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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

O fim da MPB FM

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A MPB FM era, até ao final do mês passado, uma rádio do Rio de Janeiro que apenas tocava música brasileira. Era um projecto que, em Portugal diríamos que mais que corajoso, seria utópico e condenado ao fracasso desde o seu início, no entanto, temos a rádio Amália que, mal ou bem, vai sobrevivendo graças, talvez, à legião de fãs incodicionais, essencialmente, a classe de taxista.
Num país com a riqueza cultural e com a diversidade musical como o Brasil, eu diria que este projeto seria um tiro mais que certeiro, um sucesso garantido mas, infelizmente não.
Acabou de encerrar as suas emissões no início deste mês e, agora, apenas está disponível nas plataformas digitais.
Era a rádio que me fazia companhia sempre que eu visito o Rio e conheço, inclusivamente, algumas pessoas que trabalharam aí e que que me confirmaram o espírito de valorização da música popular brasileira que fazia parte do seu ADN
Lamentavelmente, é um sintoma  que denota vários problemas no país irmão, o problema económico mas também uma certa crise cultural que transformou o popular num outro conceito mais próximo do vulgar e do massificado.
Fica o registo da última música tocada, "Quem te viu, quem te vê" de Chico Buarque, numa versão interpretada pelo Zeca Pagodinho e que nem sequer acabou, foi cortada abruptamente para passar para a emissão da rádio que ficou com a frequência. Metáfora forte!

"(...) Brasil, mostra a tua cara
Quero ver quem paga pra gente ficar assim (...)"
Brasil - Cazuza



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Luana, filha do samba

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Luana Carvalho tem na sua genética um código riquíssimo do ponto de vista musical e cultural já que é filha da grande senhora e madrinha do samba, Beth Carvalho.
Talvez, por isso e pela responsabilidade decorrente desse facto, tenha demorado tanto tempo a iniciar o seu percurso na música de uma forma assumida e autónoma.
Aos 17 anos, ela participou na quarta temporada de “Malhação”, na Globo, em 1998 e participou ainda em três novelas, no mesmo canal, já durante entre 2005 e 2007, uma delas a novela "Páginas da vida" que  se retratava estórias da zona sul carioca, especialmente o Leblon, escrita por um dos seus ilustres habitantes e amantes, Manoel Carlos. Reconheço, uma das novelas que segui de forma dedicada.
Participou ainda no primeiro episódio da maravilhosa série Mandrake.
A sua entrada na música aconteceu ainda antes de se iniciar como atriz mas de forma mais discreta, fazendo backing vocals para a sua mãe durante três anos mas nunca, até agora, tinha assumido um papel individual na cena musical brasileira. O momento de maior visibilidade tinha sido quando uma música sua, interpretada pela sua mãe e por Zeca Pagodinho foi nomeada para a categoria Melhor Canção do Prêmio da Música Brasileira de 2012. A música chama-se "Arrasta sandália" e é um samba daqueles que arrasta.
Hoje com 35 anos, acabou de lançar não um mas sim dois discos com músicas da sua autoria e de outros parceiros musicais e produzidos pelo querido Moreno Veloso.
Os discos chamam-se  “Sul” e “Branco”, o primeiro é um disco intimista e o segundo conta com os habituais companheiros de Moreno, Pedro Sá e Domenico.
Este "Invente-me" faz parte do disco "Sul" e é lindo. Mais uma razão para agradecer à madrinha Beth por existir e por fazer tantas coisas boas.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

"Poder da criação"

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Ontem, dia 27 de novembro celebrou-se oficialmente os 100 anos do nascimento do samba, uma riqueza cultural do Brasil que é mais uma a demonstração perfeita da riqueza gerada pela fusão de culturas e de influências de várias partes do mundo. A génese do samba é a génese da própria história do Brasil e mesmo de Portugal e aquilo que provocou a sua chegada e colonização do país.
Os ritmos e os batuques trazidos pelos escravos, o cavaquinho e as violas trazidas pelos portugueses, o pandeiro que surgiu fruto de isntrumentos também trazidos pelos portugueses mas de origem mourisca e até o facto do Rio de Janeiro ser o Berço do samba tem a ver com a conjugação de acontecimentos da história que permitiram a formação deste fenómeno cultural que é agora um dos símbolos da identidade brasileira e, talvez, a maior manifestação popular totalmente transversal às classes sociais, inclusiva e igualitária numa sociedade ainda muito estratificada e discriminatória.
O samba de João Nogueira "Poder da criação" é uma boa representação da essência do samba, algo que parece que tem inspiração divina ou, pelo menos, quer-se pensar que sim mas que se traduz em versos simples que, quase por magia, se transformam em belas canções acerca do cotidiano do povo. E por ser do povo e para o povo, todos as vivem e todos as cantam.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Semana rara

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Contagem decrescente para os concertos do Zeca e da Elza. Dois pedidos formulados, um para cada um deles, "Insensato destino" e "Dura na queda".

