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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Carnaval sem Rio é como samba sem cavaco

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Há um ano atrás, estávamos nos últimos preparativos para mais um carnaval no Rio, o primeiro da C. e o meu terceiro. Confesso que todos os anos em que não estou no Rio por esta altura, além do frio lisboeta, instala-se também uma coceira nervosa, algum desalento e um mar de saudade que não passa até à próxima vez que nos encontramos com essa cidade que tanto amamos. é uma fortuna infinita ter tido a sorte de encontrar e casar com uma mulher que acrescentou tanto na minha vida e que, além disso tudo, ama o Rio tanto como eu.
Este ano vamos, mais uma vez, tentar amenizar estes sintomas de saudade com alguns pequenos efeitos profiláticos, assistir aos desfiles, ouvir um pouco mais de samba e, este ano, não perder a roda de samba dos Sacundeia, grupo de samba criado em Lisboa mas formado por músicos brasileiros e que, por coincidência, um deles esteve na roda de samba que esteve no nosso casamento.
Não é o Rio, não estão 30 graus, Lisboa não tem a folia carioca mas ajuda a serenar a suadade por umas horas.

domingo, 7 de janeiro de 2018

Saudade boa

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Hoje é dia de samba no meu querido Rio, as escolas saíram à rua e se encontraram em Copacabana e na Praia Vermelha, num cenário incrível, houve ou está ainda havendo uma roda de samba de um bloco de Carnaval maravilhoso chamado Último Gole. 
Vários amigos queridos estão por lá e fizeram questão de partilhar comigo a sua alegria e empolgação. Só quem já viveu e gosta desta cidade e destes momentos consegue perceber que só se é mesmo completamente feliz quando se partilha este entusiasmo e felicidade com quem ama esta cidade da maravilhosa e o que ela nos dá, da mesma forma. Saudades boas foi o que eu senti hoje desde o frio do Inverno de Lisboa. E como, entre os amigos, tem muitos fãs da Portela e ainda por cima em ano de campeonato fica aqui um samba lindo de homenagem a Madureira por um dos seus filhos fervorosos, Roberto Ribeiro.




domingo, 31 de dezembro de 2017

Valeu 2017

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Encerra-se mais um ano, um ano simpático, posso dizê-lo. É sempre positivo quando acordamos todos os dias sentindo-nos felizes e com ganas de viver, com força para enfrentar os desafios e sabendpo que temos quem amamos e quem nos ama à nossa volta. Foi também um ano difícil, com desafios muito complcados e, infelizmente, alguns deles não suplantados.
Mesmo assim e, apesar destes percalços que também compoem o todo, foi um ano especial, um ano de conquistas pessoais saborosas, um ano de novas vidas próximas e doces, o ano em que voltámos ao nosso Rio com amigos queridos e que estivemos juntos pela primeira vez na Sapucaí para desfilar na nossa querida Estação Primeira.
Foi o ano dos 48 e do início dos 49. Valeu 2017.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

"Eu sou Mangueira meu senhor, não me leve a mal"

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"Pecado é não brincar de Carnaval!"

Em Junho deste ano, estalou a polémica no univreso do samba do Rio de Janeiro. O prefeito Marcelo Crivella anunciou um corte de 50% da subvenção direcionada às escolas de samba. A decisão gerou diversos protestos, obviamente, e a primeira foi executada pela Liesa, que chegou a suspender os desfiles da Sapucaí do Grupo Especial.
A Estação Primeira olhou para essa fragilidade e transformou-a em samba enredo, dando como tema de inpsiração para a criação das candidaturas a samba enredo “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco”. Foi a forma mais intelegente e adequada de manter o protesto até à sua génese pois ningém vai esquecer que no próprio desfile o protesto irá estar latente.
O samba enredo escolhido demontra sutilmente essa posição vincada e viva refletido no seu refrão principal "Eu sou Mangueira meu senhor, não me leve a mal, pecado é não brincar o carnaval!" sendo óbvio que todo o mundo vai saber quem é esse tal de senhor a que o samba se refere. Mas as referências a este cotr não se ficam por aqui, "Com garfo e prato eu faço meu tamborim"; "Sou mestre-sala na arte de improvisar" e "Se faltar fantasia alegria há de sobrar, bate na lata pro povo sambar" são expressões claras de demonstração de superação apesar das vicissitudes criadas por esta estranha decisão que compromete, inclusivamente, o governo central já tão fragilizado na opinião pública.
Com a habitual empolgação, com uma bateria contagiante e a voz poderosa do habitual Tinga, este ano superiormente acompanhado pelo sambista Péricles, a minha Estação Primeira promete causar na Sapucaí. Até porque come se diz lá em terras de vera Cruz, "se não for pra causar, eu nem vou!". Canta Mangueira!

