sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

O desejo de ouvir o "Último desejo"

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O concerto do Zambujo foi muito bom, com excelente presença e prestação em palco dele e dos músicos só faltou ele interpretar uma das minhas músicas preferidas e que está neste seu último disco, o "Último desejo", música de Noel Rosa e que já tinha tido uma versão incrível do Wilson das Neves e que fez parte do filme, "Noel, poeta da Vila", e que retrata a curta vida deste virtuoso compositor. "Nosso amor que eu não esqueço E que teve o seu começo Numa festa de São João Morre hoje sem foguete Sem retrato e sem bilhete Sem luar, sem violão Perto de você me calo Tudo penso e nada falo Tenho medo de chorar Nunca mais quero o seu beijo Mas meu último desejo Você não pode negar Se alguma pessoa amiga Pedir que você lhe diga Se você me quer ou não Diga que você me adora Que você lamenta e chora A nossa separação Às pessoas que eu detesto Diga sempre que eu não presto Que meu lar é o botequim Que eu arruinei sua vida Que eu não mereço a comida Que você pagou pra mim" Último desejo - Noel Rosa

domingo, 15 de fevereiro de 2015

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Rio em ultra resolução

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Vídeo incrível de paisagens do Rio de Janeiro filmado em "ultra alta resolução" feito usando o timelapse da autoria do fotógrafo Joe Capra. É uma definição justa para tanta beleza.

10328x7760 - A 10K Timelapse Demo from SCIENTIFANTASTIC on Vimeo.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Está quase

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É já na semana que vem que o António Zambujo volta ao Coliseu do Recreios e nós estamos ansiosas para o voltar a ver e ouvir. A expetativa é grande pois o último concerto que vimos, já lá vão mais de 2 anos, foi inesquecível. O disco novo é bom, ele, como artista, tem vindo a evoluir e, por isso, a expetativa aumenta mais. No entanto, aquele concerto perto do Natal de 2012 foi único, a forma inesperada como fomos, o palco no meio por causa do circo, o ambiente criado pelo público e incentivado por todos os músicos, geraram uma quimica intensa e momentos de grande cumplicidade. O momento do Zorro foi um dos pontos mais altos dessa noite.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Bloco da saudade

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Com o Carnaval a aproximar-se rapidamente os meus sintomas de saudade da cidade maravilhosa aumentam exponencialmente. Poderia escolher ignorar alhear-me de tudo oque se passa do outro lado do Atlântico, seria fácil mas prefiro estar atento Às fotos partilhadas por amigos na folia dos blocos, as reportagens dos ensaios técnicos das escolas de samba, a contagem decrescente para as atuações do Monobloco. Só me resta esperar pelos desfiles da escolas de samba e viver ao longe um pouco dessa alegria contagiante. Para eles é um bloco permanenete de prazer como canta a Gal Costa em versão frevo, para mim é um bloco de imensa saudade que se adequa mais à versão da mesma música cantada pela Monique Kessous. "Pra libertar meu coração Eu quero muito mais Que o som da marcha lenta Eu quero um novo balancê O bloco do prazer Que a multidão comenta Não quero oito nem oitenta Eu quero o bloco do prazer E quem não vai querer? Mamã mamãe eu quero sim Quero ser mandarim Cheirando gasolina Na fina flor do meu jardim Assim como o carmim Da boca das meninas Que a vida arrasa e contamina O gás que embala o balancê Vem Meu amor feito louca Que a vida tá pouca E eu quero muito mais Mais Que essa dor que arrebenta Paixão violenta Oitenta carnavais." Bloco do prazer - Gal Costa

