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sexta-feira, 22 de junho de 2018

"Bem que se quis...

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Depois de tudo ainda ser feliz!"

Faz hoje dois anos que Portugal empatou com a Hungria no Euro 2016 e, afortunadamente conseguiu uma apuramento milagroso para os oitavos de final mas, também nesse dia, foi o dia em que finalmente nos casámos. Finalemnte porque já partilhamos a nossa vioda desde 2011 e porque já não era sem tempo.
Foi um dia muito feliz, passado com os nossos queridops amigos que testemunharam e abençoaram tão importante momento. Foi dia de samba e folia e muita dança e cantoria. Foi um dia para nos recordarmos sempre e eternamente e para agarrarmos a ele sempre que enfrentemos uma tormenta. Lembro-me de ouvir um dia um conselho sábio para os momentos menos bons, quando houvesse dúvidas que nos lembrássemos sempre de porque é que nos apaixonámos, Tenho seguido sempre esse conselho e adicionei-lhe também mais um incentivo, a lembrança de todos os momentos felizes que já passámos e dos maiores foi há dois anos.
Como diz o grande Nelson Motta na voz da Marisa Monte, o importante é continuar a querer ser feliz e eu continuo a sê-lo ao teu lado C. E isso só é possível porque continuo a amar-te.



"Amar alguém
Amar é como o prazer de conseguir estar sozinho - mas melhor. Amar é o prazer de descobrir continuamente que há alguém com quem se quer passar o tempo todo, incluindo o tempo que se quer passar juntos e o tempo que se quer passar sozinho.

Amar é um casamento de solidões que, gozando o prazer da juntidão, mesmo assim não prescinde dos prazeres de duas solidões juntas, estejam momentaneamente separadas ou reunidas.

Amar alguém é uma coisa egoísta que só nos faz bem. Mas só se a pessoa amada nos contra-ama também. Ser amado alivia muito a loucura de amar e de ser obrigatoriamente infeliz por causa disso.

Amar e ser amado é a melhor sorte que se pode ter. Não são milagres que aconteçam por acaso. É preciso trabalhar com leviandade - por muito cheio de amor que o coração esteja - para que esses milagres, facílimos, comecem a habituar-se a acontecer regularmente.

Amar alguém é um alívio: é poder deixar de pensar que cada um de nós é marginalmente mais importante do que qualquer outra pessoa que nasceu nesta vida e neste planeta.

Amar alguém é um baluarte contra o mundo, um salvo-conduto, uma casa aonde não só se pode regressar como ficar fechado dentro dela, sem precisar de sair.

Amar alguém é a única, verdadeira distracção. Os que não amam - muitos porque têm medo de se entregarem - chamam obsessão ao amor sem saber que o amor é o grande apagador de insignificâncias e a única maneira de fazer coincidir a alma e a atenção em duas vidas."
Miguel Esteves Cardoso - Jornal Público



quarta-feira, 6 de setembro de 2017

A melhor notícia dos últimos 15 anos :) Os Tribalistas estão de volta!

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Há uns meses começou a adivinhar-se algo deste género. Nas redes sociais, os três companheiros deste projeto, Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown, começaram a aparecer juntos apesar da sua intensa agenda individual. E de repente, do nada, fazem um live no Facebook e apresentam os 4 primeiros temas do disco. Este trabalho está em linha com o anterior e, pelo menos desse ponto de vista, não surpreende, no entanto, é um trabalho de grande bom gosto e qualidade que traz muitas emoções a todos os fãs deste maravilhoso projeto. A principal novidade, na minha opinião, tem a ver com Portugal pois inclui a participação da cantora portuguesa Carminho que está cada vez com maior reputação no outro lado do Atlântico. A sua amizade e cumplicidade com a Marisa já tem algum tempo e, depois de lançar um disco interpretando Jobim, nada mais relevante que ser a única outsider a participar neste projeto. Ouçam e façam como eu, ouçam mais vezes.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Uma verdadeira pérola

