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sexta-feira, 16 de novembro de 2018
A surpresa Carolina
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Rui Veloso
quinta-feira, 15 de novembro de 2018
Do avesso
sexta-feira, 9 de novembro de 2018
A Márcia volta com "Vai e vem"
sexta-feira, 8 de junho de 2018
Hoje é um bom dia
sexta-feira, 25 de maio de 2018
A primeira dança do Tiago
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Tiago Nacarato
quinta-feira, 21 de dezembro de 2017
Concerto à antiga
Há cerca de um mês fomos ver o concerto do Miguel Araújo no Coliseu, um dos primeiros desta sua nova tournée de lançamento do seu novo disco "Giesta". Reconheço no Miguel um talento desmesurável, quer com intérprete e músico, quer como autor mas não sou seu fã incondicional e acho este seu último disco demasiado étnico-autobiográfico, a puxar muito à sua história e à música que o influenciou nos primórdios da sua formação musical.
Não quer dizer que não seja bom pois está lá tudo o que o Miguel nos habitou, poemas simples e quase naifs mas cheios de emoção e estórias encantadoras, muita consistência em termos musicais e melódicos, excelentes arranjos, pelo menos uma grande música (para mim a única música que sobressai é o "1987") mas, mesmo assim, pessoalmente, não me encanta.
No entanto, fiquei totalmente rendido ao concerto, mais do que encantado, fiquei assoberbado. Espaço cénico lindíssimo, grandes músicos, uma dinâmica cénica elaborada, com troca de palco e incorporação de músicos a meio. Interpretação irrepreensível mas ao mesmo tempo sem nunca esquecer a capacidade intimista que, pelo menos, nos concertos a meias com o Zambujo, eu senti que era mais um dos seus talentos. Senti, mais uma vez, que podíamos estar na sua casa ou mesmo na casa dos seus avós em Sangemil à volta da lareira, caso exista. Aliás, a já famosa banda dos seus tios, os Kappas, não podia faltar à festa, bem como a outra banda de suporte da família, os Primus que também abrilhantaram a noite.
A noite não podia ficar completa com mais uns amigos, os Azeitonas, que encerraram o set, nesta que foi a primeira digressão do miguel depois de ter decidido abamndonar este seu outro projecto, do qual foi um dos seus progenitores.
Foi uma festa à antiga sem ter deixado de ser um grande momento de música em qualquer parte do planeta e mais uma estória especial que vai ficar para a história desta sala de espetáculos tão emblemática.
Não quer dizer que não seja bom pois está lá tudo o que o Miguel nos habitou, poemas simples e quase naifs mas cheios de emoção e estórias encantadoras, muita consistência em termos musicais e melódicos, excelentes arranjos, pelo menos uma grande música (para mim a única música que sobressai é o "1987") mas, mesmo assim, pessoalmente, não me encanta.
No entanto, fiquei totalmente rendido ao concerto, mais do que encantado, fiquei assoberbado. Espaço cénico lindíssimo, grandes músicos, uma dinâmica cénica elaborada, com troca de palco e incorporação de músicos a meio. Interpretação irrepreensível mas ao mesmo tempo sem nunca esquecer a capacidade intimista que, pelo menos, nos concertos a meias com o Zambujo, eu senti que era mais um dos seus talentos. Senti, mais uma vez, que podíamos estar na sua casa ou mesmo na casa dos seus avós em Sangemil à volta da lareira, caso exista. Aliás, a já famosa banda dos seus tios, os Kappas, não podia faltar à festa, bem como a outra banda de suporte da família, os Primus que também abrilhantaram a noite.
A noite não podia ficar completa com mais uns amigos, os Azeitonas, que encerraram o set, nesta que foi a primeira digressão do miguel depois de ter decidido abamndonar este seu outro projecto, do qual foi um dos seus progenitores.
