sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

E depois de uma semana neste mundo que não acabou

Share


Descobri num blog do Rio de Janeiro chamado Diário do Rio cinco sugestões onde se poderia ter passado o fim do mundo no Rio, como é óbvio, as sugestões têm sempre uma boa dose de humor e tenho de acrescentar que qualquer uma das sugestões já foram experimentadas e que co0mpartilho totalmente da opinião de quem escreveu:

"Um dos assuntos que mais deram o que falar este ano foi o fim do mundo. De acordo com uma antiga profecia maia, a Terra vai desaparecer no dia 21 de dezembro de 2012, através de uma série de questões climáticas e meteorológicas. Para algumas pessoas, isso não passa de uma lenda urbana; para outras, é o momento de fazer tudo aquilo que não se tinha feito. Por bem ou por mal, é sempre bom se prevenir. Assim, listamos 5 lugares para passar a data em grande estilo.

Bar Urca: Pensa bem, você não vai querer ver o fim do mundo sóbrio, né? Ainda mais com esse calor que tem feito no Rio. Então, uma opção é juntar a galera, sentar na mureta da Urca e pedir aquela gelada no bar mais charmoso da cidade. Triste vai ser ver aquela vista maravilhosa indo para o espaço, literalmente.

Pão de Açúcar: Com certeza você já se prometeu várias vezes ir ao Pão de Açúcar e nunca cumpriu. Bem, antes tarde do que nunca, não é mesmo? A vista do Rio de Janeiro lá de cima é algo que todos precisam ver pelo menos uma vez na vida, mesmo que ela termine no mesmo dia.

Pedra da Gávea: Se você tiver medo de altura, é hora de superar seus traumas, até porque você não vai ter muita escolha depois. Pular de asa delta ou parapente com certeza vai ser uma experiência única, e você já vai estar com a adrenalina a mil, preparado para a hora em que o mundo não existir mais.

Lapa: Já que o fim do mundo vai cair numa sexta-feira, nada mais justo do que a Lapa. Você vai ver gente de tudo quanto é tipo, curtir um sambinha, jogar uma sinuca ou ficar em um dos depósitos, bebendo. Quando der por si, o mundo vai estar acabando, mas pelo menos você vai estar em um dos melhores lugares para curtir.

Barra da Tijuca: Como a Barra é longe de tudo, com certeza o fim do mundo vai demorar a chegar até lá."

Ainda os tops de álbuns

Share

Encontrei há uns tempos mais um top que elegia, neste caso, os dez melhores álbuns de todos os tempos da música brasileira. Esta votação foi promovia pela Rádio Eldorado FM, o portal Estadao.com e o Caderno C2+Música, do jornal ‘O Estado de S. Paulo’. A eleição foi feita por mais de vinte cinco mil internautas e deu o seguinte resultado: 1. Ventura - Los Hermanos (2003) 2. Clube da Esquina - Milton Nascimento e Lô Borges (1972) 3. Dois - Legião Urbana (1986) 4. Elis e Tom - Elis Regina e Tom Jobim (1974) 5. Krig-há, Bandolo - Raul Seixas (1973) 6. Construção - Chico Buarque (1971) 7. Cabeça Dinossauro - Titãs (1986) 8. Acabou Chorare - Novos Baianos (1973) e Secos e Molhados - Secos e Molhados (1973) 9. Tropicália ou Panis Et Circenses (1986) 10. Roberto Carlos - Roberto Carlos (1971) Sem fazer nenhuma apreciação às escolhas nem à ordenação da tabela o que posso dizer é que o Ventura e o Elis e Tom são dois dos álbuns da minha vida. 'Samba a dois' e 'Último romance' são duas obras primas o os Los Hermanos são um conjunto de gente muito talentosa. No álbum Elis e Tom não há uma música que não faça parte da minha vida, a 'Águas de Março' foi uma das músicas que me apresentou a música brasileira e depois é só escutar todas de seguida e em repeat. Apenas mais um destaque, a impressionante interpretação da Elis no tema 'Por toda a minha vida' e que ganhou ainda mais emoção, encanto e beleza com a cena da filme 'Habla con ella' do Pedro Almodôvar. Para mim, esse é um dos melhores álbuns de sempre do mundo. Construção é um dos meus temas preferidos do Chico, o disco Dois dos Legião tem as minhas duas músicas preferidas deles, 'Eduardo e Mónia' e 'Quase sem querer', o Clube da Esquina tem a maravilhosa 'Cais' e o Milton, para mim é das vozes mais incríveis do mundo, apesar de não gostar de tudo dele. O álbum Roberto Carlos tem uma música que eu amo que é a 'Como vai você'. Titãs é uma banda que ainda hoje eu estou aprendendo a gostar e este não é o álbum com quem eu tenho mais afinidade mas tem o 'Polícia'! Para acabar tenho de falar do Tropicália ou Panis Et Circenses pois é o álbum emblemático do Tropicalismo e junta muitos gigantes da música brasileira e alguns dos meus preferidos, começando por Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Nara Leão (esta estava em todas), Tom Zé e Os Mutantes. Este disco continua a explicar muita coisa acerca das opções futuras que o Caetano e o Gilberto fizeram nas suas carreiras.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Letuce

