segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

20 anos sem Tom Jobim

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A falta que ele faz apesar do enorme legado que deixou.



"Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída
Como é por exemplo que dá pra entender
A gente mal nasce e começa a morrer
Depois da chegada vem sempre a partida
Porque não há nada sem separação

Sei lá, sei lá
A vida é uma grande ilusão
Sei lá, Sei lá
A vida tem sempre razão

A gente nem sabe que males se apronta
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe
E o sol que desponta tem que anoitecer
De nada adianta ficar-se de fora
A hora do sim é o descuido do não

Sei lá, sei lá
Só sei que é preciso paixão
Sei lá, sei lá
A vida tem sempre razão"
Sei lá a vida tem sempre razão - Tom Jobim, Miúcha, Chico Buarque (Vinícius de Moraes)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Estes dois quando se juntam fazem magia

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Até há pouco tempo não conhecia este disco do Arlindo Cruz de 2013 chamado "Batuques do meu lugar" é um disco gravado ao vivo com várias colaborações incluindo a já tradicional participação do Zeca Pagodinho. É uma relação muito especial que brota qualidade e provoca emoções em que quem gosta de samba e destes dois bambas.
Este disco tem sido uma companhia frequente e muito deliciosa.



"Meu poeta, por favor
Faça um samba de amor
Samba com cheiro de flor
Acho que ela vai gostar

Mas se ela não cantar
Outra vai ficar feliz
Coração é terra fértil
Novo amor cria raiz

Sofro de amores por ela
Mas o samba me conforta
Se ela me fecha a janela
Outras me abrem a porta

Sofro de amores por ela
Mas o samba me conforta
Se ela me fecha a janela
Outras me abrem a porta

Meu poeta, por favor
Faça um samba de amor
Samba com cheiro de flor
Acho que ela vai gostar

Mas se ela não cantar
Outra vai ficar feliz
Coração em terra fértil
Novo amor cria raiz

Sofro de amores por ela
Mas o samba me conforta
Se ela me fecha a janela
Outras me abrem a porta

Sofro de amores por ela
Mais o samba me conforta
Se ela me fecha a janela
Outras me abrem a porta

Se ela faz secar a chuva
Que rega o amor que eu planto
Se ela não crê na oração
Que eu faço pro meu santo

Se ela não conhece a dor
Que faz rolar o meu pranto
Não merece esse samba
Meu amor meu acalanto

Meu poeta por favor
Faça um samba de amor
Samba com cheiro de flor
Acho que ela vai gostar

Mas se ela não cantar
Outra vai ficar feliz
Coração em terra fértil
Novo amor cria raiz

Sofro de amores por ela
Mas o samba me conforta
Se ela me fecha a janela
Outras me abrem a porta

Sofro de amores por ela
Mas o samba me conforta
Se ela me fecha a janela
Outras me abrem a porta

Se ela faz secar a chuva
Que rega o amor que eu planto
Se ela não crê na oração
Que eu faço pro meu santo

Se ela não conhece a dor
Que faz rolar o meu pranto
Não merece esse samba
Meu amor, meu acalanto"
Meu poeta - Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho

"Me cansei de ficar mudo, sem tentar
Sem falar
Mas não posso deixar tudo como está
Como está você?

Tô vivendo por viver
Tô cansada de chorar
Não sei mais o que fazer
Você tem que me ajudar
Tá difícil esquecer
Impossível não lembrar você

Você, ê, ê

Com o fim do nosso amor
Eu também tô por aí
Já não sei pra onde vou
Quantas noites sem dormir
Alivia minha dor
E me faça, por favor, sorrir

Vem pros meus braços, meu amor
Meu acalanto
Leva esse pranto pra bem longe de nós dois
Não deixe nada pra depois
É a saudade que me diz
Que ainda é tempo pra viver feliz"
Ainda é tempo pra ser feliz - Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho

"Meu amor se fosse assim
Bem calmo e mais sereno
Seria bem melhor pra mim
Um sorriso mais ameno
Nosso amor está pequeno
Cada vez mais dispersivo
O ciúme é o veneno
Não se encontra lenitivo
Se entrenós houvesse a paz dos bons casais
Sem receios, sem conflitos
Eu acredito que haveria mais amor
Sem altos gritos tão aflitos de pavor
Mais calor na relação, Mais desejo de viver
Mais pureza,Mais prezer,Mais amor, Mais união
Mas não deu...Termina aqui (eu vou partir)
Mas não deu...Termina aqui (e vamos dividir)"
Termina aqui - Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho

Eu sou o samba... Também

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Um dos meus sambas preferidos, "A voz do morro", talvez o samba mais conhecido de Zé Keti, interpretado aqui por Diogo Nogueira.Um verdadeiro hino ao Rio. Muitas saudades.