Foi uma festa à antiga sem ter deixado de ser um grande momento de música em qualquer parte do planeta e mais uma estória especial que vai ficar para a história desta sala de espetáculos tão emblemática.
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Os Azeitonas
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
Carminho e Tom Jobim
A música contemporânea portuguesa tem dado umas cantadas à música brasileira e isso está fazendo muito bem à cultura dos dois países. Depois do António Zambujo ter lançado a sua interpretação das canções de Chico Buarque, é lançado oficialmente hoje o novo trabalho da Carminho que decidiu mergulhar no vasto repertório do maestro Anónio Carlos Jobim e demonstrar, mais uma vez, que o fado também sabe cantar bossa nova.
Fico feliz de ver artistas consagrados brasileiros a apadrinhar ativamente estes trabalhos com as suas participações. O filho Paulo Jobim acompanha a Carminho com o seu violão em todas as músicas e há três duetos, no tema "Estrada do sol" com Marisa Monte, Chico Buarque canta "Falando de Amor" e tem ainda Maria Bethânia que partilha a linda "Modinha".
Fico feliz de ver artistas consagrados brasileiros a apadrinhar ativamente estes trabalhos com as suas participações. O filho Paulo Jobim acompanha a Carminho com o seu violão em todas as músicas e há três duetos, no tema "Estrada do sol" com Marisa Monte, Chico Buarque canta "Falando de Amor" e tem ainda Maria Bethânia que partilha a linda "Modinha".
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quarta-feira, 9 de novembro de 2016
Edu Mundo
O estúdio tem sido a sua segunda casa, onde prepara o disco de lançamento que contará com algumas participações especiais." Esta é a nota biográfica que Edu Mundo tem na sua página de Facebook.
Confesso que nunca tinha ouvido falar dele apesar de, inconsciente, já o conhecer devido à sua participação na banda de reggae nortenha, de Leça da Palmeira, Souls of Fire. Foi um acaso que me fez descobrir que era ele o autor da música "Pantomineiro" que o António Zambujo incluiu no seu disco de 2014 "Rua da Emenda".
Foi também por acaso mas com enorme prazer que encontrei a sua versão da mesma música e outros exemplos desta sua recente escolha de enveredar por este rumo a solo.
É mais uma excelente demonstração da vivacidade e da indubitável qualidade da música portuguesa da atualidade. Fico a aguardar esse tão ansiado trabalho.
Edu Mundo - (Verão) from OFFICE FOR LOCAL ARTS on Vimeo.
Edu Mundo - Pantomineiro from Cavalo Azul on Vimeo.
quarta-feira, 26 de outubro de 2016
Injuriado
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terça-feira, 11 de outubro de 2016
O Buarque do Zambujo
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sexta-feira, 9 de setembro de 2016
Araújo & Zambujo
Esta é a segunda gravação que o António Zambujo e o Miguel Araújo publicam dos seus concertos a dois que tanto entusiasmaram o Porto e Lisboa e que vão voltar brevemente. Estou com muita vontade que saia o registo destes concertos que, muito provavelmente, sairá lá mais para o Natal.
sexta-feira, 8 de julho de 2016
Triunvirato de luxo
A música chama-se mesmo "Triunvirato", tem letra e música do talentoso Samuel Úria e junta este com outras duas figuras fundamentais da nossa música atual, António Zambujo e Miguel Araújo.
Faz parte do excelente disco do Samuel de 2013, "O grande medo do pequeno mundo" e tendo em conta as agendas ultra atarefadas, principalmente dos últimos dois, o momento deste clip gravado na Casa da Música deve ter sido uma raridade. A música é uma balada bucólica e encantadora à Samuel Úria e a reunião de tanto talento confere-lhe uma aura virtuosa e envolvente. Gosto muito e não consigo explicar porque é que ainda não fazia parte deste espólio.