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Adoro Marisa Monte e isso é visível neste blog e na minha vida e também adoro Novos Baianos mas isso é algo menos perceptível e tem uma explicação. Estranhamente, é uma paixão recente. Conheço há muitos anos, ouvia alguns temas, os originais e algumas versões feitas por músicos mais contemporâneos mas só há pouco tempo deu o clique e, talvez, por causa da brilhante interpretação do tema "Mistério do planeta" num concerto ao vivo do Rodrigo Amarante há um ou dois anos. E aí fiquei com uma vontade clara de explorar mais o trabalho deste grupo tão esdrúxulo e marcante para um certo estilo de manifestação cultural e até de vida. Quem gosta de música brasileira identifica automaticamente o grupo de excêntricos Moraes Moreira, Pepeu Gomes e Baby Consuelo e lembra-se também, com certeza, da bela interpretação da Baby Consuelo do tema de Caetano Veloso, "Menino do Rio" que servia de genérico para a telenovela "Água viva". Esta incrível música, "A menina dança", ouvia-a pela primeira vez na voz e na versão da Marisa Monte, faz parte de um disco maravilhoso ao vivo chamado "Barulhinho Bom" e tive a sorte de assistir a dois concertos dessa tournée. Sempre adorei esta música, tem good vibe e um groove contagiante mas fiquei também rendido à versão original que está incluída no maravilhoso disco "Acabou chorare" de 1972 e que inclui ainda a já falada "Mistério da planeta", a maravilhosa "Brasil pandeiro" e a doce "Preta, pretinha", entre outras. Curiosamente, ou não, faz ainda parte da formação da banda que acompanha a Marisa, um dos músicos da formação original dos Novos Baianos, o baixista, produtor e compositor Dadi. Este videoclip junta o passado com o contemporâneo e os Novos Baianos com a Marisa Monte e é absoltamente delicioso.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Carminho e Tom Jobim

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A música contemporânea portuguesa tem dado umas cantadas à música brasileira e isso está fazendo muito bem à cultura dos dois países. Depois do António Zambujo ter lançado a sua interpretação das canções de Chico Buarque, é lançado oficialmente hoje o novo trabalho da Carminho que decidiu mergulhar no vasto repertório do maestro Anónio Carlos Jobim e demonstrar, mais uma vez, que o fado também sabe cantar bossa nova.
Fico feliz de ver artistas consagrados brasileiros a apadrinhar ativamente estes trabalhos com as suas participações. O filho Paulo Jobim acompanha a Carminho com o seu violão em todas as músicas e há três duetos, no tema "Estrada do sol" com Marisa Monte, Chico Buarque canta "Falando de Amor" e tem ainda Maria Bethânia que partilha a linda "Modinha".

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Silva canta Marisa

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Foi hoje apresentado o novo trabalho do músico e produtor Silva em que interpreta canções da Marisa Monte. Silva revisita várias etapas da carreira da marisa e dá às músicas novos arranjos e roupagens de acordo com o seu estilo. Além de clássicos e outras menos conhecidas inclui ainda um inédito com a participação da própria Marisa, chamada "Noturna".
Para mim é sempre uma boa razão escutar o trabalho da Marisa e esta abordagem traz um pouco mais de melancolia que se justa ao Inverno europeu que nos começa a visitar neste preciso momento.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Hoje, porque sim

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"Procuro nas coisas vagas ciência
Eu movo dezenas de músculos para sorrir
Nos poros a contrair, nas pétalas de jasmin
Com a brisa que vem roçar da outra margem do mar

Procuro na paisagem cadência
Os átomos coreografam a grama do chão
Na pele braile pra ler na superfície de mim
Milímetros de prazer, quilômetros de paixão

Vem pra esse mundo, Deus quer nascer
Há algo invisível e encantado entre eu e você
E a alma aproveita pra ser a matéria e viver"
A alma e a matéria - Marisa Monte

