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sexta-feira, 1 de setembro de 2017
Até sempre Mestre das Neves
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
O fim da MPB FM
A MPB FM era, até ao final do mês passado, uma rádio do Rio de Janeiro que apenas tocava música brasileira. Era um projecto que, em Portugal diríamos que mais que corajoso, seria utópico e condenado ao fracasso desde o seu início, no entanto, temos a rádio Amália que, mal ou bem, vai sobrevivendo graças, talvez, à legião de fãs incodicionais, essencialmente, a classe de taxista.
Num país com a riqueza cultural e com a diversidade musical como o Brasil, eu diria que este projeto seria um tiro mais que certeiro, um sucesso garantido mas, infelizmente não.
Acabou de encerrar as suas emissões no início deste mês e, agora, apenas está disponível nas plataformas digitais.
Era a rádio que me fazia companhia sempre que eu visito o Rio e conheço, inclusivamente, algumas pessoas que trabalharam aí e que que me confirmaram o espírito de valorização da música popular brasileira que fazia parte do seu ADN
Lamentavelmente, é um sintoma que denota vários problemas no país irmão, o problema económico mas também uma certa crise cultural que transformou o popular num outro conceito mais próximo do vulgar e do massificado.
Fica o registo da última música tocada, "Quem te viu, quem te vê" de Chico Buarque, numa versão interpretada pelo Zeca Pagodinho e que nem sequer acabou, foi cortada abruptamente para passar para a emissão da rádio que ficou com a frequência. Metáfora forte!
"(...) Brasil, mostra a tua cara
Quero ver quem paga pra gente ficar assim (...)"
Brasil - Cazuza
Num país com a riqueza cultural e com a diversidade musical como o Brasil, eu diria que este projeto seria um tiro mais que certeiro, um sucesso garantido mas, infelizmente não.
Acabou de encerrar as suas emissões no início deste mês e, agora, apenas está disponível nas plataformas digitais.
Era a rádio que me fazia companhia sempre que eu visito o Rio e conheço, inclusivamente, algumas pessoas que trabalharam aí e que que me confirmaram o espírito de valorização da música popular brasileira que fazia parte do seu ADN
Lamentavelmente, é um sintoma que denota vários problemas no país irmão, o problema económico mas também uma certa crise cultural que transformou o popular num outro conceito mais próximo do vulgar e do massificado.
Fica o registo da última música tocada, "Quem te viu, quem te vê" de Chico Buarque, numa versão interpretada pelo Zeca Pagodinho e que nem sequer acabou, foi cortada abruptamente para passar para a emissão da rádio que ficou com a frequência. Metáfora forte!
"(...) Brasil, mostra a tua cara
Quero ver quem paga pra gente ficar assim (...)"
Brasil - Cazuza
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
É que não me apercebi mesmo
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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
Carminho e Tom Jobim
A música contemporânea portuguesa tem dado umas cantadas à música brasileira e isso está fazendo muito bem à cultura dos dois países. Depois do António Zambujo ter lançado a sua interpretação das canções de Chico Buarque, é lançado oficialmente hoje o novo trabalho da Carminho que decidiu mergulhar no vasto repertório do maestro Anónio Carlos Jobim e demonstrar, mais uma vez, que o fado também sabe cantar bossa nova.
Fico feliz de ver artistas consagrados brasileiros a apadrinhar ativamente estes trabalhos com as suas participações. O filho Paulo Jobim acompanha a Carminho com o seu violão em todas as músicas e há três duetos, no tema "Estrada do sol" com Marisa Monte, Chico Buarque canta "Falando de Amor" e tem ainda Maria Bethânia que partilha a linda "Modinha".
Fico feliz de ver artistas consagrados brasileiros a apadrinhar ativamente estes trabalhos com as suas participações. O filho Paulo Jobim acompanha a Carminho com o seu violão em todas as músicas e há três duetos, no tema "Estrada do sol" com Marisa Monte, Chico Buarque canta "Falando de Amor" e tem ainda Maria Bethânia que partilha a linda "Modinha".
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quarta-feira, 26 de outubro de 2016
Injuriado
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terça-feira, 11 de outubro de 2016
O Buarque do Zambujo
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terça-feira, 14 de junho de 2016
80 anos do mestre Wilson
Hoje é o aniversário do grande sambista Wilson das Neves, um aniversário redondo, 80 anos, oh sôrte!!