Faz parte do excelente disco do Samuel de 2013, "O grande medo do pequeno mundo" e tendo em conta as agendas ultra atarefadas, principalmente dos últimos dois, o momento deste clip gravado na Casa da Música deve ter sido uma raridade. A música é uma balada bucólica e encantadora à Samuel Úria e a reunião de tanto talento confere-lhe uma aura virtuosa e envolvente. Gosto muito e não consigo explicar porque é que ainda não fazia parte deste espólio.
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terça-feira, 29 de março de 2016
Agora venha o DVD
Ontem à noite no Porto cumpriram-se os 17 concertos que juntaram o António Zambujo e o Miguel Araújo durante, quase, dois meses entre Lisboa e o Porto. Incrivelmente, parece que esgotaram todos e, porovavelmente, esgotariam mais dois ou três se resolvessem abirir mais datas.
É uma prova feliz de vitalidade desta nova música portuguesa e destes dois artistas que a representam tão bem. Música com qualidade mas sem preconceitos, descontraída mas muito profissional e, no caso deles, com uma cumplicidade singela mas que transformou cada noite em momentos inesquecíveis. Pelo menos nas duas que tivemos a sorte de assistir foi isso que aconteceu.
Já existe uma pequena amostra semi produzida daquilo que foram estas 17 noites e que vai, com certeza, ficar registado em CD e DVD e a música que escolheram, "No rancho fundo", um samba-canção clássico da autoria de Ary Barroso e que foi popularizado por uma dupla sertaneja na trilha sonora da telenovela Tieta, não poderia ser mais bem escolhida pois representa esta dimensão transversal, multi cultural e apátrida que a língua portuguesa possui. E a vontade e o prazer que demonstram a interpretar músicas de outros estilos e de outras geografias é também um contributo importante para o poder de atração e para o sucesso deles.
Venha o DVD.
É uma prova feliz de vitalidade desta nova música portuguesa e destes dois artistas que a representam tão bem. Música com qualidade mas sem preconceitos, descontraída mas muito profissional e, no caso deles, com uma cumplicidade singela mas que transformou cada noite em momentos inesquecíveis. Pelo menos nas duas que tivemos a sorte de assistir foi isso que aconteceu.
Já existe uma pequena amostra semi produzida daquilo que foram estas 17 noites e que vai, com certeza, ficar registado em CD e DVD e a música que escolheram, "No rancho fundo", um samba-canção clássico da autoria de Ary Barroso e que foi popularizado por uma dupla sertaneja na trilha sonora da telenovela Tieta, não poderia ser mais bem escolhida pois representa esta dimensão transversal, multi cultural e apátrida que a língua portuguesa possui. E a vontade e o prazer que demonstram a interpretar músicas de outros estilos e de outras geografias é também um contributo importante para o poder de atração e para o sucesso deles.
Venha o DVD.
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quarta-feira, 23 de março de 2016
A boa música é assim, pelo menos para mim
Quando dois talentos se encontram e se divertem, geralmente, dá nisto, numa explosão de boa energia e numa música que envolve e nos estimula todas as boas sensações que gostamos de ter e partilhar. Neste caso especial, o facto torna-se ainda mais extraordinário pelo encontro imprevisto, inesperado e até dissonante entre o clássico e o tradicional do fado e o contemporâneo.
É verdade que os novos intérpretes do fado o retiraram das suas barreiras e até prisões dogmáticas e o trouxeram para o cotidiano. Honra seja feita à Mariza, ao António Zambujo e à Carminho, neste caso. Graças à sua descontração e desembaraço é cada vez mais comum ver o fado fora da sua zona de conforto e aventurar-se para novos estilos e ritmos. Este dueto da Carminho com os HMB é excelente exemplo disso, como já tinha sido também o dueto da Carminho com a Marisa Monte ou os duetos da Roberta Sá com o António Zambujo, para referir apenas alguns.A música também se faz desta partilha quase descomprometida e desinteressada. Com uma forte componente de risco mas com um alto grau de vontade e desejo de se fazer, tal qual o amor de que falam na música. Deve ser assim, pelo menos para eles e também para mim, para nós.
