.

Carolina Deslandes e Rui Veloso num desses momentos mágicos.