 "Chegou a hora de mudar
Erguer a bandeira do samba
Vem a luz à consciência
Que ilumina a resistência dessa gente bamba
Pergunte aos seus ancestrais
Dos antigos carnavais, nossa raça costumeira

Outrora marginalizado já usei cetim barato
Pra desfilar na Mangueira

A minha escola de vida é um botequim
Com garfo e prato eu faço meu tamborim
Firmo na palma da mão, cantando laiálaiá
Sou mestre-sala na arte de improvisar

Ôôô somos a voz do povo
Embarque nesse cordão
Pra ser feliz de novo
Vem como pode no meio da multidão

Não, não liga não!
Que a minha festa é sem pudor e sem pena
Volta a emoção
Pouco me importam o brilho e a renda
Vem pode chegar
Que a rua é nossa mas é por direito
Vem vadiar por opção, derrubar esse portão, resgatar nosso respeito
O morro desnudo e sem vaidade
Sambando na cara da sociedade
Levanta o tapete e sacode a poeira
Pois ninguém vai calar a estação primeira

Se faltar fantasia alegria há de sobrar
Bate na lata pro povo sambar

Eu sou Mangueira meu senhor, não me leve a mal
Pecado é não brincar o carnaval!"
Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco - Lequinho, Júnior Fionda, Alemão do Cavaco, Gabriel Machado, Wagner Santos, Gabriel Martins e Igor Leal Intérprete, Tinga Participação Especial, Péricles

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Mais uma carnavalesca

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Música do último trabalho da Fernanda Abreu, "Tambor", numa versão especial remixada pelo Dj W Imperador. "Segura a banda que a parada é federal"!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Tem alguém aí?!

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Porque o Carnaval está aí e o carlinhos Brown preparou uma versão e um vídeo especial para uma música do seu último disco com a roupagem adequada para o seu carnaval. O Carnaval contagiante e louco dos blocos e dos trios elétricos da Bahia. Tem alguém aí já contagiado?! Ô sol, ô sorte!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

No coração da super bateria - Eu sou Mangueira sim!

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Está quase!
Daqui a uma semana lá estaremos em plena Sapucaí, ajudadndo a querida Estação Primeira conquistar o bicampeonato.
Vamos voltar ao nosso querido Rio e vou voltar a ter a emoção de desfilar na escola mais querida do planeta e, desta vez, acompanhando a estreia da C. nestas andanças e acredito, convictamente, que acabará com a vontade plena de voltar o mais rápido possível a repetir a experiência e com o coração cheio devido ao momento único que irá experienciar.
A Mangueira é, de facto, uma escola especial e, estou certo que há entusiasmo e paixão em todas as outras escolas mas nesta é mesmo diferente e, felizmente, voltou aos seus grandes momentos.
Se há dúvidas é só ver o entusiasmo da sua bateria no esquenta do seu mais recente ensaio geral e a empolgação que se assite nas bancadas. E essa eu garanto, não há empolgação maior nas bancadas do que aquela que se sente e se vê quando a Mangueira entra na avenida.