Não podia deixar de lhe fazer esta homenagem pois é um dos meus sambistas favoritos e, tendo a sorte de já ter estado duas vezes conversando com ele, um excelente ser humano.
Um artista bastante versátil e talentoso, baterista há longos anos do Chico Buarque e, em boa hora, decidiu, já com muitos anos e desafios em cima, tornar-se cantor, transformando-se automaticamente no maior crooner do samba do Rio de Janeiro.
Não podia deixar de lhe fazer esta homenagem pois é um dos meus sambistas favoritos e, tendo a sorte de já ter estado duas vezes conversando com ele, um excelente ser humano.
Um artista bastante versátil e talentoso, baterista há longos anos do Chico Buarque e, em boa hora, decidiu, já com muitos anos e desafios em cima, tornar-se cantor, transformando-se automaticamente no maior crooner do samba do Rio de Janeiro.
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sexta-feira, 29 de abril de 2016
O morro veio me chamar
"Mangueira
Estou aqui na plataforma
Da Estação Primeira
O Morro veio me chamar
De terno branco e chapéu de palha
Vou me apresentar à minha nova parceira
Já mandei subir o piano pra Mangueira
A minha música não é de levantar
Poeira
Mas pode entrar no barracão
Onde a cabrocha pendura a saia
No amanhecer da quarta-feira
Mangueira
Estação Primeira de Mangueira"
Piano da Mangueira - Chico Buarque e Tom Jobim
Estou aqui na plataforma
Da Estação Primeira
O Morro veio me chamar
De terno branco e chapéu de palha
Vou me apresentar à minha nova parceira
Já mandei subir o piano pra Mangueira
A minha música não é de levantar
Poeira
Mas pode entrar no barracão
Onde a cabrocha pendura a saia
No amanhecer da quarta-feira
Mangueira
Estação Primeira de Mangueira"
Piano da Mangueira - Chico Buarque e Tom Jobim
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quinta-feira, 26 de novembro de 2015
Chico - Artista brasileiro
É lançado hoje o documentário biográfico sobre o Chico Buarque de Holanda, um dos maiores compositor, letrista, músico e cantor da música popular brasileira.
Confesso que não foi, durante bastante tempo, um artista que eu adorasse. Sempre foi incontornável a importância fundamental dele na música do Brasil e da música interpretada em português, gostava de algumas das suas criações mas tinha um certo preconceito com a sua música e, especialmente com a sua voz.
Mas mesmo sem ele saber :), foi-me ganhando progressivamente e nesse trajeto, a sua obra teatral/ cinematográfica "A ópera do malandro" sempre foi um pilar sólido que grantiu sentimentos positivos permanentes para com ele. A trilha sonora do filme tinha uma vantagem quase existencial, nessa altura, para mim, tinha outros a interpretar as músicas do Chico. Tinha a magnífica interpretação da Elba Ramalho da incrível canção "O meu amor" com a actriz Cláudia Ohana, ou mesmo as participações do inesperadamente talentoso para a música, Edson Celulari, quem diria? A propósito da canção "O meu amor" é incrível como é que um homem consegue escrever um poema que só poderia ter saído da cabeça e do desespero de uma mulher.
A verdade é que, progressivamente, a antipatia respeitosa foi virando admiração pura e agora reconheço que estou definitiva e totalmente curado.
Por isso é com enorme expetativa que vou ficar a aguardar que este filme fique disponível.
Entretanto a trilha do fikme está já disponível e podem escutá-la já no Spotify. Destaco a linda versão da música "Sabiá" interpretada pela nossa Carminho e a linda homenagem à escola de samba do seu e do meu coração, a Estação Primeira, interpretada superiormente por Péricles, "Estação derradeira".
Juro e prometo que se um dia o voltar a encontrar nos seus passeios pela praia do Leblon e se ele me quiser escutar, peço-lhe desculpa.
Confesso que não foi, durante bastante tempo, um artista que eu adorasse. Sempre foi incontornável a importância fundamental dele na música do Brasil e da música interpretada em português, gostava de algumas das suas criações mas tinha um certo preconceito com a sua música e, especialmente com a sua voz.
