quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Coisa bunita

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"Diz-me coisas bunitas sussurradas ao ouvido com sabor..."

A nova música da Sara Tavares é uma verdadeira maravilha. Poema doce e encantador e uma melodia inebriante, sensual, saborosa e cheia de ritmos e sabores cabo verdianos. É, sem dúvida uma canção que tem cheiro e sabor.
É incrível como um país tão pequeno e tão disperso conseguiu dar ao mundo uma cultura musical tão distinta e tão consistente e tantos músicos e intérpretes tão talentosos. Nú crê tchêu más! Acho que é assim :)

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Olha o suingue novo aí

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Baltazar é uma banda nova que lançou na primeira metade deste ano o seu primeiro trabalho gravado, um EP chamado "Pressa". Baltazar é uma banda carioca que junta 4 amigos que se conhecem desde o tempo da escola e é mais um excelente produto do ambiente musical efeverescente do Rio de Janeiro.
Este é o meu tema preferido, "São Salvador", um sambalanço com uma secção de metais incrível que nos transporta desde logo para os ambientes maladros da lapa carioca.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

"O meu tambor tem axé Mangueira"

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A Mangueira já tem samba para o Carnaval de 2017. Foi este fim de semana que ocorreu a final onde se elegeu o samba campeão da escola campeã. Com o samba enredo subordinado ao tema "Só com a ajuda do santo", mais uma vez, este ano, houve vários sérios candidatos a a concorrer. A escolha recaiu sobre aqule que me parece mais entusiasmante e mais mobilizador para a avenida.
 Era o meu preferido mas este facto não só não é relevante como também não é promissor pois as minhas previsões não costumam ser muito favoráveis. Mesmo assim, é, na minha opinião a melhor escolha e pareceu-me que, pelas imagens em direto no momento do anúncio, que é uma escolha conciliadora e expressivamente aprovada. Vamos atacar o bicampeonato!
 "O meu tambor tem axé mangueira
sou filho de fé do povo de aruanda
nascido e criado pra vencer demanda
batizado no altar do samba"

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Sangue, suor e raça

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Este é o nome de um álbum que saiu em 1972 e que reuniu Elza Soares que estava no auge da sua carreira com Roberto Ribeiro, um sambista em ascensão mas ainda no início do seu percurso. Muito conhecedores dizem que este é um disco marcante na carreira dos dois e do ponto de vista qualitativo, é de facto um disco de enorme qualidade com duas grandes vozes da música brasileira. A Elza, nesta altura, já tinha editado vários discos, já tinha alcançado enorme notoriedade no Brasil e estava já a preparar o seu salto para a internacionalização. O Roberto Ribeiro, depois de ter deixado definitivamente as chuteiras, com uma curtíssima passagem pelo clube carioca Fluminense, já era um reconhecido sambista na escola de samba Império Serrano tendo, inclusivamente, sido um dos puxadores do samba-enredo no desfile de carnaval da escola. É um disco que vale a pena, com samba para todos os gostos e com a voz da Elza no seu ponto alto. Este samba canção "Aurora de um sambista" é a minha preferida.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

O Buarque do Zambujo

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Está quase a sair o novo trabalho do António Zambujo, um disco em que ele interpreta músicas do Chico Buarque e que se chama "Até pensei que fosse minha". É notória e estrutural a influência da música brasileira na sua construção como artista assim como também é óbvia e latente a sua paixão pela obra de diversos nomes que constituem a história da música popular brasileira. O Chico é um dos mais presentes e regulares nos concertos do António Zambujo, a "Valsinha", que estará neste disco, é, felizmente, interpretada com alguma regularidade e, inclusivamente, num show no Brasil, o António convidou a Carminho para um dueto em que interpretaram o tema "Sem fantasia" e a filmagem amadora que vi, tinha sido feita pelo próprio Chico. O tema também está neste disco mas a parceira muda, é a Roberta Sá que partilha a canção desta vez. A Carminho não foi esquecida e participa neste disco na maravilhosa canção, "O meu amor" que faz parte da famosa e brilhante "Ópera do Malandro". O outro dueto que existe no disco é, como não podia deixar de ser, com o próprio Chico Buarque na canção "Joana francesa". O disco possui ainda diversos clássicos tais como, "Injuriado", "João e Maria", "Cálice", "Tanto mar" e "Geni e o zepelim". O disco é lançado no próximo dia 21 de Outubro.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Fio Maravilha

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Sou um grande fã de Jorge Ben Jor e uma das grandes falhas na minha vida é nunca ter tido oportunidade de o ver ao vivo. Se me pedirem para nomear uma música favorita será muito difícil porque tenho várias mas, com certeza, que uma delas é o tema "Fio Maravilha" que relata apaixonadamente um golo de um tal de João Batista Sales, avançado que jogou no Flamengo sem grande brilho mas que obteve a sua fama eterna graças a um golo e à música do Jorge Ben Jor. O que eu não sabia até ontem e que descobri graças ao artigo "Anatomia de um golo" do jornalista Sérgio Pires do site Mais Futebol, é que esse momento eterno aconteceu numa partida amigável entre o Flamengo, por quem nutro uma grande simpatia e o meu Benfica. Será difícil lerem alguma coisa escrita por mim acerca de uma derrota do meu clube do coração mas, só por esta vez, há um motivo superior para falar deste contratempo futebolístico devido a este golo sofrido em pleno Maracanã no longíquo ano de 1972 no Torneio Internacional de Verão do Rio de Janeiro. Por uma única vez posso admitir que ainda bem que o meu clube perdeu mas que ficou associado não só a um momento de inspiração de um jogador mediano mas, mais importante que isso, ficou também associado a este momento de genialidade deste incrível músico que assistiu a essa partida na arquibancada.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Quintal do Pagodinho de novo

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Está prestes a sair o terceiro Quintal do Pagodinho e este "Toda a hora" é a primeira amostra. Confesso que este modelo é a minha cara, roda de samba cheia de bambas, cerveja, amigos e descontração regada com boa música e muita alegria. Um dia...