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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Até sempre Mestre das Neves

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No passado sábado recebi a triste e dolorosa notícia da morte do Mestre Wilson das Neves. Confesso que há muitos anos que tenho uma enorme admiração por este gigante artista. Baterista, cantor, ritmista e compositor, wilson é uma figura de destaque no samba e na na sua escola do coração, a Império Serrano. A sua morte é mais uma grande perda mna música brasileira e, em particular no samba que já perdeu, este ano, Amir Guineto, Luiz Melodia e sofre profudamente com o estado em que se encontra o grande Arlindo Cruz há vários meses. Conheci-o tarde, musicalmente, graças à sua participação na maravilhosa Orquestra Imperial onde o Mestre era, naturalmente, o avó deles todos e, ao mesmo tempo, aquele que denotava ser a maior criança devido ao seu jeito traquina e sempre brincalhão. Consegui conhecê-lo pessoalmente, estive a conversar brevemente com ele duas vezes e cheguei a assistir a um concerto dele aqui em Lisboa onde tirei a foto que está aqui. O Mestre embirrava solenemente com o barulho de conversa nos seu shows e não perdoava, chamava a atenção de quem o fazia e mandava calar com o seu jeito malandro e provocador próprio de quem é carioca da gema e que nunca será mané. Compôs com o seu companheiro de composição, Paulo César Pinheiro, lindos sambas que depois interpretou mas também trabalhou com outros monstros, nomeadamente, Aldir Blanc, Moacyr Luz e tocou, como baterista, na banda do Chico Buarque durante mais de 30 anos, desde 1982. É seu e de Paulo César Pinheiro o lindo samba "O samba é meu dom" que ele próprio popularizou e tinha um hábito nos seus shows que segui escrupolosamente, em cada música que cantava, antes, apresentava os respetivos autores demonstrando um respeito e uma admiração genuína por quem cria coisas bonitas. Sei de diversas estórias hilárias da sua pessoa, o que aumentava ainda mais a sua aura de atração, a última foi-me contada por um amigo próximo que quer muito de reeditar um dos primeiros trabalhos do Mestre como solista, o segundo acho, que se chama "Som quente é o das Neves" e falou pessoalmente com ele para lhe solicitar autorização. Resposta do Mestre, "Meu filho para que é que você vai fazer isso?! Esse disco é uma merda!" Vai deixar muitas saudades mas o seu som quente vai continuar a tocar pois som quente é o seu, Mestre! Mas, infelizzmente, desde sábado, vai ficar faltando você, Mestre Wilson.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

O fim da MPB FM

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A MPB FM era, até ao final do mês passado, uma rádio do Rio de Janeiro que apenas tocava música brasileira. Era um projecto que, em Portugal diríamos que mais que corajoso, seria utópico e condenado ao fracasso desde o seu início, no entanto, temos a rádio Amália que, mal ou bem, vai sobrevivendo graças, talvez, à legião de fãs incodicionais, essencialmente, a classe de taxista.
Num país com a riqueza cultural e com a diversidade musical como o Brasil, eu diria que este projeto seria um tiro mais que certeiro, um sucesso garantido mas, infelizmente não.
Acabou de encerrar as suas emissões no início deste mês e, agora, apenas está disponível nas plataformas digitais.
Era a rádio que me fazia companhia sempre que eu visito o Rio e conheço, inclusivamente, algumas pessoas que trabalharam aí e que que me confirmaram o espírito de valorização da música popular brasileira que fazia parte do seu ADN
Lamentavelmente, é um sintoma  que denota vários problemas no país irmão, o problema económico mas também uma certa crise cultural que transformou o popular num outro conceito mais próximo do vulgar e do massificado.
Fica o registo da última música tocada, "Quem te viu, quem te vê" de Chico Buarque, numa versão interpretada pelo Zeca Pagodinho e que nem sequer acabou, foi cortada abruptamente para passar para a emissão da rádio que ficou com a frequência. Metáfora forte!