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Dia 24 de Novembro é o dia!

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Para comemorar o centenário do nascimento do samba o Zeca Pagodinho vem fazer uma pequena digressão na Europa e, felizmente, incluiu Portugal. Dia 24 de Novembro, se os deuses do samba o permitirem, vou realizar um dos maiores desejos que tenho relacionados com a minha paixão pela música. A minha paixão pela música faz com que, entre outras coisas, tenha uma infinita vontade de ver e rever os meus músicos e intérpretes preferidos ao vivo em concertos. Felizmente, tenho tido a felicidade e o privilégio de ver a maioria deles ao vivo, algubns deles por diversas vezes. Admito que ainda existem alguns que me faltam nessa lista desejos, não muitos mas algumas das faltas deixam-me uma ligeira angústia e um vazio que nunca é totalmente preenchido.
Uma dessas falhas e uma das mais latentes é ainda, esperemos que por pouco tempo, o Zeca e, confesso, que tinha uma esperançao muito ténue de o ver e acharia que isso só seria possível se coincidisse com uma viagem ao Brasil dado o seu conhecido receio de viajar de avião e a sua personalidade singela e modesta que o faz preferir o seu reduto de Xerem a grandes digressões internacionais. Felizmente, por todas as razões mas neste momento especialmente por esta, o samba já faz 100 anos e não encontro melhor forma de assinalar essa efeméride em Lisboa que um concerto do mestre Zeca.
Apenas por curiosidade, esta comemoração oficial do centésimo aniversário do nascimento do samba tem a ver com o facto de em 1916 se ter gravado o primeiro tema, registado como samba, a música chama-se "Pelo telefone" e foi composta por Donga e Mauro de Almeida e em 100 anos o samba transformou-se totalmente. Passou de uma manifestação marginal de uma etnia segregada para a maior expressão da cultura brasileira ultrapassando até as fronteiras do universo das artes para se tornar parte fundamental da essência social e da identidade do povo brasileiro.
Não há dúvidas absolutamente nenhumas que as expetativas estão altas pois o que desejamos é viver, durante um par de horas, um pouquinho desse Brasil cheio de alegria e energia contagiante pois desde que o samba é samba é assim.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Quintal do Pagodinho de novo

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Está prestes a sair o terceiro Quintal do Pagodinho e este "Toda a hora" é a primeira amostra. Confesso que este modelo é a minha cara, roda de samba cheia de bambas, cerveja, amigos e descontração regada com boa música e muita alegria. Um dia...

terça-feira, 21 de junho de 2016

Seu Balancê

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"Quando o canto da sereia
Reluziu no seu olhar
Acertou na minha veia
Conseguiu me enfeitiçar

Tem veneno o seu perfume
Que me faz o seu refém
Seu sorriso tem um lume
Que nenhuma estrela tem

Tô com medo desse doce
Tô comendo em suas mãos
Nunca imaginei que fosse
Mergulhar na tentação

Essa boca que me beija
Me enlouquece de paixão
Te entreguei numa bandeja
A chave do meu coração

Seu tempero me deixa bolado é um mel misturado com dendê
No seu colo eu me embalo eu me embolo
Até numa casinha de sapê
Como é lindo o bailado debaixo dessa sua saia godê

Quando roda no bamba-querer, fazendo fuzuê
Minha deusa esse seu encanto parece que vem do Ilê

Ou será de um jogo de jongo que fica no Colubandê
Eu só sei que o som do batuque é truque do seu balancê
Preta cola comigo porque, tô amando você

Preta cola comigo porque estou amando você
Estou amando você"
Seu balancê - Zeca Pagodinho

terça-feira, 14 de junho de 2016

Na Veia!