Mas mesmo sem ele saber :), foi-me ganhando progressivamente e nesse trajeto, a sua obra teatral/ cinematográfica "A ópera do malandro" sempre foi um pilar sólido que grantiu sentimentos positivos permanentes para com ele. A trilha sonora do filme tinha uma vantagem quase existencial, nessa altura, para mim, tinha outros a interpretar as músicas do Chico. Tinha a magnífica interpretação da Elba Ramalho da incrível canção "O meu amor" com a actriz Cláudia Ohana, ou mesmo as participações do inesperadamente talentoso para a música, Edson Celulari, quem diria? A propósito da canção "O meu amor" é incrível como é que um homem consegue escrever um poema que só poderia ter saído da cabeça e do desespero de uma mulher.
A verdade é que, progressivamente, a antipatia respeitosa foi virando admiração pura e agora reconheço que estou definitiva e totalmente curado.
Por isso é com enorme expetativa que vou ficar a aguardar que este filme fique disponível.
Entretanto a trilha do fikme está já disponível e podem escutá-la já no Spotify. Destaco a linda versão da música "Sabiá" interpretada pela nossa Carminho e a linda homenagem à escola de samba do seu e do meu coração, a Estação Primeira, interpretada superiormente por Péricles, "Estação derradeira".
Juro e prometo que se um dia o voltar a encontrar nos seus passeios pela praia do Leblon e se ele me quiser escutar, peço-lhe desculpa.
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segunda-feira, 16 de novembro de 2015
Novas da Roberta Sá
Novo disco da Roberta Sá, chama-se "Delírio" e é o seu sexto trabalho publicado.
Tem várias participações nomeadamente do António Zambujo e do Chico Buarque e os dois temas em que participam, além de serem dois momentos marcantes deste álbum serão, com certeza, dois temas que deixarão a sua marca na música lusófona. Mais dois duetos que tocam.
Tem várias participações nomeadamente do António Zambujo e do Chico Buarque e os dois temas em que participam, além de serem dois momentos marcantes deste álbum serão, com certeza, dois temas que deixarão a sua marca na música lusófona. Mais dois duetos que tocam.
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sexta-feira, 13 de novembro de 2015
"Rio você foi feito pra mim"
"Rio você foi feito pra mim"
trecho da música Samba do avião - Tom Jobim
Uma das principais razões do meu amor pelo Rio de Janeiro é a minha paixão pela música e, consequentemente, pelka música que se faz no Brasil. E o Rio sempre foi um dos núcleos mais importantes de criação de música de qualidade nos mais diversos estilos musicais que caracterizam o Brasil. Foi a origem do samba e do Carnaval das escolas de samba, foi o centro nevrálgico do surgimento da Bossa Nova, foi o berço de muitos dos artistas que revolucionaram a música moderna brasileira a partir dos finais dos anos 70 e, também por isso, foi e ainda é o local onde se realiza um dos festivais de música mais emblemáticos do mundo.
Foi ainda a rampa de lançamento escolhida por muitos artistas doutros pontos do Brasil para o lançamento da sua carreira, tais como os baianos, João Gilberto, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, a gaúcha Elis Regina ou mesmo o Chico Buarque que, apesar de ter nascido no Rio passou uma parte da sua infância e toda a sua juventude fora do Rio, primeiro na Europa (Itália) e a partir da adolescência até aos seus vinte e poucos anos em São Paulo.
Há tempos voltei a ouvir esta música "Agamamou" de um grupo com mais de 20 anos, originário da região de São Paulo e que descobri na minha primeira visita ao Brasil, numas férias na região de Recife e que fazem um dueto com um dos mitos da música brasileira e do soul brasileiro, carioca da gem do bairro da Tijuca, Jorge Benjor.
A música brasileira é muito isto, uma festa, uma alegria contagiante mas também uma miscigenação de estilos sem qualquer tipo de preconceitos, onde o brega se junta ao soul ou ao samba para criar música de qualidade e momentos únicos de entretenimento. Há coisa melhor?
trecho da música Samba do avião - Tom Jobim
Uma das principais razões do meu amor pelo Rio de Janeiro é a minha paixão pela música e, consequentemente, pelka música que se faz no Brasil. E o Rio sempre foi um dos núcleos mais importantes de criação de música de qualidade nos mais diversos estilos musicais que caracterizam o Brasil. Foi a origem do samba e do Carnaval das escolas de samba, foi o centro nevrálgico do surgimento da Bossa Nova, foi o berço de muitos dos artistas que revolucionaram a música moderna brasileira a partir dos finais dos anos 70 e, também por isso, foi e ainda é o local onde se realiza um dos festivais de música mais emblemáticos do mundo.
