Anavitória é o resultado do encontro das cantoras Ana e Vitória e formam uma dupla recente no panorama musical brasileiro. A sua música mais conhecida "Singular" tem um milhão e meio de visualizações no Youtube quase 5 milhões no Facebook. Nesta última plataforma, alcançou o icónico marco de um milhão em apenas dois dias quando partilharam o clipe na página do site de resenha cultural Brasileiríssimos.
Além de originais, já tinham feito alguns covers de outros autores que compartilhavam nos seus canais de Youtube. Num estilo calmo e delicado, demonstram influêcias de outros artistas brasileiros mais consagrados mas recentes como a Tiê, o Tiago Iorc, a Mallu Magalhães ou a Clarice Falcão que adoptaram este pop mais sensível e meio contemplativo com influências indie. O Tiago Iorc deu-lhes até um primeiro impulso depois de ter escutado a cover delas de um tema seu.
"Foi p'lo sabor do seu caminho
Que ela acabou por se convencer
Que avançava mais indo mansinho
Que em passos altos a combater
Onde plantou o azevinho
Cresceu o dom de saber ver crescer
Linda a promessa do destino
Se houver vontade de a manter"
Bom destino - Márcia
Música perfeita para fechar a semana. Coisa tão boa e muito a propósito para várias situações que estão a acaontecer neste momento, comigo, connosco, com os nossos entes mais queridos e com alguns dos nossos amigos. Esta é para todos nós.
O Vale do Tua é um dos lugares intocáveis do nosso pequeno país, está integrado na paisagem do Douro que é classificada como Patromónio Mundial da Humanidade pela Unesco. Apesar disso, está a construir-se uma barragem que vai alterar inevitavelmente todo este vale e que implicará impatos que ninguém consegue ainda prever no produto mais reconhecido e exportado mundialmente, o vinho do Porto. Existe uma plataforma chamada "Os ùltimos Dias do Tua" que tem vindo a sensibilizar e a juntar todos os argumentos contra esta barragem ultimoanodotua.pt. A verdade é que a balança pende bastante para um dos lados não pela qualidade e razonabilidade dos argumentos mas apenas pelo dinheiro e interesses complementares. Ninguém consegue explicar qual será a vantagem económica de uma nova barragem. O que está comprovado é que essa barragem contribuirá com 0,1% para a produção da energia que o país consome. Isso, aparentemente, é um facto indiscutível e, infelizmente, parece que é, também, um argumento suficientemente plausível para se destruir património natural e histórico de forma irreversível.
Este é um dos filmes realizados para dar voz à pouca força que têm vindo a ter os argumentos contra a barragem. São argumenrtos de quem vai sofrer diretamente com esta asneira e, por isso, é tocante.
Expliquem-me se isto é mesmo necessário, se não há outra forma. Cada vez é mais difícil encontrarmos locais intocados e vamos estragar mais um em nome de nada. Gastamos dinheiro para termos locais reconhecidos mundialmente e depois destruímo-los irremediavelmente. Não faz sentido e o mais assustador é que não é caso único.
A dupla Simon & Garfunkel também já não faz parte das minhas opções musicais há muitos e longos anos. Mas, nos dois concertos que assistimos do Miguel Araújo e do António Zambujo no Coliseu dos Recreios fiquei com vontade de ouvir outra vez a gravação do concerto histórico e memorável que eles fizeram em Nova Iorque, em pleno Central Park para cerca de meio milhão de pessoas em 1981. Estavam já separados há cerca de 10 anos mas aceitaram o desafio da entidade que geria o emblemático parque que é um dos símbolos da cidade. Precisavam de fundos para fazer vários melhoramentos e a dupla aceitou o desafio e fez um concerto de beneficiência para recolher fundos para a manutenção desse grandioso parque.
O Miguel Araújo utilizou-os como um dos exemplos da cultura anglo-saxónica que contribuiu para a sua formação musical, afirmando que esta foi a sua raíz cultural lá para os lados de Águas Santas em comparação com as raízes alentejanas e a sua música ancestral que foram fundamentais na formação do António Zambujo.