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Há uns tempos descobri este disco, "Na veia", uma colaboração do bamba Arlindo Cruz e do cantor e sambista Rogê e que conta com colaborações de pesos pesados da música brasileira e todos eles icons da cidade do Rio de Janeiro, Marcelo D2, Maria Rita, Seu Jorge, Zeca Pagodinho, Luiz Melodia, Jorge Aragão, Xande de Pilares e o mestre Wilson das Neves.
É um disco do final de 2015 e que reúne alugmas das partilhas e colaboraç~oes que resultaram de um programa de rádio criado pelo Rogê e pelo Arlindo Cruz na rádio carioca MPB FM e que tinha o nome de "Música na veia". Nesse programa os autores resolveram levar o clima, as sensações e a envolvência das rodas de samba e dos batuques com amigos que costumam fazer parte das suas vida e dos seus percursos musicais.
Felizmente o programa correu também que possibilitou a criação deste seleção musical bem caprichada valorizada pela cumplicidade entre eles que se percebe em cada tema e pelo ambiente descontraído que acompanhou, certamente, as gravações e que se consegue sentir ao ouvir disco.
O disco entra mesmo na veia, dá vontade de entrar numa dimensão virtual, pegar num tamborim e pedir licença para entrar na roda. Foi a trilha sonora do nosso fim de semana de santos populares a sul.
Não existem clips deste disco, apenas um vídeo acerca do programa de rádio, uma gravação da música que dão nome ao disco, "Na veia", que já tinha sido gravado em 2013 pelo Marcelo D2 no disco "Nada me pode parar" e também pelo Rogê em 2012, no disco "Breguelé" onde já tinha a participação do Arlindo Cruz. E ainda uma gravação de uma canja do Marcelo D2 numa atuação do Rogê no bar da Lapa, Carioca da Gema. Oh sôrte!







sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Inspirações no outro hemisfério

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Levei dois livros de jovens autores portugueses, "Índice médio de felicidade" do David Machado e "O caçador do Verão" do Hugo Gonçalves, sendo que este último tem fortes ligações ao Rio pois viveu lá durante uma temporada e escreveu várias crónicas maravilhosas desde lá para jornais e revistas de cá. São dois ótimos livros que  me deixaram algumas notas para no subconsciente para as contrastar com a fase que temos vindo a viver.
Tanto uma como outra incluem temáticas negativas, o que pode ser incompatível com o ambiente descontraído de umas férias e podem ainda acentuar as fragilidades que advêm do momento menos bom que temos vindo a enfrentar.
No entanto, tanto num como noutro, há fragmentos que nos podem inspirara e a ver aspetos negativos por outro prisma e isso fez diferença.
Lembrei-me até de uma música que adoro, que se chama "Maneiras" do mestre Zeca Pagodinho e que, curiosamente, ouvimos um dia lá pelos lados de Ipanema e que acaba dizendo:
"Mas digo sinceramente
Na vida, a coisa mais feia
É gente que vive chorando
De barriga cheia"





quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Diogo e Zeca

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Esta música, "Quem vai chorar sou eu" é da trilha sonora da novela "Malhação" já tem um ano e junta duas gerações do samba do Rio de Janeiro, Zaca Pagodinho e Diogo Nogueira e essa parceria dá sempre bons resultados.
O vídeo, apesar de não ser brilhante, tem um cenário que encaixa sempre bem, o vídeo filmado na praia da Barra da Tijuca e tem, como cereja em cima do bolo, a Pedra da Gávea como cenário de fundo. Sobre as restantes personagens que participam vou abster-me de comentar.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

O crooner do samba

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O Zeca Pagodinho é, para mim, no samba, a versão mais próxima da figura do crooner. E, também por isso, tudo o que faz já vem carregada com uma aura de talento e qualidade que ele p+róprio assegura e confere ao seu trabalho.
Isto tem uma razão que é apresentar o seu novo projeto de 2015, lançado muito recentemente chamado "Ser humano". Este tema "Mangas e panos" é o meu favorito, por agora.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Sambabook de João Nogueira com D2

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Marcelo D2 em mais uma incursão no samba e, mais uma vez, com excelentes resultados. O Sambabook é um projeto de coletâneas musicais que homenageia grandes referências do samba convidando outros renomados artistas para interpretarem uma seleção de êxitos do artista homenageado. O Sambabook de João Nogueira, foi lançado em em 2012, ano em que João Nogueira completaria 70 anos e este "Baile no elite" é uma bela amostra do espiríto deste disco em particular e do projeto que já homenageou, além do João Nogueira, Zeca Pagodinho, Martinho da Vila e está agora a ser lançado o da Dona Ivone Lara.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Estes dois quando se juntam fazem magia