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Infinita ilusão

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Foi ontem o concerto tão esperado em que a Marisa Monte, de volta a Portugal, convidava a fadista Carminho para o seu concerto no idílico palco dos Jardins do Marquês de Pombal em Oeiras. Já perdi a conta às vezes que vi Marisa Monte, acho que só falhei um concerto desde que ela começou a vir a Portugal mas não me farto nem nunca me vou fartar de a ver e ouvir. Lembro-me de todos mas lembro-me especialmente de dois, o da tournée "Barulhinho Bom" com o Coliseu dos Recreios à pinha, muito além da lotação, como era habitual antes das cadeiras da geral, onde ela caiu do palco a dançar, subiu rapidamente, contionuou a música até ao fim e no final pediu desculpa e disse, "acontece".
O outro foi o magnífico show da tournée, "Memórias, crónicas e declarações de amor", vi duas vezes esse concerto. Concerto irrepreensível! Banda incrível, os arranjos das canções primorosos, uma energia extraordinária comungada por todos os músicos e que passou, espontânea e organicamente, para todo público na plateia.
Este foi especial por promover esta comunhão cultural de dois países que falam a mesma língua e partilham muitos aspetos sociais e culturais e que, por isso, deveria ser algo muito nartural mas que, infelizmente, continua a ser tão raro. Mesmo assim, este novo fôlego do fado levou a cultura portuguesa ao Brasil e encantou novamente uma elite cultural que tem, altruística e até carinhosamente, divulgado, promovido e popularizado esta nova geração de artistas lusos.
Foi bonito, muito bonito mesmo, apesar do frio de uma noite de Verão, do vento que prejudicava o som, da voz da Marisa não estar nos melhores dias e até do pouco à vontade da Carminho que, há poucos anos atrás, nem sequer sonhava algum dia poder cantar com álguém que deve ter começado a admirar muito cedo.
Mesmo assim foi lindo e um dos momentos altos foi quando partilharam o fado, "Saudades do Brasil em Portugal", poema que foi escrito pelo Vinícius de Moraes numa das suas passagens por Lisboa a caminho de Roma e que o ofereceu à Amália Rodrigues. Eu juro que, nesse momento, eu ouvi e senti a cuíca e a guitarra a chorarem de emoção numa harmonia notável e comovente. Bastava isso para valer a pena mas houve muito mais coisas que vão ficar na memória e nas emoções de quem lá esteve. Muito provavelmente não se editará nenhum registo deste momento, o que é pena mas, para quem lá esteve e que fez questão de não arredar pé enquanto se percebesse que elas ainda poderiam voltar ao palco, com certeza quer não irão esquecer esta noite. Saudades, desde já.





terça-feira, 5 de julho de 2016

O canto de outra sereia

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A Monique Kessous tem novo disco, o seu terceiro e que se chama "Dentro de mim cabe o mundo".
A Monique tem uma voz incrível e melodiosa que, já o disse outras vezes, me faz lembrar a Marisa Monte no seu início. É outra sereia encantadora que nos conquista nas primeiras palavras tal como a Marisa Monte me conquistou com a "Lenda das sereias" no seu primeiro disco a lembrar o estilo baiano irresistível e, poderosamente sedutor, da saudosa Clara Nunes.
A Monique começa por nos seduzir num estilo mais tranquilo e sereno com o primeiro tema do disco que se chama "Aqui tem" e onde ela homenageia a sua herança carioca e a sua cidade natal o Rio de Janeiro.
O encanto melancólico e melodioso continua lá e está cada vez melhor. Gostei!

"Quando eu canto, eu posso ser o que eu quiser
A minha voz carrega o mundo como quer
Eu sou sereia, rainha do mar
Eu sou branquinha e canto o povo brasileiro
Eu sou do Rio de Janeiro
Sou afrodite, sou o fruto proibido
Eu canto a vida e carrego
Tudo o que eu vi passar..."
Aqui tem- Monique Kessous

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Atlântico

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A televisão pública portuguesa, RTP, fez há muitos anos um programa musical chamado "Atlântico"que promovia o cruzamento de intérpretes de várias geografias onde se fala a língua portuguesa.
Um dos seus grandes momentos e absolutamente inesquecível foi esta ponte a duas vozes, a saudosa Cesária Évora e maravilhosa Marisa Monte, cantando a razão da nossa ligação embora, fisicamente, nos separe, "Mar azul".