Share

Mais uma descoberta da nova geração musical da música brasileira, esta é uma banda chamada Letuce e que já existe desde 2008 (como é que eu não sabia?!). É formada pr um casal carioca que são um casal mesmo e têm um som moderno e contemporâneo, na onda da Céu e da Tiê mas também se aventuram por coisas mais tradicionais. Esses são dois bons exemplos, o primeiro uma interpretação muito própria da bela música da Marina Lima (uma das minhas favoritas) "Acontecimentos" e outra que é uma aventura mais audaciosa pelo pagode e que tem um nome longo e irónico mas que é um tema lindo "Undererê Desejo de Amar no Churrasquinho". A última chama-se "Areia fina" e, do pouco que ouvi do resto do repertório, parece-me mais próxima do registo da banda. Esta música tem uma frase genial, "Hoje sinto na própria pele que o que parece perfeito dá defeito, cedo ou tarde!" o que não significa que seja essa realidade seja má.

Rio, 43,2 graus!

Share



No passado dia 12, ainda antes do Verão começar, o Jornal Globo dizia:
"O município do Rio deve ter temperaturas acima da média neste verão, de acordo com previsão do Climatempo para os próximos três meses. A tendência para a estação é de que o volume de chuvas não ultrapasse muito a média climatológica, com exceção de dezembro, de acordo com o meteorologista André Madeira. Para dezembro, segundo o especialista, a partir do início do verão, que começa dia 21, a temperatura fica ligeiramente mais alta que a média do mês, de 31,9 graus. Segundo Madeira, os termômetros devem ficar meio grau acima da média. Já as chuvas de dezembro devem ser 25% mais volumosas que a média de 185mm. No entanto, explica o meteorologista, não significa que dezembro será mais chuvoso, mas sim que as chuvas deverão ser mais densas.

Em janeiro, que tem média climatológica de 33,1 graus, medida na região da Praça Mauá, no Centro do Rio, os termômetros devem marcar até um grau a mais, segundo Madeira. O acumulado de chuvas do mês deve ficar próximo à média de 187 mm, com tendência de diminuir um pouco.
O mês de fevereiro também deve ser mais quente que o normal. Segundo o meteorologista, as temperaturas ficam até um grau acima da média de 34,3 graus. O volume de chuva também deve ficar abaixo dos 91,3 mm de média para o mês.
(...)
consenso da previsão do tempo para o próximo trimestre mostra que o verão no Estado do Rio deve manter as médias históricas de temperatura e volume de chuvas. O prognóstico é elaborado pelo Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec/Inpe), e pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet)."

Pois é e não foi preciso esperar por Janeiro para se sentir o tal calor lá daqueles lados e para confirmar essa previsão de máximos históricos. Ontem a temperatura no Rio foi recorde histórico, segundo o Inmet a máxima 'oficial' chegou a 43,2 ºC, a maior desde 1915 quando medição começou.
O recorde anterior foi de 43,1 ºC em Bangu, em Janeiro de 1984, portanto, há 29 anos.

Este post é para todos os meus amigos de lá, apesar de alguns não terem resistido e terem passado o dia a enviar mensagens zoando com o nosso frio aqui.



"Você viu só que amor
Nunca vi coisa assim
E passou, nem parou
Mas olhou só pra mim...

Se voltar vou atrás
Vou pedir, vou falar
Vou dizer que o amor
Foi feitinho prá dar...