"Eu não sei se algum dia eu vou mudar
Mas eu sei que por ti posso tentar
Até me entreguei e foi de uma vez
Num gesto um pouco louco
Sem pensar em razões nem porquês"
O amor é assim - HMB e Carminho
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segunda-feira, 14 de março de 2016
American tune
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
Dia de romaria
Hoje vamos ver o Zambujo e o Araújo e a rima perfeita dos nomes apetece que não seja uma mera coincidência tal a cumplicidade que têm vindo a demonstrar em todos os momentos que partilham o seu talento e o oferecem a quem os vai ver.
Não será de todo indissociável a amizade longa e, aparentemente, genuína que têm vindo a construir regada e valorizada pela música e pelas canções, paixão que ambos partilham o que permite que cada coisa que façam juntos se torne num momento de celebrtação e de energia positiva.
Não tenho dúvidas nenhumas em dizer que, atualmente, estes são os dois músicos mais celebrados da música portuguesa e isso também contribui para, não só, continuarem mas também para fazerem cada vez melhor. A prova disso é esta maratona de concertos que iniciaram na passada quarta feira e que, entre Coliseu de Lisboa e do Porto, vai durar até final de Março.
Uma das maiores virtudes dos dois é a sua capacidade natural de transformar estórias e experiências do dia a dia em canções que emocionam e nos envolvem quase automaticamente. A outra é o facto de, apesar de todo este suceessso continuar a não se vislumbrar, em nenhum deles, qualquer tipo de indício de celebridade. Pelo contrário, conseguem sempre transformar a experiência num momento quase familiar como se fizéssemos parte do grupo de amigos estivéssemos na sala de jantar de álguém a ouvi-los tocar e contar estórias. Eu gostava.
Vou ter um enorme gosto de voltar a vê-los e a ouvi-los juntos, a ouviar a voz versátil, imprevisível e cheia do seu Alentejo do Zambujo e a pronúncia do norte salpicada de gotas de Rui Veloso e Carlos Tê de um Porto que já não é o sentido dos anos 90 do século 20 mas sim um Porto com auto estima, sofisticado, contemporâneo e orgulhoso por essas conquistas mas que continua, vaidosamente a trocar os "vês pelos bês".
"Por mais duro o serviço
Que a terra peça da gente
Eu não sei por que feitiço
Temos sempre novo alento"
Romaria das festas de Santa Eufémia - Miguel Aráujo e António Zambujo
Não será de todo indissociável a amizade longa e, aparentemente, genuína que têm vindo a construir regada e valorizada pela música e pelas canções, paixão que ambos partilham o que permite que cada coisa que façam juntos se torne num momento de celebrtação e de energia positiva.
Não tenho dúvidas nenhumas em dizer que, atualmente, estes são os dois músicos mais celebrados da música portuguesa e isso também contribui para, não só, continuarem mas também para fazerem cada vez melhor. A prova disso é esta maratona de concertos que iniciaram na passada quarta feira e que, entre Coliseu de Lisboa e do Porto, vai durar até final de Março.
Uma das maiores virtudes dos dois é a sua capacidade natural de transformar estórias e experiências do dia a dia em canções que emocionam e nos envolvem quase automaticamente. A outra é o facto de, apesar de todo este suceessso continuar a não se vislumbrar, em nenhum deles, qualquer tipo de indício de celebridade. Pelo contrário, conseguem sempre transformar a experiência num momento quase familiar como se fizéssemos parte do grupo de amigos estivéssemos na sala de jantar de álguém a ouvi-los tocar e contar estórias. Eu gostava.
Vou ter um enorme gosto de voltar a vê-los e a ouvi-los juntos, a ouviar a voz versátil, imprevisível e cheia do seu Alentejo do Zambujo e a pronúncia do norte salpicada de gotas de Rui Veloso e Carlos Tê de um Porto que já não é o sentido dos anos 90 do século 20 mas sim um Porto com auto estima, sofisticado, contemporâneo e orgulhoso por essas conquistas mas que continua, vaidosamente a trocar os "vês pelos bês".