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Inesquecível

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A Marisa Monte tem novo disco que representa um fim de ciclo. É o último disco que grava na Universal Music e resolveu juntar temas e interpretações menos conhecidas que fizeram parte de projetos como trilhas sonoras de filmes, documentários e duetos ao longo da sua carreira. Alguns desses temas fazem parte da obra e carreira de outros músicos,. Destaco o tema "Carinhoso" que tem a sua melhor versão, na minha opinião, num dueto arrepiante com Paulinho da Viola que já está registado aqui no blog num post antigo.
Outra música que ganha outro encanto é este "Esqueça", tema emblemático do período da Jovem Guarda na sua fase mais yé yé... Grande Roberto Carlos!

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Ava Rocha

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Filha do cineasta Glauber Rocha, tem ainda uma carreira relativamente curta e o seu segundo disco de 2015, "Ava Patrya Yndia Yracema" foi reconhecido pela critica brasileira ao receber os Prêmios Multishow 2015 de “ Melhor Hit” e “Artista Revelação” e o Prêmio APCA 2015 de “Artista Revelação“. Há uns tempos, numa entrevista a propósito do olançamento do seu último disco, a Marisa Monte referiu que andava a ouvir a Ava e foi isso que me despertou a atenção.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

E porque hoje é sexta-feira e ela está em Barcelona

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A C. adora esta música, prefere a versão original da italiana Mina mas, para mim, nada supera Marisa Monte mesmo que ela interprete a cançaõ mais brega que houver no mundo.
A música chama-se "Sono come tu mi vuoi" quequer dizer "Sou como você me quer" o que não é exatamente o que acontece na nossa relação. Provavelmente a C. ficaria muito mais feliz se eu conseguisse limar algumas das minhas características ou até eliminar algumas delas de uma vez por todas e encontrar uma forma de acrescentar doses extra de outras. Mas, no final é que somos felizes da nossa maneira.

quarta-feira, 23 de março de 2016

A boa música é assim, pelo menos para mim

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Quando dois talentos se encontram e se divertem, geralmente, dá nisto, numa explosão de boa energia e numa música que envolve e nos estimula todas as boas sensações que gostamos de ter e partilhar. Neste caso especial, o facto torna-se ainda mais extraordinário pelo encontro imprevisto, inesperado e até dissonante entre o clássico e o tradicional do fado e o contemporâneo.
É verdade que os novos intérpretes do fado o retiraram das suas barreiras e até prisões dogmáticas e o trouxeram para o cotidiano. Honra seja feita à Mariza, ao António Zambujo e à Carminho, neste caso. Graças à sua descontração e desembaraço é cada vez mais comum ver o fado fora da sua zona de conforto e aventurar-se para novos estilos e ritmos. Este dueto da Carminho com os HMB é excelente exemplo disso, como já tinha sido também o dueto da Carminho com a Marisa Monte ou os duetos da Roberta Sá com o António Zambujo, para referir apenas alguns.
A música também se faz desta partilha quase descomprometida e desinteressada. Com uma forte componente de risco mas com um alto grau de vontade e desejo de se fazer, tal qual o amor de que falam na música. Deve ser assim, pelo menos para eles e também para mim, para nós.