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Até há pouco tempo não conhecia este disco do Arlindo Cruz de 2013 chamado "Batuques do meu lugar" é um disco gravado ao vivo com várias colaborações incluindo a já tradicional participação do Zeca Pagodinho. É uma relação muito especial que brota qualidade e provoca emoções em que quem gosta de samba e destes dois bambas.
Este disco tem sido uma companhia frequente e muito deliciosa.



"Meu poeta, por favor
Faça um samba de amor
Samba com cheiro de flor
Acho que ela vai gostar

Mas se ela não cantar
Outra vai ficar feliz
Coração é terra fértil
Novo amor cria raiz

Sofro de amores por ela
Mas o samba me conforta
Se ela me fecha a janela
Outras me abrem a porta

Sofro de amores por ela
Mas o samba me conforta
Se ela me fecha a janela
Outras me abrem a porta

Meu poeta, por favor
Faça um samba de amor
Samba com cheiro de flor
Acho que ela vai gostar

Mas se ela não cantar
Outra vai ficar feliz
Coração em terra fértil
Novo amor cria raiz

Sofro de amores por ela
Mas o samba me conforta
Se ela me fecha a janela
Outras me abrem a porta

Sofro de amores por ela
Mais o samba me conforta
Se ela me fecha a janela
Outras me abrem a porta

Se ela faz secar a chuva
Que rega o amor que eu planto
Se ela não crê na oração
Que eu faço pro meu santo

Se ela não conhece a dor
Que faz rolar o meu pranto
Não merece esse samba
Meu amor meu acalanto

Meu poeta por favor
Faça um samba de amor
Samba com cheiro de flor
Acho que ela vai gostar

Mas se ela não cantar
Outra vai ficar feliz
Coração em terra fértil
Novo amor cria raiz

Sofro de amores por ela
Mas o samba me conforta
Se ela me fecha a janela
Outras me abrem a porta

Sofro de amores por ela
Mas o samba me conforta
Se ela me fecha a janela
Outras me abrem a porta

Se ela faz secar a chuva
Que rega o amor que eu planto
Se ela não crê na oração
Que eu faço pro meu santo

Se ela não conhece a dor
Que faz rolar o meu pranto
Não merece esse samba
Meu amor, meu acalanto"
Meu poeta - Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho

"Me cansei de ficar mudo, sem tentar
Sem falar
Mas não posso deixar tudo como está
Como está você?

Tô vivendo por viver
Tô cansada de chorar
Não sei mais o que fazer
Você tem que me ajudar
Tá difícil esquecer
Impossível não lembrar você

Você, ê, ê

Com o fim do nosso amor
Eu também tô por aí
Já não sei pra onde vou
Quantas noites sem dormir
Alivia minha dor
E me faça, por favor, sorrir

Vem pros meus braços, meu amor
Meu acalanto
Leva esse pranto pra bem longe de nós dois
Não deixe nada pra depois
É a saudade que me diz
Que ainda é tempo pra viver feliz"
Ainda é tempo pra ser feliz - Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho

"Meu amor se fosse assim
Bem calmo e mais sereno
Seria bem melhor pra mim
Um sorriso mais ameno
Nosso amor está pequeno
Cada vez mais dispersivo
O ciúme é o veneno
Não se encontra lenitivo
Se entrenós houvesse a paz dos bons casais
Sem receios, sem conflitos
Eu acredito que haveria mais amor
Sem altos gritos tão aflitos de pavor
Mais calor na relação, Mais desejo de viver
Mais pureza,Mais prezer,Mais amor, Mais união
Mas não deu...Termina aqui (eu vou partir)
Mas não deu...Termina aqui (e vamos dividir)"
Termina aqui - Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Doce azul

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Em 1999, a Marisa Monte produziu e participou num disco de homenagem à escola de samba Portela e especialmente à sua Velha Guarda chamado Tudo Azul. Um dos pilares dessa escuola foi o cantor, compositor e panderista Argemiro Patrocínio. Agora, a Marisa volta a produzir um disco de homenagem ao samba da Portela que honra este bamba portelense. Participam nomes do samba como Zeca Pagodinho, Teresa Cristina, Moreno Veloso e o rapper mais bamba do Rio Marcelo D2. A Marisa Monte particvipa também cantando "Dizem que o amor" que é um momento marcante do disco.

