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quarta-feira, 29 de junho de 2016

E ela disse que sim

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Quem diria que alguns acasos, coincidências até incidências há quatro anos e 10 meses se transformasse numa relação como a que temos e que nos conduzisse ao nosso momento mais importante, até hoje que aconteceu exatamente há uma semana.
Desde quarta-feira passada, tivemos uma semana extremamente atípica mas, a verdade, é que a nossa relação, desde o seu começo, foi atípica e é, se calhar por isso, tem tido tanto encanto apesar de algumas contrariedades e uma ou duas desilusões.
Temos uma vida inteira à nossa frente que continuaremos a partilhá-la e a vivê-la com as pessoas de quem gostamos tal como o fizemos na semana passada e com isso, continuaraemos a construir uma estória que será a nossa estória. Amo-te C.

"Cheguei a tempo de te ver acordar
Eu vim correndo à frente do sol
Abri a porta e antes de entrar
Revi a vida inteira

Pensei em tudo que é possível falar
Que sirva apenas para nós dois
Sinais de bem, desejos de cais
Pequenos fragmentos de luz

Falar da cor dos temporais
Do céu azul, das flores de abril
Pensar além do bem e do mal
Lembrar de coisas que ninguém viu
O mundo lá sempre a rodar
E em cima dele tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor
Estrada de fazer o sonho acontecer

Pensei no tempo e era tempo demais
Você olhou sorrindo pra mim
Me acenou um beijo de paz
Virou minha cabeça

Eu simplesmente não consigo parar
Lá fora o dia já clareou
Mas se você quiser transformar
O ribeirão em braço de mar

Você vai ter que encontrar
Aonde nasce a fonte do ser
E perceber meu coração
Bater mais forte só por você
O mundo lá sempre a rodar
E em cima dele tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor
Estrada de fazer o sonho acontecer"
Quem sabe isso quer dizer amor - Paulinho Moska

terça-feira, 14 de junho de 2016

Na Veia!

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Há uns tempos descobri este disco, "Na veia", uma colaboração do bamba Arlindo Cruz e do cantor e sambista Rogê e que conta com colaborações de pesos pesados da música brasileira e todos eles icons da cidade do Rio de Janeiro, Marcelo D2, Maria Rita, Seu Jorge, Zeca Pagodinho, Luiz Melodia, Jorge Aragão, Xande de Pilares e o mestre Wilson das Neves.
É um disco do final de 2015 e que reúne alugmas das partilhas e colaboraç~oes que resultaram de um programa de rádio criado pelo Rogê e pelo Arlindo Cruz na rádio carioca MPB FM e que tinha o nome de "Música na veia". Nesse programa os autores resolveram levar o clima, as sensações e a envolvência das rodas de samba e dos batuques com amigos que costumam fazer parte das suas vida e dos seus percursos musicais.
Felizmente o programa correu também que possibilitou a criação deste seleção musical bem caprichada valorizada pela cumplicidade entre eles que se percebe em cada tema e pelo ambiente descontraído que acompanhou, certamente, as gravações e que se consegue sentir ao ouvir disco.
O disco entra mesmo na veia, dá vontade de entrar numa dimensão virtual, pegar num tamborim e pedir licença para entrar na roda. Foi a trilha sonora do nosso fim de semana de santos populares a sul.
Não existem clips deste disco, apenas um vídeo acerca do programa de rádio, uma gravação da música que dão nome ao disco, "Na veia", que já tinha sido gravado em 2013 pelo Marcelo D2 no disco "Nada me pode parar" e também pelo Rogê em 2012, no disco "Breguelé" onde já tinha a participação do Arlindo Cruz. E ainda uma gravação de uma canja do Marcelo D2 numa atuação do Rogê no bar da Lapa, Carioca da Gema. Oh sôrte!







quarta-feira, 8 de junho de 2016

Feliz e ponto

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"Eu quis tanto ter você
Quando você não me quis
E agora a gente é feliz e ponto
Como amor se paga amor
E o ditado é quem diz
E a gente ama assim
Sem dar desconto

