quinta-feira, 10 de março de 2016

Dark side of the moon

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Este disco dos Pink Floyd faz hoje 43 anos que foi lançado. Para mim é um disco muito especial pois foi o primeiro disco que ouvi dos Pink Floyd ainda muito novo, talvez até demasiado novo para ter noção da sua importância pois não tinha mais de 10 anos. Foi este disco que me despertou o interesse para descobrir os outros e o que me preparou para os outros que foram contemporâneos da minha geração, especialmente o "The wall" de 79 e o "The final cut" de 83. Confesso que já não é habitual ouvir Pink Floyd mas de vez em quando tenho vontade e este disco mantém-se no top das minhas preferências. Os Pink Floyd juntamente com os Dire Straits, os Supertramp, os Queen e noutra dimensão, o Tom Jobim, o Vinícius de Moraes e a Simone foram os grandes responsáveis pelo início da minha paixão pela música e pela formação dos meus gostos e preferências e, também por isso, fazem parte da minha vida. O tema "Us and them" é um excelente elemento para demonstrar esta minha estória com a música.

terça-feira, 8 de março de 2016

Showzaço

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Confesso que já não consigo contar corretamente o número de shows que já vi do Seu Jorge e só me arrependo dos poucos que falhei quando ele passou por Portugal. Já o vi no Rio, no mítico Circo Voador e também o vimos em Niterói numa noite épica, acabados de chegar à cidade e que deu algumas estórias para contar. No sábado passado lá estivemos outra vez, aproveitando também para fugir à angústia gerada pelo coincidência de estar a decorrer, simultâneamente, o derby de futebol da cidade de Lisboa crítico para o futuro das aspirações do meu Benfica. Confesso que foi o melhor que fiz, em todos os sentidos. Mas u«o melhor deles foi ver um grande show de música de um Seu Jorge em grande forma e muito inspirado, de um Conjuntão Pesadão que está cada vez mais "pesado", tocam horrores os senhores! E a cereja em cima do topo do bolo a voz da Marisa Monte que é sempre um regalo para todos os sentidos do corpo. Dois momentos a realçar, a versão incrível do tema "Bom senso" do Tima Maia que já tinha visto no especial de homenagem do Som Brasil ao Tim e todos os momentos com a Marisa que, mesmo assim, pareceram poucos. Show di bola! Venham mais vezes!

sexta-feira, 4 de março de 2016

"Hoje ela só quer paz"

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"Essa mina é uma daquelas fenomenais
Vitamina, é proteína e sais minerais
Ela é a vida, após a vida
Despedida pros seus dias mais normais
Pra que mais?"
Hoje ela só quer paz - Projota

O nome Projota parece mais adequado para uma organização social ou uma associação de cidadãos mas é o nome artístico do jovem rapper brasileiro José Tiago Sabino Pereira.
Projota é também produtor musical e começõe a sua carreira nas  batalhas de MC's e foi publicando o seu trabalho nas redes sociais YouTube e MySpace. Tem editado, de forma independente, alguns trabalhos desde 2009 e está a lançar o seu novo álbum onde está incluído esta "Hoje ela só quer paz".
Boa onda, grande swing.

terça-feira, 1 de março de 2016

Chegada de Março com Céu

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A Céu está a lançar um novo álbum que se chama "Tropix" e que tem como amostra de estreia esta grande música chamada "Perfume invisível". Por coincidência o céu que nos cobre trouxe um Março luminoso, acolhedor e muito soalheiro.
Esperemos que  tenha arrumado, definitivamente, a chuva e o frio nas gavetas e armários de inverno e que nos ofereça um Março que seja o prenúncio de uma primavera estimulante e deleitável aqui do lado não tropical e mais regelado do Atlântico.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Arnaldo e Marisa voltam a fazer magia

