"Rapte-me camaleoa
Adapte-me a uma cama boa
Capte-me uma mensagem à-toa
De um quasar pulsando lower
Interestelar canoa
Leitos perfeitos
Seus peitos direitos me olham assim
Fino menino me inclino pro lado do sim
Rapte-me, adapte-me, capte-me
It's up to me
Coração
Ser querer, ser merecer, ser um camaleão
Rapte-me camaleoa
Adapte-me ao seu
Ne me quitte pas"
Rapte-me Camaleoa - Caetano Veloso com Maria Gadu
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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Rapte-me...
terça-feira, 30 de novembro de 2010
E aí estão eles
Esta semana no Rio e aqui alguns excertos de uma entrevista conjunta, para quem, como eu, não vai estar e vai estar ansiosamente esperando por um registo deste encontro. DVD já!
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Um dos sambas mais bonitos
Samba Enredo da Estação Primeira no Carnaval de 1994. Uma homenagem linda aos Doces Bárbaros, Maria Bethânia, Gal Costa, Caetano Veloso e Gilberto Gil, letra linda que consegue referenciar algumas das grandes músicas de cada um deles e fazer uma resenha dos seus percursos até aí. Belo momento esse , coroado pela presença dos quatro no desfile.
Nesse ano, a campeã foi a Imperatriz Leopoldinense e a Mangueira ficou num incrível 12º lugar (!) mas o samba enredo ficou eternizado e ainda hoje é cantado nos bloco de Carnaval do Rio de Janeiro e é considerado por parte da crítica como um dos mais empolgantes da década. A versão do Caetano, no álbum Prenda Minha é fantástica, tal como a interpretada pelo Jamelão ou a que é interpretada pelos 4.
Fiquei chocado com as notícias e as imagens que me surpreenderam totalmente no sábado, quando regressei a Portugal. Por isso, não podia deixar de marcar este momento difícil com um humilde voto de alegria e felicidade para aquela cidade que eu amo tanto.
Andei a semana toda a ouvir esta música, não sabendo o que se estava a passar, parecia que estava a adivinhar.
"Me leva que eu vou
sonho meu
atrás da verde-e-rosa
só não vai quem já morreu
bahia é luz
de poeta ao luar
misticismo de um povo
salve todos orixás
quem me mandou
estrelas de lá
foi são salvador
pra noite brilhar
mangueira!
jogando flores pelo mar
se encantou com a musa
que a bahia dá
obá, berimbau, ganzá
ô, capoeira
joga um verso pra iaiá
caetano e gil, ô
com a tropicália no olhar
doces bárbaros ensinando
a brisa a bailar
a meiguice de uma voz
uma canção
no teatro opinião
bethânia explode coração
domingo no parque, amor
alegria, alegria, eu vou
a flor na festa do interior
seu nome é gal
aplausos ao cancioneiro
é carnaval, é rio de janeiro"
Atrás Da Verde-e-rosa Só Não Vai Quem Já Morreu
Nesse ano, a campeã foi a Imperatriz Leopoldinense e a Mangueira ficou num incrível 12º lugar (!) mas o samba enredo ficou eternizado e ainda hoje é cantado nos bloco de Carnaval do Rio de Janeiro e é considerado por parte da crítica como um dos mais empolgantes da década. A versão do Caetano, no álbum Prenda Minha é fantástica, tal como a interpretada pelo Jamelão ou a que é interpretada pelos 4.
Fiquei chocado com as notícias e as imagens que me surpreenderam totalmente no sábado, quando regressei a Portugal. Por isso, não podia deixar de marcar este momento difícil com um humilde voto de alegria e felicidade para aquela cidade que eu amo tanto.
Andei a semana toda a ouvir esta música, não sabendo o que se estava a passar, parecia que estava a adivinhar.
