quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Clã Veloso junto pela primeira vez

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No final de 2017 foi lançada a primeira amostra de um disco que sairá em 2018 e que reune Caetano Veloso e os seus 3 filhos, Moreno, Zeca e Tom.
A música, composta e interpretada por Zeca, estreou ao vivo na tournée, “Caetano Moreno Zeca Tom Veloso”, que os quatro realizam juntos pelo Brasil desde outubro.
É um tema lindo e muito inspirado nas tendências indie norte americana onde Zeca recupera o falsete tão característico de seu pai.
O refrão refere uma verdade absoluta, "todo o homem precisa de uma mãe" e como ontem era o aniversário da minha que me deixou há dois anos mas que continua a ser tão necessária, não me lembro de melhor maneira de a homenagear.

domingo, 7 de janeiro de 2018

Saudade boa

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Hoje é dia de samba no meu querido Rio, as escolas saíram à rua e se encontraram em Copacabana e na Praia Vermelha, num cenário incrível, houve ou está ainda havendo uma roda de samba de um bloco de Carnaval maravilhoso chamado Último Gole. 
Vários amigos queridos estão por lá e fizeram questão de partilhar comigo a sua alegria e empolgação. Só quem já viveu e gosta desta cidade e destes momentos consegue perceber que só se é mesmo completamente feliz quando se partilha este entusiasmo e felicidade com quem ama esta cidade da maravilhosa e o que ela nos dá, da mesma forma. Saudades boas foi o que eu senti hoje desde o frio do Inverno de Lisboa. E como, entre os amigos, tem muitos fãs da Portela e ainda por cima em ano de campeonato fica aqui um samba lindo de homenagem a Madureira por um dos seus filhos fervorosos, Roberto Ribeiro.




domingo, 31 de dezembro de 2017

Para o 18 que aí vem, é só isto

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"Moça, olha só o que eu te escrevi
É preciso força pra sonhar e perceber
Que a estrada vai além do que se vê"
Além do que se vê - Los Hermanos

Valeu 2017

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Encerra-se mais um ano, um ano simpático, posso dizê-lo. É sempre positivo quando acordamos todos os dias sentindo-nos felizes e com ganas de viver, com força para enfrentar os desafios e sabendpo que temos quem amamos e quem nos ama à nossa volta. Foi também um ano difícil, com desafios muito complcados e, infelizmente, alguns deles não suplantados.
Mesmo assim e, apesar destes percalços que também compoem o todo, foi um ano especial, um ano de conquistas pessoais saborosas, um ano de novas vidas próximas e doces, o ano em que voltámos ao nosso Rio com amigos queridos e que estivemos juntos pela primeira vez na Sapucaí para desfilar na nossa querida Estação Primeira.
Foi o ano dos 48 e do início dos 49. Valeu 2017.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Portugal. The Man

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É um verdadeiro mistério porque é que uns miúdos americanos, ainda por cima, do extremo Noroeste do país, mais propriamente, surgida na cidade de Portland no estado de Oregon mas com origens no Alasca, tem no seu nome, Portugal, um país minúsculo sem qualquer relação aparente com as origens destes músicos.
Além disso, não se pode atribuir a este fenómeno a recente popularidade massiva que o nosso país tem tido nos media internacionais pois a banda existe desde 2004.
Provavelmente nunca iremos descobrir a razão exacta mas antevejo um bombardeamento de perguntas relacionadas com esta questão quando a banda nos visitar no próximo ano. O que eu sei e que já ninguém lhes tira é que o tema "Feel it still" do seu oitavo (!) álbum de originais, lançado este ano, foi, com certeza um dos temas do ano.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Concerto à antiga