"(...) Mangueira, eu já benzi minha bandeira
Bati três vezes na madeira
Para a vitória alcançar
No peito patuá, arruda e guiné
Para provar que o meu povo nunca perde a fé
A vela acesa pro caminho iluminar
Um desejo no altar, ou no gongá
Vou festejar com a divina proteção
Num céu de estrelas enfeitado de balão
É verde e rosa o tom da minha devoção
Já virou religião (...)"
Samba Enredo 2017 - Só Com A Ajuda do Santo
G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira


terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Apple aderiu aos blocos de Carnaval

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Primeiro anúncio realizado pela Apple no Brasil para promover o Iphone 7 Plus aproveitando a onda dos blocos de Carnaval que estão no seu auge neste momento do ano no Brasil.
A inspiração prolonga-se pela utilização da famosa música "Eu quero é botar o meu bloco na rua", principal êxito do cantor e compositor capixaba Sérgio Sampaio, nascido em Cachoeiro de Itapemirim no estado do Espírito Santo que  faleceu em 1994.
Sérgio foi contemporâneo de vários grandes nomes da música brasileira e foi parceiro de Raul Seixas a quem é atribuída a descoberta deste músico.
A versão do anúncio é do grupo baiano de música eletrónica BaianaSystem.
Fica aqui o anúncio e o vídeo da versão original.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Rio de janeiro, 25 de Janeiro de 1927

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Fez ontem 90 anos que num dos bairros mais tradicionais do Rio de Janeiro, o bairro da Tijuca, que nasceu o futuro pianista, cantor, arranjador, guitarrista, compositor e maestro António Carlos Jobim, o maior expoente da música brasileira e um dos fundadores do movimento Bossa Nova. A data redonda pede uma homenagem especial a uma figura que  influenciou de forma determinante o meu gosto musical e, mais que isso, a minha paixão pela música no geral e pela MPB em particular.
Obviamente, contribui também para o meu amor tão grande e tão especial à sua cidade natal, o belo Rio de janeiro.
O maestro Tom Jobim tinha uma qualidade muito particular, a sua paixão pelas suas raízes musicais mais tradicionais  e isso  dava uma amplitude e uma abrangência extraordinária ao seu ecletismo musical. Essa paixão garantiu que desde o início da sua carreira e até ao seu desaparecimento, o seu talento e o seu trabalho nunca se tenha separado dessas raízes, pelo contrário foi sempre usado para enriquecer essa cultura nacional, inclusivamente no estilo mais tradicional da vida carioca, o samba. Lembro-me de um disco que comprei há muitos anos no Rio com temas do Tom Jobim chamado "No Tom da Mangueira", e que incluia, entre outras, a linda "Piano na Mangueira". Era um disco que assinalava o desfile da Mangueira no Carnaval de 1992 em que o samba-enredo foi uma homenagem ao maestro e a todo o seu trabalho. Felizmente, Tom Jobim ainda teve oportunidade de ver essa bonita homenagem e assim é que deve ser, demonstrar o nosso respeito e admiração em vida e, no caso de um samba-enredo esse facto ainda assume uma importância maior pois não há homenagem mais gloriosa que ser tema de uma samba-enredo e nunca se deverá tirar o prazer de assistir a esse momento único na vida.
Salve maestro, como diz o samba, "Se todos fossem iguais a você, que maravilha seria viver"!



"Mangueira vai deixar saudade
Quando o carnaval chegar ao fim
Quero me perder na fantasia
Que invade os poemas de Jobim
Amanheceu, o Rio canta de alegria
Aconteceu a mais linda sinfonia
O sol já despontou na serra,
Molhando o seu corpo sedutor

O mar beija a garota de Ipanema,
a musa de um sonhador
O mar beija a garota de Ipanema,
a musa de um sonhador

É carnaval, é a doce ilusão,
É promessa de vida no meu coração
É carnaval, é a doce ilusão,
é promessa de vida no meu coração (Mas vem ... )

Vem, vem amar a liberdade,
Vem cantar e sorrir, ter um mundo melhor
Vem, meu coração está em festa,
Eu sou a Mangueira em Tom maior
Salve o samba de terreiro, salve o Rio de Janeiro,
Seus recantos naturais

Se todos fossem iguais a você,
que maravilha seria viver"
Se todos fossem iguais a você - Estação Primeira de Mangueira

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

"Cuidado que a Mangueira vem aí..."