"Me leva que eu vou
sonho meu
atrás da verde-e-rosa
só não vai quem já morreu
bahia é luz
de poeta ao luar
misticismo de um povo
salve todos orixás
quem me mandou
estrelas de lá
foi são salvador
pra noite brilhar
mangueira!
jogando flores pelo mar
se encantou com a musa
que a bahia dá
obá, berimbau, ganzá
ô, capoeira
joga um verso pra iaiá
caetano e gil, ô
com a tropicália no olhar
doces bárbaros ensinando
a brisa a bailar
a meiguice de uma voz
uma canção
no teatro opinião
bethânia explode coração
domingo no parque, amor
alegria, alegria, eu vou
a flor na festa do interior
seu nome é gal
aplausos ao cancioneiro
é carnaval, é rio de janeiro"
Atrás Da Verde-e-rosa Só Não Vai Quem Já Morreu
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quarta-feira, 10 de novembro de 2010
É demais para mim.


Caetano Veloso e Maria Gadú estão a fazer shows juntos, começaram na Bahia e ainda este mês vão estar no interior de São Paulo, como atração do Festival SP On Live, em Bauru. Nos dias 24 e 26 vão estar em São Paulo e Belo Horizonte, respectivamente. E em dezembro, no encerramento da turnê, os shows acontecem no Rio de Janeiro e em Recife. E que tal Lisboa?
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
O que eu quero isto!
É um documentário que se chama "Uma noite em 67" e documenta a final do III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record em S. Paulo. Já tinha lido sobre este festival no livro Noites Tropicais do Nelson Motta e sabia já que foi uma noite emocionante onde uma plateia, que tanto vaiava como apluadia, teve o privilégio de ver grandes artistas, hoje consagrados, e grandes músicas que ficaram para a história da MPB.
"Chico Buarque e o MPB 4 vinham com “Roda Viva”, Caetano Veloso, com “Alegria, Alegria”, Gilberto Gil e os Mutantes com “Domingo no Parque”, Edu Lobo, com “Ponteio”, Roberto Carlos com o samba “Maria, Carnaval e Cinzas” e Sérgio Ricardo, com “Beto Bom de Bola”. A briga tinha tudo para ser boa. E foi. Entrou para a história dos festivais, da música popular e da cultura do País.
“É naquele momento que o Tropicalismo explode, a MPB racha, Caetano e Gil se tornam ídolos instantâneos, e se confrontam as diversas correntes musicais e políticas da época”, resume o produtor musical, escritor e compositor Nelson Motta."
www.umanoiteem67.com.br
"Chico Buarque e o MPB 4 vinham com “Roda Viva”, Caetano Veloso, com “Alegria, Alegria”, Gilberto Gil e os Mutantes com “Domingo no Parque”, Edu Lobo, com “Ponteio”, Roberto Carlos com o samba “Maria, Carnaval e Cinzas” e Sérgio Ricardo, com “Beto Bom de Bola”. A briga tinha tudo para ser boa. E foi. Entrou para a história dos festivais, da música popular e da cultura do País.
“É naquele momento que o Tropicalismo explode, a MPB racha, Caetano e Gil se tornam ídolos instantâneos, e se confrontam as diversas correntes musicais e políticas da época”, resume o produtor musical, escritor e compositor Nelson Motta."
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quarta-feira, 28 de julho de 2010
Incrível
São incontáveis e inexplicáveis as sensações que experimentei no show de ontem do Caetano, o homem está melhor do que nunca e aparenta uma juventude permanente em tudo o que faz. A capacidade de se reinventar é, aparentemente inesgotável e, por isso, conto assistir a essa força muitos anos mais. A verdade é que se repetiu, mais uma vez, a sensação que tenho cada vez que acaba um show e que é ansiar pela próxima oportunidade que vou ter de revê-lo. O desejo de fazer rewind até ao pricípio do show é persistente.
Este show que suporta o lançamento do último disco Zii & Zie mas que vem na sequência da fase iniciada pelo controverso álbum Cê, é de facto genial. Genial pela simplicidade da abordagem, pelo descontracção e jovialidade da banda, pela recuperação e, mais do que isso, pela reinvenção de alguns temas marcantes dos primeiros tempos da sua carreira e pelo Caetano, ponto.