Olha, é como o verão
Quente o coração
Salta de repente
Para ver
A menina que vem...

Ela vem sempre tem
Esse mar no olhar
E vai ver, tem que ser
Nunca tem quem amar
Hoje sim, diz que sim
Já cansei de esperar
Nem parei, nem dormi
Só pensando em me dar...

Peço, mas você não vem
Bem!
Deixo então!
Falo só
Digo ao céu
Mas você vem...

Deixo então!
Falo só
Digo ao céu
Mas você vem..."
Samba de Verão -Marcos Valle

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Os 100 álbuns da música brasileira

Share
Já um tempo que tinha vontade de colocar aqui esta votação que já tem algum tempo e que foi organizada pela  revista Rolling Stone do Brasil e que decidiu eleger os 100 álbuns da música brasileira. A votação foi efectuada por 60 convidados de várias áreas, estudiosos, produtores e jornalistas, e o desafio foi votarem nos seus 20 discos de música brasileira preferidos. Desta votação saiu uma lista com 100 álbuns essenciais do cenário musical brasileiro.

Olhando a lista com atenção, Vê-se que não há disco anterior a 1950 e confesso que não sei se existe uma explicação lógica para isso mas já causa bastante estranheza não haver nenhum disco posterior a 2003. O período com mais obras na lista são os anos 70, 51 obras foram lançadas entre 1970 e 1979. Os anos 60, têm 16 álbuns na lista, seguidos pelos anos 80, com 14 nomes. Anos 90, 50 e 2000 fecham a lista, com 11, 5 e 3 álbuns, respectivamente.

Os artistas com mais discos votados foram Caetano Veloso e Gilberto Gil, cada um com 7 discos na lista. Em seguida vêm Gal Costa, Tom Jobim e Jorge Ben, com 5 álbuns cada um. Em terceiro lugar estão Os Mutantes e Tim Maia, cada um com 4 obras.

Confesso que ainda tenho muitos para descobrir.

A lista completa, com os 100 discos:

Acabou Chorare – Novos Baianos (1972)
Tropicália ou Panis et Circensis – Vários (1968)
Construção – Chico Buarque (1971)
Chega de Saudade – João Gilberto (1959)
Secos e Molhados – Secos e Molhados (1973)
A Tábua de Esmeralda – Jorge Ben (1972)
Clube da Esquina – Milton Nascimento & Lô Borges (1972)
Cartola – Cartola (1976)
Os Mutantes – Os Mutantes (1968)
Transa – Caetano Veloso (1972)
Elis & Tom – Elis Regina e Antônio Carlos Jobim (1974)
Krig-Ha Bandolo – Raul Seixas (1973)
Da Lama ao Caos – Chico Science & Nação Zumbi (1994)
Sobrevivendo no Inferno – Racionais MC’s (1998)
Samba Esquema Novo – Jorge Ben (1963)
Fruto Proibido – Rita Lee (1975)
Racional Volume 1 – Tim Maia (1975)
Afrociberdelia – Chico Science & Nação Zumbi (1996)
Cabeça Dinossauro – Titãs (1986)
Fa-Tal – Gal a Todo Vapor – Gal Costa (1971)
Dois – Legião Urbana (1986)
A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado – Os Mutantes (1970)
Coisas – Moacir Santos (1965)
Roberto Carlos em Ritmo de Aventura – Roberto Carlos (1967)
Tim Maia – Tim Maia (1970)
Expresso 2222 – Gilberto Gil (1972)
Nós vamos Invadir Sua Praia – Ultraje a Rigor (1985)
Roberto Carlos – Roberto Carlos (1971)
Os Afro-Sambas – Baden Powell, Quarteto em Cy e Vinícius de Moraes (1966)
A Dança da Solidão – Paulinho da Viola (1972)
Carlos, Erasmo – Erasmo Carlos (1970)
Pérola Negra – Luis Melodia (1973)
Caymmi e Seu Violão – Dorival Caymmi (1959)
Loki? – Arnaldo Baptista (1974)
Estudando o Samba – Tom Zé (1976)
Falso Brilhante – Elis Regina (1976)
Caetano Veloso – Caetano Veloso (1968)
Maria Fumaça – Banda Black Rio (1977)
Selvagem? – Os Paralamas do Sucesso (1986)
Legião Urbana – Legião Urbana (1985)
Meus Caros Amigos – Chico Buarque (1976)
O Bloco do Eu Sozinho – Los Hermanos (2001)
Refazenda – Gilberto Gil (1975)
Mutantes – Os Mutante (1969)
Raimundos – Raimundos (1994)
Chaos A.D. – Sepultura (1993)
João Gilberto – João Gilberto (1973)
As Aventuras da Blitz – Blitz (1982)
Racional Volume 2 – Tim Maia (1976)
Revolver – Walter Franco (1975)
Clara Crocodilo – Arrigo Barnabé (1980)
Cartola – Cartola (1974)
O Novo Aeon – Raul Seixas (1975)
Refavela – Gilberto Gil (1977)
Nervos de Aço – Paulinho da Viola (1973)
Amoroso – João Gilberto (1977)
Roots – Sepultura (1996)
Antônio Carlos Jobim – Tom Jobim (1963)
Canção do Amor Demais – Elizeth Cardoso (1958)
Gil e Jorge Ogum Xangô – Gilberto Gil e Jorge Ben (1975)
Força Bruta – Jorge Ben (1970)
MM – Marisa Monte (1989)
Milagre dos Peixes – Milton Nascimento (1973)
Show Opinião – Nara Leão, Zé Kéti e João do Vale (1965)
Nelson Cavaquinho – Nelson Cavaquinho (1973)
Cinema Transcendental – Caetano Veloso (1979)
África Brasil – Jorge Ben (1976)
Ventura – Los Hermanos (2003)
Samba Esquema Noise – Mundo Livre S/A (1994)
Getz/Gilberto Featuring Antônio Carlos Jobim – Stan Getz, João Gilberto e Antônio Carlos Jobim (1963)
Noel Rosa e Aracy de Almeida – Aracy de Almeida (1950)
Jardim Elétrico – Os Mutantes (1971)
Angela Ro Ro – Angela Ro Ro (1979)
Õ Blésq Blom – Titãs (1989)
Tim Maia – Tim Maia (1971)
A Bad Donato – João Donato (1970)
Canções Praieiras – Dorival Caymmi (1954)
Gilberto Gil – Gilberto Gil (1968)
Álibi – Maria Bethânia (1978)
Gal Costa – Gal Costa (1969)
Psicoacústica – Ira! (1988)
O Inimitável – Roberto Carlos (1968)
Matita Perê – Tom Jobim (1973)
Qualquer Coisa/Jóia – Caetano Veloso (1975)
Jovem Guarda – Roberto Carlos (1965)
Beleléu, Leléu, Eu – Itamar Assumpção e Banda Isca de Polícia (1980)
Verde Anil Amarelo Cor de Rosa e Carvão – Marisa Monte (1994)
Nada Como Um Dia Após O Outro Dia – Racionais MC’s (2002)
Carnaval na Obra – Mundo Livre S/A (1998)
Quem é Quem – João Donato (1973)
Cantar – Gal Costa (1974)
Wave – Tom Jobim (1967)
Lado B, Lado A – O Rappa (1999)
Vivendo e Não Aprendendo – Ira! (1986)
Boces Bárbaros – Gil, Bethânia, Caetano e Gal (1976)
A Sétima Efervescência – Júpiter Maçã (1996)
Araçá Azul – Caetano Veloso (1972)
Elis – Elis Regina (1972)
Revolução por Minuto – RPM (1985)
Circense – Egberto Gismonti (1980)

Álbum do ano VMB 2012

Share
BNegão & Selectores de Frequência, banda rap e hip hop carioca, com o álbum "Sintoniza Lá", segundo álbum da banda. BNegão foi vocalista dos Planet Hemp, partilhando os palcos com Marcelo D2.
Este "EÁ" é o vídeo clip de apresentação e é uma bela amostra do disco. Podem ouvi-lo no site da banda bnegaoseletores.com.br
Recomenda-se.

Iradíssimo!!

Share
Vídeo da produtora de imagem carioca MOOV com imagens geniais do Rio, utilizando várias técnicas de filmagem. Grandes imagens, fotografia incrível e uma cor impressionante. O vídeo recebeu destaque no Vimeo como escolha do staff. São três minutos e vinte segundos de puro prazer.

Time of Rio from MOOV on Vimeo.