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"É bom se segurar que a poeira vai subir"
Tem capoeira - Estação Primeira de Mangueira

E aí está o vídeo oficial do samba enredo da Estação Primeira para o próximo Carnaval. É a possibilidade de conseguirem o bicampeonato, depois da vitória deste ano e as perspetivas são bastante auspiciosas. A crítica carnavalesca tem elogiado publicamente o tema do samba enredo e, desde que foi gravada a versão oficial, o samba da Mangueira tem sido o samba enredo mais tocado nas plataformas digitais.
A escola e a nação mangueirense merecem este destaque pelo trabalho de recuperação da escola que têm vindo a fazer e pelo trabalho habitual que é preparar, todos os anos, um desfile de Carnaval.
Talvez, com a ajuda de todos os santos que são invocados no samba, possamos estar voltar a essa cidade que tanto amamos e estar presentes nesse momento tão especial e tão grandioso, mesmo não sendo crentes.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

O Orfeu da Transformação

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Está a assinalar-se no Brasil o sexagésimo aniversário da estreia da peça "Orfeu da Conceição" escrita por Vinícius de Moraes e com música do, então, pianista António Carlos Jobim que, à data, era um jovem com uns imberbes 29 anos.
A peça estreou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e é uma adaptação em forma de peça musical do mito grego de Orfeu transposto à realidade das favelas cariocas e ao ambiente do carnaval carioca. Além desta dupla virtuosa há ainda a juntar a todo este talento o arquiteto Oscar Niemeyer que foi o responsável pela cenografia da peça. A peça apresentou também um facto bastante arrojado e talvez até controverso para a época, o elenco era inteiramente composto por atores e atrizes de raça negra.
O musical esteve longe de ser um sucesso e teve uma vida muito curta mas o mais importante foi ter sido o motivo e, talvez, a inspiração para uma parceria brilhante e duradoura que gerou dezenas de obras primas dsa música popular brasileira e da bossa nova e que foi um eixo nevrálgico de transformação da música e da cultura popular do Brasil.
O Vinícius não conhecia o jovem Tom que lhe foi aconselhado por um amigo em comum, Lucio Rangel e o encontro aconteceu no ainda existente Bar Villarino no centro do Rio onde Vinícius era visita regular. Conta-se que o jovem Tom Jobim que, na altura vivia da venda de músicas e arranjos para os bares de Copacabana e que "andava sempre atrás do aluguel", perguntou ao já famoso e reconhecido Vinícius quando recebeu o convite, "Tem algum dinheirinho nisso?".
Entre as músicas escritas especialmente para o musical estão os sucessos, "Lamento no morro" e a maravilhosa "Se todos fossem iguais a você" aqui interpretada maravilhosamente pelos mestres.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

"O meu tambor tem axé Mangueira"

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A Mangueira já tem samba para o Carnaval de 2017. Foi este fim de semana que ocorreu a final onde se elegeu o samba campeão da escola campeã. Com o samba enredo subordinado ao tema "Só com a ajuda do santo", mais uma vez, este ano, houve vários sérios candidatos a a concorrer. A escolha recaiu sobre aqule que me parece mais entusiasmante e mais mobilizador para a avenida.
 Era o meu preferido mas este facto não só não é relevante como também não é promissor pois as minhas previsões não costumam ser muito favoráveis. Mesmo assim, é, na minha opinião a melhor escolha e pareceu-me que, pelas imagens em direto no momento do anúncio, que é uma escolha conciliadora e expressivamente aprovada. Vamos atacar o bicampeonato!
 "O meu tambor tem axé mangueira
sou filho de fé do povo de aruanda
nascido e criado pra vencer demanda
batizado no altar do samba"