Deixa eu ser mais leve que você
Essa coisa que faz flutuar
Deixa que te faça entender
O Tanto o quanto
Já te fiz sonhar sem perceber
Já te fiz querer sem duvidar
Deixa esse amor cadenciar manso"
Feliz e ponto - Silva

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Vidas

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Hoje ouvi o "Black" dos Pearl Jam logo de manhã e lembrei-me de coisas que já foram há tanto tempo e tão diferentes daquilo que é a minha vida hoje que parece que tudo aconteceu noutra vida.
Apesar disso a única ponta ou sintoma de saudosismo foi pensar quie já fui muito mais novo e sem cabelos brancos, só isso. Como diz a C., não era feliz e ela sabe que tem razão e no final, o que interessa é que esta continua a ser uma grande música.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

E porque hoje é sexta-feira e ela está em Barcelona

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A C. adora esta música, prefere a versão original da italiana Mina mas, para mim, nada supera Marisa Monte mesmo que ela interprete a cançaõ mais brega que houver no mundo.
A música chama-se "Sono come tu mi vuoi" quequer dizer "Sou como você me quer" o que não é exatamente o que acontece na nossa relação. Provavelmente a C. ficaria muito mais feliz se eu conseguisse limar algumas das minhas características ou até eliminar algumas delas de uma vez por todas e encontrar uma forma de acrescentar doses extra de outras. Mas, no final é que somos felizes da nossa maneira.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Um dia após o outro

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Tenho andado a precisar de ouvir isto várias vezes ao dia.

"Pra começar
Cada coisa em seu lugar
E nada como um dia após o outro

Pra quê apressar?
Se não sabe onde chegar
Correr em vão se o caminho é longo

Quem se soltar, da vida vai gostar
E a vida vai gostar de volta em dobro"
Tiago Iorc - Um dia após o outro


quinta-feira, 24 de março de 2016

Hoje o céu está tão lindo, vai chuva!

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Parece que o sol, finalmente, chegou para ficar a este lado do Atlântico, conferindo enfim significado e legitimidade à palavra Primavera e permitindo, assim, que tenhamos justas expetativas na sua versão 2016.
Há muitas primaveras atrás, ela era quase sempre o prenúncio das coisas boas que iríamos concretizar na estação a seguir. Era quase uma ante-câmera para testar vivências e depurar o que iríamos explorar no Verão pois, apesar de 3 meses de férias, o Verão não dava para desperdícios de tempos em atividades que não nos dessem prazer absoluto.
Era também um teaser, um primeiro estímulo ou indução, quase provocatória, de tudo aquilo que estava à nossa espera nos meses seguintes. Tão perto mas, infelizmente, ainda tão longe, no entanto, como se diz do outro lado do Atlântico, algumas vezes, o melhor da festa é esperar por ela e, também por isso, a Primavera tinha esse sabor especial.
Hoje parece um dia desses e véspera de feriado aumenta essa sensação e essa nostalgia, por isso, não vejo melhor razão para cantar É Primavera, junto com o saudoso Tim Maia.



sexta-feira, 18 de março de 2016

Bom destino

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"Foi p'lo sabor do seu caminho
Que ela acabou por se convencer
Que avançava mais indo mansinho
Que em passos altos a combater
Onde plantou o azevinho
Cresceu o dom de saber ver crescer
Linda a promessa do destino
Se houver vontade de a manter"
Bom destino - Márcia

Música perfeita para fechar a semana. Coisa tão boa e muito a propósito para várias situações que estão a acaontecer neste momento, comigo, connosco, com os nossos entes mais queridos e com alguns dos nossos amigos. Esta é para todos nós.