Foi ainda a rampa de lançamento escolhida por muitos artistas doutros pontos do Brasil para o lançamento da sua carreira, tais como os baianos, João Gilberto, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, a gaúcha Elis Regina ou mesmo o Chico Buarque que, apesar de ter nascido no Rio passou uma parte da sua infância e toda a sua juventude fora do Rio, primeiro na Europa (Itália) e a partir da adolescência até aos seus vinte e poucos anos em São Paulo.
Há tempos voltei a ouvir esta música "Agamamou" de um grupo com mais de 20 anos, originário da região de São Paulo e que descobri na minha primeira visita ao Brasil, numas férias na região de Recife e que fazem um dueto com um dos mitos da música brasileira e do soul brasileiro, carioca da gem do bairro da Tijuca, Jorge Benjor.
A música brasileira é muito isto, uma festa, uma alegria contagiante mas também uma miscigenação de estilos sem qualquer tipo de preconceitos, onde o brega se junta ao soul ou ao samba para criar música de qualidade e momentos únicos de entretenimento. Há coisa melhor?
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quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Rio eu te amo
"Que a vida não gosta de esperar
A vida é pra valer,
A vida é pra levar,"
Foram 12 dias muito especiais que esperamos os dois repetir o mais breve possível e, por isso, queremos os dois agradecer mais esta deliciosa experiência. Obrigado Rio e obrigado aos amigos que sempre nos recebem de braços abertos. Daqui a pouco a gente volta! Rio nós te amamos!!
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sexta-feira, 19 de junho de 2015
Os 69 anos da Bethânea de ontem e os 71 do Chico de hoje
"Vem, meu menino vadio
Vem, sem mentir pra você
Vem, mas vem sem fantasia
Que da noite pro dia
Você não vai crescer
Vem, por favor não evites
Meu amor, meus convites
Minha dor, meus apelos
Vou te envolver nos cabelos
Vem perde-te em meus braços
Pelo amor de Deus
Vem que eu te quero fraco
Vem que eu te quero tolo
Vem que eu te quero todo meu
Ah, eu quero te dizer
Que o instante de te ver
Custou tanto penar
Não vou me arrepender
Só vim te convencer
Que eu vim pra não morrer
De tanto te esperar
Eu quero te contar
Das chuvas que apanhei
Das noites que varei
No escuro a te buscar
Eu quero te mostrar
As marcas que ganhei
Nas lutas contra o rei
Nas discussões com Deus
E agora que cheguei
Eu quero a recompensa
Eu quero a prenda imensa
Dos carinhos teus"
Sem fantasia - Chico Buarque e Maria Bethânea
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
20 anos sem Tom Jobim
A falta que ele faz apesar do enorme legado que deixou.
"Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída
Como é por exemplo que dá pra entender
A gente mal nasce e começa a morrer
Depois da chegada vem sempre a partida
Porque não há nada sem separação
Sei lá, sei lá
A vida é uma grande ilusão
Sei lá, Sei lá
A vida tem sempre razão
A gente nem sabe que males se apronta
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe
E o sol que desponta tem que anoitecer
De nada adianta ficar-se de fora
A hora do sim é o descuido do não
Sei lá, sei lá
Só sei que é preciso paixão
Sei lá, sei lá
A vida tem sempre razão"
Sei lá a vida tem sempre razão - Tom Jobim, Miúcha, Chico Buarque (Vinícius de Moraes)
"Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída
Como é por exemplo que dá pra entender
A gente mal nasce e começa a morrer
Depois da chegada vem sempre a partida
Porque não há nada sem separação
Sei lá, sei lá
A vida é uma grande ilusão
Sei lá, Sei lá
A vida tem sempre razão
A gente nem sabe que males se apronta
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe
E o sol que desponta tem que anoitecer
De nada adianta ficar-se de fora
A hora do sim é o descuido do não
Sei lá, sei lá
Só sei que é preciso paixão
Sei lá, sei lá
A vida tem sempre razão"
Sei lá a vida tem sempre razão - Tom Jobim, Miúcha, Chico Buarque (Vinícius de Moraes)
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quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Adoro quando isto acontece
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segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Deve estar por aí a chegar
O filme "Rio eu te amo" já estreou no Brasil e calculo que esteja a chegar a Portugal e eu estou cheio de curiosidade pois o elenco é de uma indiscutível qualidade, reunindo alguns dos melhores actores do Brasil e alguns dos pesos pesado do panorama internacional.