"Dizem que o amor
faz a gente sofrer
sem meu grande amor
não poderei viver

Se eu disser que sim
e ele disser que não
é uma parte perdida
que teve na vida
no meu coração

Se o amor traz sofrimento
vou sofrer até o fim
minha vida será um tormento
se ele não disser que sim

O amor que lhe dedico
é uma obsessão
imploro por favor
não digas não

Dizem que o amor..."
Dizem que o amor - Marisa Monte

quinta-feira, 17 de abril de 2014

O swing sambista do D2

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Já existem vários exemplos deste seu amor pelo samba e todos eles são demonstrações do seu enorme talento. Na minha opinião está cada vez melhor, agora com a interpretação de um samba do Zeca Pagodinho incorporado no disco e dvd Sambabook de homenagem ao Zeca.
Façam barulho pro D2!



"Quem é ela?
Que vai todo dia na capela
Fazer oração, acender vela
Dizem que ela zela por mim
Me contaram
Que a menina moça é donzela
Mas quando ela está na janela
Sempre joga beijos prá mim...

Me contaram que ela
Tem por mim um chamego
Em todo lugar onde eu chego
Depois ela chega também
E me olha com jeito
De quem quer carinho
Eu fico pensando sozinho
Será que ela quer ser meu bem?...

Se eu vou na Mangueira ela vai
Se eu vou na Portela ela está
Ela vai no Cacique de Ramos
Ela vai no Estácio de Sá
Ela vai no pagode em Xerém
Ela vai no pagode em Irajá...

Qualquer dia me invoco
E tomo coragem
Rezo em frente a imagem
Do bom Jesus de Nazaré
Meu Senhor, por favor
Vem ouvir minha prece
Só tem a paz quem merece
Só tem amor quem tem fé...

(Qume é ela?)
Quem é ela?
Que vai todo dia na capela
Fazer oração, acender vela
Dizem que ela zela por mim
Me contaram
Que a menina moça é donzela
Mas quando ela está na janela
Sempre joga beijos prá mim...

Me contaram que ela
Tem por mim um chamego
Em todo lugar onde eu chego
Depois ela chega também
E me olha com jeito
De quem quer carinho
Eu fico pensando sozinho
Será que ela quer ser meu bem?...

Se eu vou na Mangueira ela vai
Se eu vou na Portela ela está
Ela vai no Cacique de Ramos
Ela vai no Estácio de Sá
Ela vai no pagode em Xerém
Ela vai no pagode em Irajá...

Qualquer dia eu me invoco
E tomo coragem
Rezo em frente a imagem
Do bom Jesus de Nazaré
Meu Senhor, por favor
Vem ouvir minha prece
Só tem a paz quem merece
Só tem amor quem tem fé...

Se eu vou na Mangueira ela vai
Se eu vou na Portela ela está
Ela vai no Cacique de Ramos
Ela vai no Estácio de Sá
Ela vai no pagode em Xerém
Ela vai no pagode em Irajá..."
Quem é ela - Marcelo D2

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Feliz sexta feira my love

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Como já sou conhecido por ser azeiteiro e numa data tão azeiteira nada melhor do que te dedicar uma música na mesma linha. Te adoro gata!



"Confesso que menti quando pedi pra me deixar
Foi uma cena de ciúme pode acreditar
Meu amor não vá embora, te amo demais
Fica comigo

Quantas noites eu pensei em ter você
Num pernoite muito louco de prazer
Te perder será o meu maior castigo

Confesso

Confesso que menti quando pedi pra me deixar
Foi uma cena de ciúme pode acreditar
Meu amor não vá embora, te amo demais
Fica comigo

Quantas noites eu pensei em ter você
Num pernoite muito louco de prazer
Te perder será o meu maior castigo

Faço o que for preciso pra ficar contigo
Pois você é meu vício, meu sonho maior
Pra provar que é verdade meu bem o que eu digo
Eu publico seu nome em um outdoor

Pra que o mundo inteiro enfim possa ver
Vou mandar publicar em letras garrafais
Essa frase tão simples...
Te amo, Te amo, te amo, te amo demais.