Esta dupla folk nova iorquina, descendente de judeus, também foi muito importante na formação do meu gosto musical, ouvi vezes sem conta este disco na minha pré e plena adolescência. De facto, ouvi tanto que um dia me fartei e passei a ouvir outras coisas completamente diferentes. A partir desse momento, admito, que nos primeiros tempos em que comecei a frequentar bares de música ao vivo, já não tinha muita paciência para ouvir aspirantes a trovadores folk que não dispensavam as músicas desta dupla nos seus sets de covers todas as noites.
Confesso que nem mesmo esta nova corrente vinda dos Estados Unidos que ressuscitou o folk e lhe deu um lado contemporâneo e moderno a que chamam Indie Folk e onde se podem incluir os Bon Iver, de quem gosto muito, me fez despertar a vontade de voltar a ouvir a dupla mas bastou o Miguel Araújo tocar o velhinho "American tune" para ir a correr redescobrir a versão original e os restantes temas desse concerto.
E graças a isto, os senhores Paul Simon e Art Garfunkel voltaram a estar em algumas das playlists que me vão acompanhando no meu dia a dia. Aconselho-os em doses moderadas.
Este disco dos Pink Floyd faz hoje 43 anos que foi lançado. Para mim é um disco muito especial pois foi o primeiro disco que ouvi dos Pink Floyd ainda muito novo, talvez até demasiado novo para ter noção da sua importância pois não tinha mais de 10 anos. Foi este disco que me despertou o interesse para descobrir os outros e o que me preparou para os outros que foram contemporâneos da minha geração, especialmente o "The wall" de 79 e o "The final cut" de 83.
Confesso que já não é habitual ouvir Pink Floyd mas de vez em quando tenho vontade e este disco mantém-se no top das minhas preferências. Os Pink Floyd juntamente com os Dire Straits, os Supertramp, os Queen e noutra dimensão, o Tom Jobim, o Vinícius de Moraes e a Simone foram os grandes responsáveis pelo início da minha paixão pela música e pela formação dos meus gostos e preferências e, também por isso, fazem parte da minha vida.
O tema "Us and them" é um excelente elemento para demonstrar esta minha estória com a música.
Confesso que já não consigo contar corretamente o número de shows que já vi do Seu Jorge e só me arrependo dos poucos que falhei quando ele passou por Portugal. Já o vi no Rio, no mítico Circo Voador e também o vimos em Niterói numa noite épica, acabados de chegar à cidade e que deu algumas estórias para contar.
No sábado passado lá estivemos outra vez, aproveitando também para fugir à angústia gerada pelo coincidência de estar a decorrer, simultâneamente, o derby de futebol da cidade de Lisboa crítico para o futuro das aspirações do meu Benfica. Confesso que foi o melhor que fiz, em todos os sentidos. Mas u«o melhor deles foi ver um grande show de música de um Seu Jorge em grande forma e muito inspirado, de um Conjuntão Pesadão que está cada vez mais "pesado", tocam horrores os senhores! E a cereja em cima do topo do bolo a voz da Marisa Monte que é sempre um regalo para todos os sentidos do corpo.
Dois momentos a realçar, a versão incrível do tema "Bom senso" do Tima Maia que já tinha visto no especial de homenagem do Som Brasil ao Tim e todos os momentos com a Marisa que, mesmo assim, pareceram poucos. Show di bola!
Venham mais vezes!
"Essa mina é uma daquelas fenomenais
Vitamina, é proteína e sais minerais
Ela é a vida, após a vida
Despedida pros seus dias mais normais
Pra que mais?"
Hoje ela só quer paz - Projota
O nome Projota parece mais adequado para uma organização social ou uma associação de cidadãos mas é o nome artístico do jovem rapper brasileiro José Tiago Sabino Pereira.
Projota é também produtor musical e começõe a sua carreira nas batalhas de MC's e foi publicando o seu trabalho nas redes sociais YouTube e MySpace. Tem editado, de forma independente, alguns trabalhos desde 2009 e está a lançar o seu novo álbum onde está incluído esta "Hoje ela só quer paz".
Boa onda, grande swing.