terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Todo o Carnaval tem seu fim

Share
Mas o samba, como a própria vida nunca acaba e se renova constantemente.
A Teresa Cristina é uma das grandes intérpretes do samba da atualidade. Tem uma voz incrível, mansa e suave e tem, uma capacidade especial de escolher repertório.
E mais uma vez acertou em cheio, mesmo sendo portelense de corpo e alma, resolveu homenagear um dos ícones da escola rival Estação Primeira. Preparou uma série de shows onde interpreta sambas do, unanimamente, reverenciado Cartola.
Em Janeiro deste ano, o registo do primeiro espetáculo realizado em Novembro passado no Theatro Net Rio foi lançado em cd e dvd e o resultado é altamente recomendável.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Mangueira é campeã

Share
É o 18º título da escola mais popular do Carnaval que, desde 2002, ou seja há 14 anos que não ganhava o título de campeã do Carnaval do Rio de Janeiro.
Foi o desfecho perfeito para a homenagem aos 50 anos de carreira da cantora baiana Maria Bethânia que mereceu um dos sambas mais bonitos dos últimos anos e um desfile lindo e emocionante com um enredo muito bem contado e uma evolução na avenida deslumbrante.
A vitória foi pela conseguida por uma simples décima o que só dá mais valor e mérito à verde e rosa.


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Que maravilha!

Share
Sou um fã incondicional do António Zambujo e tam,bém sou um fã incondicional da música brasileira e de Noel Rosa. Não sou sou grande apreciador do Ney Matogrosso e do seu estilo mas este dueto encheu-me as medidas. Tudo está bem feito, a escolha da música que é uma das mais bonitas do Noel Rosa e que o Zambujo escolheu para ter no seu último trabalho, a interpretação dos dois, a guitarra que os acompanha e o ambiente que está e que vibra com este momento. Faltam mais coisas destas mas a verdade é que o António Zambujo tem feito muito para esta mistura da cultura portuguesa e brasileira que deveria ser, aparentemente, natural.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Chegou a hora não dá mais para segurar

Share
"Quem me chamou? Mangueira
chegou a hora, não dá mais pra segurar
Quem me chamou? chamou pra sambar
Não mexe comigo, eu sou a menina de Oyá"

Tá quase! Terça feira de Carnaval de madrugada, provavelmente já com os primeiros raios de sol tocando a Marquês de Sapucaí, a Estação Primeira desfilará como última escola dos desfiles do grupo especial no Carnaval de 2016.
Desfilar com o sol a nascer é único e especial apesar de se perder o brilho e o encanto da iluminação que confere ao Carnaval o brilho especial e sedutor que a noite permite e potencia. Perde-se isso mas ganha-se uma emoção singular e uma sensação extraordinária de que se atravessou a noite inteira a viver esta energia e a prolongar a euforia até ao dia nascer o que, muitas vezes, é o que acontece, felizmente. É uma sensação que só duas escolas podem desfrutar em cada ano e, também por isso, deve-se aproveitar.
Nós estaremos por cá, combatendo o sono e o aliciamento do sofá, resistindo orgulhosamente para ver a Estação Primeira desde o primeiro minuto até ao último passista cruzar a linha de chegada e depois ver ainda as emoções ao rubro na praça da apoteose.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Todo o mês de Fevereiro Carnaval me chama

Share
É sempre assim, mesmo a 7.715,16 km de distância, com o enorme Atlântico a separar-me e com o frio do hemisfério norte a trazer-me para a realidade, é inevitável não me entusiasmar com o que vai passando no outo hemisfério nesta altura e não sentir uma enorme nostalgia pelos carnavais já passados no Rio e uma pesada frustação por não poder estar lá.
A ansiedade para ver os desfiles das escolas de samba vai progressivamente aumentando e as partilhas dos amigos que estão lá curtindo esta época ameniza ligeiramente o desencanto de estarmos longe. Infelizmente, não é ainda este ano que poderei mostrar toda a alegria contagiante do Carnaval carioca à C. mas a espera só aumentará o prazer do desfrute no dia que se concretizar.
Resta-nos a música e as duas maratonas de desfiles carnavalescos que já se vão tornando uma feliz tradição. É uma amenização dos sintomas de saudade mas saudades do futuro que ainda virá.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Sambas da Simone