Esta é uma das músicas do filme e junta também duas carismáticas figuras da música brasileira, Chico Buarque e Gilberto Gil, este último, autor da música em questão.
"É sempre bom lembrar
Que um copo vazio
Está cheio de ar.
É sempre bom lembrar
Que o ar sombrio de um rosto
Está cheio de um ar vazio,
Vazio daquilo que no ar do copo
Ocupa um lugar.
É sempre bom lembrar,
Guardar de cor que o ar vazio
De um rosto sombrio está cheio de dor.
É sempre bom lembrar
Que um copo vazio
Está cheio de ar.
Que o ar no copo ocupa o lugar do vinho,
Que o vinho busca ocupar o lugar da dor.
Que a dor ocupa metade da verdade,
A verdadeira natureza interior.
Uma metade cheia, uma metade vazia.
Uma metade tristeza, uma metade alegria.
A magia da verdade inteira, todo poderoso amor.
A magia da verdade inteira, todo poderoso amor.
É sempre bom lembrar
Que um copo vazio
Está cheio de ar."
Copo vazio - Chico Buarque e Gilberto Gil
Esta é uma das músicas do filme e junta também duas carismáticas figuras da música brasileira, Chico Buarque e Gilberto Gil, este último, autor da música em questão.
"É sempre bom lembrar
Que um copo vazio
Está cheio de ar.
É sempre bom lembrar
Que o ar sombrio de um rosto
Está cheio de um ar vazio,
Vazio daquilo que no ar do copo
Ocupa um lugar.
É sempre bom lembrar,
Guardar de cor que o ar vazio
De um rosto sombrio está cheio de dor.
É sempre bom lembrar
Que um copo vazio
Está cheio de ar.
Que o ar no copo ocupa o lugar do vinho,
Que o vinho busca ocupar o lugar da dor.
Que a dor ocupa metade da verdade,
A verdadeira natureza interior.
Uma metade cheia, uma metade vazia.
Uma metade tristeza, uma metade alegria.
A magia da verdade inteira, todo poderoso amor.
A magia da verdade inteira, todo poderoso amor.
É sempre bom lembrar
Que um copo vazio
Está cheio de ar."
Copo vazio - Chico Buarque e Gilberto Gil
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Esta ainda não conhecia, incrivelmente!
A música original do Chico Buarque é uma das minhas favoritas, uma das músicas da minha vida e esta "Resposta à Rita" da Ana Carolina é incrivelmente bonita e digna de respeito pora parte da sua inpiração e do seu inspirador. Like, muito.
Para enquadrar aqui fica a letra da Rita original.
"A Rita levou meu sorriso
No sorriso dela
Meu assunto
Levou junto com ela
O que me é de direito
E Arrancou-me do peito
E tem mais
Levou seu retrato, seu trapo, seu prato
Que papel!
Uma imagem de são Francisco
E um bom disco de Noel
A Rita matou nosso amor
De vingança
Nem herança deixou
Não levou um tostão
Porque não tinha não
Mas causou perdas e danos
Levou os meus planos
Meus pobres enganos
Os meus vinte anos
O meu coração
E além de tudo
Me deixou mudo
Um violão"
A Rita - Chico Buarque
"Não levei o seu sorriso
Porque sempre tive o meu
Se você não tem assunto
A culpada não sou eu
Nada te arranquei do peito
Você não tem jeito faz drama demais
Seu retrato, seu trapo,seu prato,
Devolvo no ato pra mim tanto faz
Construí meu botequim
Sem pedir nenhum tostão
A imagem de são francisco
E aquele bom disco estão lá no balcão
Não matei nosso amor de vingança
E deixei como herança um samba também
Seu violão nunca foi isso tudo
E se hoje está mudo por mim tudo bem"
Resposta da Rita - Ana Carolina com participação de Chico Buarque
Para enquadrar aqui fica a letra da Rita original.