 "Eu não sei se algum dia eu vou mudar
Mas eu sei que por ti posso tentar
Até me entreguei e foi de uma vez
Num gesto um pouco louco
Sem pensar em razões nem porquês"
O amor é assim - HMB e Carminho

terça-feira, 8 de março de 2016

Showzaço

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Confesso que já não consigo contar corretamente o número de shows que já vi do Seu Jorge e só me arrependo dos poucos que falhei quando ele passou por Portugal. Já o vi no Rio, no mítico Circo Voador e também o vimos em Niterói numa noite épica, acabados de chegar à cidade e que deu algumas estórias para contar. No sábado passado lá estivemos outra vez, aproveitando também para fugir à angústia gerada pelo coincidência de estar a decorrer, simultâneamente, o derby de futebol da cidade de Lisboa crítico para o futuro das aspirações do meu Benfica. Confesso que foi o melhor que fiz, em todos os sentidos. Mas u«o melhor deles foi ver um grande show de música de um Seu Jorge em grande forma e muito inspirado, de um Conjuntão Pesadão que está cada vez mais "pesado", tocam horrores os senhores! E a cereja em cima do topo do bolo a voz da Marisa Monte que é sempre um regalo para todos os sentidos do corpo. Dois momentos a realçar, a versão incrível do tema "Bom senso" do Tima Maia que já tinha visto no especial de homenagem do Som Brasil ao Tim e todos os momentos com a Marisa que, mesmo assim, pareceram poucos. Show di bola! Venham mais vezes!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Arnaldo e Marisa voltam a fazer magia

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As colaborações e parcerias da Marisa Monte e Arnaldo Antunes já deram várias obras primas à música, a maior delas, talvez, o disco dos Tribalistas onde se juntou também o terceiro vértice deste núcleo de criação, Carlinhos Brown.
O Arnaldo Antunes tem novo disco, chama-se "Já é" e já é de 2015, grande falha a minha. e tem este dueto maravilhoso com a sua parceira natural e que se chama "Peraí, repara". Neste tema, tem tambémn um contributo de outro talentoso músico, compositor e produtor musical Dadi, também ele um importantíssim e fundamental elemento no disco dos Tribalistas onde tocou, além de baixo, seu instrumento de origem, guitarra, bandolim, piano e violão, cavaquinho e acordeão.
Boa música para este dia cinzento escuro e alagado que perspetiva um fim de semana de recolha e espera pelo sol mais quente e presente de Março.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

A Bahia, o Rio, o samba, a bossa todos juntos em Oeiras

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Está quase, é já na sexta que vamos ter o prazer de ver atuar duas das principais figuras da música brasileira dos últimos 50 anos e são também dois dos principais músicos da minha lista de preferências. A verdade é que chegaram relativamente tarde à minha vida, o primeiro concerto que vi de Caetano foi na Expo 98 na sua turnée para promoção do seu disco "Livro" e que deu depois o disco ao vivo, "Prenda minha", grande show! Antes disso gostava mas não amava de paixão, as minhas referências da música brasileira eram outras, até aí, nomeadamente os pesos pesados da Bossa Nova, Tom Jobim e Vinícius de Moraes, a versátil Simone, Djavan e desde o início da sua carreira, a Marisa Monte. Se pensarmos que a sua participação conjunta no programa da RTP, Zip Zip foi há 46 anos, ou seja, quando eu era apenas um bebé recém nascido, a verdade é que a paixão por estes grandes músicos poderia ter surgido muito mais cedo. Esta turnée que temos o privilégio de receber chama-se "Caetano & Gil - Dois Amigos, Um Século de Música" e comemora os 50 anos de partilha e de cumplicidade destes dois amigos que já criaram tanta coisa maravilhosa quer individualmente, quer em conjunto que comprova que aquilo que geraram é muito mais grandioso do que a soma aritmética das suas obras. Vai ser um momento grande da minha e da nossa vida e, agora que o momento se aproxima, já é difícil conter a ansiedade de os ver entrar em palco.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

"Nú com a minha música"