Um desses exemplos é logo a música de abertura “A Voz do Morto”, um samba que fez no início da carreira, na década de 60, para Araci de Almeida cantar em homenagem ao Paulinho da Viola. Um resgate histórico saboroso com uma moderna roupagem de fazer inveja a qualquer banda rock:
"Estamos aqui no tablado
Feito de ouro e de prata
De filó de nylon
Eles querem salvar as glórias nacionais
As glórias nacionais, coitados
Ninguém de salva, ninguém me engana
Eu sou alegre, eu sou contente, eu sou cigana
Eu sou terrível, eu sou o samba
A voz do morto, os pés do torto
O cais do por, a vez do louco, a voz do mundo
Na Glória
Eu canto o mundo que roda
Eu e o Paulinho da Viola
E viva do Paulinho da Viola
Eu canto com o mundo que roda
Mesmo do lado de fora
Mesmo que eu não cante agora
Ninguém me entende, ninguém me chama
Mas ninguém me prende, ninguém me engana
Eu sou valente, eu sou o samba
A voz do morto, os pés do torto, atrás do murro
Rapaz do mundo, a vez de tudo
Na Glória"
É caso para perguntar, como pode um samba com mais de 40 anos ser cantado e tocado de uma maneira tão pós-tudo como se tivesse sido ontem?
Outros momentos marcantes são as interpretações de “Objeto Não Identificado”, “Bethânia” e “Eu sou Neguinha”. Caetano é um performer moderno.
Do álbum novo, gosto muito da canção "Lapa" que me trouxe a saudade do Rio de volta, o "Falso Leblon", "A cor amarela" e a música "Base de Guantanamo" digno sucessor do incómodo mas fascinante "Haiti".
Deu ainda tempo para uma maravilhosa interpretação de "Volver", uma partilha com o público com "Desde que o samba é samba" e um dos encores com um impressionante "Força Estranha" com direito a homenagem especial ao Rei, cantando finalmente o "no ar" no refrão.
Até no cenário, o show é emocionante com uma asa delata presente e que nos faz planar pelo Rio e por Havana. para acabar, uma grande banda com um tremendo Pedro Sá na guitarra!
Volta depressa!!
Este show que suporta o lançamento do último disco Zii & Zie mas que vem na sequência da fase iniciada pelo controverso álbum Cê, é de facto genial. Genial pela simplicidade da abordagem, pelo descontracção e jovialidade da banda, pela recuperação e, mais do que isso, pela reinvenção de alguns temas marcantes dos primeiros tempos da sua carreira e pelo Caetano, ponto.
Um desses exemplos é logo a música de abertura “A Voz do Morto”, um samba que fez no início da carreira, na década de 60, para Araci de Almeida cantar em homenagem ao Paulinho da Viola. Um resgate histórico saboroso com uma moderna roupagem de fazer inveja a qualquer banda rock:
"Estamos aqui no tablado
Feito de ouro e de prata
De filó de nylon
Eles querem salvar as glórias nacionais
As glórias nacionais, coitados
Ninguém de salva, ninguém me engana
Eu sou alegre, eu sou contente, eu sou cigana
Eu sou terrível, eu sou o samba
A voz do morto, os pés do torto
O cais do por, a vez do louco, a voz do mundo
Na Glória
Eu canto o mundo que roda
Eu e o Paulinho da Viola
E viva do Paulinho da Viola
Eu canto com o mundo que roda
Mesmo do lado de fora
Mesmo que eu não cante agora
Ninguém me entende, ninguém me chama
Mas ninguém me prende, ninguém me engana
Eu sou valente, eu sou o samba
A voz do morto, os pés do torto, atrás do murro
Rapaz do mundo, a vez de tudo
Na Glória"
É caso para perguntar, como pode um samba com mais de 40 anos ser cantado e tocado de uma maneira tão pós-tudo como se tivesse sido ontem?
Outros momentos marcantes são as interpretações de “Objeto Não Identificado”, “Bethânia” e “Eu sou Neguinha”. Caetano é um performer moderno.
Do álbum novo, gosto muito da canção "Lapa" que me trouxe a saudade do Rio de volta, o "Falso Leblon", "A cor amarela" e a música "Base de Guantanamo" digno sucessor do incómodo mas fascinante "Haiti".
Deu ainda tempo para uma maravilhosa interpretação de "Volver", uma partilha com o público com "Desde que o samba é samba" e um dos encores com um impressionante "Força Estranha" com direito a homenagem especial ao Rei, cantando finalmente o "no ar" no refrão.