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As colaborações e parcerias da Marisa Monte e Arnaldo Antunes já deram várias obras primas à música, a maior delas, talvez, o disco dos Tribalistas onde se juntou também o terceiro vértice deste núcleo de criação, Carlinhos Brown.
O Arnaldo Antunes tem novo disco, chama-se "Já é" e já é de 2015, grande falha a minha. e tem este dueto maravilhoso com a sua parceira natural e que se chama "Peraí, repara". Neste tema, tem tambémn um contributo de outro talentoso músico, compositor e produtor musical Dadi, também ele um importantíssim e fundamental elemento no disco dos Tribalistas onde tocou, além de baixo, seu instrumento de origem, guitarra, bandolim, piano e violão, cavaquinho e acordeão.
Boa música para este dia cinzento escuro e alagado que perspetiva um fim de semana de recolha e espera pelo sol mais quente e presente de Março.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Djavan é...Djavan

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Para o bem e para o menos bem não é normal esperar surpresas no lançamento de novos trabalhos do Djavan. A sua linha é muito corente e linear desde o seu princípio e o máximo que se pode considerar é uma certa evolução na sua música ao desligar-se mais das suas ligações à música tradicional da sua origem para passar a assumir um papel de verdadeiro crooner da MPB.
E isso não é mau, pelo contrário, o que surpreende é a manutenção da qualidade das suas músicas e a sua voz limpída, cativante, envolvente e até sedutora que ignora totalmente os anos que já passaram.
O Djavan tem um nova trabalho que foi lançado em finais do ano passado e que se chama "Vidas pra contar" e, mais uma vez, garante 3 ou 4 músicas de fácil atração e espontaneamente viciantes.
Não sou fã incondicional do trabalho do Djavan, já fui mas continuo fã incondicional da sua voz e destas 3 ou 4 musicas que ele garante em cada trabalho novo que publica. A minha preferida é a o tema "Não é um bolero" pois é uma daquelas.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Dia de romaria

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Hoje vamos ver o Zambujo e o Araújo e a rima perfeita dos nomes apetece que não seja uma mera coincidência tal a cumplicidade que têm vindo a demonstrar em todos os momentos que partilham o seu talento e o oferecem a quem os vai ver.
Não será de todo indissociável a amizade longa e, aparentemente, genuína que têm vindo a construir regada e valorizada pela música e pelas canções, paixão que ambos partilham o que permite que cada coisa que façam juntos se torne num momento de celebrtação e de energia positiva.
Não tenho dúvidas nenhumas em dizer que, atualmente, estes são os dois músicos mais celebrados da música portuguesa e isso também contribui para, não só, continuarem mas também para fazerem cada vez melhor. A prova disso é esta maratona de concertos que iniciaram na passada quarta feira e que, entre Coliseu de Lisboa e do Porto, vai durar até final de Março.
Uma das maiores virtudes dos dois é a sua capacidade natural de transformar estórias e experiências do dia a dia em canções que emocionam e nos envolvem quase automaticamente. A outra é o facto de, apesar de todo este suceessso continuar a não se vislumbrar, em nenhum deles, qualquer tipo de indício de celebridade. Pelo contrário, conseguem sempre transformar a experiência num momento quase familiar como se fizéssemos parte do grupo de amigos estivéssemos na sala de jantar de álguém a ouvi-los tocar e contar estórias. Eu gostava.
Vou ter um enorme gosto de voltar a vê-los e a ouvi-los juntos, a ouviar a voz versátil, imprevisível e cheia do seu Alentejo do Zambujo e a pronúncia do norte salpicada de gotas de Rui Veloso e Carlos Tê de um Porto que já não é o sentido dos anos 90 do século 20 mas sim um Porto com auto estima, sofisticado, contemporâneo e orgulhoso por essas conquistas mas que continua, vaidosamente a trocar os "vês pelos bês".

"Por mais duro o serviço
Que a terra peça da gente
Eu não sei por que feitiço
Temos sempre novo alento"
Romaria das festas de Santa Eufémia - Miguel Aráujo e António Zambujo