"(...) Brasil, mostra a tua cara
Quero ver quem paga pra gente ficar assim (...)"
Brasil - Cazuza



sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

É que não me apercebi mesmo

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O Carlinhos Brown lançou um disco de originais em 2016 com o título "ARTEFIREACCUA - Incinerando inferno" e eu só descobri esta semana. É mais um disco cheio de melodias singelas e maravilhosas na linha dos discos "Adrobó" e "Diminuto" misturadas com alguns temas que invocam as suas raízes do batuque baiano. Para mim, o expoente máximo do disco é a balada "Dois grudados" que inclui a participação da potente e inconfundível voz de Arnaldo Antunes. Inclui mais uma ode maravilhosa ao Rio de Janeiro no tema "Ruidinho nu", um dueto com a bela voz da Clara de Hollanda, uma mistura genética rica em talento já que é neta do Chico Buarque e filha do próprio Carlinhos Brown e que fez a sua estreia mediática na versão brasileira do programa "The voice". Só coisas boas e eu distraído!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Carminho e Tom Jobim

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A música contemporânea portuguesa tem dado umas cantadas à música brasileira e isso está fazendo muito bem à cultura dos dois países. Depois do António Zambujo ter lançado a sua interpretação das canções de Chico Buarque, é lançado oficialmente hoje o novo trabalho da Carminho que decidiu mergulhar no vasto repertório do maestro Anónio Carlos Jobim e demonstrar, mais uma vez, que o fado também sabe cantar bossa nova.
Fico feliz de ver artistas consagrados brasileiros a apadrinhar ativamente estes trabalhos com as suas participações. O filho Paulo Jobim acompanha a Carminho com o seu violão em todas as músicas e há três duetos, no tema "Estrada do sol" com Marisa Monte, Chico Buarque canta "Falando de Amor" e tem ainda Maria Bethânia que partilha a linda "Modinha".

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Injuriado

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Depois do lançamento do disco na passada sexta feira, saiu já o primeiro vídeo de apresentação do novo disco de António Zambujo a cantar Chico Buarque. A música escolhida é o "Injuriado" que já tinha sido uma das duas músicas de promoção lançadas previamente nas plataformas digitais. É uma das interpretaçãos que mais gosto apesar de a escolha ser bastante complicada pois o disco está muito homogéneo em termos de qualidade.Todo o disco é divinal e percebe-se esta descontração e cumplicidade retratada neste vídeo que é gravado num excelente e acolhedor restaurante da nova velha Lisboa. A beleza do disco é reconhecida dos dois lados do Atlântico e toca transversalmente todo o tipo de público, desde os meros aficionados de música, como eu, até símbolos da música e da cultura de língua portuguesa como Caetano Veloso que, reforçando a sua já demonstrada admiração pelo António, disse a propósito deste disco, "No timbre e na prosódia lusitana de António as canções de Chico Buarque (escolhidas em períodos diferentes das muitas décadas de composição) parecem postas numa perspetiva que dá ao brasileiro uma tomada de distância – no espaço e no tempo – que o leva às lágrimas, assustado que fica com a nova evidência da sua grandeza". É sempre bonito ver o Brasil a admirar e a encantar-se com um português a interpretar um dos seus maiores representantes da sua música e cultura contemporânea.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

O Buarque do Zambujo

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Está quase a sair o novo trabalho do António Zambujo, um disco em que ele interpreta músicas do Chico Buarque e que se chama "Até pensei que fosse minha". É notória e estrutural a influência da música brasileira na sua construção como artista assim como também é óbvia e latente a sua paixão pela obra de diversos nomes que constituem a história da música popular brasileira. O Chico é um dos mais presentes e regulares nos concertos do António Zambujo, a "Valsinha", que estará neste disco, é, felizmente, interpretada com alguma regularidade e, inclusivamente, num show no Brasil, o António convidou a Carminho para um dueto em que interpretaram o tema "Sem fantasia" e a filmagem amadora que vi, tinha sido feita pelo próprio Chico. O tema também está neste disco mas a parceira muda, é a Roberta Sá que partilha a canção desta vez. A Carminho não foi esquecida e participa neste disco na maravilhosa canção, "O meu amor" que faz parte da famosa e brilhante "Ópera do Malandro". O outro dueto que existe no disco é, como não podia deixar de ser, com o próprio Chico Buarque na canção "Joana francesa". O disco possui ainda diversos clássicos tais como, "Injuriado", "João e Maria", "Cálice", "Tanto mar" e "Geni e o zepelim". O disco é lançado no próximo dia 21 de Outubro.