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Título de uma parceria linda da Marisa Monte, Rodrigo Amarante, e o cantor e compositor norte-americano Devendra Banhart que, curiosamente cresceu na Venezuela. É um tema de Caetano Veloso e está também iincluído na coletânea Red Hot + Rio 2. Faltava aqui no blog e como a Marisa Monte teve o seu aniversário esta semana, no dia 1 de Julho, calha bem. Felizes 48 anos.
A Marisa e o Rodrigo têm outra parceria, "O que se quer", um tema que faz parte do último álbum de originais da Marisa Monte, "O que você quer saber de verdade", e, quer  uma música, quer a outra, denotam uma parceria feliz que já deveria ter acontecido há mais tempo e com muitos mais frutos. Nós agradecíamos muito, sou fã incondicional da Marisa e quase incondicional do Rodrigo, quer dizer, tudo à excepção do seu último disco, "Cavalo" que, confesso, não amo e não é totalmente a minha praia mas já o consigo tolerar melhor.
"Penso em ficar quieto um pouquinho
Lá no meio do som
Peço salamaleikum, carinho, bênção, axé, shalom
Passo devagarinho o caminho
Que vai de tom a tom
Posso ficar pensando no que é bom

Vejo uma trilha clara pro meu Brasil, apesar da dor
Vertigem visionária que não carece de seguidor
Nu com a minha música, afora isso somente amor
Vislumbro certas coisas de onde estou

Nu com meu violão, madrugada
Nesse quarto de hotel
Logo mais sai o ônibus pela estrada, embaixo do céu
O estado de São Paulo é bonito
Penso em você e eu
Cheio dessa esperança que Deus deu

Quando eu cantar pra turba de Araçatuba, verei você
Já em Barretos eu só via os operários do ABC
Quando chegar em Americana, não sei o que vai ser
Ás vezes é solitário viver

Deixo fluir tranqüilo
Naquilo tudo que não tem fim
Eu que existindo tudo comigo, depende só de mim
Vaca, manacá, nuvem, saudade
Cana, café, capim
Coragem grande é poder dizer sim"
Nú com a minha música - Marisa Monte, Rodrigo Amarante, Devendra Banhart

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Novas da Gal

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A Gal Costa, uma das mais importantes vozes femininas do Brasil, está de volta com novo disco de nome "Estratosférica". Prestes a completar 70 anos e celebrando cinco décadas de carreira, Gal se aliou a Kassin e Moreno Veloso, dois dos nomes mais inventivos da música brasileira atual, que assinam a produção e também participam como músicos em alguns dos temas. É um álbum contemporâneo onde canta músicas de nomes já consagrados da nova geração da MPB como Marcelo Camelo, Mallu Magalhães, Céu, Criolo, Domenico Lancellotti e Moreno Veloso a que se juntam Caetano Veloso e Marisa Monte e Arnaldo Antunes. É um disco de originais e este "Quando você olha pra ela" é da Mallu.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Uma revisita nostálgica ao Red Hot & Rio

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O disco Red Hot & Rio foi lançado em 1996 e foi a segundo ou terceira iniciativa do projeto de beneficiência Red Hot AIDS destinado a promover a consciencialização para a doença. Foi um disco de homenagem à Bossa Nova e à música de Tom Jobim e juntou uma série de artistas mundiais e brasileiros que abordaram de forma contemporânea alguns clássicos deste estilo musical, muitas dos casos em duetos multi-linguísticos de de estilos musicais.
Há uns dias apeteceu-me ouvir outra vez e encantar-me com este registo único e tão simbólico e que ofereceu alguns belos temas. Destaco a interpretação de "É preciso perdoar" de Cesária Èvora e Caetano Veloso e "Waters of March", versão "americanizada" de "Águas de Março" com Marisa Monte e David Byrne.
Outra música maravilhosa deste disco é o dueto da música "Insensatez" do Tom Jobim e do Sting. Esta músca não foi gravada para este disco que já saiu após a morte do maestro brasileiro que nos deixou em 1994. A música foi gravada para o último disco de Tom Jobim, chamado "António Brasileiro" e que foi lançado 3 dias após a sua morte.





terça-feira, 9 de junho de 2015

Feliz dia C.

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"Sono come tu mi vuoi
Ti amo
Come non ho amato mai (...)"

Que venham muitos mais para comemorarmos juntos.