segunda-feira, 14 de março de 2016

American tune

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A dupla Simon & Garfunkel também já não faz parte das minhas opções musicais há muitos e longos anos. Mas, nos dois concertos que assistimos do Miguel Araújo e do António Zambujo no Coliseu dos Recreios fiquei com vontade de ouvir outra vez a gravação do concerto histórico e memorável que eles fizeram em Nova Iorque, em pleno Central Park para cerca de meio milhão de pessoas em 1981. Estavam já separados há cerca de 10 anos mas aceitaram o desafio da entidade que geria o emblemático parque que é um dos símbolos da cidade. Precisavam de fundos para fazer vários melhoramentos e a dupla aceitou o desafio e fez um concerto de beneficiência para recolher fundos para a manutenção desse grandioso parque. O Miguel Araújo utilizou-os como um dos exemplos da cultura anglo-saxónica que contribuiu para a sua formação musical, afirmando que esta foi a sua raíz cultural lá para os lados de Águas Santas em comparação com as raízes alentejanas e a sua música ancestral que foram fundamentais na formação do António Zambujo. Esta dupla folk nova iorquina, descendente de judeus, também foi muito importante na formação do meu gosto musical, ouvi vezes sem conta este disco na minha pré e plena adolescência. De facto, ouvi tanto que um dia me fartei e passei a ouvir outras coisas completamente diferentes. A partir desse momento, admito, que nos primeiros tempos em que comecei a frequentar bares de música ao vivo, já não tinha muita paciência para ouvir aspirantes a trovadores folk que não dispensavam as músicas desta dupla nos seus sets de covers todas as noites. Confesso que nem mesmo esta nova corrente vinda dos Estados Unidos que ressuscitou o folk e lhe deu um lado contemporâneo e moderno a que chamam Indie Folk e onde se podem incluir os Bon Iver, de quem gosto muito, me fez despertar a vontade de voltar a ouvir a dupla mas bastou o Miguel Araújo tocar o velhinho "American tune" para ir a correr redescobrir a versão original e os restantes temas desse concerto. E graças a isto, os senhores Paul Simon e Art Garfunkel voltaram a estar em algumas das playlists que me vão acompanhando no meu dia a dia. Aconselho-os em doses moderadas.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Dark side of the moon

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Este disco dos Pink Floyd faz hoje 43 anos que foi lançado. Para mim é um disco muito especial pois foi o primeiro disco que ouvi dos Pink Floyd ainda muito novo, talvez até demasiado novo para ter noção da sua importância pois não tinha mais de 10 anos. Foi este disco que me despertou o interesse para descobrir os outros e o que me preparou para os outros que foram contemporâneos da minha geração, especialmente o "The wall" de 79 e o "The final cut" de 83. Confesso que já não é habitual ouvir Pink Floyd mas de vez em quando tenho vontade e este disco mantém-se no top das minhas preferências. Os Pink Floyd juntamente com os Dire Straits, os Supertramp, os Queen e noutra dimensão, o Tom Jobim, o Vinícius de Moraes e a Simone foram os grandes responsáveis pelo início da minha paixão pela música e pela formação dos meus gostos e preferências e, também por isso, fazem parte da minha vida. O tema "Us and them" é um excelente elemento para demonstrar esta minha estória com a música.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Todo o mês de Fevereiro Carnaval me chama

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É sempre assim, mesmo a 7.715,16 km de distância, com o enorme Atlântico a separar-me e com o frio do hemisfério norte a trazer-me para a realidade, é inevitável não me entusiasmar com o que vai passando no outo hemisfério nesta altura e não sentir uma enorme nostalgia pelos carnavais já passados no Rio e uma pesada frustação por não poder estar lá.
A ansiedade para ver os desfiles das escolas de samba vai progressivamente aumentando e as partilhas dos amigos que estão lá curtindo esta época ameniza ligeiramente o desencanto de estarmos longe. Infelizmente, não é ainda este ano que poderei mostrar toda a alegria contagiante do Carnaval carioca à C. mas a espera só aumentará o prazer do desfrute no dia que se concretizar.
Resta-nos a música e as duas maratonas de desfiles carnavalescos que já se vão tornando uma feliz tradição. É uma amenização dos sintomas de saudade mas saudades do futuro que ainda virá.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Feriadão maravilhoso

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Hoje é dia de São Sebastião, padroeiro da cidade maravilhosa, fazendo inclusivamente parte do seu nome completo, São Sebastião do Rio de Janeiro. E nestas dias a melancolia aparece, a nostalgia aumenta  e a saudade dispara, por isso, nada como uma singela homenagem com um  poemas que homenageia esta cidade única e a sua vivência tão singular e execepcional. É um dos mais singelos mas, ao mesmo tempo, dos mais fascinantes e apropriado para descrever toda a sua energia e intensidade. O mais incrível é que foi escrito por um baiano, Carlinhos Brown que, certamente, já se apaixonou pelo Rio há muito tempo.