Faço o que for preciso pra ficar contigo
Pois você é meu vício, meu sonho maior
Pra provar que é verdade meu bem o que eu digo
Eu publico seu nome em um outdoor

Pra que o mundo inteiro enfim possa ver
Vou mandar publicar em letras garrafais
Essa frase tão simples...
Te amo, Te amo, te amo, te amo demais.

Confesso que menti quando pedi pra me deixar
Foi uma cena de ciúme pode acreditar
Meu amor não vá embora, te amo demais
Fica comigo

Quantas noites eu pensei em ter você
Num pernoite muito louco de prazer
Te perder será o meu maior castigo

Faço o que for preciso pra ficar contigo
Pois você é meu vício, meu sonho maior
Pra provar que é verdade meu bem o que eu digo
Eu publico seu nome em um outdoor

Pra que o mundo inteiro enfim possa ver
Vou mandar publicar em letras garrafais
Essa frase tão simples...
Te amo, Te amo, te amo, te amo demais.

Faço o que for preciso pra ficar contigo
Pois você é meu vício, meu sonho maior
Pra provar que é verdade meu bem o que eu digo
Eu publico seu nome em um outdoor

Pra que o mundo inteiro enfim possa ver
Vou mandar publicar em letras garrafais
Essa frase tão simples...
Te amo, Te amo, te amo, te amo demais.

Essa frase tão simples...
Te amo, Te amo, te amo, te amo demais."
Em um outdoor - Zeca Pagodinho

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Aniversário de Martinho da Vila

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É um dos bambas mais importantes do Rio e, como é evidente, só podia ter nascido no mês do Carnaval. Além disso, à medida que o Carnaval se vai aproximando vai aumentando a saudade e o desalento de não poder estar lá. E, para amenizar ligeiramente esse sentimento, aumenta a minha vontade de escutar samba. Este dvd do Quintal do Pagodinho tem grande momentos de samba e este que escolhi é um deles. Demonstra a simplicidade, a pureza e a alegria natural desta música e da maioria dos seus intérpretes. Mérito total para o Zeca Pagodinho e para os seus amigos que fizeram de um encontro íntimo, de pessoas que se respeitam e que nutrem amizade uns pelos outros, uma festa musical de alta qualidade e que ainda quiseram partilhá-la com os comuns dos mortais como eu. Assim junto no mesmo post a homenagem ao aniversário do Martinho, um destaque deste dvd que tem tanto para ver e escutar e ainda uma sessão de auto-terapia e de tentativa frustada de imunização desta saudade persistente que este ano está ainda mais intensa por causa deste tempo cinzento, frio e exageradamente molhado, que não ajuda nada.

"Ciranda de roda
De samba de roda da vida
Que girou, que gira
Na roda da saia rendada
Da moça que dança a ciranda
Ciranda da vida
Que gira e faz girar a roda
Da vida que gira
Na cabeça do bom Santo Amaro
Que é da Purificação
E nas águas que rodeiam a ilha
De São Luiz do Maranhão
Na rodilha embaixo da talha
E em cima do torso da negra
Que ainda rebola
Nas curvas da vida da velha
Que ainda consola
A criança que chora
A roda é pra rodar na gira
Da vida que roda
Olha a roda, olha a roda
A roda é pra rodar na gira
Da vida que roda
Ciranda de roda"
Ciranda da roda - Martinho da Vila

"Quem é do mar não enjoa, não enjoa.
Chuva fininha é garoa, é garoa.
Homem que é homem não chora! Não, não chora.
Quando a mulher vai embora, vai embora.

Quem quiser saber meu nome,
Não precisa perguntar.
Sou Martinho lá da Vila,
Partideiro devagar.

Quem quiser falar comigo
Não precisa procurar.
Vá aonde tiver samba
Que eu devo estar por lá.

Eu cheguei no samba agora,
Mas aqui eu vou ficar.
Pois quem é mesmo do samba
Vai até o sol raiar.

O sereno ta caindo,
Ta caindo devagar.
Vai cair chuva miúda
E o samba não vai parar.

Serenou lá na Mangueira.
Serenou lá na Portela.
Serenou em Madureira.
Serenou lá na favela.

Serenou lá no Salgueiro.
Serenou lá no Capela.
Serenou na minha casa.
Serenou na casa dela.

Quem tiver mulher bonita
Traga presa na corrente.
Eu também já tive a minha,
Mas perdi num samba quente.