terça-feira, 14 de junho de 2016

80 anos do mestre Wilson

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Hoje é o aniversário do grande sambista Wilson das Neves, um aniversário redondo, 80 anos, oh sôrte!!
Não podia deixar de lhe fazer esta homenagem pois é um dos meus sambistas favoritos e, tendo a sorte de já ter estado duas vezes conversando com ele, um excelente ser humano.
Um artista bastante versátil e talentoso, baterista há longos anos do Chico Buarque e, em boa hora, decidiu, já com muitos anos e desafios em cima, tornar-se cantor, transformando-se automaticamente no maior crooner do samba do Rio de Janeiro.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

O morro veio me chamar

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"Mangueira
Estou aqui na plataforma
Da Estação Primeira
O Morro veio me chamar
De terno branco e chapéu de palha
Vou me apresentar à minha nova parceira
Já mandei subir o piano pra Mangueira

A minha música não é de levantar
Poeira
Mas pode entrar no barracão
Onde a cabrocha pendura a saia
No amanhecer da quarta-feira
Mangueira
Estação Primeira de Mangueira"
Piano da Mangueira - Chico Buarque e Tom Jobim

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Chico - Artista brasileiro

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É lançado hoje o documentário biográfico sobre o Chico Buarque de Holanda, um dos maiores compositor, letrista, músico e cantor da música popular brasileira.
Confesso que não foi, durante bastante tempo, um artista que eu adorasse. Sempre foi incontornável a importância fundamental dele na música do Brasil e da música interpretada em português, gostava de algumas das suas criações mas tinha um certo preconceito com a sua música e, especialmente com a sua voz.
Mas mesmo sem ele saber :), foi-me ganhando progressivamente e nesse trajeto, a sua obra teatral/ cinematográfica "A ópera do malandro" sempre foi um pilar sólido que grantiu sentimentos positivos permanentes para com ele. A trilha sonora do filme tinha uma vantagem quase existencial, nessa altura, para mim, tinha outros a interpretar as músicas do Chico. Tinha a magnífica interpretação da Elba Ramalho da incrível canção "O meu amor" com a actriz Cláudia Ohana, ou mesmo as participações do inesperadamente talentoso para a música, Edson Celulari, quem diria? A propósito da canção "O meu amor" é incrível como é que um homem consegue escrever um poema que só poderia ter saído da cabeça e do desespero de uma mulher.
A verdade é que, progressivamente, a antipatia respeitosa foi virando admiração pura e agora reconheço que estou definitiva e totalmente curado.
Por isso é com enorme expetativa que vou ficar a aguardar que este filme fique disponível.
Entretanto a trilha do fikme está já disponível e podem escutá-la já no Spotify. Destaco a linda versão da música "Sabiá" interpretada pela nossa Carminho e a linda homenagem à escola de samba do seu e do meu coração, a Estação Primeira, interpretada superiormente por Péricles, "Estação derradeira".
Juro e prometo que se um dia o voltar a encontrar nos seus passeios pela praia do Leblon e se ele me quiser escutar, peço-lhe desculpa.



segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Novas da Roberta Sá

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Novo disco da Roberta Sá, chama-se "Delírio" e é o seu sexto trabalho publicado.
Tem várias participações nomeadamente do António Zambujo e do Chico Buarque e os dois temas em que participam, além de serem dois momentos marcantes deste álbum serão, com certeza, dois temas que deixarão a sua marca na música lusófona. Mais dois duetos que tocam.



sexta-feira, 13 de novembro de 2015

"Rio você foi feito pra mim"

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"Rio você foi feito pra mim"
trecho da música Samba do avião - Tom Jobim