"A Rita levou meu sorriso
No sorriso dela
Meu assunto
Levou junto com ela
O que me é de direito
E Arrancou-me do peito
E tem mais
Levou seu retrato, seu trapo, seu prato
Que papel!
Uma imagem de são Francisco
E um bom disco de Noel
A Rita matou nosso amor
De vingança
Nem herança deixou
Não levou um tostão
Porque não tinha não
Mas causou perdas e danos
Levou os meus planos
Meus pobres enganos
Os meus vinte anos
O meu coração
E além de tudo
Me deixou mudo
Um violão"
A Rita - Chico Buarque
"Não levei o seu sorriso
Porque sempre tive o meu
Se você não tem assunto
A culpada não sou eu
Nada te arranquei do peito
Você não tem jeito faz drama demais
Seu retrato, seu trapo,seu prato,
Devolvo no ato pra mim tanto faz
Construí meu botequim
Sem pedir nenhum tostão
A imagem de são francisco
E aquele bom disco estão lá no balcão
Não matei nosso amor de vingança
E deixei como herança um samba também
Seu violão nunca foi isso tudo
E se hoje está mudo por mim tudo bem"
Resposta da Rita - Ana Carolina com participação de Chico Buarque
quarta-feira, 18 de junho de 2014
Amanhã, 70 anos do Chico, homenagem ao malandro
"Eu fui fazer um samba em homenagem
à nata da malandragem, que conheço de outros carnavais.
Eu fui à Lapa e perdi a viagem,
que aquela tal malandragem não existe mais.
Agora já não é normal, o que dá de malandro
regular profissional, malandro com o aparato de malandro oficial,
malandro candidato a malandro federal,
malandro com retrato na coluna social;
malandro com contrato, com gravata e capital, que nunca se dá mal.
Mas o malandro para valer, não espalha,
aposentou a navalha, tem mulher e filho e tralha e tal.
Dizem as más línguas que ele até trabalha,
Mora lá longe chacoalha, no trem da central"
Homenagem ao malandro - Chico Buarque
"Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
O homem sério que contava dinheiro parou
O faroleiro que contava vantagem parou
A namorada que contava as estrelas parou
Para ver, ouvir e dar passagem
A moça triste que vivia calada sorriu
A rosa triste que vivia fechada se abriu
E a meninada toda se assanhou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou
Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou
A moça feia debruçou na janela
Pensando que a banda tocava pra ela
A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu
A lua cheia que vivia escondida surgiu
Minha cidade toda se enfeitou
Pra ver a banda passar cantando coisas de amor
Mas para meu desencanto
O que era doce acabou
Tudo tomou seu lugar
Depois que a banda passou
E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor..."
A banda - Chico Buarque
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Já são 69, mestre Chico!
Espero voltar a encontrá-lo nos seus habituais passeios na praia do Leblon e não ter vergonha de lhe dizer finalmente o quanto o admiro! Feliz aniversário.
"Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
O homem sério que contava dinheiro parou
O faroleiro que contava vantagem parou
A namorada que contava as estrelas parou
Para ver, ouvir e dar passagem
A moça triste que vivia calada sorriu
A rosa triste que vivia fechada se abriu
E a meninada toda se assanhou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou
Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou
A moça feia debruçou na janela
Pensando que a banda tocava pra ela
A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu
A lua cheia que vivia escondida surgiu
Minha cidade toda se enfeitou
Pra ver a banda passar cantando coisas de amor
Mas para meu desencanto
O que era doce acabou
Tudo tomou seu lugar
Depois que a banda passou
E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor..."
A banda - Chico Buarque
"Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
O homem sério que contava dinheiro parou
O faroleiro que contava vantagem parou
A namorada que contava as estrelas parou
Para ver, ouvir e dar passagem
A moça triste que vivia calada sorriu
A rosa triste que vivia fechada se abriu
E a meninada toda se assanhou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou
Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou
A moça feia debruçou na janela
Pensando que a banda tocava pra ela
A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu
A lua cheia que vivia escondida surgiu
Minha cidade toda se enfeitou
Pra ver a banda passar cantando coisas de amor
Mas para meu desencanto
O que era doce acabou
Tudo tomou seu lugar
Depois que a banda passou
E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor..."
A banda - Chico Buarque
segunda-feira, 22 de abril de 2013
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