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Sangue, suor e raça

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Este é o nome de um álbum que saiu em 1972 e que reuniu Elza Soares que estava no auge da sua carreira com Roberto Ribeiro, um sambista em ascensão mas ainda no início do seu percurso. Muito conhecedores dizem que este é um disco marcante na carreira dos dois e do ponto de vista qualitativo, é de facto um disco de enorme qualidade com duas grandes vozes da música brasileira. A Elza, nesta altura, já tinha editado vários discos, já tinha alcançado enorme notoriedade no Brasil e estava já a preparar o seu salto para a internacionalização. O Roberto Ribeiro, depois de ter deixado definitivamente as chuteiras, com uma curtíssima passagem pelo clube carioca Fluminense, já era um reconhecido sambista na escola de samba Império Serrano tendo, inclusivamente, sido um dos puxadores do samba-enredo no desfile de carnaval da escola. É um disco que vale a pena, com samba para todos os gostos e com a voz da Elza no seu ponto alto. Este samba canção "Aurora de um sambista" é a minha preferida.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

88 anos da verde e rosa

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28 de Abril de 2016, dia de comemoração dos 88 anos da nossa Estação Primeira de Mangueira num ano muito especial em que alcançou o 19° título do carnaval carioca!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Todo o Carnaval tem seu fim

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Mas o samba, como a própria vida nunca acaba e se renova constantemente.
A Teresa Cristina é uma das grandes intérpretes do samba da atualidade. Tem uma voz incrível, mansa e suave e tem, uma capacidade especial de escolher repertório.
E mais uma vez acertou em cheio, mesmo sendo portelense de corpo e alma, resolveu homenagear um dos ícones da escola rival Estação Primeira. Preparou uma série de shows onde interpreta sambas do, unanimamente, reverenciado Cartola.
Em Janeiro deste ano, o registo do primeiro espetáculo realizado em Novembro passado no Theatro Net Rio foi lançado em cd e dvd e o resultado é altamente recomendável.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Mangueira é campeã

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É o 18º título da escola mais popular do Carnaval que, desde 2002, ou seja há 14 anos que não ganhava o título de campeã do Carnaval do Rio de Janeiro.
Foi o desfecho perfeito para a homenagem aos 50 anos de carreira da cantora baiana Maria Bethânia que mereceu um dos sambas mais bonitos dos últimos anos e um desfile lindo e emocionante com um enredo muito bem contado e uma evolução na avenida deslumbrante.
A vitória foi pela conseguida por uma simples décima o que só dá mais valor e mérito à verde e rosa.


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Chegou a hora não dá mais para segurar

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"Quem me chamou? Mangueira
chegou a hora, não dá mais pra segurar
Quem me chamou? chamou pra sambar
Não mexe comigo, eu sou a menina de Oyá"

Tá quase! Terça feira de Carnaval de madrugada, provavelmente já com os primeiros raios de sol tocando a Marquês de Sapucaí, a Estação Primeira desfilará como última escola dos desfiles do grupo especial no Carnaval de 2016.
Desfilar com o sol a nascer é único e especial apesar de se perder o brilho e o encanto da iluminação que confere ao Carnaval o brilho especial e sedutor que a noite permite e potencia. Perde-se isso mas ganha-se uma emoção singular e uma sensação extraordinária de que se atravessou a noite inteira a viver esta energia e a prolongar a euforia até ao dia nascer o que, muitas vezes, é o que acontece, felizmente. É uma sensação que só duas escolas podem desfrutar em cada ano e, também por isso, deve-se aproveitar.
Nós estaremos por cá, combatendo o sono e o aliciamento do sofá, resistindo orgulhosamente para ver a Estação Primeira desde o primeiro minuto até ao último passista cruzar a linha de chegada e depois ver ainda as emoções ao rubro na praça da apoteose.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Todo o mês de Fevereiro Carnaval me chama

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É sempre assim, mesmo a 7.715,16 km de distância, com o enorme Atlântico a separar-me e com o frio do hemisfério norte a trazer-me para a realidade, é inevitável não me entusiasmar com o que vai passando no outo hemisfério nesta altura e não sentir uma enorme nostalgia pelos carnavais já passados no Rio e uma pesada frustação por não poder estar lá.
A ansiedade para ver os desfiles das escolas de samba vai progressivamente aumentando e as partilhas dos amigos que estão lá curtindo esta época ameniza ligeiramente o desencanto de estarmos longe. Infelizmente, não é ainda este ano que poderei mostrar toda a alegria contagiante do Carnaval carioca à C. mas a espera só aumentará o prazer do desfrute no dia que se concretizar.
Resta-nos a música e as duas maratonas de desfiles carnavalescos que já se vão tornando uma feliz tradição. É uma amenização dos sintomas de saudade mas saudades do futuro que ainda virá.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Sambas da Simone