Share
A cantora Simone foi uma das minhas primeiras paixões. Adorava aquela voz cristalina mas ao mesmo tempo um pouco rouca. Adorava as músicas de dor de cotovelo que le tão bem cantava, impremindo um grau de emoção sincero e latente que parecia que ele estava vivendo naquele exato momento o sofrimento que nos estava a contar e que fazia com  que nós sofressemos também por inerência.
Mas o que eu mais gostava mesmo era da sua veia sambista. A sua interpretação de sambas clássicos ou de sambas originais tornou-se um marco em cada álbum que lançava. A partir de um certa altura e durante vários álbuns lançados, existia sempre pelo menos um samba para destoar da alma romântica do resto do disco e para empolgar as arquibancadas de cada sala de estar.
Quem sabe do que eu estou a falar lembra-se certamente do samba "O amanhã" do disco "Delírio e Delícias" tocado em todos os bares de música ao vivo de Lisboa e arredores nos anos 80 e 90, o "Por um dia de graça" do álbum "Desejos" interpretado com o sambista Neguinho da Beija Flor, o "Amor no coração" do disco mega sucesso "Cristal", o "Disputa de poder" do álbum "Sedução" e, talvez o meu samba favorito desta coleção, o "Rei por um dia", um tema do sambista Almir Guineto que tem um poder contagiante e irresistível de nos puxar para cima e de nos levar em poucos minutos numa viagem super sónica até ao meio da Avenida Marquês de Sapucaí em plena noite de Carnaval. Ô sorte!!!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Carnaval no Rio, ô sorte!

Share
A data começa a aproximar-se e todos o anos acontece o mesmo. O desejo de estar lá cresce exponencialmente e a vontade de, pelo menos acompahar o que vai acontecendo na cidade, torna-se verdadeiramente irresistível. Como têm sido os blocos de rua, como estão a decorrer os ensaios técnicos das escolas de samba, em especial a minha Estação Primeira, como está o sol, praia, o Jobi, o Braseiro da Gávea, são perguntas inevitáveis e recorrentes.
A verdade é que o samba é a essência e o pilar imperioso do Carnaval do Rio e de toda a sua história. Essa história que, muitas vezes, se confunde irrmediável e inevitavelmente com a história da própria cidade e até do país. Por isso, lembrei-me deste tema "Os Cinco Bailes Da História Do Rio" que mistura o samba com factos históricos fundamentais quer da cidade, quer do próprio país. Para quem quiser saber os 5 bailes que este samba fala são (segundo o Extra da Globo), 1 - Os 20 anos de fundação da Cidade, em 1585; 2 - A grande festa de mudança de capital do vice-reino do Brasil de Salvador para o Rio de Janeiro, em 1763; 3 – A aclamação de Dom João VI como Rei de Portugal, Brasil e Algarves, em 1818; 4 - O grande baile da Independência do Brasil, em 1822; 5 - O último baile do Império, ocorrido na Ilha Fiscal, em 1889.
O tema é também, nele próprio, um pedaço importante desta história convergente pois, foi criado para ser samba enredo da escola de samba Império Serrano em 1965, ano ano do quarto centenário do Rio de Janeiro, é interpretado, aqui, por um dos marechais do samba do e da escola Império Serrano, o grão mestre do samba e de todos os carnavais, Wilson das Neves e, além disso, o tema foi popularizado e co-composto por outra imperatriz incondicional  do samba, Dona Ivone Lara e consta do seu disco de homenagem lançado em 2015 e que faz parte da coleção Sambabook.
Salve o samba, todos os bambas e todos os que gostam de samba pois bons sujeitos serão, de certeza. Ô sorte!!!