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Há cerca de um mês fomos ver o concerto do Miguel Araújo no Coliseu, um dos primeiros desta sua nova tournée de lançamento do seu novo disco "Giesta". Reconheço no Miguel um talento desmesurável, quer com intérprete e músico, quer como autor mas não sou seu fã incondicional e acho este seu último disco demasiado étnico-autobiográfico, a puxar muito à sua história e à música que o influenciou nos primórdios da sua formação musical.
Não quer dizer que não seja bom pois está lá tudo o que o Miguel nos habitou, poemas simples e quase naifs mas cheios de emoção e estórias encantadoras, muita consistência em termos musicais e melódicos, excelentes arranjos, pelo menos uma grande música (para mim a única música que sobressai é o "1987") mas, mesmo assim, pessoalmente, não me encanta.
No entanto, fiquei totalmente rendido ao concerto, mais do que encantado, fiquei assoberbado. Espaço cénico lindíssimo, grandes músicos, uma dinâmica cénica elaborada, com troca de palco e incorporação de músicos a meio. Interpretação irrepreensível mas ao mesmo tempo sem nunca esquecer a capacidade intimista que, pelo menos, nos concertos a meias com o Zambujo, eu senti que era mais um dos seus talentos. Senti, mais uma vez, que podíamos estar na sua casa ou mesmo na casa dos seus avós em Sangemil à volta da lareira, caso exista. Aliás, a já famosa banda dos seus tios, os Kappas, não podia faltar à festa, bem como a outra banda de suporte da família, os Primus que também abrilhantaram a noite.
A noite não podia ficar completa com mais uns amigos, os Azeitonas, que encerraram o set, nesta que foi a primeira digressão do miguel depois de ter decidido abamndonar este seu outro projecto, do qual foi um dos seus progenitores.
Foi uma festa à antiga sem ter deixado de ser um grande momento de música em qualquer parte do planeta e mais uma estória especial que vai ficar para a história desta sala de espetáculos tão emblemática.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

20 anos dos Los Hermanos

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No dia 14 de dezembro de 1997, realizou-se o primeiro show de Los Hermanos e é essa a data que o grupo determina como data oficial da criação da banda. Segundo as crónicas da própria banda, foi num bar em Ipanema, no Rio de Janeiro, o Empório. O show recebeu pouco menos de cem amigos e parentes para ouvir treze temas originais. Privilégio para essa centena de fãs, principalmente para quem, como eu, é fã incondicional da banda e nunca os viu ao vivo. Infelizmente, a própria banda admite que não está previsto nenhum reencontro e, consequentemente, nenhuma agenda de concertos para o Brasil. Ou seja, para Portugal é uma hipótese ainda mais remota ou mesmo infinitesimal apesar do Marcelo Camelo ter escolhido Lisboa como casa.
Recordo-me sempre daquela tarde de Setembro de 2005 em que estava a beber uma cerveja de fim de tarde junto ao rio e vou-me apercebendo que estava uma banda a fazer soundcheck numa sala perto dessa esplanada. Era uma sala de concertos minúscula numa zona de bares chamada Jardim do Tabaco que já não existe há muitos anos - acho que se chamava Musicais.
O som que se ia ouvindo era muito bom mas confesso que não reconheci imediatamente quem era, até porque nessa altura, admito também, ainda não estava totalmente enamorado pelo som destes 5 moleques cariocas. Mal eu sabia que estava perante a última (acho) oportunidade de os ver em Portugal. Lá estive eu deliciar-me com o ensaio descontraído da molecada sempre à espera que aparecesse alguém que me mandasse embora dali o que acabou por não acontecer mas o que, infelizmente aconteceu foi que esse deleite acabou depressa. O show era nesse dia e ainda havia bilhetes, pelo que, a oportunidade estava aí à distância de algumas dezenas de euros, poucas, por sinal.
Nesse dia em casa, quando me estava a preparar para sair, apercebo-me que, também nessa noite, havia um show da Mariza junto à Torre de Belém, uma oferta da cantora à sua cidade, numa fase em que a Mariza havia recebido diversas distinções, inclusivamente internacionais, e decidiu agradecer a Lisboa. Mariza iria ser acompanhada pelo maestro Jaques Morelenbaum e pela prestigiada orquestra Sinfonietta de Lisboa.
Lembro-me de ter saído de casa completamente dividido e, mesmo a conduzir, não saber ainda onde iria. Estava e ia sozinho e sabia que a determinado ponto da minha viagem tinha de tomar uma decisão clara e definitiva, ou virava à esquerda e ia ver Los Hermanos, ou virava à direita e ia ver a Mariza. Fui adiando ao máximo essa decisão até que virei à direita. Vi um dos grandes e mais emocionantes concertos que vi em toda a minha vida até hoje. É um concerto que está registado em vídeo e que aconselho a todos. Foi uma noite muito especial para todos os que lá estiveram nessa noite.
Nunca me arrependi da decisão que tomei mas também nunca perdi essa amargura de não poder ser omnipresente, pelo menos nessa noite. Sentimento que foi aumentando na minha vida à medida que me fui apaixonando pela música desta banda.