Uma das principais razões do meu amor pelo Rio de Janeiro é a minha paixão pela música e, consequentemente, pelka música que se faz no Brasil. E o Rio sempre foi um dos núcleos mais importantes de criação de música de qualidade nos mais diversos estilos musicais que caracterizam o Brasil. Foi a origem do samba e do Carnaval das escolas de samba, foi o centro nevrálgico do surgimento da Bossa Nova, foi o berço de muitos dos artistas que revolucionaram a música moderna brasileira a partir dos finais dos anos 70 e, também por isso, foi e ainda é o local onde se realiza um dos festivais de música mais emblemáticos do mundo.
Foi ainda a rampa de lançamento escolhida por muitos artistas doutros pontos do Brasil para o lançamento da sua carreira, tais como os baianos, João Gilberto, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia,  a gaúcha Elis Regina ou mesmo o Chico Buarque que, apesar de ter nascido no Rio passou uma parte da sua infância e toda a sua juventude fora do Rio, primeiro na Europa (Itália) e a partir da adolescência até aos seus vinte e poucos anos em São Paulo.
Há tempos voltei a ouvir esta música "Agamamou" de um grupo com mais de 20 anos, originário da região de São Paulo e que descobri na minha primeira visita ao Brasil, numas férias na região de Recife e que fazem um dueto com um dos mitos da música brasileira e do soul brasileiro, carioca da gem do bairro da Tijuca, Jorge Benjor.
A música brasileira é muito isto, uma festa, uma alegria contagiante mas também uma miscigenação de estilos sem qualquer tipo de preconceitos, onde o brega se junta ao soul ou ao samba para criar música de qualidade e momentos únicos de entretenimento. Há coisa melhor?

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Rio eu te amo

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Foi um regresso sentido e emocionado a uma das cidades que, felizmente, já faz parte da minha vida. A espera, desta vez, foi longa, passaram-se mais de 3 anos desde a última vez que esta cidade me acolheu. Essa tinha sido muito especial pois foi a primeira visita ao Rio com a C. e senti um privilégio enorme de ter o exclusivo desígnio de ser o seu "mestre sala" e dar a conhecer esta cidade que tanto amo à minha querida mulher. A cidade recebeu-nos de braços totalmente abertos como é seu hábito e proporcionou-nos, mais uma vez, momentos que irão ficar nas nossas eternas memórias. Não foi uma estada fácil devido ao momento complicado que estamos a atravessar mas não havia melhor cidade para amenizar a inquietação latente que temos vivido nestes últimos meses e para nos dar ânimo para encarar os próximos tempos que se continuam a afigurar difíceis, infelizmente. Foi uma visita especial por tudo isso e também por um facto importante e significativo tendo em conta a paixão que nutro pela música popular brasileira. Pela primeira vez estava no Rio numa data marcante para a história da música brasileira, o aniversário do nascimento de Vinícius de Moraes, o grande poeta ou poetinha, como gostava de ser chamado e como os amigos, carinhosamente, lhe chamavam. Curiosamente, no seu caso, esta alcunha não lhe retirava em nada a sua grandiosidade, pelo contrário, só a aumentava agregando-lhe a dimensão humana e intimista que só os grandes homens possuem e que lhes é reconhecida pelos seus pares. Ficaram muitas coisa para fazer, como ficam sempre, faltou tempo para estar com todos os amigos, faltou força de vontade para correr mais vezes no calçadão (apesar de terem sido mais vezes do que é normal mas menos do que tinha sido planeado) mas isso é só mais um dos motivos que nos fazem ter vontade de voltar e planear a próxima visita. Como diz a letra da música "Samba pra Vinícius":
"Que a vida não gosta de esperar
A vida é pra valer,
A vida é pra levar,"
Foram 12 dias muito especiais que esperamos os dois repetir o mais breve possível e, por isso, queremos os dois agradecer mais esta deliciosa experiência. Obrigado Rio e obrigado aos amigos que sempre nos recebem de braços abertos. Daqui a pouco a gente volta! Rio nós te amamos!!

