sexta-feira, 24 de maio de 2013

Apesar do esperado a Thaís foi inesperadamente incrível

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Thaís Gulin ontem no Espaço Brasil, mais um grande concerto e esta miúda vai longe e daqui a uns tempos vamos dizer que assistimos ao seu primeiro show em Portugal.



"Tão homem tão bruto tão coca-cola nego tão rock n'roll
Tão bomba atômica tão amedrontado tão burro tão desesperado
Tão jeans tão centro tão cabeceira tão Deus
Tão raiva tão guerra tanto comando e adeus
Tão indústria tão nosso tão falso tão Papai Noel
Tão Oscar tão triste tão chato tão homem Nobel
Tão hot dog tão câncer social tão narciso
Tão quadrado tão fundamental
Tão bom tão lindo tão livre tão Nova York
Tão grana tão macho tão western tão Ibope
Racistas paternalistas acionistas
Prefiro os nossos sambistas

A ponte de safena Hollywood e o sucesso
O cinema a Casa Branca a frigideira e o sucesso
A Barra da Tijuca Hollywood e o sucesso
Prefiro os nossos sambistas

Prefiro o poeta pálido anti-homem que ri e que chora
Que lê Rimbaud, Verlaine, que é frágil e que te adora
Que entende o triunfo da poesia sobre o futebol
Mas que joga sua pelada todo domingo debaixo do sol

Prefere ao invés de Slayer ouvir Caetano ouvir Mano Chao
Não que Slayer não seja legal e visceral
A expressão do desespero do macho americano é normal
Esse medo da face fêmea dita por Cristo é natural

É preciso mais que um soco pra se fazer um som
Um homem um filme
É preciso seu amor seu feminino seu suíngue
Pra ser bom de cama é preciso muito mais
Do que um pau grande
É preciso ser macho ser fêmea ser elegante
Prefiro os nossos sambistas"
Cinema Americano - Thaís Gulin

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Sensações de fim de semana

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Uma manhã feliz

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Não tenho a eloquência e a facilidade de juntar as palavras e saírem coisas lindas como a C. tem e por isso nunca vou conseguir transmitir-lhe o que ainda estou a sentir depois de receber uma simples canção. Mas essa canção diz muito do que já vivemos e do muito que ainda vamos viver juntos. Amo.-te

terça-feira, 30 de abril de 2013

O Magnífico Ricardo Afonso

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Conheço o Ricardo dos tempos em que ele tocava nos bares de Lisboa com os seus diversos projectos e onde já espantava toda a gente com a sua voz incrível e o seu swing arrebatador. Ouvi uma maquete de um projecto que ele queria lançar e fiquei rendido ao seu talento que já admirava. Víamos o nosso Benfica muitas vezes em casa de um grande amigo também músico e depois eu ficava na expectativa de os ouvir falar das suas músicas, uma paixão que eu partilhava mas que só poderia, no máximo, invejar o talento fantástico dos dois.
Numa altura decidiu ir tentar a sua sorte no estrangeiro, andou em cruzeiros, chegou a ser uma das estrelas principais de um dos barcos mais importantes e depois soube que ele estava em Londres e que tinha sido escolhido para ser um dos lead singers de um dos musicais de sucesso de West End que homenageava a carreira dos Queen e que era produzido pelo próprio do Brian May (acho). Nuca deu para ir ver mas fiquei muito feliz quando vi a sua demonstração de talento no lançamento dos Jogos Olímpicos de Londres, junto ao Buckingham Palace e frente a uma multidão de milhares de pessoas. Mais uma vez achei que ele iria dar o salto, finalmente. Infelizmente, não se passou nada. Mas esta semana o Ricardo teve um novo fôlego, participa na versão inglesa do programa "The voice" e, mais uma vez, rebentou! Esperemos que seja desta que ele alcance, finalmente, o sucesso mais que merecido.
Vou continuar a torcer por ele.



Novas da Rosa

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A Rosa Passos, dona de uma das vozes mais bonitas da música lusófona, tem um novo disco, maioritariamente dedicado a Djavan e às canções que ele tem vindo a criar. Confesso que fiquei curioso e cheio de vontade de ouvir este linda voz a interpretar músicas que fazem parte do lote das minhas músicas preferidas. Aqui vai o alinhamento do disco "Samba dobrado".

1. Pedro Brasil (Djavan, 1981)
2. Linha do Equador (Djavan e Caetano Veloso, 1992)
3. Maçã (Djavan, 1987)
4. Faltando um pedaço (Djavan, 1981)
5. Capim (Djavan, 1982)
6. Pétala (Djavan, 1982)
7. Lei (Djavan, 1986)
8. Pára raio (Djavan, 1976)
9. Cigano (Djavan, 1989)
10. Samba dobrado (Djavan, 1978)
11. Fato consumado (Djavan, 1975)
12. Serrado (Djavan, 1978)
13. Doce menestrel (Rosa Passos e Fernando de Oliveira, 2013)

Foi arrebatadoramente arrepiante

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E eu quero que ela volte logo. Acho que a C. sabe que ver Marisa Monte com ela foi mais das coisas que me encheu de prazer.