"Por mais duro o serviço
Que a terra peça da gente
Eu não sei por que feitiço
Temos sempre novo alento"
Romaria das festas de Santa Eufémia - Miguel Aráujo e António Zambujo
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
Que maravilha!
Sou um fã incondicional do António Zambujo e tam,bém sou um fã incondicional da música brasileira e de Noel Rosa. Não sou sou grande apreciador do Ney Matogrosso e do seu estilo mas este dueto encheu-me as medidas. Tudo está bem feito, a escolha da música que é uma das mais bonitas do Noel Rosa e que o Zambujo escolheu para ter no seu último trabalho, a interpretação dos dois, a guitarra que os acompanha e o ambiente que está e que vibra com este momento. Faltam mais coisas destas mas a verdade é que o António Zambujo tem feito muito para esta mistura da cultura portuguesa e brasileira que deveria ser, aparentemente, natural.
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segunda-feira, 16 de novembro de 2015
Novas da Roberta Sá
Novo disco da Roberta Sá, chama-se "Delírio" e é o seu sexto trabalho publicado.
Tem várias participações nomeadamente do António Zambujo e do Chico Buarque e os dois temas em que participam, além de serem dois momentos marcantes deste álbum serão, com certeza, dois temas que deixarão a sua marca na música lusófona. Mais dois duetos que tocam.
Tem várias participações nomeadamente do António Zambujo e do Chico Buarque e os dois temas em que participam, além de serem dois momentos marcantes deste álbum serão, com certeza, dois temas que deixarão a sua marca na música lusófona. Mais dois duetos que tocam.
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terça-feira, 14 de julho de 2015
A Amália continua a encantar
Vai sair no próximo dia 17 de Julho o disco, "Amália: As vozes do fado", produzido pelo cineasta luso-francês Ruben Alves, autor do filme "A Gaiola Dourada". O Projeto tem associado ainda um documentário sobre o Fado assinado também pelo Ruben Alves e com estreia marcada para o final de 2015.
O disco reúne os fadistas contemporâneos Ana Moura, António Zambujo, Carminho, Camané, Gisela João, Ricardo Ribeiro e as participações especiais de Bonga, Caetano Veloso, Mayra Andrade e Javier Limón.
Além disso, a capa do disco tem por base um trabalho idealizado pelo artista plástico Vhils e executado em parceria com a equipa de calceteiros de Lisboa, autores e zeladores de um dos principais patrimônios iconográficos de Lisboa.
O disco reúne os fadistas contemporâneos Ana Moura, António Zambujo, Carminho, Camané, Gisela João, Ricardo Ribeiro e as participações especiais de Bonga, Caetano Veloso, Mayra Andrade e Javier Limón.
Além disso, a capa do disco tem por base um trabalho idealizado pelo artista plástico Vhils e executado em parceria com a equipa de calceteiros de Lisboa, autores e zeladores de um dos principais patrimônios iconográficos de Lisboa.
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sexta-feira, 8 de maio de 2015
Este poema é simplesmente maravilhoso
Há umas semanas atrás tivemos a oportunidade e o prazer de assistir a um concerto / conversa muito descontraído do Miguel Araújo e do António Zambujo.
Para mim são os dois talentos maiores da música portuguesa da atualidade, o Zambujo pela capacidade de criar um estilo próprio e único que conseguiu retirar o fado das correntes da tradição de uma forma absolutamente marcante e percursora. Já muitos tinham tentado mas, na minha modesta opinião, só ele o conseguiu em toda a plenitude. E o resultado está aí, digressões por todo o mundo e o povo mais musical do mundo, o brasileiro, totalmente rendido e apaixonado a este talento cá da terrinha.