"Rio, rio, rio
Rio pra não chorar
Pra quem não sabe sou rio
A cantar

Som do Flamengo
Soa ali em Botafogo
Sou da casquinha do ovo
Essas flores
Na Rocinha vou plantar
Quem olhar minha barraca
No morro da Santa Marta
Quer morar

Rio, rio, rio
Rio pra não chorar
Pra quem não sabe sou Rio
A cantar

Se tenho fome
Como logo o Pão de Açúcar
Urro no morro da Urca
Se quero abraço
Tenho o Cristo pra abraçar
Tamborim pra ti tarol
Escalados pelo sol
Rio e morro de ama"
Vide Gal - Ordinarius

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Dia clarear

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"Se você jurar
Eu posso até te acostumar
Numa vida mais à toa
É só você querer
Que tudo pode acontecer
No amor de outra pessoa
Base de um descanso milenar"
Dia clarear - Banda do Mar

Saudades de um futuro próximo com dias mais ensolarados.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Mãe

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Hoje já foi o sexto dia que nasceu sem a tua presença e, talvez por todas as festividades natalícias e respetivos momentos acessórios e consequentes, o momento que escolhi para te deixar algumas palavras merecidas e que, acima de tudo, me darão algum conforto nestes primeiros momentos sem te ter.
É importante dizer antes de tudo que fizeste um excelente trabalho e deixaste um grande legado. Fizeste-o primeiro com o teu marido, com os teus filhos, com os teus netos e com a tua família mais próxima mas também com muita gente que não te era nada mas, para ti, não havia qualquer distinção. E muitos deles estiveram lá para te dizer adeus, até aqueles que já não apareciam há muito tempo e alguns daqueles que nunca mereceram um micro momento do teu esforço, todos eles quiseram mostrar que tu foste e ainda ers importante nas suas vidas.
Foste uma mulher de armas, uma verdadeira matriarca que nunca viraste a cara a nenhuma adversidade, nem tua nem dos outros, assumias os problemas dos outros como teus e fazias mais do que o que estava ao teu alcance para ajudar.
Vamos sentir muito a tua falta, vamos sentir falta dos teus cozinhados maravilhosos, especialmente aqueles que eram os melhores croquetes e rissois de camarão do mundo. Mas por essas pequenas coisas e outras muito mais grandiosas vais ficar gravada para sempre na memória de quem te respeitou, de quem gostou de ti e de quem te vai continuar a amar.
Até sempre e continua a olhar por nós.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Mais uma do Carlos Tê

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O Carlos Tê é um dos grande génios da música portuguesa, os seus poemas são sempre de simplicidade desconcertante de tão inteligente e suprema que é. Álguém disse que a simplicidade é o último degrau da sabedoria e quando o referiu deveria estar a pensar no Carlos Tê. Muitos dos seus poemas acompanharam a vida de toda uma geração e que gostava minimamente da música do Rui Veloso. Essa geração, na qual me incluo, tem pelo menos uma referência na sua vida onde consegue juntar uma memória a uma música escrita pelo Tê.
Por isso o Tê vai ser eterno, pois conseguiu ultrapassar a frontreira do universo da música e foi capaz de ganhar um lugar, naturalmente, merecido no universo das emoções, dos sentimentos e das memórias.
Esta semana ouvi pela primeira vez um tema do disco novo da Ana Moura e tive pena de saber logo à partida que esse tema tinha letra do Carlos Tê, fustrou-se, desde logo, a curiosidade de saber se eu teria a sensibilidade e a argúcia suficientes para adivinhar que aquele poema tinha Carlos Tê em todas as letras e palavras. A verdade é que tem e, só por isso, já agrega um valor acrescido à música mas també há que reconhecer que, quer a melodia, quer a interpretação, estão ao mesmo nível e transformam o conjunto em algo muito superior do que a simples soma dos três fatores.
Para quem gosta de Tê, diga lá se isto não é Tê em todo o seu esplendor:
"Anda perdido no meio das caboclas
Mulheres que não sabem o que é pecado
Os santos delas são mais fortes do que os meus
E fazem orelhas moucas no peditório dos céus
Já deve estar por lá amarrado
Num rosário de búzios que o deixou enfeitiçado"
O meu amor foi para o Brasil - Ana Moura