Até no cenário, o show é emocionante com uma asa delata presente e que nos faz planar pelo Rio e por Havana. para acabar, uma grande banda com um tremendo Pedro Sá na guitarra!
Volta depressa!!
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Bommm, vou ali até Cannes e já volto
Além das publicidades não era mau ter a sorte de ver este concerto, Orquestra Imperial, Caetano Veloso e Jane Birkin cantando Gainsbourg... "Je suis venu te dire que je m'en vais" :)
domingo, 16 de maio de 2010
Emocionei-me
Vi o documentário "Coração Vagabundo", sobre o Caetano Veloso e são poucas as pessoas que me tocam de uma forma tão profunda como ele e não pára de me surpreender. A prova disso é esta música de Cole Porter, "So in love", que eu já conhecia, inclusivamente a versão dele mas ao vivo é mesmo um momento único comparável ao momento do filme "Habla con ella" do Almodôvar, pena não haver no youtube.
sábado, 1 de maio de 2010
"Gostosa, safada, cantada"
"Há uns meses, uma amiga brasileiraperguntou-me porque não conseguia encontrar uma canção portuguesa com "gajo"- afinal, uma palavra tão usada neste país. Consegui descobrir uma música dos Ena Pá 2000 com "gajo", mas a pergunta da minha amiga mostrou como dois povos, que falam a mesma língua, enlaçam de forma diferente letra e música. Esta semana, na Casa Fernando Pessoa, vi o documentário brasileiro "Palavra (En)cantada" e ouvi o guionista, Marcio Debellian, explicar como se viciou em Fernando Pessoa de pois de ouvir Maria Bethânia cantar o poeta do bigode tímido. Na tela vi Chico Buarque, Adriana Calcanhotto, Lenine, Caetano Veloso, Tom Zé e tantos outros que conseguiram, com ginga, excelência e usando a música, transportar a história oral para a literatura - uma literatura cantada, sem salamaleques, vénias, comendadores, punhos de renda ou cintos de castidade. Nas músicas brasileiras as pessoas "transam" e chegam a comer-se: "Vamos comer Caetano, degluti-lo, mastigá-lo, vamos lamber a língua", diz uma canção de Calcanhotto. No documentário, percebe-se como 500 anos de promiscuidade racial e miscigenação linguística resultaram em coisas como a Bossa Nova. Mas o filme é muito mais do que um relato histórico que viaja dos trovadores provençais até aos rappers cariocas. Está cheio de palavras gostosas, cantadas, safadas, malandras, incondicionalmente enamoradas - Lenine diz qe se lheparte o coração sempre que ouve os ditongos nasais - "ão" e "ãe" - exclusivos do português. E eu digo: obrigado, Brasil, por me dares tanta fome de língua"
Crónica Dia-A-Dia de Hugo Gonçalves no Jornal i de 01/05/10
Crónica Dia-A-Dia de Hugo Gonçalves no Jornal i de 01/05/10
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Maria Bethânia
Faz de mim um instrumento do teu prazer
(...) E de tua glória(...)!
Provo do favo do teu mel
Cavo a direita claridade do céu
E agarro o sol com a mão (...)"
Mel - Caetano Veloso
Provo do favo do teu mel
Cavo a direita claridade do céu
E agarro o sol com a mão (...)"
Mel - Caetano Veloso
domingo, 25 de abril de 2010
Estou longe e perto, sinto alegrias, tristezas e brinco...
"Quando você
Me ouvir cantar
Venha não creia
Eu não corro perigo
Digo, não ligo, não digo
Deixo no ar
Eu sigo apenas porque
eu gosto de cantar...
Tudo vai mal, tudo
Tudo é igual
Quando eu canto e sou mudo
Mas eu não minto, não minto, não
Estou longe e perto
Sinto alegrias, tristezas e brinco...
Meu amor!
Tudo em volta está deserto
Tudo certo
Tudo certo como dois e dois
são cinco..."
Como dois e dois - Marina Lima
Música de Caetano, popularizada pelo Rei Roberto.
Me ouvir cantar
Venha não creia
Eu não corro perigo
Digo, não ligo, não digo
Deixo no ar
Eu sigo apenas porque
eu gosto de cantar...