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A cantora Simone foi uma das minhas primeiras paixões. Adorava aquela voz cristalina mas ao mesmo tempo um pouco rouca. Adorava as músicas de dor de cotovelo que le tão bem cantava, impremindo um grau de emoção sincero e latente que parecia que ele estava vivendo naquele exato momento o sofrimento que nos estava a contar e que fazia com  que nós sofressemos também por inerência.
Mas o que eu mais gostava mesmo era da sua veia sambista. A sua interpretação de sambas clássicos ou de sambas originais tornou-se um marco em cada álbum que lançava. A partir de um certa altura e durante vários álbuns lançados, existia sempre pelo menos um samba para destoar da alma romântica do resto do disco e para empolgar as arquibancadas de cada sala de estar.
Quem sabe do que eu estou a falar lembra-se certamente do samba "O amanhã" do disco "Delírio e Delícias" tocado em todos os bares de música ao vivo de Lisboa e arredores nos anos 80 e 90, o "Por um dia de graça" do álbum "Desejos" interpretado com o sambista Neguinho da Beija Flor, o "Amor no coração" do disco mega sucesso "Cristal", o "Disputa de poder" do álbum "Sedução" e, talvez o meu samba favorito desta coleção, o "Rei por um dia", um tema do sambista Almir Guineto que tem um poder contagiante e irresistível de nos puxar para cima e de nos levar em poucos minutos numa viagem super sónica até ao meio da Avenida Marquês de Sapucaí em plena noite de Carnaval. Ô sorte!!!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Carnaval no Rio, ô sorte!

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A data começa a aproximar-se e todos o anos acontece o mesmo. O desejo de estar lá cresce exponencialmente e a vontade de, pelo menos acompahar o que vai acontecendo na cidade, torna-se verdadeiramente irresistível. Como têm sido os blocos de rua, como estão a decorrer os ensaios técnicos das escolas de samba, em especial a minha Estação Primeira, como está o sol, praia, o Jobi, o Braseiro da Gávea, são perguntas inevitáveis e recorrentes.
A verdade é que o samba é a essência e o pilar imperioso do Carnaval do Rio e de toda a sua história. Essa história que, muitas vezes, se confunde irrmediável e inevitavelmente com a história da própria cidade e até do país. Por isso, lembrei-me deste tema "Os Cinco Bailes Da História Do Rio" que mistura o samba com factos históricos fundamentais quer da cidade, quer do próprio país. Para quem quiser saber os 5 bailes que este samba fala são (segundo o Extra da Globo), 1 - Os 20 anos de fundação da Cidade, em 1585; 2 - A grande festa de mudança de capital do vice-reino do Brasil de Salvador para o Rio de Janeiro, em 1763; 3 – A aclamação de Dom João VI como Rei de Portugal, Brasil e Algarves, em 1818; 4 - O grande baile da Independência do Brasil, em 1822; 5 - O último baile do Império, ocorrido na Ilha Fiscal, em 1889.
O tema é também, nele próprio, um pedaço importante desta história convergente pois, foi criado para ser samba enredo da escola de samba Império Serrano em 1965, ano ano do quarto centenário do Rio de Janeiro, é interpretado, aqui, por um dos marechais do samba do e da escola Império Serrano, o grão mestre do samba e de todos os carnavais, Wilson das Neves e, além disso, o tema foi popularizado e co-composto por outra imperatriz incondicional  do samba, Dona Ivone Lara e consta do seu disco de homenagem lançado em 2015 e que faz parte da coleção Sambabook.
Salve o samba, todos os bambas e todos os que gostam de samba pois bons sujeitos serão, de certeza. Ô sorte!!!