"Eu sou o samba
A voz do morro sou eu mesmo sim senhor
Quero mostrar ao mundo que tenho valor
Eu sou o rei do terreiro
Eu sou o samba
Sou natural daqui do Rio de Janeiro
Sou eu quem levo a alegria
Para milhões de corações brasileiros
Salve o samba, queremos samba
Quem está pedindo é a voz do povo de um país
Salve o samba, queremos samba
Essa melodia de um Brasil feliz"
A voz do Morro

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Samba da Estação Primeira 2015

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Na semana que se comemora o dia nacional do Samba é o mento certo para apresentar aqui o samba enredo do desfile da Mangueira no próximo Carnaval. Chama-se “Agora chegou a vez vou cantar. Mulher brasileira, mulher de Mangueira em primeiro lugar” e como se pode perceber pelo título é uma homenagem especial à mulher do morro da mangueira e a todas as carnavalescas de uma das mais tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro mas também, de uma forma geral, à mulher brasileira. Segundo o carnavalesco Cid Carvalho "de tantas mulheres que fizeram história no Brasil, decidiu-se resgatar as grandes mulheres negras do país. De Dandara a Chica da Silva, a Mãe Menininha do Gantoá. Mulheres que não se deixaram abater ou vencer pelo preconceito."
Mas não se esqueceram também da Dona Zica, sambista referência da escola e da sua Velha Guarda e esposa do grande compositor Cartola e ainda Dona Neuma, figura importante da escola e filha de um dos pré-fundadores da escola.
Fica aqui o samba vencedor e uma reportagem da RJTV na quadra da Mangueira.





"OH, DIVINA DAMA! EM CADA ALVORADA TE AGRADEÇO
QUANDO ME LEMBRO DOS MEUS TEMPOS DE CRIANÇA
SINTO TANTO ORGULHO DESTE CHÃO...
CERCADO PELO VERDE DA ESPERANÇA
VOVÓ GUIAVA MINHA IMAGINAÇÃO
DESCENDO O MORRO ENTRE BECOS E VIELAS
VEJO A PRIMAVERA DESABROCHAR
UM MAR DE ROSAS PERFUMANDO A PASSARELA
DEIXA A MANGUEIRA PASSAR

ORA YÊ YÊ... VEM MENININHA!
ENTRA NA RODA, QUERO VER VOCÊ GIRAR
Ê Ê GIRAR... BAIANA GIRA
A MÃE DO SAMBA DANÇA PRO SEU ORIXÁ

É TÃO BOM OUVIR AS PASTORINHAS
AO SOM DE DOCES MELODIAS
E AS ESTRELAS DA NOSSA CANÇÃO
LINDA... NA BELEZA TEM POESIA
A RAINHA VESTE A MAGIA
DAS FLORES EM NOSSA ESTAÇÃO
BRILHA... A PORTA-ESTANDARTE
REVELANDO TODA ARTE
NUM BAILAR QUE NÃO TEM FIM
DESPERTA, AMOR!
PRA VER A NEUMA NA AVENIDA
O POVO APLAUDE DONA ZICA
SAGRADO VERDE E ROSA NESSA HISTÓRIA
GLÓRIA... A ESSAS DIVAS TÃO GUERREIRAS
A NOSSA MARIA NÃO É BRINCADEIRA
É RAÇA, É FIBRA, É JEQUITIBÁ!

EU VOU CANTAR A VIDA INTEIRA
PRA SEMPRE MANGUEIRA, TEM QUE RESPEITAR!

EU VOU CANTAR A VIDA INTEIRA
MULHER BRASILEIRA EM PRIMEIRO LUGAR"
“Agora chegou a vez vou cantar. Mulher brasileira, mulher de Mangueira em primeiro lugar” - GRES Estação Primeira de Mangueira

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Parabéns à música e cultura portuguesa!

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Três anos depois do Fado o Cante Alentejano também já é Patrimônio Imaterial da Unesco. Honra seja feita ao António Zambujo que o tem trazido para a ribalta.