Tudo vai mal, tudo
Tudo é igual
Quando eu canto e sou mudo
Mas eu não minto, não minto, não
Estou longe e perto
Sinto alegrias, tristezas e brinco...
Meu amor!
Tudo em volta está deserto
Tudo certo
Tudo certo como dois e dois
são cinco..."
Como dois e dois - Marina Lima
Música de Caetano, popularizada pelo Rei Roberto.
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quarta-feira, 14 de abril de 2010
Mimar você
"Eu te quero só pra mim
Você mora em meu coração
Não me deixe só aqui
esperando mais um verão
Te espero meu bem
Pra gente se amar de novo
Mimar você
Nas quatro estações
Relembrar
O tempo que passamos juntos
Bem bom viver
Andar de mãos dadas
Na beira da praia
Por esse momento
Eu sempre esperei"
Mimar você - Caetano Veloso
Você mora em meu coração
Não me deixe só aqui
esperando mais um verão
Te espero meu bem
Pra gente se amar de novo
Mimar você
Nas quatro estações
Relembrar
O tempo que passamos juntos
Bem bom viver
Andar de mãos dadas
Na beira da praia
Por esse momento
Eu sempre esperei"
Mimar você - Caetano Veloso
sexta-feira, 9 de abril de 2010
O que você quer mais?!!
Depois da derrota do meu Benfica, estar às 4,30 da madrugada no escritório apetece mesmo mesmo ouvir Caetano para descomprimir e esta é a música mais certa e adequada :) Escândalo! Não há ninguém como o Caetano, mesmo. A gente se vê em Julho.
"Oh, doce irmã, o que você quer mais
Eu já arranhei minha garganta toda atrás de alguma paz
Agora nada de machado e sândalo
Eu já estou sã da loucura que havia em sermos nós
Também sou fã da lua sobre o mar
Todas as coisas lindas dessa vida eu sempre soube amar
Não quero quebrar os bares como um vândalo
Você que traz o escândalo irmã luz
Eu marquei demais, tô sabendo
Aprontei de mais, só vendo
Mas agora faz um frio aqui
Me responda, tô sofrendo
Rompe a manhã da luz em fúria arder
Dou gargalhada, dou dentada na maçã da luxúria, pra quê?
Se ninguém tem dó, ninguém entende nada
O grande escândalo sou eu aqui só
Mamãe, eu já marquei demais, tô sabendo
Aprontei de mais, só vendo
Mas agora faz um frio aqui
Mes responda, tô sofrendo
Rompe a manhã da luz em fúria arder
Dou gargalhada, dou dentada na maçã da luxúria, pra quê?
Se ninguém tem dó, ninguém entende nada
O grande escândalo sou eu aqui só"
PS: Devo fazer apenas um reparo importante, só não estou, estão aqui mais alguns bravos a teclar como se não houvesse amanhã, o que neste caso, é mesmo verdade para o trabalho em questão.
Acho que estou um bocadinho mais optimista :)
"Oh, doce irmã, o que você quer mais
Eu já arranhei minha garganta toda atrás de alguma paz
Agora nada de machado e sândalo
Eu já estou sã da loucura que havia em sermos nós
Também sou fã da lua sobre o mar
Todas as coisas lindas dessa vida eu sempre soube amar
Não quero quebrar os bares como um vândalo
Você que traz o escândalo irmã luz
Eu marquei demais, tô sabendo
Aprontei de mais, só vendo
Mas agora faz um frio aqui
Me responda, tô sofrendo
Rompe a manhã da luz em fúria arder
Dou gargalhada, dou dentada na maçã da luxúria, pra quê?
Se ninguém tem dó, ninguém entende nada
O grande escândalo sou eu aqui só
Mamãe, eu já marquei demais, tô sabendo
Aprontei de mais, só vendo
Mas agora faz um frio aqui
Mes responda, tô sofrendo
Rompe a manhã da luz em fúria arder
Dou gargalhada, dou dentada na maçã da luxúria, pra quê?
Se ninguém tem dó, ninguém entende nada
O grande escândalo sou eu aqui só"
PS: Devo fazer apenas um reparo importante, só não estou, estão aqui mais alguns bravos a teclar como se não houvesse amanhã, o que neste caso, é mesmo verdade para o trabalho em questão.