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Os 69 anos da Bethânea de ontem e os 71 do Chico de hoje

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Apesar da já respeitosa idade espero que ainda nos presenteiem com muitos anos e com muito mais músicas inspiradoras. E, para estes dois aniversários, fica um dueto da canção "Sem fantasia".
"Vem, meu menino vadio
Vem, sem mentir pra você
Vem, mas vem sem fantasia
Que da noite pro dia
Você não vai crescer

Vem, por favor não evites
Meu amor, meus convites
Minha dor, meus apelos
Vou te envolver nos cabelos
Vem perde-te em meus braços
Pelo amor de Deus

Vem que eu te quero fraco
Vem que eu te quero tolo
Vem que eu te quero todo meu

Ah, eu quero te dizer
Que o instante de te ver
Custou tanto penar
Não vou me arrepender
Só vim te convencer
Que eu vim pra não morrer

De tanto te esperar
Eu quero te contar
Das chuvas que apanhei
Das noites que varei
No escuro a te buscar
Eu quero te mostrar
As marcas que ganhei
Nas lutas contra o rei
Nas discussões com Deus
E agora que cheguei
Eu quero a recompensa
Eu quero a prenda imensa
Dos carinhos teus"
Sem fantasia - Chico Buarque e Maria Bethânea

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

20 anos sem Tom Jobim

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A falta que ele faz apesar do enorme legado que deixou.



"Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída
Como é por exemplo que dá pra entender
A gente mal nasce e começa a morrer
Depois da chegada vem sempre a partida
Porque não há nada sem separação

Sei lá, sei lá
A vida é uma grande ilusão
Sei lá, Sei lá
A vida tem sempre razão

A gente nem sabe que males se apronta
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe
E o sol que desponta tem que anoitecer
De nada adianta ficar-se de fora
A hora do sim é o descuido do não

Sei lá, sei lá
Só sei que é preciso paixão
Sei lá, sei lá
A vida tem sempre razão"
Sei lá a vida tem sempre razão - Tom Jobim, Miúcha, Chico Buarque (Vinícius de Moraes)

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Adoro quando isto acontece

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Novembro vai ser o mês das descobertas que tenhop feito ao longo destes últimos tempos e a continuação das novidades que já começaram em Outubro. Só este ano é que descobri mais um talento canadiano que canta jazz e bossa, Emilie-Claire Barlow tem uma voz lindíssima e é uma grande falha no meu trajecto de busca de boa música pis já tem uns 9 álbuns e o primeiro é de 1998. Canta em português com um sotaque bastante charmoso como se pode comprovar nesta sua versão de "Só danço samba" de Tom Jobim e Vinícius de Moraes e popularizada por João Gilberto e está muito bem. Tem ainda, no mesmo álbum chamado "like a lover" de 2005, uma versão incrível de uma das minhas músicas favoritas, "Retrato em branco e preto" de Tom Jobim e Chico Buarque. Não existe no Youtube mas, para quem tiver Spotify, aproveite.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Deve estar por aí a chegar

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O filme "Rio eu te amo" já estreou no Brasil e calculo que esteja a chegar a Portugal e eu estou cheio de curiosidade pois o elenco é de uma indiscutível qualidade, reunindo alguns dos melhores actores do Brasil e alguns dos pesos pesado do panorama internacional.
Esta é uma das músicas do filme e junta também duas carismáticas figuras da música brasileira, Chico Buarque e Gilberto Gil, este último, autor da música em questão.



"É sempre bom lembrar
Que um copo vazio
Está cheio de ar.

É sempre bom lembrar
Que o ar sombrio de um rosto
Está cheio de um ar vazio,
Vazio daquilo que no ar do copo
Ocupa um lugar.

É sempre bom lembrar,
Guardar de cor que o ar vazio
De um rosto sombrio está cheio de dor.

É sempre bom lembrar
Que um copo vazio
Está cheio de ar.
Que o ar no copo ocupa o lugar do vinho,
Que o vinho busca ocupar o lugar da dor.
Que a dor ocupa metade da verdade,
A verdadeira natureza interior.

Uma metade cheia, uma metade vazia.
Uma metade tristeza, uma metade alegria.
A magia da verdade inteira, todo poderoso amor.
A magia da verdade inteira, todo poderoso amor.

É sempre bom lembrar
Que um copo vazio
Está cheio de ar."
Copo vazio - Chico Buarque e Gilberto Gil

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Esta ainda não conhecia, incrivelmente!

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A música original do Chico Buarque é uma das minhas favoritas, uma das músicas da minha vida e esta "Resposta à Rita" da Ana Carolina é incrivelmente bonita e digna de respeito pora parte da sua inpiração e do seu inspirador. Like, muito.