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

"Rio você foi feito pra mim"

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"Rio você foi feito pra mim"
trecho da música Samba do avião - Tom Jobim



Uma das principais razões do meu amor pelo Rio de Janeiro é a minha paixão pela música e, consequentemente, pelka música que se faz no Brasil. E o Rio sempre foi um dos núcleos mais importantes de criação de música de qualidade nos mais diversos estilos musicais que caracterizam o Brasil. Foi a origem do samba e do Carnaval das escolas de samba, foi o centro nevrálgico do surgimento da Bossa Nova, foi o berço de muitos dos artistas que revolucionaram a música moderna brasileira a partir dos finais dos anos 70 e, também por isso, foi e ainda é o local onde se realiza um dos festivais de música mais emblemáticos do mundo.
Foi ainda a rampa de lançamento escolhida por muitos artistas doutros pontos do Brasil para o lançamento da sua carreira, tais como os baianos, João Gilberto, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia,  a gaúcha Elis Regina ou mesmo o Chico Buarque que, apesar de ter nascido no Rio passou uma parte da sua infância e toda a sua juventude fora do Rio, primeiro na Europa (Itália) e a partir da adolescência até aos seus vinte e poucos anos em São Paulo.
Há tempos voltei a ouvir esta música "Agamamou" de um grupo com mais de 20 anos, originário da região de São Paulo e que descobri na minha primeira visita ao Brasil, numas férias na região de Recife e que fazem um dueto com um dos mitos da música brasileira e do soul brasileiro, carioca da gem do bairro da Tijuca, Jorge Benjor.
A música brasileira é muito isto, uma festa, uma alegria contagiante mas também uma miscigenação de estilos sem qualquer tipo de preconceitos, onde o brega se junta ao soul ou ao samba para criar música de qualidade e momentos únicos de entretenimento. Há coisa melhor?

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Inspirações no outro hemisfério

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Levei dois livros de jovens autores portugueses, "Índice médio de felicidade" do David Machado e "O caçador do Verão" do Hugo Gonçalves, sendo que este último tem fortes ligações ao Rio pois viveu lá durante uma temporada e escreveu várias crónicas maravilhosas desde lá para jornais e revistas de cá. São dois ótimos livros que  me deixaram algumas notas para no subconsciente para as contrastar com a fase que temos vindo a viver.
Tanto uma como outra incluem temáticas negativas, o que pode ser incompatível com o ambiente descontraído de umas férias e podem ainda acentuar as fragilidades que advêm do momento menos bom que temos vindo a enfrentar.
No entanto, tanto num como noutro, há fragmentos que nos podem inspirara e a ver aspetos negativos por outro prisma e isso fez diferença.
Lembrei-me até de uma música que adoro, que se chama "Maneiras" do mestre Zeca Pagodinho e que, curiosamente, ouvimos um dia lá pelos lados de Ipanema e que acaba dizendo:
"Mas digo sinceramente
Na vida, a coisa mais feia
É gente que vive chorando
De barriga cheia"





quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Rio eu te amo

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Foi um regresso sentido e emocionado a uma das cidades que, felizmente, já faz parte da minha vida. A espera, desta vez, foi longa, passaram-se mais de 3 anos desde a última vez que esta cidade me acolheu. Essa tinha sido muito especial pois foi a primeira visita ao Rio com a C. e senti um privilégio enorme de ter o exclusivo desígnio de ser o seu "mestre sala" e dar a conhecer esta cidade que tanto amo à minha querida mulher. A cidade recebeu-nos de braços totalmente abertos como é seu hábito e proporcionou-nos, mais uma vez, momentos que irão ficar nas nossas eternas memórias. Não foi uma estada fácil devido ao momento complicado que estamos a atravessar mas não havia melhor cidade para amenizar a inquietação latente que temos vivido nestes últimos meses e para nos dar ânimo para encarar os próximos tempos que se continuam a afigurar difíceis, infelizmente. Foi uma visita especial por tudo isso e também por um facto importante e significativo tendo em conta a paixão que nutro pela música popular brasileira. Pela primeira vez estava no Rio numa data marcante para a história da música brasileira, o aniversário do nascimento de Vinícius de Moraes, o grande poeta ou poetinha, como gostava de ser chamado e como os amigos, carinhosamente, lhe chamavam. Curiosamente, no seu caso, esta alcunha não lhe retirava em nada a sua grandiosidade, pelo contrário, só a aumentava agregando-lhe a dimensão humana e intimista que só os grandes homens possuem e que lhes é reconhecida pelos seus pares. Ficaram muitas coisa para fazer, como ficam sempre, faltou tempo para estar com todos os amigos, faltou força de vontade para correr mais vezes no calçadão (apesar de terem sido mais vezes do que é normal mas menos do que tinha sido planeado) mas isso é só mais um dos motivos que nos fazem ter vontade de voltar e planear a próxima visita. Como diz a letra da música "Samba pra Vinícius":
"Que a vida não gosta de esperar
A vida é pra valer,
A vida é pra levar,"
Foram 12 dias muito especiais que esperamos os dois repetir o mais breve possível e, por isso, queremos os dois agradecer mais esta deliciosa experiência. Obrigado Rio e obrigado aos amigos que sempre nos recebem de braços abertos. Daqui a pouco a gente volta! Rio nós te amamos!!

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

4 anos

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4 anos de cumplicidade, de felicidade, de vivências partilhadas. Estes já ninguém nos tira. Eu sei que há algum desacordo entre datas mas para mim esta, mesmo sem formalismos, foi a que marcou o princípio da nossa estória. Foi um início de Outono, um final de Setembro e um Outubro incrível e onde Milfontes foi uma testemunha presente desta vida conjunta que estava a nascer. E, por isso, nada melhor que Arlindo Cruz e Alcione para assinalar :)
"É demais o teu sorriso é demais minha saudade
toda vez que eu te vejo dá vontade
De voltar ao paraíso longe da realidade
desse amor é que eu falo de verdade"
Quando falo de amor - Arlindo Cruz e Alcione

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Vida nossa Vida

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Hoje o que aparece aqui não é da minha autoria é de alguém muito mais eloquente que eu e, portanto, só por isso a qualidade do blog aumentou logo exponencialmente.
Recebi hoje estas palavras e esta música por email da pessoa com quem partilho tudo há 4 anos e, de tal forma, que não é parte da minha vida é a minha vida na sua plenitude e eu acredito que sou a dela. Como é habitual na nossa vivência, nada do que vivemos aparece sem uma banda sonora e, também aí, acrescentámos mutuamente experiências que se tornaram parte integrante desta nossa vida.
Uma vida que, acredito, não é a melhor do mundo e tenho a certeza que está muito longe de ser a pior mas que vale muito porque é a nossa e é vivida e experienciada em todos os momentos da nossa existência. Hoje, tal como há 4 anos para cá não tenho nenhuma dúvida em dizer-te aquilo que é mais cliché mas que só é cliché porque é verdade, amo-te C.

"Foi há quatro anos atrás de ontem, algures quando o dia acabava e quase outro começava, que te (re)vi pela primeira vez e daí em diante te veria repetidamente, até não mais parar de olhar para ti.

Já são quatro anos de histórias, entre um Van Gogh e um anel no dedo, já coleccionamos alguns crescimentos juntos. Sei que podia comemorar outro dia, mas porque não este, se entre o homem mais adulto que para mim és e o amante às vezes contido, há também o melhor ombro amigo.



Já há quatro anos… Entre os parabéns e os sorrisos, que venham outros quatro mais!"