"Nothingman" dos Pearl Jam com uma interpretação magnífica e diferente, como sempre, do Eddie e com um acompanhamento ao piano especial do Chris Martin dos Coldplay no Global Citizen Festival no passado fim de semana no Central Park.
São momentos destes que nos fixcam para sempre na memória, que inveja feia estou a sentir neste momento.
Com imagens inspiradoras do nosso belo e encantador Rio e algumas também da nossa querida Lisboa, este é o vídeo de apresentação do novo trabalho da doce Mallu Magalhães que reflete fielmente, parece-me a mim, a vivência da Mallu e do Marcelo dos últimos tempos que têm repartido a sua vida entre o Rio e Lisboa. O poema também remete para a nova fase de vida que eles estão a viver pois foram pais há pouco tempo e essa dádiva contribui para a analogia que o belo poema sugere.
É engraçado esta música aparecer nesta altura pois induz algum paralelismo com a nossa própria vida no momento. Também nós temos, finalmente, uma casa pronta, no nosso caso na verdadeira acepção da palavra mas também no sentido mais lato da vida. Falta-nos essa dádiva que tanto desejamos mas vamos juntando outras e, também a nós nos apetece dizer,
"Você que vai, você que vem
Você que quer e tem
Quiçá virá, será, se pá
Quer ver onde vai dar?
Se sim disser, se a mim quiser
Já viu, já é, já deu
E eu vou torcer
Pra ser você e eu"
Esta é a segunda gravação que o António Zambujo e o Miguel Araújo publicam dos seus concertos a dois que tanto entusiasmaram o Porto e Lisboa e que vão voltar brevemente. Estou com muita vontade que saia o registo destes concertos que, muito provavelmente, sairá lá mais para o Natal.
Depois de umas férias retemperadoras e de alguma dificuldade em voltar a acordar na realidade dos restantes 11 meses do ano, hoje, e após uma semana do regresso, finalmente acho que o corpo e, principalmente,a mente está a adaptar-se ao inevitável cotidiano.
Vila Nova de Milfontes tem sido, nos anos mais recentes, o destino que nos acolhe no período de férias e, tal como em todos os destinos de férias, é um motivo e uma oportunidade de estar com amigos de uma forma mais permanente e descontraída e isso é um dos principais motivos para o momento das férias de Verão ser algo tão ansiado.
Milfontes propocionou-me novas amizades, o aprofundamento de outras e foi também testemunha ativa do nascimento e aprimoramento dos sentimentos e consequente vida em comum com a C.
Recentemente, os Azeitonas, decidiram homenagear uma personagem única que só existe nes tes locais ainda remotos apesar de serem, fisicamnte, acessíveis mas que, social e culturalmente, mantêm aspectos únicos de ruralidade e de até algum anacronismo quando comparados com a inebriante evolução do meio urbano que o invade durante dois ou três meses de calor.
Este senhor é o dono do Cinema Girasol em Milfontes que insiste em sobreviver nesta era acessibilidade gratuita e permanente e, além disso, leva, regularmente, o cinema a aldeias mais isoladas do Alentejo profundo, prestando um serviço público altruísta e até inestimável e digno da beleza inocente e desiteressada do incrível filme italiano dos anos oitenta "Cinema Paradiso".
Boa forma de colocar o módulo de férias em pausa.
Banda do Rio de janeiro com muito soul e muita suinguada carioca. Este tema, "Soul carioca" é a melhor demonstração do seu groove, misturando e combinando metais e batucada, harmonizando o samba com o soul e com a cidade maravilhosa como inspiração. Só podia dar nisto!
Foi ontem o concerto tão esperado em que a Marisa Monte, de volta a Portugal, convidava a fadista Carminho para o seu concerto no idílico palco dos Jardins do Marquês de Pombal em Oeiras. Já perdi a conta às vezes que vi Marisa Monte, acho que só falhei um concerto desde que ela começou a vir a Portugal mas não me farto nem nunca me vou fartar de a ver e ouvir. Lembro-me de todos mas lembro-me especialmente de dois, o da tournée "Barulhinho Bom" com o Coliseu dos Recreios à pinha, muito além da lotação, como era habitual antes das cadeiras da geral, onde ela caiu do palco a dançar, subiu rapidamente, contionuou a música até ao fim e no final pediu desculpa e disse, "acontece".
O outro foi o magnífico show da tournée, "Memórias, crónicas e declarações de amor", vi duas vezes esse concerto. Concerto irrepreensível! Banda incrível, os arranjos das canções primorosos, uma energia extraordinária comungada por todos os músicos e que passou, espontânea e organicamente, para todo público na plateia.
Este foi especial por promover esta comunhão cultural de dois países que falam a mesma língua e partilham muitos aspetos sociais e culturais e que, por isso, deveria ser algo muito nartural mas que, infelizmente, continua a ser tão raro. Mesmo assim, este novo fôlego do fado levou a cultura portuguesa ao Brasil e encantou novamente uma elite cultural que tem, altruística e até carinhosamente, divulgado, promovido e popularizado esta nova geração de artistas lusos.
Foi bonito, muito bonito mesmo, apesar do frio de uma noite de Verão, do vento que prejudicava o som, da voz da Marisa não estar nos melhores dias e até do pouco à vontade da Carminho que, há poucos anos atrás, nem sequer sonhava algum dia poder cantar com álguém que deve ter começado a admirar muito cedo.
Mesmo assim foi lindo e um dos momentos altos foi quando partilharam o fado, "Saudades do Brasil em Portugal", poema que foi escrito pelo Vinícius de Moraes numa das suas passagens por Lisboa a caminho de Roma e que o ofereceu à Amália Rodrigues. Eu juro que, nesse momento, eu ouvi e senti a cuíca e a guitarra a chorarem de emoção numa harmonia notável e comovente. Bastava isso para valer a pena mas houve muito mais coisas que vão ficar na memória e nas emoções de quem lá esteve. Muito provavelmente não se editará nenhum registo deste momento, o que é pena mas, para quem lá esteve e que fez questão de não arredar pé enquanto se percebesse que elas ainda poderiam voltar ao palco, com certeza quer não irão esquecer esta noite. Saudades, desde já.
"Insensatez: a mulher que fez" dos Graveola, banda mineira de Belo Horizonte, Minas Gerais e que está no seu disco de 2014 "Graveola e o lixo polifónico", é uma daquelas músicas que nos carrega de energia, cheia de suíngue bom e com um groove contangiante e irresistível.
Música imprescindível para qualquer Verão.