Acho que estou um bocadinho mais optimista :)
quarta-feira, 31 de março de 2010
Moça
"Moça
Me espere amanhã
Levo o meu coração
Pronto pra te entregar
Moça eu te prometo
Eu me viro do avesso
Só pra te abraçar"
Linda esta música, Grande Caetano.
Me espere amanhã
Levo o meu coração
Pronto pra te entregar
Moça eu te prometo
Eu me viro do avesso
Só pra te abraçar"
Linda esta música, Grande Caetano.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Diga espelho meu se há na avenida alguém mais feliz que eu!
É Hoje
"A minha alegria atravessou o mar
E ancorou na passarela
Fez um desembarque fascinante
No maior show da terra
Será que eu serei o dono dessa festa
Um rei
No meio de uma gente tão modesta
Eu vim descendo a serra
Cheio de euforia para desfilar
O mundo inteiro espera
Hoje é dia do riso chorar
Levei o meu samba pra mãe de santo rezar
Contra o mal olhado eu carrego meu patuá
Eu levei !
Acredito
Acredito ser o mais valente nessa luta do rochedo com o mar
E com o ar!
É hoje o dia da alegria
E a tristeza, nem pode pensar em chegar
Diga espelho meu!
Diga espelho meu
Se há na avenida alguém mais feliz que eu
Diga espelho meu"
"É hoje" Samba enredo da União da Ilha do Governador (onde está o Galeão ou, mais precisamente, o Aeroporto Internacional António Carlos Jobim) composto pela dupla Didi e Maestrinho. Este samba tem tudo a ver com os meus sentimentos cada vez que saio do avião no tal Galeão, aí, não há ninguém mais feliz como eu. Versões incríveis do Monobloco e da Fernanda Abreu mas esta do Caetano é dimais!
"A minha alegria atravessou o mar
E ancorou na passarela
Fez um desembarque fascinante
No maior show da terra
Será que eu serei o dono dessa festa
Um rei
No meio de uma gente tão modesta
Eu vim descendo a serra
Cheio de euforia para desfilar
O mundo inteiro espera
Hoje é dia do riso chorar
Levei o meu samba pra mãe de santo rezar
Contra o mal olhado eu carrego meu patuá
Eu levei !
Acredito
Acredito ser o mais valente nessa luta do rochedo com o mar
E com o ar!
É hoje o dia da alegria
E a tristeza, nem pode pensar em chegar
Diga espelho meu!
Diga espelho meu
Se há na avenida alguém mais feliz que eu
Diga espelho meu"
"É hoje" Samba enredo da União da Ilha do Governador (onde está o Galeão ou, mais precisamente, o Aeroporto Internacional António Carlos Jobim) composto pela dupla Didi e Maestrinho. Este samba tem tudo a ver com os meus sentimentos cada vez que saio do avião no tal Galeão, aí, não há ninguém mais feliz como eu. Versões incríveis do Monobloco e da Fernanda Abreu mas esta do Caetano é dimais!
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Camisa Amarela
Tema delicioso do grande Ary Barroso popularizado, para nós portugueses, pela Maria da Graça no inesquecível "Páteo das Cantigas". Noutro registo a Nara Leão e o Caetano também têm o jeitinho todo!
Esta performance do Inemitável Ribeirinho é também deliciosa!!! Segundo algumas pesquisas, este tema chama-se "Conversa para estrangeiro", de Cyro de Souza, gravação original da cantora brasileira Dircinha Batista em 1939.
Esta performance do Inemitável Ribeirinho é também deliciosa!!! Segundo algumas pesquisas, este tema chama-se "Conversa para estrangeiro", de Cyro de Souza, gravação original da cantora brasileira Dircinha Batista em 1939.
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domingo, 17 de janeiro de 2010
Você...
Você é linda - Caetano Veloso
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Lisboa que amanhece...