Para enquadrar aqui fica a letra da Rita original.

"A Rita levou meu sorriso
No sorriso dela
Meu assunto
Levou junto com ela
O que me é de direito
E Arrancou-me do peito
E tem mais
Levou seu retrato, seu trapo, seu prato
Que papel!
Uma imagem de são Francisco
E um bom disco de Noel

A Rita matou nosso amor
De vingança
Nem herança deixou
Não levou um tostão
Porque não tinha não
Mas causou perdas e danos
Levou os meus planos
Meus pobres enganos
Os meus vinte anos
O meu coração
E além de tudo
Me deixou mudo
Um violão"
A Rita - Chico Buarque



"Não levei o seu sorriso
Porque sempre tive o meu
Se você não tem assunto
A culpada não sou eu

Nada te arranquei do peito
Você não tem jeito faz drama demais
Seu retrato, seu trapo,seu prato,
Devolvo no ato pra mim tanto faz

Construí meu botequim
Sem pedir nenhum tostão
A imagem de são francisco
E aquele bom disco estão lá no balcão

Não matei nosso amor de vingança
E deixei como herança um samba também
Seu violão nunca foi isso tudo
E se hoje está mudo por mim tudo bem"
Resposta da Rita - Ana Carolina com participação de Chico Buarque

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Amanhã, 70 anos do Chico, homenagem ao malandro

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Malandro ou não, parabéns a ele e o desejo que permaneça vivo por muitos anos pois é um dos compositores mais importantes da música brasileira há quase 50 anos e nós queremos continuar a "ver a banda passar, cantando coisas de amor".
"Eu fui fazer um samba em homenagem
à nata da malandragem, que conheço de outros carnavais.
Eu fui à Lapa e perdi a viagem,
que aquela tal malandragem não existe mais.
Agora já não é normal, o que dá de malandro
regular profissional, malandro com o aparato de malandro oficial,
malandro candidato a malandro federal,
malandro com retrato na coluna social;
malandro com contrato, com gravata e capital, que nunca se dá mal.
Mas o malandro para valer, não espalha,
aposentou a navalha, tem mulher e filho e tralha e tal.
Dizem as más línguas que ele até trabalha,
Mora lá longe chacoalha, no trem da central"
Homenagem ao malandro - Chico Buarque


"Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

O homem sério que contava dinheiro parou
O faroleiro que contava vantagem parou
A namorada que contava as estrelas parou
Para ver, ouvir e dar passagem

A moça triste que vivia calada sorriu
A rosa triste que vivia fechada se abriu
E a meninada toda se assanhou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou
Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou
A moça feia debruçou na janela
Pensando que a banda tocava pra ela

A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu
A lua cheia que vivia escondida surgiu
Minha cidade toda se enfeitou
Pra ver a banda passar cantando coisas de amor

Mas para meu desencanto
O que era doce acabou
Tudo tomou seu lugar
Depois que a banda passou

E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor..."
A banda - Chico Buarque

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Já são 69, mestre Chico!

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Espero voltar a encontrá-lo nos seus habituais passeios na praia do Leblon e não ter vergonha de lhe dizer finalmente o quanto o admiro! Feliz aniversário.


"Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

O homem sério que contava dinheiro parou
O faroleiro que contava vantagem parou
A namorada que contava as estrelas parou
Para ver, ouvir e dar passagem

A moça triste que vivia calada sorriu
A rosa triste que vivia fechada se abriu
E a meninada toda se assanhou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou
Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou
A moça feia debruçou na janela
Pensando que a banda tocava pra ela

A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu
A lua cheia que vivia escondida surgiu
Minha cidade toda se enfeitou
Pra ver a banda passar cantando coisas de amor

Mas para meu desencanto
O que era doce acabou
Tudo tomou seu lugar
Depois que a banda passou

E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor..."
A banda - Chico Buarque

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Encontros Atlânticos

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Raquel Tavares e o Xande de Pilares conheceram-se e aproveitaram para fazerem duas musicas juntos e o resultado é bem delicioso. "Aceita" uma criação conjunta e "Sem fantasia" de Chico Buarque e Caetano Veloso são o fruto inspirado desta fusão feliz do fado e do samba.