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Belo show da Banda do Mar

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Considero a Banda do Mar um importante sopro de ar fresco na música que aprecio. A conjugação do talento absurdo de Marcelo Camelo e da Mallu Magalhães parece uma partilha intima da sua intimidade como casal e a junção do baterista Fred adiciona-lhes o grunge que já existia em alguns temas da banda original do Marcelo, os Los hermanos que tanta falta fazem aos nossos ouvidos. É ainda uma combinação muito aprazível dos talentos musicais dos dois lados do Atlântico que se nos pode deixar felizes, quer brasileiros, quer portugueses, por existirem estes encontros tão frutuosos. Mais uma vez sentimos a consideração que estes artistas têm pelo seu público, pois tal como no seu concerto a solo no mesmo Tivoli, o Marcelo teve o cuidado de agradecer e realçar a presença de todos e isso é incrível quando vem de álguém que já tem uma carreira consolidada e de êxito. As suas palaveras pareceram que estava a agradecer a visita de amigos próximos a sua casa e isso não é normal no mundo do show business. Espero que esta banda continue a criar coisas maravilhosas sempre com estea entrega, humildade e proximidade.
 "Vamo embora, morena, dança
Que a cidade não se cansa de te ver dormir
Não demora não
Que eu tenho o meu encontro
Feito com um mar de pérola
 Vamo embora, morena, tarda
Mas eu não me canso de te ver dormir
Não demora não
Que eu tenho o meu encontro
Feito com um mar de pérola
 Vai ver, é teu mar
E as coisas da civilização
Você gruda nesse corpo
Desculpa se eu ficar mudo, mas
O tempo que eu tenho é pra voar"
Vamo embora - Banda do mar

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Dia de São Sebastião do Rio de Janeiro. 450 anos. Parabéns cidade amada!

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Este blog surgiu também por causa do meu amor a esse cidade que sempre me acolheu de braços abertos para logo os fechar apertados a dar as boas vindas. Tive, inclusivamente, a oportunidade de receber e apresentar essa cidade a amigos queridos que a visitaram pela primeira vez, fui eu que a apresentei essa cidade linda à mulher da minha vida e foi nela que encontrei alguns bons amigos e muitos momentos de pura felicidade que vou recordar até ao fim dos meus dias. Sinto muitas saudades latentes e só eu e quem conhece o amor que eu tenho por essa cidade entende a melancolia que sinto nestes dias por não poder estar lá. Ainda por cima sofrendo com esse frio lusitano que não só enregela o corpo mas também a alma e o coração. Infelizmente, vai passar mais um Carnaval sem eu estar lá, sem torcer pela minha Estação Primeira, vai passar mais um Verão sem eu mergulhar nas águas de acolhedoras de Ipanema e Leblon, sem me emocionar a olhar para o Morro Dois Irmãos e o seu pôr-do-sol único, sem beber um chopp gelado com colarinho no meu Jobi acompanhado de um pastel de carne maravilhoso do BB Lanches, sem tomar a taça de açaí depois da praia no BIBI Sucos ou no Polis Sucos, sem a cervejinha acompanhada de uma bossa ou de uma roda de samba no quiosque Quase Nove, sem a picanha com a vista mais maravilhosa no Garota da Urca, sem a energia da Lapa, sem a música da Fundição Progresso ou do Circo Voador, sem o Monobloco, sem a folia do Carnaval dos blocos, especialmente, o Último Gole na Praça Pio XI no Jardim Botânico, sem a virada no Arpoador durante o jogging curto ou a virada no Leme nos treinos mais corajosos. Estão a passar exatamente três anos desde a última visita à cidade que eu amo e que sei que ama também. Nunca tinha passado tanto tempo sem a visitar desde que a visitei pela primeira vez há 10 anos atrás e só espero que não passe tanto tempo até nos reencontrarmos. Rio eu te amo.

"Rio porque tô no Rio de Janeiro
Hoje acordei
Um pão e a média eu lancei
Peguei a rédea do meu camelinho
Tranquilinho
Rumo ao lugar sagrado

Hoje acordei
Na hora exata e lancei
Berma e regata
E de skatinho rapidinho
Fui direto pro lugar sagrado

Hoje acordei as 9 da matina
Eu vou te explicar como é minha rotina
O rio, você sabe, é de frente pro gol
Eu pego a minha prancha
Check the points I know

E é verdade seja dita
Levantada ela na fita
Eu vou vivendo
E presenciando a historia que está sendo escrita

No outside
Um cutback
De backside aquele gata
Me deixando hipnotizado

Praia do diabo
Boqueirão
Arpoador
Deslizo numa esquerda até o sol se pôr
Encontro com o Dedeco
Que o muleque tem o dom
Cai mais pra direita la no canto do Leblon

Rio porque tô no Rio de Janeiro" Rio porque tô no Rio - Forfun & Dedeco