António Zambujo - "Pelo toque da viola" from Tiago Pereira on Vimeo.

"Ó luar da meia-noite
Não digas à minha amada
Que eu passei à rua dela
Às quatro da madrugada

Pelo toque da viola,
Já sei as horas que são.
Ainda não é meia-noite,
Já te dei um bom serão!
Já te dei um bom serão,
Vai dormir vai descansar,
Vai dormir vai descansar,
Amor do meu coração!

Suspirava por te ver,
Já matei a saudade,
Uma ausência custa muito,
A quem ama com verdade!"
Pelo toque da viola - António Zambujo



"Fui à fonte beber água
Achei um raminho verde
Quem o perdeu tinha amores
Quem o perdeu tinha amores
Quem o achou tinha sede

Dá-me uma gotinha d’água
dessa que eu oiço correr,
entre pedras e pedrinhas
entre pedras e pedrinhas
alguma gota há-de haver

Alguma gota há-de haver
Quero molhar a garganta
Quero cantar como a rola
Quero cantar como a rola
Como a rola ninguém canta

Debaixo da oliveira
Não se pode namorar
Porque a folha miudinha
Porque a folha miudinha
Não deixa passar o ar

Dá-me uma gotinha d’água
dessa que eu oiço correr,
entre pedras e pedrinhas
entre pedras e pedrinhas
alguma gota há-de haver

Alguma gota há-de haver
Quero molhar a garganta
Quero cantar como a rola
Quero cantar como a rola
Como a rola ninguém canta"
Gotinha de água - António Zambujo e Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de São Bento 

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Ilha de Santiago

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A música "Ilha de Santiago" do disco da Mayra Andrade "Lovely difficult" de 2013 ganhou recentemente um vídeo integralmente filmado nesta ilha de Cabo Verde. E o que posso dizer é que cheira aquela terra seca, sabe a sal e sente-se a plentude da  música e da alegria que Cabo Verde nos oferece. Vale a pena ouvir e ver este vídeo desta linda voz que prestigia a língua portuguesa e a cultura lusófona.



"lha de Santiago
Tem corpinho de algodón
Saia de chita cu cordón
Um par de brinco roda pión

Na ilha de Santiago
Tem nho Mano Mendi, tem Kaká, Nha Nácia Gómi
cu Zezé Nhu Raúl lá di fundo Ruber da Barca

Na Ilha de Santiago
Tem Caetaninho, tem Codé, Nhu Arique
cu Ano Nobo Nha Bibinha lá di fundo Curral de Baxo

Na Ilha de Santiago
Tem Séma Lópi, tem Catchás, Djirga, Bilocas, Ney,
Ntóni Dente d’Oro lá di fundo San Dimingo"
Ilha de Santiago - Mayra Andrade

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Real Combo Lisbonense homenageia Carmen Miranda

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Tenho estado a ouvir o novo disco dos Real Combo que é uma delícia. Uma homenagem surpreendente à portuguesa mais brasileira do Brasil, Carmen Miranda. O disco chama-se "Saudade de você - às voltas com Carmen Miranda e é um belo  exemplo de mais um feliz cruzamento Atlântico. É um disco fresco e alegre cheio de sambinhas e marchinhas que revisita esse inestimável património musical incluindo vários temas de Ary Barroso e Noel Rosa.
Para quem seja ou esteja em Lisboa, aproveito pois o Real Combo Lisbonense apresenta o disco ao vivo no Teatro Ibérico em Lisboa, a 17 e 18 de Dezembro.



"Deitado num trilho de um trem
Estando amarrado e amordaçado
Sabendo que o maquinista
Não é seu parente
Nem olha pra frente
O que é que você fazia?
Eu nesse caso nem me mexia

Sentado, olhando um cachorro
Que da sua mão tirou o seu pão
Sabendo que o seu bilhete
Que está premiado
Também foi roubado
O que é que você fazia?
Eu nesse caso nem me mexia

Se um dia sua sogra bebesse
Um gole pequeno de um grande veneno
E por um capricho da sorte
Ou de algum doutorzinho
Ela ficasse mais forte
O que é que fazia o senhor?
Eu nesse caso matava o doutor
E o que é que a senhora fazia?
Eu nesse caso desaparecia"
O que é que você fazia - Real Combo Lisbonense (Noel Rosa)