A menina foi embora,
Mas um samba vou cantar,
Pois está mesmo na hora
De ter outra em seu lugar."
Quem É do Mar Não Enjôa - Martinho da Vila

"Canta Canta, minha Gente.
Deixa a tristeza pra lá.
Canta forte, canta alto,
Que a vida vai melhorar.
Que a vida vai melhorar.
Que a vida vai melhorar.
Que a vida vai melhorar.
Que a vida vai melhorar.

Cantem o samba de roda,
O samba-canção e o samba rasgado.
Cantem o samba de breque,
O samba moderno e o samba quadrado.

Cantem ciranda, o frevo,
O côco, maxixe, baião e xaxado,
Mas não cantem essa moça bonita,
Porque ela está com o marido do lado.

Canta Canta, minha gente.
Deixa a tristeza pra lá.
Canta forte, canta alto,
Que a vida vai melhorar.
Que a vida vai melhorar.
Que a vida vai melhorar.
Mas a vida vai melhorar.
A vida vai melhorar.

Quem canta seus males espanta
Lá em cima do morro
Ou sambando no asfalto.
Eu canto o samba-enredo,
Um sambinha lento e um partido alto.

Há muito tempo não ouço
O tal do samba sincopado.
Só não dá pra cantar mesmo
É vendo o sol nascer quadrado.

Canta Canta, minha gente.
Deixa a tristeza pra lá.
Canta forte, canta alto,
Que a vida vai melhorar.

Que a vida vai melhorar.
Que a vida vai melhorar.
Mas eu disse: Que vai melhorar.
Que a vida vai melhorar.
Ora se vai melhorar.
Que a vida vai melhorar.
Mas será que vai melhorar?
Que a vida vai melhorar.
Eu já vou é me mandar.
Que a vida vai melhorar.
Que a vida vai melhorar.!
Canta canta minha gente - Martinho da Vila

"Segure tudo que for conquistado
Segure tudo que não for de mais
Segure o braço do seu namorado
Segure a menina rapaz

Assegure um amor sem despedida
Dando amor e lealdade
Pra não terminar a vida
No tal bloco da saudade

Assegure o pão de cada dia
Trabalhando com vontade
Segura, segura, segura, não larga
Essa tal felicidade

Avareza é um defeito
Você nunca foi assim
Eu também tenho direito
De tocar meu tamborim
Segure"
Segure tudo - Martinho da Vila

"Na minha casa
Todo mundo é bamba
Todo mundo bebe
Todo mundo samba...

Na minha casa
Não tem bola prá vizinha
Não se fala do alheio
Nem se liga prá candinha...

Na minha casa
Todo mundo é bamba
Todo mundo bebe
Todo mundo samba...

Na minha casa
Ninguém liga prá intriga
Todo mundo xinga
Todo mundo briga...

Macumba lá na minha casa
Tem galinha preta
Azeite de dendê
Mas ladainha lá na minha casa
Tem reza bonitinha
E canjiquinha prá comer
Mas ladainha lá na minha casa
Tem reza bonitinha
E canjiquinha prá comer...

Se tem alguém aflito
Todo mundo chora
Todo mundo sofre
Mas logo se reza
Prá São Benedito
Prá Nossa Senhora
E prá Santo Onofre...

Mas se tem alguém cantando
Todo mundo canta
Todo mundo dança
Todo mundo samba
E ninguém se cansa
Pois minha casa
É casa de bamba
Pois minha casa
É casa de bamba...

Macumba lá na minha casa
Tem galinha preta
Azeite de dendê
Mas ladainha lá na minha casa
Tem reza bonitinha
E canjiquinha prá comer
Mas ladainha lá na minha casa
Tem reza bonitinha
E canjiquinha prá comer...

Se tem alguém aflito
Todo mundo chora
Todo mundo sofre
Mas logo se reza
Prá São Benedito
Prá Nossa Senhora
E prá Santo Onofre...

Mas se tem alguém cantando
Todo mundo canta
Todo mundo dança
Todo mundo samba
E ninguém se cansa
Pois minha casa
É casa de bamba
Pois minha casa
É casa de bamba
Pois minha casa
É casa de bamba"
Casa de bamba - Martinho da Vila

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Data redonda no samba

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55 anos do mestre Zeca pagodinho e que melhor homenagem do que uma festa feita canção, com participação de pesos pesados da música brasileira, Jorge Aragão, Seu Jorge e Marcelo D2. É mole?! Parabéns Zeca, feliz aniversário para o morador mais ilustre de Xerém.