"Cansados vão os corpos para casa
dos ritmos imitados de outra dança
a noite finge ser
ainda uma criança
de olhos na lua
com a sua
cegueira da razão e do desejo
A noite é cega e as sombras de Lisboa
são da cidade branca a escura face
Lisboa é mãe solteira
amou como se fosse
a mais indefesa
princesa
que as trevas algum dia coroaram
Não sei se dura sempre esse teu beijo
ou apenas o que resta desta noite
o vento enfim parou
já mal o vejo
por sobre o Tejo
e já tudo pode ser tudo aquilo que parece
na Lisboa que amanhece
O Tejo que reflecte o dia à solta
à noite é prisioneiro dos olhares
ao cais dos miradouros
vão chegando dos bares
os navegantes
amantes
das teias que o amor e o fumo tecem
E o Necas que julgou que era cantora
que as dádivas da noite são eternas
mal chega a madrugada
tem que rapar as pernas
para que o dia não traia
Dietrichs que não foram nem Marlenes
Não sei se dura sempre esse teu beijo ...
Em sonhos, é sabido, não se morre
aliás essa é a única vantagem
de, após o vão trabalho
o povo ir de viagem
ao sono fundo
fecundo
em glórias e terrores e venturas
E ai de quem acorda estremunhado
espreitando pela fresta a ver se é dia
a esse as ansiedades
ditam sentenças friamente ao ouvido
ruído
que a noite, a seu costume, transfigura
Não sei se dura sempre esse teu beijo ..."
Lisboa que amanhece - Sérgio Godinho (versão com Caetano Veloso)
Para mim, a versão da música, Caetano faz toda a diferença. É raro o amanhecer em Lisboa em que ela não me venha à cabeça.
dos ritmos imitados de outra dança
a noite finge ser
ainda uma criança
de olhos na lua
com a sua
cegueira da razão e do desejo
A noite é cega e as sombras de Lisboa
são da cidade branca a escura face
Lisboa é mãe solteira
amou como se fosse
a mais indefesa
princesa
que as trevas algum dia coroaram
Não sei se dura sempre esse teu beijo
ou apenas o que resta desta noite
o vento enfim parou
já mal o vejo
por sobre o Tejo
e já tudo pode ser tudo aquilo que parece
na Lisboa que amanhece
O Tejo que reflecte o dia à solta
à noite é prisioneiro dos olhares
ao cais dos miradouros
vão chegando dos bares
os navegantes
amantes
das teias que o amor e o fumo tecem
E o Necas que julgou que era cantora
que as dádivas da noite são eternas
mal chega a madrugada
tem que rapar as pernas
para que o dia não traia
Dietrichs que não foram nem Marlenes
Não sei se dura sempre esse teu beijo ...
Em sonhos, é sabido, não se morre
aliás essa é a única vantagem
de, após o vão trabalho
o povo ir de viagem
ao sono fundo
fecundo
em glórias e terrores e venturas
E ai de quem acorda estremunhado
espreitando pela fresta a ver se é dia
a esse as ansiedades
ditam sentenças friamente ao ouvido
ruído
que a noite, a seu costume, transfigura
Não sei se dura sempre esse teu beijo ..."
Lisboa que amanhece - Sérgio Godinho (versão com Caetano Veloso)
Para mim, a versão da música, Caetano faz toda a diferença. É raro o amanhecer em Lisboa em que ela não me venha à cabeça.
sábado, 9 de janeiro de 2010
Teresa da Praia
Em homenagem ao meu querido brother Paulinho. Umas das primeiras criações do mestre e maestro Tom Jobim, aqui em parceria com Billy Blanco. Uma criação que seriu para apaziguar um conflito latente entre os clubes e fãs dos dois grandes ícons da época, Dick Farney e Lúcio Alves. A guera era tão real que os dois resolveram fazer um dueto para demonstrarem que se davam bem, pelo menos, é isso que conta Ruy de Castro no seu apaixonante livro Chega de Saudades. Infelizmente não existe a versão desse dueto mas tem uma versão da música com o Dick Farney e tem também a versão deliciosa do Roberto Carlos e Caetano Veloso no show dos dois, de homenagem aos 50 anos da Bossa Nova.
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Roberto Carlos
Já pra lá de Marraquexe
Quantas vezes nos sentimos assim, né?
Qualquer Coisa - Caetano Veloso
Qualquer Coisa - Caetano Veloso
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