terça-feira, 11 de outubro de 2016

O Buarque do Zambujo

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Está quase a sair o novo trabalho do António Zambujo, um disco em que ele interpreta músicas do Chico Buarque e que se chama "Até pensei que fosse minha". É notória e estrutural a influência da música brasileira na sua construção como artista assim como também é óbvia e latente a sua paixão pela obra de diversos nomes que constituem a história da música popular brasileira. O Chico é um dos mais presentes e regulares nos concertos do António Zambujo, a "Valsinha", que estará neste disco, é, felizmente, interpretada com alguma regularidade e, inclusivamente, num show no Brasil, o António convidou a Carminho para um dueto em que interpretaram o tema "Sem fantasia" e a filmagem amadora que vi, tinha sido feita pelo próprio Chico. O tema também está neste disco mas a parceira muda, é a Roberta Sá que partilha a canção desta vez. A Carminho não foi esquecida e participa neste disco na maravilhosa canção, "O meu amor" que faz parte da famosa e brilhante "Ópera do Malandro". O outro dueto que existe no disco é, como não podia deixar de ser, com o próprio Chico Buarque na canção "Joana francesa". O disco possui ainda diversos clássicos tais como, "Injuriado", "João e Maria", "Cálice", "Tanto mar" e "Geni e o zepelim". O disco é lançado no próximo dia 21 de Outubro.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Fio Maravilha

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Sou um grande fã de Jorge Ben Jor e uma das grandes falhas na minha vida é nunca ter tido oportunidade de o ver ao vivo. Se me pedirem para nomear uma música favorita será muito difícil porque tenho várias mas, com certeza, que uma delas é o tema "Fio Maravilha" que relata apaixonadamente um golo de um tal de João Batista Sales, avançado que jogou no Flamengo sem grande brilho mas que obteve a sua fama eterna graças a um golo e à música do Jorge Ben Jor. O que eu não sabia até ontem e que descobri graças ao artigo "Anatomia de um golo" do jornalista Sérgio Pires do site Mais Futebol, é que esse momento eterno aconteceu numa partida amigável entre o Flamengo, por quem nutro uma grande simpatia e o meu Benfica. Será difícil lerem alguma coisa escrita por mim acerca de uma derrota do meu clube do coração mas, só por esta vez, há um motivo superior para falar deste contratempo futebolístico devido a este golo sofrido em pleno Maracanã no longíquo ano de 1972 no Torneio Internacional de Verão do Rio de Janeiro. Por uma única vez posso admitir que ainda bem que o meu clube perdeu mas que ficou associado não só a um momento de inspiração de um jogador mediano mas, mais importante que isso, ficou também associado a este momento de genialidade deste incrível músico que assistiu a essa partida na arquibancada.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Quintal do Pagodinho de novo

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Está prestes a sair o terceiro Quintal do Pagodinho e este "Toda a hora" é a primeira amostra. Confesso que este modelo é a minha cara, roda de samba cheia de bambas, cerveja, amigos e descontração regada com boa música e muita alegria. Um dia...

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Brutal!

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"Nothingman" dos Pearl Jam com uma interpretação magnífica e diferente, como sempre, do Eddie e com um acompanhamento ao piano especial do Chris Martin dos Coldplay no Global Citizen Festival no passado fim de semana no Central Park.
São momentos destes que nos fixcam para sempre na memória, que inveja feia estou a sentir neste momento.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Casa pronta

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Com imagens inspiradoras do nosso belo e encantador Rio e algumas também da nossa querida Lisboa, este é o vídeo de apresentação do novo trabalho da doce Mallu Magalhães que reflete fielmente, parece-me a mim, a vivência da Mallu e do Marcelo dos últimos tempos que têm repartido a sua vida entre o Rio e Lisboa. O poema também remete para a nova fase de vida que eles estão a viver pois foram pais há pouco tempo e essa dádiva contribui para a analogia que o belo poema sugere.
É engraçado esta música aparecer nesta altura pois induz algum paralelismo com a nossa própria vida no momento. Também nós temos, finalmente, uma casa pronta, no nosso caso na verdadeira acepção da palavra mas também no sentido mais lato da vida. Falta-nos essa dádiva que tanto desejamos mas vamos juntando outras e, também a nós nos apetece dizer,

"Você que vai, você que vem
Você que quer e tem
Quiçá virá, será, se pá
Quer ver onde vai dar?

Se sim disser, se a mim quiser
Já viu, já é, já deu
E eu vou torcer
Pra ser você e eu"

Casa pronta - Mallu Magalhães

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Araújo & Zambujo

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Esta é a segunda gravação que o António Zambujo e o Miguel Araújo publicam dos seus concertos a dois que tanto entusiasmaram o Porto e Lisboa e que vão voltar brevemente. Estou com muita vontade que saia o registo destes concertos que, muito provavelmente, sairá lá mais para o Natal.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

De volta a realidade

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Depois de umas férias retemperadoras e de alguma dificuldade em voltar a acordar na realidade dos restantes 11 meses do ano, hoje, e após uma semana do regresso, finalmente acho que o corpo e, principalmente,a mente está a adaptar-se ao inevitável cotidiano.
Vila Nova de Milfontes tem sido, nos anos mais recentes, o destino que nos acolhe no período de férias e, tal como em todos os destinos de férias, é um motivo e uma oportunidade de estar com amigos de uma forma mais permanente e descontraída e isso é um dos principais motivos para o momento das férias de Verão ser algo tão ansiado.
Milfontes propocionou-me novas amizades, o aprofundamento de outras e foi também testemunha ativa do nascimento e aprimoramento dos sentimentos e consequente vida em comum com a C.
Recentemente, os Azeitonas, decidiram homenagear uma personagem única que só existe nes tes locais ainda remotos apesar de serem, fisicamnte, acessíveis mas que, social e culturalmente, mantêm aspectos únicos de ruralidade e de até algum anacronismo quando comparados com a inebriante evolução do meio urbano que o invade durante dois ou três meses de calor.
Este senhor é o dono do Cinema Girasol em Milfontes que insiste em sobreviver nesta era acessibilidade gratuita e permanente e, além disso, leva, regularmente, o cinema a aldeias mais isoladas do Alentejo profundo, prestando um serviço público altruísta e até inestimável e digno da beleza inocente e desiteressada do incrível filme italiano dos anos oitenta "Cinema Paradiso".
Boa forma de colocar o módulo de férias em pausa.