"Ô, Zeca, tu tá morando onde?
Ô, Zeca, tu tá morando onde?

Andei de carro, carroça e trem
Perguntando onde é Xerém
Pra te ver, pra te abraçar
Pra beber e papear
Te contar como eu estou
Mas Baixinho me travou
Dizendo que "ocê" mudou

Ô, Zeca, tu tá morando onde?...

Ô, Jorge, tu sabes que eu trabalho
Às vezes me atrapalho
E fico embaixo dos panos
De tanto pagar por esse preço
Perdi meu endereço
E agora eu sou cigano

Ô, Zeca, tu tá morando onde?...

Trabalho, também trabalho
Já fui bicho do baralho
Mas o samba me adotou
Por isso fui pra Xerém
Pois melhor que "ocê" não tem
Versa que nem doutor, falou!

Ô, Zeca, tu tá morando onde?...

Estou morando em qualquer lugar
Tô aqui, ali e acolá
Levo a minha vida assim
Pra lhe dizer com sinceridade
Falando a verdade
Vou morar no botequim"
Zeca cadê você - Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, Seu Jorge, Marcelo D2

quinta-feira, 14 de março de 2013

Mestre Wilson

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Faltava aqui uma homenagem ao grande show do Mestre Wilson das Neves no Espaço Brasil. Foi incrível, digno de um crooner à séria, com uma intimidade e uma cumplicidade incrível, além de uma resistência notável para quem já tem 76 anos!
Teve momentos incríveis, apresentou sempre o parceiro de composição de cada música, fazendo questão de os homenagear, contou estórias da sua ligação ao Chico Buarque (é seu baterista há muitos anos) e, com bastante humor e respeito, disse que estava ali para cantar as músicas dele pois se não fosse ele a promover-se não haveria ninguém que o fizesse. Estou certo que, à excepção da inconsciente periguete que pediu para que ele cantasse Zeca Pagodinho, a esmagadora maioria estava ali para ouvir o seu trabalho e ficava mais tempo, ainda, se o mestre quisesse.
Espero voltar a vê-lo mais vezes, ô sorte!
Para fechar cantou uma das duas únicas músicas que não são dele e que eu já não ouvia há muito tempo, ao ponto de não me lembrar dela. E uma vez que me apercebi que, muito injustamente, não tinha nunca feito referência à Dona Ivone Lara neste blog, fica aqui a reparação possível.


"Acreditar.......eu não
Recomeçar.......jamais
A vida foi.........em frente
E você simplesmente
Não viu que ficou pra trás
....... .Não sei se você me enganou
Pois quando você tropeçou
Não viu o tempo que passou
...Não viu que ele me carregava
E a saudade lhe entregava
O aval da imensa dor
E eu que agora moro nos braços da paz
Ignoro o passado que hoje você me trás
E eu que agora......moro nos braços da paz
Ignoro o passado que hoje você me trás"
Acreditar - Ivone Lara e Nilze Carvalho


"O dia em que o morro descer e não for carnaval 
ninguém vai ficar pra assistir o desfile final 
na entrada rajada de fogos pra quem nunca viu 
vai ser de escopeta, metralha, granada e fuzil 
(é a guerra civil)

No dia em que o morro descer e não for carnaval 
não vai nem dar tempo de ter o ensaio geral 
e cada uma ala da escola será uma quadrilha 
a evolução já vai ser de guerrilha 
e a alegoria um tremendo arsenal 
o tema do enredo vai ser a cidade partida 
no dia em que o couro comer na avenida 
se o morro descer e não for carnaval

O povo virá de cortiço, alagado e favela 
mostrando a miséria sobre a passarela 
sem a fantasia que sai no jornal 
vai ser uma única escola, uma só bateria 
quem vai ser jurado? Ninguém gostaria 
que desfile assim não vai ter nada igual

Não tem órgão oficial, nem governo, nem Liga 
nem autoridade que compre essa briga 
ninguém sabe a força desse pessoal 
melhor é o Poder devolver à esse povo a alegria 
senão todo mundo vai sambar no dia 
em que o morro descer e não for carnaval"
O dia em que o morro descer e não for carnaval - Wilson das Neves