O Miguel Araújo não tem esta dimensão, nem sei se algum dia vai ter e, por vezes parece que não é isso que o move. No entanto é um compositor e um letrista talentoso e, se me o enorme Carlos Alberto Gomes Monteiro me permitir, o digno sucessor do galático Carlos Tê. O Zambujo disse-o nesse encontro que o Miguel era um fazedor de sucessos e, eu que nunca tinho visto as coisas por esse prisma, dei-lhe logo toda a razão. Como ele já disse, são cantigas simples que contam pequenas estórias mas a simplicidade é tão difícil e torna-se tão apaixonante nas suas palavras.
São de sua autoria os temas "Reader's Digest" e "Pica do sete" que o Zambujo gravou em dois dos seus álbuns e este maravilhoso poema que compôs para a Ana Moura, chamado "E tu gostavas de mim". Uma verdadeira delícia.
"Aviões no céu a mil
Banda larga em arganil
Argonautas, foguetões
Fogos factuos e neutrões
Nitro super combustão
Consta em santa comba dão
Dão-se destas situações
Milagres, aparições
Dava-se outro caso assim
E tu gostavas de mim
Pode um rebento em belém
Ser filho mas só da mãe
Multiplicação do pão
O boavista campeão
Automóveis sem motor
Motociclos a vapor
Se não tem divina mão
E acontece tudo em vão
Dava-se outro acaso assim
E tu gostavas de mim
Lei e ordem no brasil
Ciberespaço em contumil
Cães em naves espaciais
Microchips em cães normais
Microsondas em plutão
Dentro da televisão
Situações paranormais
Para nós mais que banais
Não era pedir de mais
E tu gostavas de mim"
E tu gostavas de mim - Miguel Araújo
Para mim são os dois talentos maiores da música portuguesa da atualidade, o Zambujo pela capacidade de criar um estilo próprio e único que conseguiu retirar o fado das correntes da tradição de uma forma absolutamente marcante e percursora. Já muitos tinham tentado mas, na minha modesta opinião, só ele o conseguiu em toda a plenitude. E o resultado está aí, digressões por todo o mundo e o povo mais musical do mundo, o brasileiro, totalmente rendido e apaixonado a este talento cá da terrinha.
O Miguel Araújo não tem esta dimensão, nem sei se algum dia vai ter e, por vezes parece que não é isso que o move. No entanto é um compositor e um letrista talentoso e, se me o enorme Carlos Alberto Gomes Monteiro me permitir, o digno sucessor do galático Carlos Tê. O Zambujo disse-o nesse encontro que o Miguel era um fazedor de sucessos e, eu que nunca tinho visto as coisas por esse prisma, dei-lhe logo toda a razão. Como ele já disse, são cantigas simples que contam pequenas estórias mas a simplicidade é tão difícil e torna-se tão apaixonante nas suas palavras.
São de sua autoria os temas "Reader's Digest" e "Pica do sete" que o Zambujo gravou em dois dos seus álbuns e este maravilhoso poema que compôs para a Ana Moura, chamado "E tu gostavas de mim". Uma verdadeira delícia.
"Aviões no céu a mil
Banda larga em arganil
Argonautas, foguetões
Fogos factuos e neutrões
Nitro super combustão
Consta em santa comba dão
Dão-se destas situações
Milagres, aparições
Dava-se outro caso assim
E tu gostavas de mim
Pode um rebento em belém
Ser filho mas só da mãe
Multiplicação do pão
O boavista campeão
Automóveis sem motor
Motociclos a vapor
Se não tem divina mão
E acontece tudo em vão
Dava-se outro acaso assim
E tu gostavas de mim
Lei e ordem no brasil
Ciberespaço em contumil
Cães em naves espaciais
Microchips em cães normais
Microsondas em plutão
Dentro da televisão
Situações paranormais
Para nós mais que banais
Não era pedir de mais
E tu gostavas de mim"
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